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Política Nacional

Republicanos desiste de veto, e Cleitinho será candidato a governador

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Senador se reuniu com o presidente do partido, Marcos Pereira, para reverter decisão que barrou sua entrada na disputa pelo Palácio Tiradentes

 

Em uma nova reviravolta na corrida eleitoral de Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) reverteu o veto imposto pelo seu partido à sua candidatura ao governo estadual e anunciou que entrará na disputa pelo Palácio Tiradentes. Agora, o parlamentar tem o aval da direção nacional e estadual da legenda para concorrer.

O anúncio da candidatura foi feito por Cleitinho e pelo presidente do Republicanos de Minas, Euclides Pettersen, em entrevista feita em Divinópolis (MG), reduto eleitoral do senador. O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, confirmou ao GLOBO a decisão.

Mais cedo, Cleitinho e Euclides haviam se reunido em São Paulo com Pereira, que reviu a decisão de não lançá-lo e deu aval para a candidatura. O ex-prefeito de Patos de Minas (MG) Luís Eduardo Falcão (Republicanos) será o candidato a vice-governador.

A decisão por lançar Cleitinho na disputa ocorre três dias após o próprio Pereira negar, durante a convenção da sigla em Brasília, a possibilidade de voltar atrás no veto à candidatura do senador.

Líder nas pesquisas

Pesquisa Genial/Quaest divulgada em 28 de julho mostrou que Cleitinho lidera todos os cenários de primeiro e segundo turno ao governo de Minas Gerais.

No cenário mais amplo de primeiro turno, com o maior número de candidatos, Cleitinho pontua 35%. Ele é seguido por Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte, com 12%, e por Patrus Ananias (PT), com 10%. O governador de Minas, Matheus Simões (PSD), aparece em quarto lugar, com 6%.

O candidato do PL, o empresário Flávio Roscoe, presidente licenciado da Federação das Indústrias do estado (Fiemg), marca somente 2%.

Apesar da liderança, Cleitinho passou os últimos meses enviando sinais dúbios se entraria ou não na disputa eleitoral. Inicialmente, o Republicanos tinha a expectativa de que ele anunciasse uma decisão até a data da convenção estadual de Minas Gerais, que aconteceu no dia 26 de julho, mas não houve definição e o senador não esteve presente no evento. Na ocasião, justificou sua ausência pela morte de um irmão, ocorrida dias antes.

Na noite desta sexta-feira, após a entrevista coletiva de Cleitinho, a direção nacional do partido se posicionou por meio de nota e disse que a “decisão foi tomada após o senador reconhecer os equívocos cometidos durante o processo, apresentar formalmente suas desculpas à direção nacional e estadual do partido, à população mineira e às forças políticas envolvidas na construção eleitoral, além de assumir o compromisso definitivo de levar sua candidatura até o fim”.

Desde a semana passada, o senador passou a sinalizar a que estava decidido a entrar na eleiç. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, publicado após dez dias de silêncio do parlamentar desde a morte do irmão mais novo, o senador afirmou que “aceita a missão”.

A publicação, feita na terça-feira da semana passada, foi vista por aliados do senador em Minas como um sinal de que ele havia se decidido e como uma prévia da oficialização da candidatura.

Apesar disso, o partido resistia a lançá-lo e chegou a decidir que apoiaria Marcelo Aro (PP), ex-secretário da Casa Civil de Minas, como candidato a governador.

Enquanto Cleitinho publicava o vídeo, Aro participava de uma reunião em Brasília com o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do presidenciável. O presidente do PL em Minas Gerais, Zé Vitor, também esteve presente e o presidente nacional do Republicanos participou de uma parte da conversa por telefone.

Em novas reviravoltas, Marcelo Aro não teve o apoio de nenhum desses partidos. O PL de Flávio lançou o empresário Flávio Roscoe como candidato a governador e o próprio partido de Aro, que forma uma federação com o União Brasil, decidiu apoiar a reeleição do governador Mateus Simões (PSD), afilhado político do candidato do Novo a presidente, Romeu Zema.

O político do PP vai disputar o Senado em uma candidatura avulsa, sem estar uma chapa vinculada a nenhum governador.

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Política Nacional

Cleitinho vai a SP em nova cartada para salvar candidatura em MG

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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) vai se reunir no final da tarde desta sexta-feira (7/8), em São Paulo, com a direção do partido para tentar colocar fim à novela sobre a sua candidatura ao governo de Minas Gerais. Essa é mais uma tentativa do parlamentar de reverter a decisão da cúpula nacional do partido e concorrer ao cargo.

No encontro também estarão os presentes os presidentes da nacional e da estadual, os deputados federais Marcos Pereira (SP) e Euclydes Pettersen (MG) respectivamente.

A agenda ocorre em meio a uma caminhada de Fé e Espiritualidade, como tem sido chamada, realizada por aliados e pessoas próximas a Cleitinho, percorrendo cerca de 45 quilômetros entre Itaúna e Divinópolis, no Centro-Oeste.

Nesta semana, o Republicanos decidiu informar que vai lançar uma chapa pura ao governo de Minas Gerais e que a decisão ficará a cargo de Pettersen. Apesar de Cleitinho ser o favorito, também existe a possibilidade de que o candidato a vice e ex-prefeito de Patos de Minas Luiz Eduardo Falcão encabece a chapa.

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Ao longo da semana, o parlamentar chegou a fazer um vídeo ao lado de Marcos Pereira oficializando sua desistência de concorrer ao cargo, mas mudou de ideia no dia seguinte.

 

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Política Nacional

Romeu Zema declara patrimônio de R$ 178 milhões ao TSE; veja os bens do candidato

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Declaração representa um aumento de R$ 49,1 milhões em relação à apresentada em 2022, quando político disputou reeleição em MG

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um patrimônio de R$ 178,7 milhões ao registrar sua candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026.

O valor representa um aumento de R$ 49,1 milhões em relação à declaração apresentada nas eleições de 2022, quando Zema informou possuir R$ 129,7 milhões em bens ao concorrer à reeleição no governo mineiro.

A maior parte do patrimônio está concentrada em uma participação em uma holding familiar, avaliada em R$ 94 milhões, criada para administrar bens e investimentos da família. O candidato também declarou R$ 56,2 milhões em um fundo de investimentos e R$ 4,3 milhões em aplicações de renda fixa. Olhando o depósito bancário em conta corrente no país, Zema afirmou ter somente R$ 14,86.

A lista de bens inclui ainda aplicações de renda fixa, fundos de investimento em ações, participação em cooperativa de crédito, uma casa residencial reformada avaliada em R$ 704,8 mil e um terreno recebido por doação no valor declarado de R$ 70 mil.

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Zema, empresário do setor varejista antes de ingressar na política, foi eleito governador de Minas Gerais em 2018 e reeleito em 2022. Em 2026, ele disputa pela primeira vez a Presidência da República e teve sua candidatura oficializada pelo partido Novo. A declaração patrimonial faz parte dos documentos apresentados pelos candidatos no processo de registro eleitoral.

 

Confira a lista completa

  • Caderneta de poupança : R$ 119,02
  • Aplicação de renda fixa (CDB, RDB e outros) : R$ 3.964.283,93
  • Aplicação de renda fixa (CDB, RDB e outros) : R$ 4.306,56
  • Fundos: Ações, Mútuos de Privatização, Invest. Empresas Emergentes, Invest.Participação e Invest. Índice Mercado : R$ 397.866,26
  • Aplicação de renda fixa (CDB, RDB e outros) : R$ 337.400,33
  • Terreno recebido em doação: R$ 70.000,00
  • Quotas ou quinhões de capital : R$ 393.000,00
  • Imóvel residencial reformado : R$ 704.864,25
  • Quotas ou quinhões de capital – Participação em seguradora: R$ 3.666.680,00
  • Fundos: Ações, Mútuos de Privatização, Invest. Empresas Emergentes, Invest.Participação e Invest. Índice Mercado : R$ 1.556.006,67
  • Quotas ou quinhões de capital – Participação em holding familiar: R$ 94.498.898,00
  • Quotas ou quinhões de capital – Participação em empresa imobiliária: R$ 47.000,00
  • Fundos: Ações, Mútuos de Privatização, Invest. Empresas Emergentes, Invest.Participação e Invest. Índice Mercado : R$ 56.218.194,15
  • Fundo de Longo Prazo e Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) : R$ 362,56
  • Quotas ou quinhões de capital : R$ 3.959,16
  • Depósito bancário em conta corrente no País : R$ 9.848,34
  • Depósito bancário em conta corrente no PaísR$ 14,86
  • Quotas ou quinhões de capital – Participação em instituição financeira: R$ 16.834.806,00
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