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Medicina e Saúde

Super El Niño: fenômeno pode aumentar casos de dengue no ES

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O El Niño deve atingir o Espírito Santo a partir de agosto deste ano e um dos impactos pode ser o aumento nos casos de dengue, conforme o coronel Benício Ferrari, da Defesa Civil do Estado.

Ferrari explica que o fenômeno pode ocasionar aumento da temperatura, o que favorece o ciclo de vida do mosquito e pode elevar os casos da doença. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES) já havia alertado para essa possibilidade em nota emitida no último dia 8.

O coronel destacou que, entre agosto e setembro deste ano, modelos de previsão apontam que a temperatura deve ficar cerca de dois graus acima da média.

“Nós estamos falando aqui de agosto e setembro, que não são os meses mais quentes do ano. Então, por agora, a gente não espera temperaturas batendo recordes absolutos, mas, para o período, talvez”, disse.

Os modelos também indicam que o El Niño deve seguir até o início de 2027. Ou seja, caso as temperaturas permaneçam elevadas, é possível que ocorram recordes de calor. No entanto, Ferrari ressaltou que ainda é cedo para afirmar se isso realmente acontecerá.

Se ele ainda continuar no início do ano que vem, ainda falta muito tempo para a gente ser assertivo quanto ao que esperar. Se ele continuar intenso e trazendo o efeito de temperaturas médias mais altas em janeiro, fevereiro, março e abril, que costumam ser meses muito quentes, podemos ter recordes de temperatura, mas ainda é muito cedo para dizer isso.

Coronel Benício Ferrari, da Defesa Civil do Estado

Outro impacto que pode surgir com o El Niño são as ondas de calor, que, conforme explica Ferrari, se caracterizam pela atuação de um sistema de alta pressão sobre uma região, bloqueando a passagem de frentes frias e mantendo o ar mais quente nas áreas mais baixas.

Incêndios florestais

As previsões indicam que os incêndios florestais tendem a aumentar durante períodos de El Niño. O coronel destaca que os incêndios não surgem espontaneamente, mas sim por ação humana.

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No entanto, eles tendem a se intensificar devido à pouca chuva, à baixa umidade relativa do ar, às temperaturas mais altas, aos ventos mais fortes e à maior incidência de radiação ultravioleta.

“O risco de incêndio é decorrente de uma série de fatores, e muitos deles vão se juntar: temperatura alta, umidade baixa, muitos dias sem chover, vegetação seca. Tudo isso favorece o risco de incêndio, mas os incêndios nascem porque alguém colocou fogo em alguma coisa, de forma proposital ou acidental”, destacou o coronel.

Estiagem prolongada e impactos nas plantações

Outro efeito do El Niño é a estiagem prolongada, que deve atingir todo o Estado. No entanto, algumas regiões que não estão tão preparadas podem sofrer mais.

O Norte do Estado já tem estiagem mais frequente. Já tem uma disponibilidade hídrica que fica comprometida durante todos os anos na estiagem normal, de junho até setembro. Mas, por conta disso, também é uma região mais preparada para ficar sem água, então armazena mais água e as propriedades são mais irrigadas. É uma região que sofre bastante, mas, por isso, também é mais resiliente. Já as regiões Serrana e Sul do Estado podem sofrer com essa estiagem do El Niño, mas não estão tão preparadas. O percentual de propriedades rurais com acesso à irrigação é menor. Então, elas podem sofrer mais.

Coronel Benício Ferrari.

De acordo com o coronel, a seca pode afetar a floração das plantas, o crescimento dos frutos e favorecer o desenvolvimento de pragas, que têm o metabolismo acelerado pelas altas temperaturas.

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SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu a transferência de tecnologia para produzir o principal remédio utilizado para o tratamento do HIV no Brasil, o antiretroviral dolutegravir, que é distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV fazem uso do medicamento no país.

O medicamento foi desenvolvido pela ViiV Healthcare, empresa de pesquisa para prevenção e tratamento para HIV pertencente à biofarmacêutica GSK. Em 2020, ambas assinaram um contrato com o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz para nacionalizar progressivamente a produção do remédio e distribuí-lo ao SUS.

Desde então, Farmanguinhos vem realizando investimentos para adaptar sua planta fabril, adquirir novos equipamentos, capacitar seus profissionais e promover estruturação técnica, regulatória e operacional para garantir a internalização da produção. Este processo acaba de ser concluído, e o início do fornecimento ao SUS depende apenas da liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Desde 2022, o instituto da Fiocruz já faz a distribuição para o SUS dos remédios produzidos em fábricas da GSK. Mais de 739 milhões de cápsulas já foram fornecidas para a saúde pública desta forma. Em 2025, Farmanguinhos também assumiu as análises laboratoriais de controle de qualidade do medicamento. 

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Três lotes do remédio já foram fabricados e validados pelo instituto e poderão ser distribuídos para o SUS, assim que a liberação da Anvisa for expedida. Paralelamente, o instituto trabalha na validação da metologia analítica do ingrediente farmacêutico ativo. 

O acordo de transferência de tecnologia inclui mais uma etapa: a internalização da produção do dolutegravir em combinação com outra substância, a lamivudina. Esse formato também é distribuído pelo SUS. A expectativa é que essa produção comece a ser feita por Farmaguinhos no ano que vem. 

Medicamento recomendado pela OMS

Dolutegravir é um dos principais medicamentos utilizados no tratamento para HIV em todo o mundo. Ele age inibindo a enzima integrase, o que impede a replicação do vírus dentro das células de defesa do organismo. Além de ser altamente eficaz, reduzindo a carga viral a níveis indetectáveis, ele melhora a imunidade e impede a progressão para a AIDS, com poucos efeitos colaterais.

Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar o medicamento como opção preferencial para tratamento de primeira e segunda linha em todas as populações, incluindo mulheres grávidas e pessoas com potencial para engravidar.

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Medicina e Saúde

Anvisa aprova nova vacina de gripe com 73% de eficácia

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro da vacina Fluprevli, imunizante trivalente destinado à prevenção da influenza. 

A decisão foi publicada nessa segunda-feira (13) e autoriza o uso da vacina para a imunização ativa de pessoas a partir de seis meses de idade contra cepas dos vírus influenza A e B.

De acordo com a Anvisa, os resultados dos estudos clínicos apontaram eficácia de até 73% na prevenção da influenza em adultos e de até 65% em crianças.

As análises que subsidiaram o pedido de registro demonstraram elevadas taxas de soroproteção – quando o organismo apresenta níveis adequados de anticorpos no sangue – e de soroconversão, processo em que o sistema imunológico passa a produzir anticorpos detectáveis após vacinação ou infecção.

 

Doença

Considerada problema de saúde pública, a influenza é uma infecção viral respiratória. A doença está associada a surtos sazonais e pode provocar complicações que resultam em hospitalizações e mortes.

Os grupos considerados mais vulneráveis às formas graves da influenza são crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades, públicos já priorizados nas campanhas de vacinação.

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Próximas etapas

Para que o produto esteja disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), precisa ser avaliado e recomendado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e aprovado pelo Ministério da Saúde. Ainda não há data definida para esse processo.

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