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Pinga fogo

Pinga-Fogo | Setembro

Publicado

Por Zene Lagace
É desespero ou ação eleitoreira?
As eleições estão na bica, cada vez mais próximas, e o eleitor se prepara para depositar seu voto na esperança de mudar os rumos do País. Lula (PT) reajustou o Bolsa Família em pouco mais de 15%, além de anunciar outros programas “sociais”, sob o argumento de estar preocupado com a situação dos mais pobres diante da carestia nacional — cenário que, segundo seus críticos, também é resultado de decisões de seu próprio governo.
Curiosamente, o reajuste do Bolsa Família foi superior ao concedido ao salário mínimo dos trabalhadores. Enquanto isso, o rombo das contas públicas, que já enfrentam dificuldades, aumenta e pode ultrapassar R$ 22 bilhões.
Seria isso parte da velha luta pelo poder e, sobretudo, pela manutenção do poder? Para alguns políticos, o povo pobre acaba sendo tratado apenas como um detalhe — principalmente quando pode se transformar em massa de manobra para vencer uma eleição.
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Na Bronca I
Ao que parece, alguns vereadores não ficaram nada satisfeitos com o tratamento dispensado pela Prefeitura em relação às cortesias de acesso ao camarote da Festa da Cidade.
Segundo as “bocas nervosas” das Matildes, teria sido disponibilizada apenas uma “pulserinha” para cada vereador, sem direito a nenhuma adicional para familiares ou convidados.
Ainda de acordo com essas mesmas “bocas”, as pulserinhas teriam sido devolvidas. Pelo visto, a cortesia não agradou — e a bronca ficou maior do que a festa.
Na Bronca II
Aos poucos vereadores que se propuseram a ir ao Parque de Exposições, restou ser “gente como a gente”: pagar um estacionamento caro, caminhar bastante do carro até a entrada da festa e ainda disputar um bom lugar para assistir ao seu artista preferido.

No fim das contas, para alguns, a experiência foi bem diferente do que se imagina quando se ocupa uma cadeira no Legislativo.

Quando será?
O cidadão mateense, aquele que labuta diariamente para pagar seus impostos e nem sempre recebe de volta serviços públicos na qualidade que merece, quer saber o que consta no dossiê sobre as áreas públicas doadas e vendidas pela administração passada.
O documento, solicitado pela Câmara Municipal e disponibilizado pela Prefeitura, está de posse dos parlamentares. A pergunta que permanece é simples: quando a sociedade terá acesso ao seu conteúdo e saberá quem foram os beneficiados?
Fala polêmica
Em recente discurso para a militância, o presidente Lula disse que a cor vermelha do partido e da camisa que usa, representa o sangue de Cristo. A sua barba também é pelo fato de Jesus Cristo ter usado.
“Em período eleitoral a narrativa para Lula é livre e o ateísmo comunista vira prova de fé em Deus”.
Homenagens
Alguns vereadores, de boa-fé, vêm concedendo homenagens a pessoas sem conhecer, de fato, o histórico daqueles que passam a ser celebrados publicamente. Recentemente, um dos homenageados teria sido, no passado, um verdadeiro carrasco para pais e filhos, embora fosse tratado como “amigo” por integrantes de uma antiga gestão parlamentar.
Era bajulado e apresentado como se fosse “gente boa”. Quem viveu de perto situações envolvendo o personagem e sua postura sabe muito bem o que passou e as marcas que ficaram.
Por isso, vereadores, é preciso cautela com a concessão de menções e homenagens. O reconhecimento público é uma distinção que deve ser reservado a quem, efetivamente, tenha uma trajetória que justifique a honraria.
Afinal, quando uma homenagem é entregue a quem não a merece, não é apenas o homenageado que fica em evidência: a própria instituição que concede a honraria também pode ter sua imagem questionada.
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EM TEMPO
# Olha essa! – O vereador Vilmar do Seac (PSD) chamou a atenção dos eleitores de São Mateus para “não vender o voto, não fazer besteira, porque em time que está ganhando não se mexe”.
Pelo que se pode entender da declaração, não votar em seus candidatos seria “fazer besteira”. Será essa mais uma demonstração da chamada “democracia relativa”?
# Outra pérola – “Errar o voto é não votar na reeleição do Ferraço e do Casagrande.” Foi o que disse o vereador Wap-Wap (Podemos).
Mais um adepto da “democracia relativa”? Afinal, o eleitor não deveria ter liberdade para escolher seus candidatos sem receber uma espécie de receita pronta sobre qual seria o voto “certo”?
# Entulho esperando na janela – A política de limpeza pública de São Mateus não tem alcançado os moradores de forma efetiva. Há vereador que prefere responsabilizar o cidadão, mas deveria cobrar da municipalidade medidas mais eficientes.
A população paga impostos e espera uma estratégia adequada para o recolhimento de entulhos, restos de obras e outros materiais. Fiscalizar e cobrar soluções também faz parte do trabalho do vereador.
# Perguntar não ofende – Você colocaria para gerenciar sua empresa ou tomar conta de sua casa durante uma viagem uma pessoa que já roubou, continua envolvida em escândalos e carrega um histórico que compromete sua reputação?
Então, por que votar em um candidato que apresenta esse tipo de “qualidade”?
# Para lembrar – Investir em obras estruturantes, principalmente para enfrentar e resolver a questão hídrica, é mais importante do que gastar recursos públicos desnecessários em grandiosas festas.
Prioridades existem justamente para indicar onde o dinheiro do contribuinte deve ser aplicado.
# Mofado – Tem político que não muda o discurso. Seria uma prova de que não se atualizou ou simplesmente passou quatro anos hibernando?
# Eleição – O apoio do prefeito Marcus Batista (Podemos) à candidatura de Rodrigo Cozivip (MDB) não teria incomodado alguns de seus aliados na Câmara Municipal, que também disputam uma vaga para a Assembleia Legislativa?
Na política, dizem que sangue do mesmo sangue não se questiona. Mas, quando chega a hora da eleição, até os aliados podem descobrir que o sangue político nem sempre corre pela mesma veia.

Leia mais:  Pinga-Fogo - Março
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Pinga fogo

Pinga-Fogo | Agosto 2ª edição

Publicado

Por Zene Lagace

 

Viagem do titular e o terceiro reserva entra em campo

O prefeito de São Mateus, Marcus Batista (Podemos), foi dar um merecido rolê no exterior e, por isso, entrou em campo o seu reserva. Neste caso, o terceiro reserva, porque a vice-prefeita, Raquel Rocha (União), estava impedida de assumir devido à sua candidatura a deputada federal. Assim, o presidente da Câmara, Wanderlei Segantini (MDB), terceiro na linha de sucessão, foi quem assumiu a Prefeitura durante a ausência do titular.

Essas substituições temporárias pouco alteram os rumos da administração. Servem, muitas vezes, para tirar selfies, fazer fotos para a posteridade e dar um afago no ego. Algumas ações podem até ser combinadas, numa forma de valorizar o ocupante do cargo durante o curto período em que permanece no comando.

Às vezes, pode acontecer de o substituto assumir e sumir. Não foi o caso.

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Elenco

Em São Mateus, o transporte que levará os eleitos para a Assembleia Legislativa está, ao que parece, com lotação completa. Os novatos são o que se pode chamar de novidade e, supostamente, representam o início de uma renovação. São eles: o vereador Branco da Penal (PL); a vereadora Isamara da Farmácia (União Brasil); o ex-presidente do Sindserv, Erickson (PV); o ex-prefeito Daniel Santana (PP); Paulo Vitor (Agir) e Manu do Povão (Rede). Esses são os estreantes na disputa por uma vaga de deputado estadual.

Leia mais:  Pinga-Fogo – II Julho/22

Outros nomes já participaram de eleições anteriores, como o veterano de campanhas Carlinhos Lyrio (Agir) e Rodrigo Cozivip (MDB).

Na disputa para deputado federal, entre nomes conhecidos e novidades, estão Freitas (PSB), Lera (Psol), Daniel Clóvis (Avante), Raquel (União Brasil) e um policial cujo nome ainda não consegui identificar.

O cardápio está sortido. Vai de autênticos a oportunistas e aventureiros. Mas, na democracia — até mesmo na chamada democracia relativa da esquerda —, todos têm o direito de disputar uma eleição. Até para síndico de condomínio.

 

Pode isso, Arnaldo?!

A tragédia no Nepal nos remete à tragédia política vivida por São Mateus. A “tsunami” Daniel Santana (PP) foi, para o município, uma verdadeira avalanche de problemas. Foram oito anos que, na avaliação de muitos, representaram atraso para São Mateus.

Foi muita lama que a Polícia Federal encontrou, mas a Justiça, até agora, não conseguiu retirar nem o político nem a lama deixada para trás.

Daniel da Açaí — pasmem! — é candidato a deputado estadual, apesar das acusações e suspeitas de ilícitos que marcaram sua trajetória política.

Leia mais:  Pinga-Fogo | edição de maio

 

Vereador Reverso

Milagres acontecem em São Mateus: Balanga Açaí virou Balanga Batista.

Um vereador que foi aliado visceral do ex-prefeito “Arrasa São Mateus”, ser aliado extremo do atual prefeito que é, justamente, contrário a tudo que o anterior fez. O vereador Balanga (PP) é o milagreiro!

 

EM TEMPO

# Fazer discurso em defesa da moralidade e, ao mesmo tempo, votar em Lula parece uma contradição.

# O vereador Vilmar do Seac (PSD) disse que a população é culpada e deve ser multada caso jogue lixo nas ruas, mesmo depois do trabalho da Prefeitura fazer a coleta do lixo e do entulho. É uma verdade. Mas é verdade também, culpar o eleitor que vota errado, mesmo sabendo que o seu escolhido tem mãos sujas e bolso largo.

#Até quando o cidadão vai continuar achando que o político é mais importante do que ele?

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Pinga fogo

Pinga-Fogo | Agosto – 1ª edição

Publicado

Por Zene Lagace

Lobo solitário

Na última sessão da Câmara Municipal de São Mateus, o vereador Raphael Barboza (PDT) permaneceu em silêncio. Não se sabe se perdeu o gás ou o apoio do suposto “padrinho” que o mantém ativo nos ataques ao prefeito e à administração municipal.

Mas há quem diga que a ida ao cemitério teria provocado algum impacto no vereador. Quem sabe tenha visto fantasma…

 

Nem quente, nem fria. Morna sim

A vereadora Professora Valdirene (PT), que integra a composição da chapa do partido para o Governo do Estado como vice, tem sido atuante na Câmara, defendendo pautas importantes. Critica o Executivo, mas faz questão de
justificar que não é oposição.

Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno. Fica no meio do caminho — ao que parece, no purgatório político. Já o colega Raphael Barboza, com sua oposição visceral, na avaliação de algumas lideranças políticas, não está nem no céu nem no purgatório…

 

Político jeitoso

Dizem que milagres não costumam acontecer. Ledo engano. Na política mateense, acontecem.

O prefeito Marcus Batista (Podemos), considerado um novato na política, conseguiu construir uma maioria de aliados na Câmara Municipal de São Mateus. Dos 11 vereadores, tem 9,5. A vereadora Valdirene, às vezes, é oposição; às vezes, não. Pé dentro, pé fora.

Leia mais:  Pinga-Fogo - Março

Mas o verdadeiro milagre foi fazer com que dois vereadores que integravam a tropa de frente em defesa do ex-prefeito Daniel Santana (PP) durante oito anos — muitas vezes em detrimento das demandas da oposição da época — se transformassem em aliados fervorosos da atual administração.

Balanga balangava e buzinava em defesa de Daniel. Agora, balanga e usa sua buzina de maneira ensurdecedora em favor de Marcus.

O outro, Isael, com seu conhecido ar de paisagem, integrou-se ao grupo da base por conveniência e sobrevivência política. E, pelo visto, vai continuar promovendo suas festinhas nas comunidades.

Marcus Batista protagonizou esse verdadeiro milagre.

É, para os dois, o prefeito milagreiro!

 

Pode Isso, Arnaldo?!

Lula condenado a 12 anos e 11 meses de prisão em caso do sítio de Atibaia |  Brasilagro

Lula foi condenado e, posteriormente, por uma decisão do STF, teve as condenações anuladas — o que não significa que tenha sido inocentado — e acabou voltando ao cenário eleitoral, tornando-se presidente. Daniel Santana, ex-prefeito de São Mateus, preso pela Polícia Federal em uma operação que apontou suspeitas de corrupção, pode vir a ser o candidato a deputado estadual mais votado no município.

Leia mais:  Pinga-Fogo – 1ª edição de novembro

 

EM TEMPO

# O interior de São Mateus, que ficou praticamente abandonado pela administração passada, vem recebendo benfeitorias da atual gestão. Diversas demandas das comunidades rurais estão sendo atendidas pelo prefeito Marcus Batista (Podemos).

 

# Sem o apoio de parte de seus pares, os vereadores Branco da Penal (PL) e Isamara da Farmácia (União Brasil) seguem em pré-campanha para deputado estadual. Quando se fala em renovação na política mateense, os dois nomes
aparecem no cardápio eleitoral.

 

# Apesar da renovação da frota, ainda falta muita coisa para que a empresa concessionária do transporte coletivo urbano de São Mateus ofereça um serviço à altura das necessidades dos usuários. É preciso ampliar a circulação de ônibus, criar novas linhas e aumentar a frequência dos horários, principalmente nos finais de semana e feriados.

 

# No Rio de Janeiro, a passagem de ônibus custa R$ 5. Em Vitória, R$ 5,10. Em São Mateus, considerando as distâncias relativamente curtas percorridas pelo transporte coletivo, será que o preço cobrado é justo?

 

# Será que o pré-candidato a deputado Daniel Da Açaí vai iniciar a campanha ofertando caixinha de bombom e frango congelado na periferia da cidade de São Mateus?

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