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Medicina e Saúde

Pílula contra câncer de pâncreas avançado é aprovada nos EUA

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A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou nesta quarta-feira (26) o daraxonrasib, pílula para o câncer de pâncreas metastático.

Vendido no país como Rasonque, é indicado para adultos diagnosticados com adenocarcinoma, após pelo menos um tratamento sistêmico ou quando o paciente não pode usar combinações desses remédios.

Segundo a FDA, a decisão foi tomada cerca de seis meses e meio antes da data prevista para a conclusão da análise regulatória. A agência afirmou que a autorização cria uma nova opção para pacientes com uma doença de tratamento historicamente limitado.

“A aprovação de hoje oferece uma nova opção fundamental para pacientes diante de um câncer extraordinariamente difícil e historicamente complicado de tratar”, afirmou Kyle Diamantas, comissário interino da FDA.

 

Estudo foi apresentado em congresso de oncologia

Os resultados do medicamento foram apresentados em junho, durante a sessão plenária da American Society of Clinical Oncology (ASCO), em Chicago, nos Estados Unidos. Na ocasião, médicos se levantaram para aplaudir e se emocionaram com os dados do estudo de fase três, que incluiu 500 pacientes.

O tratamento praticamente dobrou a sobrevida mediana em comparação com a quimioterapia. A sobrevida mediana indica o tempo em que metade dos pacientes apresentou progressão da doença, sem representar uma média aritmética.

Fernando Zamprogno Silva, oncologista da Meridional, explicou que a terapia-alvo atua sobre mutações do gene RAS, presentes em cerca de 90% dos casos de câncer de pâncreas, tanto em tumores iniciais quanto em doença avançada.

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“Basicamente, o efeito é uma ordem de crescimento celular desordenado. Ao usarmos essa terapia-alvo, nós desligamos essa informação”, afirmou o oncologista.

 

O que muda no tratamento

Segundo Fernando, esta é a primeira terapia-alvo a demonstrar ganho de sobrevida global no cenário de câncer de pâncreas metastático, que não tem possibilidade de cura. Ele também destacou que a última inovação citada para esse contexto foi a quimioterapia combinada Folfirinox, publicada em maio de 2011.

O especialista afirmou que o pâncreas tem características que dificultaram o avanço de outros tratamentos, incluindo a imunoterapia, método que estimula o sistema imunológico a combater o tumor.

 

O câncer de pâncreas sempre foi um dos tumores mais desafiadores da oncologia. Enquanto, nos últimos 15 anos, a imunoterapia trouxe avanços importantes para diversos tipos de câncer, no pâncreas ela praticamente não apresentou o mesmo efeito. É um órgão com características próprias, pouco imunogênico, e isso dificultou muito o desenvolvimento de novos tratamentos.

Fernando Zamprogno Silva, oncologista da Meridional

 

Para o oncologista, a identificação de mutações do gene RAS pode abrir caminho para tratamentos personalizados, direcionados a alterações específicas das células cancerígenas.

 

Efeitos colaterais relatados

As terapias que atuam sobre o gene RAS têm efeitos colaterais diferentes dos provocados pela quimioterapia. O mais frequente é o rash cutâneo, caracterizado por vermelhidão ou lesões na pele semelhantes à acne.

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Entre os efeitos citados pelo especialista estão:

  • rash cutâneo;
  • diarreia;
  • aftas;
  • náusea;
  • vômito;
  • fadiga.

De acordo com o oncologista, 85% dos participantes do estudo tiveram algum grau de rash cutâneo. Ele também citou anemia em cerca de 20% dos pacientes, queda de plaquetas em 10% e queda de cabelo em 3%.

 

Aprovação no Brasil ainda não tem previsão

Fernando Zamprogno afirmou que não há perspectiva de aprovação do medicamento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo ele, a chegada ao Brasil dependerá da capacidade de produção da empresa responsável pela molécula, da submissão às autoridades reguladoras brasileiras, da definição de preço e das regras de acesso.

Mesmo com uma eventual aprovação no país, para um medicamento ser distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ele precisa passar pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e receber o aval final do Ministério da Saúde.

A cobertura pelos planos de saúde também não seria automática, por se tratar de um medicamento oral. Segundo ele, a inclusão dependeria da atualização do rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

 

Por isso, mesmo que o medicamento seja aprovado no Brasil, isso não significa que as pessoas que precisam dele terão acesso imediato ao tratamento.

Fernando Zamprogno Silva, oncologista da Meridional

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Mais de 4.500 atendimentos já foram realizados no Centro de Especialidades de Cariacica

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São oferecidos atendimentos com 12 especialidades médicas, como Cardiologia, Endocrinologia, Geriatria, Pneumologia, Angiologia, Dermatologia, Reumatologia e Urologia, por exemplo

 

Com 12 especialidades médicas, como Cardiologia, Endocrinologia, Geriatria, Pneumologia, Angiologia, Dermatologia, Reumatologia e Urologia, o Centro de Especialidades Médicas de Cariacica, em Itacibá, tem ampliado o acesso da população a consultas especializadas na rede municipal de saúde. Desde abril, quando foi inaugurado, mais de 4.500 atendimentos já foram realizados.

Com atendimentos direcionados via Unidade Básica de Saúde (UBS), o local tem oportunizado que o munícipe tenha acesso mais perto de casa com diversas especialidades. Também há atendimentos em Ortopedia, Ginecologia, Obstetrícia, Pediatria e Nutrição, além de serviços como fonoaudiologia, clínica cirúrgica, enfermagem e práticas integrativas.

O secretário de saúde, Renan Poton enfatizou que “ampliar a oferta de consultas em um local estratégico, com estrutura moderna, é garantir qualidade um atendimento digno e resolutivo perto da casa dos nossos munícipes”, afirmou.

Para ser atendido, o primeiro passo é procurar a unidade básica de saúde mais próxima de casa. Após a consulta, caso o médico identifique a necessidade de avaliação especializada, ele fará o encaminhamento por meio do sistema de regulação municipal, que organiza e agenda os atendimentos.

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A expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é continuar dando todo o suporte aos pacientes. A meta é que, mensalmente, sejam realizados cerca de 1.700 atendimentos, ampliando o acesso da população a consultas especializadas.

 

Como ser atendido

É importante lembrar que o Centro de Especialidades não funciona como porta aberta. Isso significa que o morador não deve ir diretamente ao local para marcar uma consulta.

Para ser atendido, é necessário procurar primeiro a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa. Durante a consulta, se o profissional identificar que o paciente precisa de atendimento com um especialista, ele será encaminhado por meio da regulação municipal, que organiza e agenda as consultas de acordo com a necessidade de cada pessoa e a disponibilidade dos especialistas.

“Orientamos que os moradores mantenham seus dados atualizados na unidade de saúde de referência e acompanhem os agendamentos. Dessa forma, o atendimento segue um fluxo organizado, garantindo que os pacientes sejam encaminhados para os serviços que realmente precisam”, afirma o secretário municipal de Saúde, Renan Poton.

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Cariacica oferece suplementação de vitamina A para crianças de 6 a 24 meses em todas as UBS

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Você sabia que crianças de 6 meses a 2 anos devem receber uma dose de vitamina A para ajudar a fortalecer a imunidade e prevenir doenças? Em Cariacica, a suplementação está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), de segunda a sexta-feira, sem necessidade de agendamento.

A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A, do Ministério da Saúde, que busca prevenir e controlar a deficiência dessa vitamina, importante para o crescimento e o desenvolvimento infantil. Além de ajudar a fortalecer o sistema imunológico, contribuindo para que o organismo da criança tenha mais proteção contra infecções, a vitamina A também auxilia na prevenção de problemas de visão e contribui para o desenvolvimento físico e cognitivo.

Segundo a secretaria municipal de Sáude (Semus), no Espírito Santo, o programa atende crianças de 6 a 24 meses. A quantidade da vitamina, que é administrada por via oral,  varia conforme a idade: 

– De 6 a 11 meses e 29 dias: uma dose única de 100.000 UI, na cápsula amarela.
– De 12 a 24 meses: dose de 200.000 UI, na cápsula vermelha, administrada a cada seis meses, respeitando o intervalo mínimo entre as doses.

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Doses aplicadas em Cariacica

Dados do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB), atualizados em agosto de 2026 e referentes aos primeiros seis meses do ano, mostram que Cariacica aplicou 1.957 doses em crianças de 6 a 11 meses. O número corresponde a 57,7% da meta anual, de 3.390 doses. Já entre as crianças de 12 a 24 meses, foram aplicadas 2.040 doses, o equivalente a 33,4% da meta anual, que é de 6.102 doses.

“Esses números reforçam a importância da participação dos pais e responsáveis. Além de levar a criança para receber a primeira dose, é muito importante retornar à UBS nos períodos indicados para manter a suplementação em dia até os 2 anos”, reforça a coordenadora de Assistência Complementar, Vanessa Alvarenga. 

 

Como receber a vitamina A?

O serviço está disponível em todas as UBS de Cariacica, de segunda a sexta-feira, no sistema de porta aberta, ou seja, não é preciso fazer agendamento. Para receber a suplementação, basta procurar a UBS de referência do bairro levando a Caderneta da Criança e o Cartão SUS ou CPF.

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Na unidade, os profissionais de saúde conferem a caderneta, verificam qual dose é indicada para a idade, fazem a administração da vitamina A e registram o atendimento.

“Essa suplementação de vitamina A é uma medida simples, rápida e muito importante para a saúde das nossa crianças. Por isso, reforçamos o convite para que os pais e responsáveis procurem a UBS de referência e mantenham a suplementação em dia”, destaca o secretário municipal de Saúde, Renan Poton. 

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