Uma gerente do Santander foi presa nesta terça-feira (29), em Miguelópolis, no interior de São Paulo, suspeita de desviar cerca de R$ 2 milhões de contas de clientes idosos. Segundo a Polícia Civil, parte do dinheiro teria sido usada em apostas. O namorado dela, o dentista Adilson Coelho de Paula, também foi detido.
Vanessa Gonçalves Miranda, de 40 anos, trabalhava havia 12 anos em uma agência do banco no município e, de acordo com a investigação, teria usado o acesso às contas dos clientes para realizar transferências e saques sem autorização. O esquema teria funcionado durante os últimos dois anos.
Clientes identificaram movimentações suspeitas
As suspeitas começaram após clientes identificarem movimentações que não reconheciam nos extratos e procurarem a polícia. Uma das vítimas teria perdido cerca de R$ 300 mil.
Segundo a investigação, a mulher procurou a agência para solicitar um cartão de débito que seria usado para pagar despesas médicas. A gerente teria informado que disponibilizaria em dinheiro o valor necessário para o procedimento, que foi realizado normalmente.
Dias depois, no entanto, a cliente voltou ao banco e descobriu que o saldo da conta havia desaparecido. Ao verificar as movimentações, a família encontrou saques diários de até R$ 5 mil.
Polícia apura uso do dinheiro em apostas
A Polícia Civil investiga se os valores retirados das contas eram utilizados em apostas para tentar justificar a origem do dinheiro e evitar suspeitas sobre a renda do casal.
Durante o cumprimento de mandados de busca em endereços ligados aos investigados, os policiais apreenderam celulares e documentos. O material será analisado e poderá ajudar a esclarecer como funcionava o esquema e a movimentação dos valores.
Vanessa e Adilson são investigados por suspeita de estelionato e lavagem de dinheiro.
A defesa de Adilson afirmou que ele não tem envolvimento com os fatos investigados. O advogado de Vanessa não foi localizado para comentar as acusações.
O Santander ainda não havia se manifestado sobre o caso até a publicação desta matéria.
As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito. O espaço segue aberto para manifestações.
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FONTE: Folha Vitória.