Lorenzo Pazolini concedeu entrevistas às rádios Massa FM e Viva FM
O ex-prefeito de Vitória e pré-candidato ao Governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos), aproveitou a agenda de entrevistas concedidas nesta sexta-feira (31) às rádios Massa FM e Viva FM, do Grupo SIM, para fazer um balanço da gestão à frente da capital, comentar o cenário político nacional e apresentar propostas para uma eventual administração estadual.
Durante participação no programa Manhã Viva, da Rádio Viva FM, Pazolini criticou a condução econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que a inflação e o aumento dos preços dos alimentos e combustíveis têm reduzido o poder de compra das famílias, principalmente das de menor renda.
“A inflação tem corroído o poder de compra das famílias e isso traz prejuízos severos para a vida das pessoas. O governo está indo muito mal na condução das contas públicas. Fez escolhas que estão prejudicando justamente os mais pobres”, afirmou.
Na avaliação do ex-prefeito, a realidade de Vitória seguiu um caminho diferente durante sua administração. Segundo ele, a organização das contas públicas permitiu ampliar investimentos sem comprometer o equilíbrio fiscal do município.
“Nós mostramos que é possível fazer uma gestão responsável, equilibrada, sem desvios e focada em melhorar a vida das pessoas.”
Pazolini afirmou que o controle das despesas foi determinante para a execução de obras e programas em diversas áreas.
“A gestão funciona como a nossa casa. Se você gasta mais do que arrecada, acaba endividado. Organizamos as contas de Vitória, retiramos privilégios e isso permitiu fazer investimentos históricos.”
De acordo com ele, a maior parte das obras realizadas durante o mandato foi financiada com recursos próprios do município.
Entre os principais investimentos citados está a urbanização do Canal de Camburi, apontada por Pazolini como uma intervenção capaz de impulsionar o turismo e fortalecer a economia da capital.
“Quando pensamos nessa obra buscamos engenheiros e arquitetos do Espírito Santo. Essa obra é emblemática. Ela muda o eixo turístico e econômico. É algo extraordinário.”
Outro projeto destacado foi o mergulhão de Jardim Camburi, que, segundo o ex-prefeito, já superou a fase mais complexa da execução.
“A obra vai conectar Jardim Camburi e a Serra ao restante da cidade, melhorar a mobilidade e ainda contará com um mirante para contemplação da chegada das aeronaves, valorizando ainda mais a capital.”
Na área da educação, Pazolini afirmou que a rede municipal ampliou o número de escolas em tempo integral, passando de quatro para 50 unidades durante sua gestão.
Na segurança pública, destacou a redução superior a 53% nos homicídios, queda acima de 40% nos índices de roubos e furtos e investimentos em tecnologia, reconhecimento facial e fortalecimento da Guarda Civil Municipal.
Na saúde, citou ações para reduzir filas de consultas e exames especializados, a construção da maior Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vitória e a ampliação dos atendimentos aos fins de semana.
Já na área social, ressaltou programas habitacionais destinados a mulheres vítimas de violência, além de iniciativas voltadas à qualificação profissional e inclusão social.
Pré-candidatura ao Governo do Estado
Durante as entrevistas, Pazolini também falou sobre a pré-candidatura ao Governo do Espírito Santo. Segundo ele, desde o início do ano tem percorrido diferentes municípios para ouvir lideranças, conhecer as demandas regionais e construir um plano de governo voltado ao fortalecimento das cidades capixabas.
“Estamos dialogando com a população, ouvindo lideranças e conhecendo os desafios de cada região. Queremos fortalecer os municípios para que todos tenham oportunidade de crescer, respeitando as vocações de cada cidade.”
O pré-candidato afirmou que a experiência acumulada durante a gestão em Vitória poderá servir de referência para outras regiões do Estado.
“Estamos ouvindo e buscando compreender os desafios da sociedade. De abril até hoje tivemos oportunidade de conhecer muitas experiências e, com isso, vamos preparando nosso plano de governo para fortalecer o papel dos municípios e promover um crescimento harmônico em todo o Espírito Santo.”
Vitória – O cenário político capixaba ganhou novos contornos neste sábado. Com o Vitória Grand Hall completamente tomado e a presença de quase mil pessoas, a Convenção Estadual do Avante Espírito Santo foi marcada por grande mobilização popular, entusiasmo e uma expressiva demonstração de força política.
O evento consolidou o processo de reestruturação do partido no estado, reafirmou seu posicionamento no campo da direita e apresentou ao Espírito Santo um novo projeto político para as eleições de 2026. A convenção também marcou oficialmente a integração com o Projeto Político Militar do Espírito Santo (PPM/ES), que passou a ocupar a segunda suplência da chapa ao Senado Federal.
Caravanas e lideranças provenientes de diversas regiões capixabas e da Grande Vitória participaram do encontro, demonstrando que o movimento construído pelo Avante já possui alcance estadual e capacidade de mobilização.
Participaram lideranças comunitárias, líderes religiosos de diversas denominações evangélicas, agentes da segurança pública, empresários, caminhoneiros, trabalhadores, representantes de entidades de classe, cooperativas, associações, movimentos religiosos e organizações da sociedade civil. O setor pesqueiro teve presença marcante, com representantes de pescadores, trabalhadores, associações e lideranças ligadas à atividade pesqueira de diferentes regiões do Espírito Santo.
Outra presença significativa foi a de representantes de todos os movimentos de direita organizados no estado, fortalecendo o compromisso de união das forças conservadoras em torno de um projeto comum.
Aliança com o Projeto Político-Militar e a suplência para o Senado Federal
O Projeto Político Militar do Espírito Santo (PPM/ES), formado por representantes da segurança pública, militares da reserva, ex-integrantes do Exército Brasileiro e lideranças comprometidas com a valorização daqueles que dedicaram suas vidas à defesa do país e da sociedade, passou a integrar diretamente o projeto eleitoral por meio da indicação de Nilton Góes como segundo suplente da chapa ao Senado.
O senador Marcos Do Val também apresentou a sua primeira suplente: Sílvia Lígia Suassuna, que acumula mais de 30 anos de experiência como servidora do Senado Federal e que, durante oito anos como chefe de gabinete de Do Val, ajudou a construir as entregas do mandato 2019-2027.
Apresentação das chapas e a força de uma nova política
Os filiados e apoiadores acompanharam com entusiasmo a apresentação dos nomes que deverão compor as candidaturas do Avante à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal.
O partido apostou na participação de lideranças oriundas da sociedade civil, muitas delas disputando uma eleição pela primeira vez, com o propósito de romper com práticas associadas à velha política e construir uma representação mais próxima da realidade da população capixaba.
“O Avante retoma seu protagonismo com rostos novos, ficha limpa e o compromisso verdadeiro de defender os interesses da população capixaba no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa”, afirmou o senador Marcos do Val.
Marcos do Val – Senador Silvia Lígia Suassuna – 1ª Suplente Nilton Goes – 2ª Suplente
Andreyweson Theodoro – Deputado Federal Batista Barbosa – Deputado Federal Daniel Cloves – Deputado Federal Eduardo Pinheiro – Deputado Federal Érika Calazans – Deputado Federal Flavio Mello – Deputado Federal Jhonnson – Deputado Federal Léia Alves Vitoriano – Deputado Federal Lucas Recla – Deputado Federal Ruan Sabino – Deputado Federal Sayusa Litig – Deputado Federal Suely Batista – Deputado Federal
Marcos do Val defende a união das forças conservadoras
Em sua fala, o senador Marcos do Val, presidente estadual do Avante e anfitrião do encontro, destacou a necessidade de articulação entre as forças de direita, de centro-direita e conservadoras no Espírito Santo. Ele defendeu a união da direita capixaba e apontou como prioridade a eleição de uma bancada verdadeiramente conservadora para representar o estado no Senado Federal.
Segundo o senador, a formação de uma base sólida na Casa Alta do Congresso Nacional será fundamental para defender o desenvolvimento econômico e social do Espírito Santo, fortalecer a segurança pública, valorizar os trabalhadores, proteger os valores das famílias e contribuir institucionalmente para o restabelecimento da normalidade democrática no Brasil.
Durante a convenção do PDT, o ex-prefeito também anunciou apoio ao governador e a Casagrande. Decisão abre espaço para o União Progressista
Um dos nomes mais cotados para compor a chapa do governador Ricardo Ferraço (MDB) na disputa à reeleição, o ex-prefeito Sergio Vidigal (PDT) retirou-se oficialmente do tabuleiro eleitoral.
Em discurso durante a convenção do PDT, na manhã deste sábado (1º), o ex-prefeito anunciou, de forma categórica, que não irá disputar as eleições deste ano.
Nos últimos dias, Vidigal teve o nome alçado para o posto pelos prefeitos de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), e de Barra de São Francisco, Enivaldo dos Anjos (PSB).
O pedetista, porém, afastou qualquer possibilidade de integrar a chapa majoritária e encerrou as especulações sobre seu nome:
Não irei disputar eleição. Sabe por quê? Porque eu sou político de palavra”, disse Vidigal, ao lado de Ricardo e do ex-governador Renato Casagrande (PSB), que participaram da convenção.
O ex-prefeito fez referência a 2024, quando anunciou que não iria disputar eleições e defenderia o nome de um sucessor – no caso, Weverson Meirelles (PDT), que foi eleito prefeito da Serra.
Ele também falou que vai continuar em sua profissão, atendendo como médico.
Apoio a Ricardo e Casagrande
Vidigal enfatizou que o fato de estar fora da disputa não significa que estará fora do processo eleitoral.
Durante a convenção, o partido anunciou apoio a Ricardo e a Casagrande, e Vidigal disse que irá pedir votos para “os companheiros”. “Não nos aposentamos. Vamos caminhar, estamos firmes”, afirmou.
Durante os discursos, Ricardo e Casagrande elogiaram as gestões do PDT à frente da Serra, além da parceria e da lealdade de Vidigal.
“Você transformou a Serra, você é parceiro, você é leal. E a gente pode ver que você cumpre aquilo que fala. Então, muito obrigado, Sergio, você merece toda a nossa honra”, disse Casagrande.
Recados
Convenção do PDT (foto: Dayana Souza)
A convenção e, especialmente, o discurso de Vidigal, foram repletos de recados.
Visivelmente incomodado com o fato do PDT não ter lançado chapa federal – o partido vai ter chapa apenas para a disputa da Assembleia Legislativa – Vidigal criticou o que chamou de “instrumentos não republicanos da política”.
“Quero parabenizar a cada um de vocês que serão candidatos a deputado estadual pelo PDT. Foi uma tarefa fácil? Não foi fácil, porque hoje a política tem instrumentos que não são republicanos e nós, do PDT, não usamos. E quem está no PDT disputando eleição, pode ter certeza que será leal do início ao fim”, disse Vidigal, destacando a lealdade dos militantes – lealdade, aliás, foi uma expressão bastante ouvida na convenção.
Ele exaltou os candidatos e alfinetou ex-aliados. “Alguns companheiros chegaram, se beneficiaram e foram embora. Mas aqui não tem ódio, só tem amor. Nós continuaremos firmes (…) Estamos passando por momentos difíceis, mas nós não nos curvamos, porque aqui só se curva para Deus, para homem, não”, esbravejou, emocionado.
Criticou a polarização do País, a quem atribuiu uma parcela de culpa pelo PDT não ter conseguido montar a chapa federal, mesmo com a participação do filho.
Serginho Vidigal (Podemos) – que estava presente no evento – é candidato a deputado federal, mas numa articulação envolvendo Vidigal e o Palácio Anchieta, teve de trocar o PDT pelo Podemos para poder concorrer.
Por fim, ainda deu uma cutucada na direita e em partidos que mudam de lado: “Nós nunca mudamos o rumo. Nunca falamos que iríamos para a direita – para a direita nós não vamos mesmo – e fomos para a esquerda. A gente sempre seguiu reto. PDT é o partido que não tem com que se preocupar porque tem história, tem comportamento, tem conduta”.
Espaço livre para a federação?
Com a saída de Vidigal da disputa pelo posto de vice de Ricardo, a federação União Progressista – formada pelos partidos PP e União Brasil – vira favorita para indicar um nome.
Nos bastidores, o governador teria conversado, nessa semana, com o presidente da federação e do PP, Josias da Vitória, e com o presidente da Assembleia e do União Brasil, Marcelo Santos.
O encontro entre eles ocorreu após a federação reabrir o diálogo com o Republicanos – que tem o ex-prefeito Lorenzo Pazolini como pré-candidato ao governo do Estado.
A federação não abre mão de indicar o vice. Não importa de qual lado.