Há menos de quatro meses para as eleições de 2026, construções de alianças e muitos quadros indefinidos agitam disputa eleitoral no Espírito Santo. Em meio às incertezas, políticos da base governista e da oposição intensificam negociações e fazem articulações para ocupar posições estratégicas e ampliar sua influência.
Os movimentos que estão reconfigurando o xadrez político no Estado envolvem nomes como o do ex-governador Renato Casagrande (PSB), do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) e do Partido Liberal (PL), do senador Magno Malta.
Tentativas de continuidade da base governista
Com a renúncia de Casagrande do cargo de governador para disputar o Senado, o vice Ricardo Ferraço (MDB) assumiu o Palácio Anchieta e consolidou seu nome como pré-candidato à reeleição ao Governo do Estado.

Casagrande é, sem dúvidas, um dos nomes mais fortes para garantir uma das duas vagas no Senado Federal pelo Espírito Santo. Mas, apesar de seu favoritismo e de seu apoio à Ferraço, pesquisas recentes de intenção de voto mostram que o cenário eleitoral para o futuro governador do Estado ainda é incerto.
Para evitar possíveis rachaduras, o grupo governista tem articulado com prefeitos de grande influência política, como Arnaldinho Borgo (PSDB), atual gestor do município de Vila Velha, na Região Metropolitana de Vitória, considerado o segundo maior colégio eleitoral do Estado.
O prefeito, que chegou a cogitar a corrida pelo Palácio Anchieta com o apoio de Casagrande, foi preterido após o ex-governador declarar apoio ao vice, Ricardo Ferraço. Diante desse cenário, Arnaldinho chegou a se aliar ao então prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos), atualmente um dos nomes cotados à candidatura ao Governo do Estado.

A reaproximação de Arnaldinho com o grupo de Pazolini fez com que o PSB (Partido Socialista Brasileiro), de Renato Casagrande, retirasse seus quadros da administração de Vila Velha em fevereiro de 2026. O clima de ruptura mudou quando Arnaldinho avaliou a montagem dos quadros do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) para a Câmara dos Deputados e decidiu seguir como prefeito da cidade canela-verde até o final de seu mandato, em 2028.
A decisão de Arnaldinho abriu caminhos para retomar o diálogo com o grupo de Casagrande. Devido à influência política do prefeito canela-verde, a reaproximação com o grupo governista é considerada peça-chave para fortalecer as bases do bloco.
A dúvida que fica é se Arnaldinho rompeu de vez com Pazolini. Caso não, só saberemos de qual lado o prefeito de Vila Velha estará com as proximidades das eleições.
Possível aliança entre o PL de Magno Malta e Republicanos, de Pazolini
Conversas de bastidores também assinalam para uma possível aliança entre o PL (Partido Liberal), do senador Magno Malta, e Republicanos, do ex-prefeito e provável pré-candidato ao Palácio Anchieta, Lorenzo Pazolini.
A aliança é defendida pelo presidente da Câmara de Vitória, Anderson Goggi (Republicanos). Caso o apoio mútuo ocorra, é provável que implicações sejam sentidas para além do Palácio Anchieta. Isso porque Magno Malta, principal figura do PL no Espírito Santo, já sinalizou que lançará sua filha, Maguinha Malta (PL), como candidata ao Senado.

Contudo, o Republicanos, partido de Pazolini, já possui um nome cotado para o Senado: o ex-deputado federal Carlos Manato (Republicanos). A princípio, Evair de Melo (Republicanos), também tentava viabilizar seu nome para a disputa ao Senado. Contudo, optou por tentar seu quarto mandato na Câmara dos Deputados e declarou apoio a Pazolini na corrida ao Palácio Anchieta
Além disso, o PSD (Partido Social Democrático) possui uma forte aliança com o Republicanos. O partido do ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung (PSD), declarou apoio à candidatura de Pazolini ao Palácio Anchieta. No entanto, o PSD também tem um provável nome ao Senado: o de Sérgio Meneguelli (PSD), o deputado estadual mais votado da história do Estado.
Caso a aliança com o PL realmente ocorra, resta saber se o grupo de Pazolini estará disposto a abrir mão de nomes próprios para apostar na candidatura de Maguinha Malta ao Senado, ou se lançarão dois nomes da coligação para a disputa de uma cadeira em Brasília.
FONTE: ndmais.com.br