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Medicina e Saúde

Possível surto de doença respiratória é investigado em hospital de Linhares

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) investiga casos de uma possível doença respiratória entre colaboradores do Hospital Geral de Linhares (HGL), no Norte do Espírito Santo. O primeiro caso foi identificado no dia 28 de agosto e a causa ainda é desconhecida.

Segundo a Sesa, oito casos haviam sido relatados até a manhã de quarta-feira (9), quando representantes do Centro de Informações Estratégicas e Respostas em Vigilância em Saúde (Cievs), do hospital e da Vigilância Epidemiológica de Linhares se reuniram para definir as medidas de investigação.

Nesta quinta-feira (10), o secretário municipal de Saúde de Linhares, Alexandre Marim Vieira, informou que nove pessoas apresentaram sintomas compatíveis, sendo que sete delas já foram liberadas, uma voltou a trabalhar e outra permanece internada para exames.

 

 

Testes estão sendo realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen-ES) para identificar se o agente causador é um vírus, bactéria ou fungo. O município também realizou um chamado “cerco sanitário”, com coleta de exames, além de uma busca ativa para identificar possíveis casos que ainda não tenham apresentado sintomas ou procurado atendimento.

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Ainda de acordo com o secretário, até o momento, o município não considera a situação um surto. Entretanto, a investigação deve apontar se os registros configuram ou não um surto de doença respiratória.

 

Sintomas

De acordo com o secretário, o primeiro caso foi identificado em 28 de agosto. O segundo apareceu em 4 de setembro e, no dia seguinte, outros três trabalhadores apresentaram sintomas.

Os sintomas relatados incluem:

  • dor;
  • vermelhidão;
  • febre;
  • tosse;
  • fadiga;
  • falta de ar.

Hospital segue funcionando normalmente

Em nota, o Hospital Geral de Linhares informou que acompanha os colaboradores que apresentaram sintomas e mantém contato com as Vigilâncias Epidemiológicas Municipal e Estadual.

A unidade ainda afirmou que os pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) não apresentam, até o momento, quadro semelhante ao observado entre os funcionários.

Por orientação da Vigilância Epidemiológica, não há recomendação para interromper o funcionamento do hospital. A unidade segue funcionando normalmente e adotou medidas de prevenção, como reforço na higienização das mãos, uso de máscaras, limpeza dos ambientes e atenção aos sistemas de climatização.

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Os trabalhadores com sintomas são acompanhados pelas equipes do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH/CCIH), Vigilância Epidemiológica e Medicina do Trabalho, com avaliações clínicas e laboratoriais.

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Região Norte atinge meta de cobertura vacinal contra a Influenza em gestantes

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Prioridade agora é reforçar a busca ativa para imunização de crianças e idosos

 

Na campanha nacional de vacinação contra a Influenza, a Região Norte de Saúde do Espírito Santo atingiu a meta de cobertura vacinal entre as gestantes, um dos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. A imunização na região chegou a 90,92% das mulheres grávidas, que receberam ao menos uma dose da vacina.

A vacinação contra a Influenza teve início em 28 de março no Espírito Santo, direcionada aos grupos prioritários. Dois meses depois, em 30 de maio, o Governo do Estado ampliou a imunização para todas as pessoas com idade a partir de seis meses, garantindo acesso à vacina em todas as salas de vacinação dos municípios capixabas, que permanecem abastecidas e ofertando o imunizante durante todo o ano.

Referência técnica da Programa Regional de Imunizações na Superintendência Regional de Saúde Norte, Verônica Consolação Tomaz explica que o Ministério da Saúde estabelece como meta alcançar 90% de cobertura vacinal entre os públicos prioritários da rotina: crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes e idosos com 60 anos ou mais. Na Região Norte, o desempenho das gestantes já ultrapassou o percentual esperado, demonstrando a efetividade das estratégias de vacinação e da mobilização das equipes de atenção primária e de imunização.

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“Mesmo com o avanço, a Região Norte segue intensificando as ações de busca ativa para ampliar a vacinação entre os demais públicos prioritários. Atualmente, a cobertura vacinal é de 70,78% entre as crianças e de 46,79% entre os idosos, grupos que apresentam maior risco de desenvolver formas graves da doença, hospitalizações e óbitos relacionados ao vírus Influenza”, afirma Nicole Marques Barcelos Pereira da Silva, chefe de Núcleo de Vigilância em Saúde da Superintendência Regional de Saúde Norte.

 

O superintendente da Superintendência Regional de Saúde Norte, Wagney Câmara, reforça a importância de que pais, responsáveis e idosos procurem a sala de vacinação mais próxima para atualizar a caderneta de vacinação. “A vacina é segura, gratuita e continua disponível em todas as unidades de saúde com sala de vacinação ativa. A Superintendência, especialmente o Programa de Imunizações, está à disposição dos 14 munícipios da nossa região para que consigamos alcançar cada vez mais as metas”.

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Medicina e Saúde

Uso incorreto de lentes de contato pode levar à cegueira

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O relato da jovem norte-americana Grace Jamison, de 20 anos, repercutiu nas redes sociais após ela revelar que perdeu a visão de ambos os olhos devido a um hábito rotineiro no uso de lentes de contato. Em depoimento à revista People, Grace descreveu o processo de tratamento como “extremamente doloroso” e lamentou a falta de informação prévia sobre os perigos reais aos quais estava exposta. O episódio acendeu um alerta global sobre os cuidados indispensáveis com a saúde ocular.

 

 

Segundo a médica oftalmologista Dra. Liliana Nóbrega, situações graves como essa costumam decorrer de infecções oportunistas causadas por micro-organismos agressivos, frequentemente associadas a práticas inadequadas de higiene, como tomar banho, nadar ou dormir com as lentes, além de higienizá-las com água corrente ou soro fisiológico inadequado. A especialista enfatiza que pequenos descuidos diários criam microfissuras na córnea e facilitam a entrada de bactérias e parasitas, como a Acanthamoeba, capazes de causar danos irreversíveis em questão de dias.

“A lente de contato é uma prótese médica e exige disciplina absoluta. O contato com a água, o uso prolongado além do recomendado e a falta de higienização com soluções multiuso específicas aumentam exponencialmente o risco de ceratites infecciosas severas, que podem evoluir rapidamente para a perda permanente da visão ou a necessidade de transplante de córnea”, adverte Liliana Nóbrega.

De acordo com a especialista, qualquer sinal de desconforto — como dor intensa, sensibilidade excessiva à luz (fotofobia), vermelhidão ou visão turva — exige a remoção imediata das lentes e uma consulta oftalmológica de urgência. Seguir rigorosamente o prazo de descarte, lavar e secar bem as mãos antes do manuseio e manter o estojo de armazenamento limpo e seco são passos fundamentais para evitar que um hábito cotidiano comprometa a integridade dos olhos.

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