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Medicina e Saúde

Anvisa aprova regularização de cosméticos artesanais

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a regularização de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes produzidos de maneira artesanal no país. Os itens não precisam de regularização junto à Anvisa, mas devem seguir regras e limites específicos.

A atuação regulatória sobre o tema se fez necessária após a sanção da Lei 15.154, em julho de 2025, que estabelece isenção de registro e observância de regras simplificadas para cosméticos, produtos de higiene pessoal, perfumes e outros produtos de finalidade congênere, quando produzidos de maneira artesanal.

Em nota, a Anvisa informou que, em agosto do ano passado, deu início à regularização.

“Todo o processo, que inclui duas consultas públicas com ampla participação de diversos segmentos da sociedade, buscou alinhar a simplificação burocrática à segurança sanitária”, informou a agência.

 

Regras para o setor

A instrução normativa aprovada apresenta um lista de grupos de produtos que podem ser produzidos e comercializados artesanalmente:

  • Artigos de perfumaria com base alcoólica;
  • Odorizantes de ambiente;
  • Produtos sólidos para banho e/ou imersão;
  • Sabonetes sólidos para o corpo;
  • Xampus e condicionadores sólidos;
  • Óleos e manteigas corporais;
  • Desodorante axilar em barra.
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A resolução aprovada pela diretoria colegiada da Anvisa regulamenta requisitos técnico-sanitários e procedimentos simplificados para a produção e a comercialização dos produtos.

Entre outros pontos, a norma define boas práticas de fabricação (BPF) simplificadas por meio de regras básicas de higiene e controle para garantir a segurança, prevê a rotulagem obrigatória e estipula prazo de validade máximo de até 12 meses a partir da fabricação

A regulação determina ainda que sejam utilizadas alegações simples, puramente sensoriais ou funcionais básicas (limpeza, hidratação e perfumação), sem apelos terapêuticos ou exigência de testes complexos de eficácia.

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Medicina e Saúde

Saúde mental: quando o corpo pede uma pausa

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Os afastamentos por problemas emocionais nunca foram tão altos no Brasil. Mas muitos fatores de risco podem ser reduzidos com mudanças simples na rotina.

Vivemos em uma rotina marcada por cobranças, excesso de estímulos, conectividade permanente e a sensação de que sempre existe alguma coisa a fazer. Para muitas pessoas, descansar passou a ser acompanhado de culpa, enquanto estar ocupado se tornou sinônimo de produtividade.

Os números ajudam a dimensionar esse cenário. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que 546.254 brasileiros tiveram afastamentos por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais e comportamentais, em 2025, um crescimento de 15,66%, em relação a 2024.

No Espírito Santo, as notificações de transtornos mentais relacionados ao trabalho também cresceram. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), foram 129 notificações, em 2024, e 170, em 2025, com uma alta de 31,7%. Até 30 de abril de 2026, já eram 54 registros.

Os dados não significam que todos os afastamentos tenham uma única causa ou que o trabalho, isoladamente, seja responsável pelos problemas de saúde mental.

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Relações pessoais, condições de vida, alimentação, sono, deslocamentos, pressão, excesso de demandas e outros fatores também podem participar desse processo. A questão é perceber os sinais antes que eles ocupem espaço demais na rotina.

Para desenvolver esse guia do bem-estar, ouvimos Roberta Petrocchi,
médica e professora do curso de Medicina da FAESA, e Lorena Schettino Lucas,
psicóloga e professora do curso de Psicologia da FAESA.

Quer conferir o e-book, na íntegra, com orientações e dicas para a sua saúde mental?

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Medicina e Saúde

Mais rápido e preciso: novo acelerador reforça tratamento contra o câncer em Cachoeiro

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O Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim começou a instalar um novo equipamento de alta tecnologia para ampliar o atendimento a pacientes oncológicos: o acelerador linear Halcyon, da Varian Medical Systems.

A primeira parte do equipamento já chegou e começou a ser instalada. As demais partes serão recebidas nos próximos meses, enquanto a instituição realiza as adaptações estruturais necessárias para concluir a montagem. A previsão é que o sistema entre em funcionamento ainda este ano.

O acelerador linear de partículas Halcyon foi desenvolvido para tratamentos avançados contra o câncer, incluindo técnicas como radioterapia guiada por imagem (IGRT) e radioterapia de intensidade modulada (IMRT).

A tecnologia permite maior precisão na aplicação da radiação e pode reduzir o tempo das sessões, além de contribuir para a proteção dos tecidos saudáveis.

O deputado estadual e médico radio-oncologista Dr. Bruno Resende acompanhou de perto a chegada do equipamento. Para ele, a nova tecnologia representa um avanço no atendimento aos pacientes que enfrentam o câncer.

 

“Uma tecnologia de última geração. Com ela, vamos tratar ainda mais pacientes, com mais rapidez, mais precisão, menos toxicidade e permitir que os pacientes fiquem menos tempo tratando e muito mais tempo perto de suas famílias”, afirmou.

 

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O novo equipamento, avaliado em R$ 10 milhões, chega para ampliar a capacidade tecnológica do Hospital Evangélico, referência no tratamento do câncer no Sul do Espírito Santo, enquanto as obras do futuro Hospital do Câncer avançam.

A previsão é que o Hospital do Câncer seja concluído no final de 2027. Com a nova unidade em funcionamento, o equipamento será transferido para a estrutura especializada, onde continuará sendo utilizado no tratamento de pacientes com câncer.

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