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Política Nacional

“Sentiram o golpe”: os diálogos que ligam Ciro Nogueira a Vorcaro

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A decisão do ministro André Mendonça que autorizou a quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (7/5), detalha uma série de mensagens que foram interceptadas pela Polícia Federal e que, segundo os investigadores, demonstram proximidade entre o senador Ciro Nogueira e o banqueiro Daniel Vorcaro no contexto das investigações sobre o Banco Master.

As conversas fazem parte do inquérito que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

“É um senador. Muito amigo meu”

Um dos trechos reproduzidos pela investigação mostra Daniel Vorcaro descrevendo Ciro Nogueira à então companheira, Martha Graeff. “É um senador. Muito amigo meu.”

Na sequência, o banqueiro acrescenta: “Quero te apresentar. Um dos meus grandes amigos de vida”.

“Saiu exatamente como mandei”

Outro núcleo importante da investigação envolve uma emenda apresentada por Ciro Nogueira relacionada ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Segundo a decisão do STF, a PF identificou que uma minuta da proposta teria sido produzida por assessores ligados ao Banco Master e enviada fisicamente à residência do senador em um envelope endereçado apenas a “Ciro”.

Os investigadores afirmam que o texto foi posteriormente reproduzido “de forma integral” pelo parlamentar.

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Após a apresentação da emenda, Daniel Vorcaro comemorou em mensagem: “Saiu exatamente como mandei”.

Em outra conversa, o banqueiro celebrou o impacto da proposta no mercado financeiro: “Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro! Ajuda os bancos médios e diminui poder dos grandes! Está todo mundo louco”.

Na sequência, acrescentou: “Se fosse filme, não teria tantos desdobramentos loucos”.

Martha Graeff respondeu: “Whaaaaaat. Wow isso é incrível 🙌. Esse filme seria o ganhador do Oscar”.

E Vorcaro concluiu: “Kkk todo mundo me ligando. Sentiram o golpe”.

“Atrasou, Ciro?”

A decisão também traz diálogos sobre pagamentos investigados pela PF dentro da chamada “parceria BRGD/CNLF”, estrutura empresarial analisada no inquérito.

Segundo a investigação, os repasses começaram em R$ 300 mil mensais e depois teriam sido elevados para R$ 500 mil.

Em julho de 2024, Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro e apontado como operador financeiro do grupo, perguntou: “Oi, é para continuar pagando a parceria brgd/cnlf? 300k mes?”

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Daniel Vorcaro respondeu: “Sim.”

Já em janeiro de 2025, Felipe relatou dificuldades financeiras: “Estou tendo que aportar muito lá todo mês por causa do BTG”. Daniel respondeu: “Tem que enviar, muito importante.” E acrescentou: “Se precisar, coloco algo”.

O trecho mais sensível aparece em mensagens de junho de 2025.

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Política Nacional

Senador Marcos do Val tem dois Projetos aprovados na CCT do Senado

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O senador teve seu projeto aprovado pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), em defesa da segurança pública

A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (6), dois projetos de lei de autoria do senador Marcos Do Val (Avante-ES), voltados ao fortalecimento da segurança pública no ambiente digital e nas instituições de ensino. As propostas avançam agora para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) antes de seguirem à Câmara dos Deputados.

O primeiro projeto aprovado, o PL 2.264/2023, estabelece critérios rígidos para a divulgação, em meios de comunicação e na internet, de crimes violentos ocorridos em escolas. A proposta altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para determinar que a cobertura jornalística adote protocolos que evitem o incentivo a novos ataques, proibindo a exibição de nomes, fotos, vídeos ou manifestos dos autores, bem como de armas, roupas e acessórios utilizados nos crimes.

O texto também modifica o Marco Civil da Internet, exigindo que plataformas digitais cumpram medidas judiciais proporcionais para restringir conteúdos que incentivem esse tipo de violência. Provedores que não cumprirem as determinações poderão ser responsabilizados subsidiariamente pelos danos causados pela disseminação desses conteúdos.

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Já o PL 613/2021 atualiza o Código Penal para ampliar o combate aos crimes praticados contra sistemas e dados informáticos. A proposta eleva as penas para o acesso ilegítimo a sistemas e cria novos tipos penais — como interferência em dados e sistemas informáticos, burla informática, falsidade informática e uso abusivo de dispositivos —, com punições que chegam a até seis anos de reclusão. As penas são ainda maiores quando os crimes afetam a administração pública ou autoridades como o Presidente da República e os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. O projeto foi elaborado com base nas diretrizes da Convenção de Budapeste sobre o Crime Cibernético.

Com as aprovações, o senador Marcos Do Val reforça sua atuação em defesa da segurança pública, com atenção especial à proteção de crianças e adolescentes. Segundo ele, as duas iniciativas respondem a um cenário de crescente vulnerabilidade — tanto nas escolas quanto no ambiente digital. “A glorificação de criminosos que atacam escolas acaba por incentivar outros a praticar atos da mesma natureza, assim como as recentes invasões de sistemas do STJ e do TSE mostram que já passa da hora de atualizar nosso ordenamento jurídico no combate aos crimes cibernéticos”, afirmou o senador.

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Política Nacional

Escala 6×1: Se aprovada, “Brasil não terá mais voo internacional”

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Previsão foi feita pelo CEO da Latam, Jerome Cadier

O CEO da Latam, Jerome Cadier, afirmou que o possível fim da escala 6×1 pode comprometer seriamente a aviação internacional brasileira. A avaliação foi feita durante a apresentação dos resultados do primeiro trimestre de 2026, na terça-feira (5).

– Se um projeto assim for implementado, o Brasil não vai ter mais operação internacional – disse o executivo.

De acordo com Cadier, ainda há incertezas sobre como a nova regra será aplicada, já que existem diferentes propostas em discussão – algumas delas incluindo pilotos e comissários nas mesmas limitações de jornada, o que ele considera inviável.

O executivo destacou que determinadas versões do projeto poderiam impedir a realização de voos com mais de oito horas de duração, o que, na prática, acabaria com as operações internacionais da companhia no país. Isso ocorre porque jornadas mais longas são inerentes à atividade de tripulações em rotas intercontinentais.

Ainda assim, ele demonstrou confiança de que o Congresso fará ajustes para contemplar as especificidades da profissão.

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A declaração foi dada no mesmo dia em que a companhia divulgou resultados financeiros expressivos do primeiro trimestre de 2026. A empresa registrou lucro líquido de 576 milhões de dólares (aproximadamente R$ 3 bilhões) no período, transportando 22,9 milhões de passageiros – um crescimento de 9,1% em relação ao ano anterior. A taxa de ocupação foi de 85,3%, configurando o melhor desempenho trimestral da história da companhia.

VOTAÇÃO AINDA EM MAIO

Na terça (5), o relator da Comissão Especial da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para o fim da escala 6×1, deputado Leo Prates (Republicanos-PB), apresentou seu plano de trabalho para o colegiado. A ideia é que o relatório seja votado no dia 26 de maio.

Com o cronograma de votação, o plenário da Câmara dos Deputados poderia votar o texto já no dia 27 de maio. Antes disso, devem ser realizadas cinco audiências públicas sobre o assunto, assim como seminários.

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