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Política Nacional

Suplente de Moro se filia ao PL; partido passará a ter 29 senadores

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Luis Felipe Cunha deixou o União Brasil e se juntou ao Partido Liberal

 

Luis Felipe Cunha, primeiro suplente do senador Sergio Moro (PL-PR), filiou-se ao Partido Liberal na última quinta-feira (8) e, com a mudança, o partido passará a ter 29 das 81 cadeiras do Senado na próxima legislatura, consolidando-se como a maior bancada da Casa. Cunha cumprirá os quatro anos finais do mandato de Moro, já que o ex-juiz foi eleito governador do Paraná no último dia 4 de outubro.

Em entrevista recente à Folha de S.Paulo, Cunha reforçou que apoia o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), posição defendida pela direita e pelos candidatos do PL ao Senado durante a campanha eleitoral. De acordo com ele, há um cenário favorável à abertura de processos contra integrantes da Corte.

– Vejo abusos cometidos pelo STF, principalmente pelo ministro Alexandre de Moraes. Há um cenário favorável ao impeachment – declarou.

Com a composição prevista para 2027, ao menos 50 senadores já têm posição favorável ao impedimento de ministros do Supremo. Para aprovar um impeachment no Senado, são necessários 54 votos, o equivalente a dois terços das 81 cadeiras.

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Apesar da mudança de partido – do União Brasil para o PL -, Cunha afirmou que pretende manter as prioridades que orientaram o mandato de Moro, em respeito aos eleitores, especialmente o combate à corrupção e a segurança pública. Ainda não está definido quando o suplente assumirá a cadeira no Senado. A posse poderá ocorrer antes ou depois de Moro assumir o governo do Paraná, em 6 de janeiro de 2027.

Cunha coordenou a campanha de Moro, eleito governador do Paraná no primeiro turno. Os dois estavam filiados ao União Brasil antes de receberem o convite para ingressar no PL. A filiação ocorreu durante evento que também reuniu Flávio Bolsonaro, o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e o senador Rogério Marinho (PL-RN).

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Política Nacional

BTG/Nexus: a 12 dias do 2º turno, Flávio tem 52% e Lula, 48%

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A 17ª rodada da pesquisa presidencial BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira (13/10), revela que, a 12 dias das eleições, Flávio Bolsonaro (PL) está numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da disputa pela Presidência da República, mas em estimativa de empate técnico: o senador tem 52% contra 48% do petista em votos válidos.

 

O levantamento indica que 92% dos entrevistados têm certeza de seu voto no segundo turno, enquanto 7% admitem que podem mudar de ideia. Deste contingente que ainda pode mudar de voto, 20% dizem que poderiam votar em Lula e 16% afirmam que poderiam escolher Flávio.

 

No quesito rejeição, Flávio apresenta melhor índice do que Lula. Em relação à pesquisa anterior, caiu de 51% para 47% a fatia de eleitores que não votaria de jeito nenhum no senador. Por outro lado, a rejeição ao petista aumentou 3 pontos percentuais e foi de 48% para 51%.

 

A pesquisa em números

  • A primeira pesquisa BTG/Nexus para o 2º turno das eleições presidenciais mostra que, hoje, Flávio Bolsonaro é favorito na disputa, mas o percentual de eleitores ainda não convictos da sua escolha de voto (7% do total) faz com que o pleito ainda não possa ser dado como definido.
  • Flávio lidera a corrida tanto na pergunta espontânea quanto na estimulada. Na primeira, aparece com 46% das intenções de voto, contra 44% de Lula. Há ainda 5% de brancos/nulos e 4% de indecisos.
  • Na pergunta estimulada, Flávio tem 48% e Lula, 45%. Os brancos/nulos se mantêm em 5% e os indecisos recuam para 2%.
  • Quando se calcula os votos válidos (excluindo-se brancos, nulos e indecisos), o candidato do PL lidera por 52% a 48%.
  • Hoje, 50% dos eleitores dizem que poderiam votar em Flávio Bolsonaro (soma de 43% que dizem votar só nele e 7% que poderiam votar nele, mas não estão certos disso).
  • Já o potencial de Lula é ligeiramente inferior, 49% (soma de 42% que poderiam votar nele e 7% que poderiam votar nele, mas também não estão certos disso).
  • Em termos de rejeição, o presidente tem 51%, contra 47% de Flávio Bolsonaro.
  • Dentre o eleitorado total, 92% dizem não mudar mais de voto até o dia 25, enquanto 7% afirmam que ainda podem fazer outra escolha.
  • Entre quem vota em Flávio Bolsonaro, 4% dizem poder mudar de voto, contra 5% entre os que declaram intenção em Lula.
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A pesquisa mostra que o presidente Lula é aprovado por 45% e desaprovado por 50% dos entrevistados. Os que não sabem ou não responderam representam 5%.

No detalhamento qualitativo do governo federal, 34% dos entrevistados avaliam a administração petista como “ótima ou boa”, ao passo que 45% a classificam como “ruim ou péssima”. A parcela de eleitores que considera o desempenho da gestão “regular” soma 20%.

 

Metodologia

A rodada 17 da sondagem Eleições 2026 foi encomendada pelo BTG Pactual e realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, da FSB Holding.

Foram ouvidos 2.002 eleitores, por telefone, entre os dias 10 de outubro e 12 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa BTG/Nexus está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07997/2026.

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Política Nacional

Apoiadores de Lula depredam estações de metrô na Paulista

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Neste domingo (11), manifestantes que participaram de um ato em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na Avenida Paulista, em São Paulo, picharam e danificaram acessos às estações de metrô Consolação e Trianon-Masp. Segundo a Polícia Militar (PM), portas e grades foram quebradas durante as ocorrências.

Os danos foram registrados durante a dispersão do público após o encerramento da manifestação que contou com a participação do presidente e da primeira-dama, Janja. Imagens mostram ações de vandalismo na estação Trianon-Masp, enquanto relatos da PM apontam que as estruturas de acesso da Consolação também foram danificadas.

Devido às ocorrências e à concentração de passageiros, as duas estações tiveram o funcionamento afetado. A Polícia Militar informou que houve atritos envolvendo funcionários na Consolação, mas afirmou que a situação estava controlada.

A ViaMobilidade informou que adotou medidas para organizar o fluxo de passageiros nas estações Paulista e Higienópolis-Mackenzie. Entre as ações, estavam a entrada controlada, o recolhimento de bilhetes QR Code e a inclusão de trens extras para atender à demanda.

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A concessionária também fechou temporariamente o acesso pela Rua Bela Cintra, na estação Paulista. Segundo a empresa, equipes táticas atuaram nos locais com apoio da Polícia Militar.

Em nota, o Metrô de São Paulo explicou que acionou um plano de controle de multidões para lidar com o aumento do número de passageiros. A medida buscou evitar a superlotação e garantir a segurança durante o transporte do público.

– O Metrô acionou seu plano de controle de multidão para preservar a segurança do público e garantir o transporte de todos – informou a companhia.

A empresa acrescentou que reforçou o número de funcionários e ampliou a oferta de trens. Como parte da estratégia, a estação Trianon-Masp, da Linha 2-Verde, foi fechada temporariamente, enquanto as estações Consolação e Brigadeiro permaneceram abertas para atender aos passageiros.

O Metrô também afirmou que acompanha a movimentação nas estações e ajusta as medidas de controle conforme a necessidade. Segundo a companhia, o objetivo é manter a segurança dos passageiros em situações de grande concentração de pessoas.

Assista:

 

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