O uso de óleos vegetais na rotina de cuidados com os cabelos pode ser uma alternativa simples para quem busca reduzir o ressecamento, melhorar a aparência dos fios e diminuir a quebra. A aplicação, porém, exige alguns cuidados, principalmente quando o produto é levado diretamente ao couro cabeludo. A escolha do óleo, a quantidade utilizada e o tempo de contato fazem diferença no resultado.
De acordo com informações reunidas pelo TV Foco, óleos vegetais, como o de alecrim e o de rícino, são utilizados em cuidados capilares e podem ser associados à massagem no couro cabeludo. A prática, entretanto, não deve ser confundida com um tratamento capaz de fazer o cabelo crescer rapidamente. O principal benefício dos óleos para os fios está relacionado à lubrificação e à proteção contra o ressecamento e a quebra.
CONDICIONADOR E ÓLEO TÊM FUNÇÕES DIFERENTES
O condicionador é uma etapa importante depois do shampoo porque ajuda a deixar a superfície da fibra capilar mais uniforme, reduzindo o atrito entre os fios. Isso facilita o desembaraço e pode diminuir a quebra provocada durante a escovação ou o penteado.
A aplicação, no entanto, deve considerar as características do cabelo. Em fios finos e lisos, colocar condicionador diretamente na raiz pode deixar o cabelo pesado e com aparência oleosa. Por isso, normalmente é mais indicado concentrar o produto no comprimento e nas pontas.
Já cabelos secos, cacheados e crespos podem se beneficiar de uma aplicação mais generosa no comprimento, especialmente porque apresentam maior tendência ao ressecamento.
O óleo vegetal exerce outra função. Dependendo do tipo utilizado, ele pode ajudar na lubrificação dos fios, reduzir o atrito e melhorar a sensação de maciez. Por isso, não é necessário misturar óleo ao condicionador para obter esses efeitos.
COMO O ÓLEO PODE AJUDAR A FORTALECER O CABELO
Quando se fala em fortalecimento, é importante diferenciar a fibra capilar do crescimento do cabelo. O fio que já saiu do couro cabeludo é uma estrutura que não possui atividade biológica. Assim, produtos aplicados no comprimento não fazem com que ele “nasça” mais forte.
O que pode acontecer é uma redução dos danos causados pelo atrito, pelo ressecamento e pela manipulação. Ao deixar a fibra mais lubrificada, determinados óleos podem contribuir para diminuir a aspereza e a quebra.
No couro cabeludo, a massagem feita durante a aplicação também pode aumentar temporariamente a circulação local. No caso do óleo de alecrim, existe interesse em seu uso em produtos voltados aos cabelos, mas os resultados não significam que ele seja capaz de resolver sozinho problemas de queda ou estimular o crescimento de forma garantida.
Por isso, a palavra “fortalecer” deve ser entendida principalmente como ajudar a preservar o fio e reduzir fatores que favorecem a quebra.
ÓLEO DE ALECRIM: COMO USAR
O óleo de alecrim é um dos mais conhecidos quando o assunto é cuidado com o couro cabeludo. Para quem pretende utilizá-lo, é importante não aplicar óleo essencial de alecrim puro diretamente sobre a pele.
Óleos essenciais são substâncias concentradas e devem ser utilizados de maneira adequada. Uma alternativa mais simples para quem quer fazer o procedimento em casa é optar por um produto capilar já formulado com alecrim ou por uma preparação própria para uso no couro cabeludo.
Também é possível encontrar óleos vegetais que já trazem alecrim em sua composição. Nesse caso, é importante observar no rótulo se o produto é indicado para aplicação na região.
A massagem deve ser delicada, usando as pontas dos dedos e sem arranhar ou pressionar excessivamente a pele. O objetivo é distribuir o produto, e não provocar atrito.
ÓLEO DE RÍCINO TAMBÉM PODE SER USADO
O óleo de rícino é outro ingrediente bastante presente em produtos destinados aos cabelos. Sua textura é mais espessa e, por isso, pode ser interessante para fios que precisam de maior lubrificação.
No comprimento, pode ser utilizado em pequenas quantidades para ajudar na aparência de fios ressecados. Já no couro cabeludo, a aplicação deve ser feita com cautela, principalmente por pessoas que apresentam tendência à oleosidade.
Uma maneira econômica de utilizar o produto é fazer uma umectação ocasional antes da lavagem. Nesse caso, poucas gotas podem ser distribuídas na região escolhida, sem encharcar o cabelo.
Depois, o produto deve ser completamente removido durante a lavagem.
COMO FAZER UMA UMECTAÇÃO EM CASA
A umectação é uma técnica que consiste em aplicar um óleo vegetal nos fios antes da lavagem. Ela pode ser feita de maneira simples e sem a necessidade de misturar diversos produtos.
Primeiro, o cabelo deve estar seco. Separe pequenas mechas e aplique uma quantidade reduzida de óleo no comprimento e nas pontas. Não é necessário deixar o cabelo completamente molhado pelo produto.
Quem pretende aplicar óleo no couro cabeludo deve colocar apenas uma pequena quantidade e espalhar delicadamente com os dedos.
Depois, o produto pode permanecer por um período curto antes da lavagem. Uma opção mais cautelosa é deixar agir por até duas horas e, em seguida, lavar bem o cabelo com shampoo.
Não há necessidade de dormir com óleo na cabeça. Além de aumentar a dificuldade para remover o produto, o contato prolongado pode ser inadequado para pessoas com couro cabeludo oleoso ou sensível.
QUEM DEVE EVITAR ÓLEO NA RAIZ
A aplicação diretamente no couro cabeludo não é indicada para todo mundo. Pessoas com couro cabeludo muito oleoso, caspa, dermatite seborreica ou processos inflamatórios na região devem ter atenção redobrada.
O excesso de óleo pode deixar a região mais pesada e contribuir para piorar a sensação de oleosidade. Em quem apresenta alguma condição dermatológica, o ideal é buscar orientação profissional antes de incluir a prática na rotina.
Alguns sinais indicam que o produto deve ser retirado e o uso interrompido: coceira persistente, ardência, vermelhidão, descamação, aumento da oleosidade ou surgimento de pequenas lesões na pele.
O óleo também pode escorrer para a testa e para as laterais do rosto, principalmente durante o sono. Em algumas pessoas, isso pode favorecer o surgimento de espinhas.
ÓLEO NO COMPRIMENTO É UMA ALTERNATIVA MAIS SIMPLES
Para quem quer aproveitar os benefícios cosméticos dos óleos sem aplicá-los diretamente na raiz, o comprimento e as pontas são regiões mais fáceis de trabalhar.
Algumas gotas de óleo de argan, por exemplo, podem ser espalhadas nas mãos e aplicadas nas pontas depois da lavagem. A quantidade deve ser pequena para evitar que o cabelo fique pesado.
Essa estratégia pode ser especialmente útil para controlar frizz e melhorar a aparência de pontas ressecadas.
Outra possibilidade é utilizar produtos finalizadores que já tenham óleos vegetais na fórmula. Dessa forma, a concentração dos ingredientes e a forma de aplicação já foram definidas pelo fabricante.
Embora seja associado popularmente ao fortalecimento e ao crescimento, o óleo não deve ser considerado tratamento para todos os tipos de queda capilar.
A queda pode ter diferentes causas, incluindo alterações hormonais, deficiências nutricionais, doenças do couro cabeludo, estresse e outros fatores. Quando há aumento repentino da queda, falhas no couro cabeludo ou perda persistente de fios, a avaliação de um dermatologista é mais adequada.
Assim, a técnica pode ser incorporada de maneira econômica à rotina, mas o cuidado começa pela escolha do produto e termina com a remoção adequada.