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Medicina e Saúde

Setembro Amarelo 2026: “Escutar é estar presente” é o tema da campanha do CVV

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Durante o mês de setembro, quando é realizada a campanha nacional de conscientização sobre a prevenção do suicídio, o Centro de Valorização da Vida (CVV) convida toda a sociedade a refletir sobre um gesto simples, mas cada vez mais necessário: escutar.
Com o tema “Escutar é estar presente”, a campanha do Setembro Amarelo 2026 do CVV busca lembrar que oferecer uma escuta acolhedora pode representar o primeiro passo para que alguém em sofrimento emocional encontre apoio e não enfrente esse momento sozinho.
Em um contexto marcado pela rotina acelerada, pelas distrações constantes e por relações cada vez mais mediadas pela tecnologia, encontrar tempo e disponibilidade para ouvir alguém se tornou um desafio. Ao mesmo tempo, muitas pessoas convivem com sentimentos de solidão e angústia sem encontrar espaços seguros para falar sobre o que sentem. É justamente nesse cenário que a campanha deste ano reforça a importância da presença por meio da escuta.
A campanha parte de uma mensagem simples e profunda: muitas vezes uma pessoa não precisa de respostas ou soluções prontas, mas alguém disposto a ouvir com atenção, sem julgamentos, sem pressa e com acolhimento. Estar presente é perceber aquilo que o outro nem sempre consegue expressar em palavras e demonstrar, por meio da escuta, que ele não está sozinho.
Inspirada nessa reflexão, a campanha convida cada pessoa a incorporar a escuta como uma prática cotidiana. Seja entre familiares, amigos, colegas de trabalho ou vizinhos, reservar alguns minutos para ouvir verdadeiramente alguém pode fortalecer vínculos, oferecer acolhimento e fazer diferença na vida de quem enfrenta um momento difícil.
“Nem sempre conseguimos aliviar a dor de quem sofre, mas podemos fazer com que essa pessoa não precise carregá-la sozinha. Quando escutamos com atenção, respeito e sem julgamentos, mostramos que ela é importante. Muitas vezes, é justamente esse acolhimento que faz toda a diferença”, afirma Eliane Soares, voluntária do CVV.
Há mais de seis décadas, o CVV oferece apoio emocional e atua na prevenção do suicídio por meio de voluntários capacitados, que realizam uma escuta acolhedora, sigilosa e livre de julgamentos. Todos os dias, milhares de pessoas encontram no serviço um espaço seguro para falar sobre seus sentimentos, angústias e dificuldades, reforçando a importância de iniciativas que estimulem uma cultura de acolhimento e cuidado.
Quem precisar de apoio emocional pode entrar em contato com o CVV pelo telefone 188 ou acessar o site www.cvv.org.br, onde também estão disponíveis atendimento por chat, e-mail e outras informações sobre o trabalho da instituição.
Para saber mais sobre a campanha e acessar os materiais de divulgação, acesse o site: setembroamarelo.org.br
Sobre o CVV
 
O CVV oferece o serviço voluntário de escuta de forma anônima, gratuita e com empatia. Disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, pode ser acessado pelo telefone 188, pelo site www.cvv.org.br , via chat e ainda pelo e-mail [email protected] .
Em 2025, foram oferecidos 2 milhões de apoios. A instituição conta com cerca de 3.200 voluntários e, permanentemente, as inscrições estão abertas para quem se interessar por fazer parte desta rede. Os treinamentos são gratuitos e as inscrições para ser voluntário podem ser feitas pelo site, em www.cvv.org.br/seja-voluntario .
Sobre o suicídio
O suicídio é um problema de saúde pública e pode ser prevenido. Em 2021, segundo o Ministério da Saúde, foram 15.507 mortes.  São 42 vítimas por dia, a maioria delas do sexo masculino. O movimento Setembro Amarelo, iniciativa brasileira para ampliar o impacto do dia 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, foi iniciado em 2015 para sensibilizar e conscientizar a população sobre a questão. Para saber mais, acesse www.setembroamarelo.org.br

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Medicina e Saúde

Recebeu diagnóstico de autismo do seu filho? O que você precisa saber agora

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Receber o laudo de Transtorno do Espectro Autista (TEA) de um filho pode despertar uma mistura de sentimentos, entre dúvidas, receios e a necessidade de compreender uma nova realidade familiar. Para muitas famílias, a sensação inicial é avassaladora diante de um cenário desconhecido.

Ao relatar a própria trajetória e o impacto do diagnóstico na rotina, a presidente do IAFAAES, Mirian Cardoso de Souza de Melo, que também é mãe de filhos diagnosticados tardiamente, resume o sentimento inicial: “A gente vive um luto”.

Mirian destaca que o acolhimento inicial é fundamental, assim como o acesso a orientações adequadas. Mas o que fazer depois de receber o diagnóstico?

 

O que fazer após o diagnóstico de TEA?

O primeiro passo recomendado por profissionais é dar uma pausa para absorver a informação, evitando o isolamento e buscando compreender a condição sem estigmas.

A neuropsicopedagoga Júlia Maria Alexandrino orienta que as famílias não devem deixar que o medo do preconceito impeça a busca por informação, apoio e pelos direitos da criança.

Não é uma doença, é uma condição de funcionamento diferente. As crianças apenas funcionam de uma forma diferente

Júlia Alexandrinoneuropsicopedagoga.

O diagnóstico de autismo marca o início de uma jornada que envolve acolhimento. Foto: Reprodução / Canva

 

Ela destaca que a preparação do ambiente familiar faz diferença, principalmente nos primeiros dias após o diagnóstico. Quadros de rotina, alarmes no celular e um espaço organizado e previsível podem ajudar a reduzir a ansiedade e a exaustão de pais e crianças.

“Nesse momento, não é preciso resolver tudo de uma vez. É importante dar tempo para a família assimilar o diagnóstico e buscar informações confiáveis”, orienta Júlia.

 

Diagnóstico e apoio em cada fase da vida

O diagnóstico é o ponto de partida para diferentes caminhos, já que cada fase da vida exige cuidados e estratégias específicos. Descobrir na infância, durante os anos escolares, na adolescência ou somente na vida adulta traz desafios distintos e demanda formas específicas de apoio.

  • Bebês e crianças pequenas, até 4 anos: Nessa fase, a prioridade é a intervenção precoce. Como o cérebro está em intenso processo de desenvolvimento, as experiências do dia a dia podem se transformar em importantes oportunidades de aprendizagem. Por isso, é essencial investir em terapias baseadas em brincadeiras, respeitando os interesses e as particularidades da criança. Nesse processo, os pais têm um papel fundamental: participar das brincadeiras, incentivar a comunicação e fortalecer o vínculo com a criança.
  • Crianças em idade escolar, 5 a 12 anos: Com a chegada à idade escolar, a atenção passa a envolver também o ambiente educacional. A inclusão e a colaboração tornam-se fundamentais para acompanhar as necessidades da criança e favorecer seu desenvolvimento. Para que esse processo seja positivo, é importante manter uma comunicação próxima entre família, professores, cuidadores e profissionais que acompanham a criança.
  • Adolescentes e adultos: Quando o diagnóstico acontece mais tarde, a descoberta pode representar uma nova etapa de compreensão sobre si mesmo e sobre a própria trajetória. Para o indivíduo ou para seus familiares, esse momento pode envolver autoconhecimento, revisão de expectativas e compreensão das próprias necessidades. Nessa fase, o suporte deve estar voltado não apenas ao desenvolvimento, mas também à autonomia, à saúde mental e à participação social.
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Quais profissionais devem acompanhar a criança e quando buscar avaliação individualizada?

A busca por suporte deve começar cedo para garantir a eficácia das intervenções terapêuticas. Sinais como agitação intensa, comportamento excessivamente calado, atitudes desafiadoras ou atrasos no desenvolvimento servem de alerta para a família.

Contudo, vale ressaltar que sintomas isolados exigem cautela: “Meu filho não fala, tem TEA? Pode ser que não, pode ser só um atraso de fala”, pontua Júlia, reforçando que o caminho inicial ideal é procurar um psicólogo para nortear os primeiros encaminhamentos.  

A partir daí, a avaliação interdisciplinar e individualizada torna-se indispensável. Como o autismo frequentemente caminha ao lado de comorbidades, realizar previamente uma avaliação neuropsicológica evita equívocos clínicos e assegura um plano terapêutico assertivo. O acompanhamento multiprofissional geralmente envolve:

  • Fonoaudiologia (especialmente em casos de atraso na fala);
  • Psicologia para suporte comportamental e emocional;
  • Neuropediatria ou psiquiatria para o acompanhamento clínico.

 

Entenda as diferenças de TEA, TDAH e TOD

Como os sintomas podem se sobrepor, é comum que familiares confundam os transtornos no dia a dia. A distinção básica entre eles abrange:

  • TEA (Transtorno do Espectro Autista): Afeta principalmente a comunicação e a interação social, e se manifesta por meio de interesses restritos e repetitivos.
  • TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade): Envolve desatenção, hiperatividade e impulsividade, podendo se apresentar de forma isolada (só desatenta ou só hiperativa) ou combinada.
  • TOD (Transtorno Opositivo-Desafiante): Frequentemente associado como comorbidade, é marcado por um padrão persistente de oposição e comportamentos desafiadores.
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Onde buscar apoio no Espírito Santo?

Encontrar uma rede de apoio sólida é essencial para que as famílias não enfrentem o processo de isolamento. No Espírito Santo, iniciativas locais oferecem escuta qualificada, orientação social e acolhimento humanizado para quem acabou de receber o laudo.

A Associação dos Amigos dos Autistas do Espírito Santo (AMAES) é a principal referência no acolhimento, assistência social, defesa de direitos e orientação a famílias no Estado, mas também há outras locais de apoio com o IAFAAES, o Centro Especializado em Transtorno do Espectro Autista (CETEA) do Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV), o Serviço Especializado de Reabilitação Intelectual e TEA (SERDIA) e outras instituições.

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Medicina e Saúde

Mais de 4.500 atendimentos já foram realizados no Centro de Especialidades de Cariacica

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São oferecidos atendimentos com 12 especialidades médicas, como Cardiologia, Endocrinologia, Geriatria, Pneumologia, Angiologia, Dermatologia, Reumatologia e Urologia, por exemplo

 

Com 12 especialidades médicas, como Cardiologia, Endocrinologia, Geriatria, Pneumologia, Angiologia, Dermatologia, Reumatologia e Urologia, o Centro de Especialidades Médicas de Cariacica, em Itacibá, tem ampliado o acesso da população a consultas especializadas na rede municipal de saúde. Desde abril, quando foi inaugurado, mais de 4.500 atendimentos já foram realizados.

Com atendimentos direcionados via Unidade Básica de Saúde (UBS), o local tem oportunizado que o munícipe tenha acesso mais perto de casa com diversas especialidades. Também há atendimentos em Ortopedia, Ginecologia, Obstetrícia, Pediatria e Nutrição, além de serviços como fonoaudiologia, clínica cirúrgica, enfermagem e práticas integrativas.

O secretário de saúde, Renan Poton enfatizou que “ampliar a oferta de consultas em um local estratégico, com estrutura moderna, é garantir qualidade um atendimento digno e resolutivo perto da casa dos nossos munícipes”, afirmou.

Para ser atendido, o primeiro passo é procurar a unidade básica de saúde mais próxima de casa. Após a consulta, caso o médico identifique a necessidade de avaliação especializada, ele fará o encaminhamento por meio do sistema de regulação municipal, que organiza e agenda os atendimentos.

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A expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é continuar dando todo o suporte aos pacientes. A meta é que, mensalmente, sejam realizados cerca de 1.700 atendimentos, ampliando o acesso da população a consultas especializadas.

 

Como ser atendido

É importante lembrar que o Centro de Especialidades não funciona como porta aberta. Isso significa que o morador não deve ir diretamente ao local para marcar uma consulta.

Para ser atendido, é necessário procurar primeiro a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa. Durante a consulta, se o profissional identificar que o paciente precisa de atendimento com um especialista, ele será encaminhado por meio da regulação municipal, que organiza e agenda as consultas de acordo com a necessidade de cada pessoa e a disponibilidade dos especialistas.

“Orientamos que os moradores mantenham seus dados atualizados na unidade de saúde de referência e acompanhem os agendamentos. Dessa forma, o atendimento segue um fluxo organizado, garantindo que os pacientes sejam encaminhados para os serviços que realmente precisam”, afirma o secretário municipal de Saúde, Renan Poton.

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