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Arrascaeta, do Flamengo, sofre fratura no punho, com indicação de cirurgia

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Lesão aconteceu durante um amistoso do Uruguai. Ele reclamou de dores no antebraço esquerdo e foi substituído no segundo tempo

 

Enorme problema para o Flamengo. O clube rubro-negro informou, nesta segunda-feira, que foi confirmada uma fratura no punho esquerdo de Arrascaeta, com indicação cirúrgica. O departamento médico aguarda o retorno do jogador ao Brasil, onde será reavaliado e dará sequência na recuperação.

A lesão aconteceu durante o amistoso do Uruguai com a Coreia do Sul, em Seul, na manhã desta segunda-feira. Arrascaeta reclamou de dores no antebraço após cair no chão e usar a mão esquerda para apoio. Ele precisou deixar o gramado imediatamente.

O camisa 10 foi substituído por Rodrigo Salazar, aos 32 minutos do segundo tempo e saiu de campo com semblante preocupado e claramente sentindo muitas dores. Inicialmente, o Flamengo informou que Arrascaeta sofreu um trauma no antebraço esquerdo e foi levado para uma clínica local, onde realizará exames mais detalhados. Posteriormente, confirmou a fratura.

— O médico do Clube de Regatas do Flamengo, Fernando Sassaki, recebeu há pouco o resultado dos exames realizados na Coreia do Sul pelo meia De Arrascaeta. Foi confirmada fratura no punho esquerdo com indicação cirúrgica. O jogador retornará ao Brasil, onde será reavaliado antes do procedimento e dará sequência à sua recuperação — diz a nota divulgada pelo Flamengo.

O Uruguai venceu a Coreia do Sul por 4 a 1, na primeira vitória do técnico Diego Forlán na Celeste. Já o Flamengo volta a campo no dia 8 de outubro, diante do Santos, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro.

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Núbia de Oliveira é bicampeã da Dez Milhas Garoto

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A baiana Núbia de Oliveira conquistou o bicampeonato da 35ª Dez Milhas Garoto, a mais tradicional prova do calendário de corrida de rua do Espírito Santo e uma das mais conhecidas do Brasil.

Campeã em 2025, ela repetiu a dose em 2026 e venceu a elite feminina com o tempo de 59min39, com arrancada nos útimos 300 metros do percurso de 16,1Km entre Vitória e Vila Velha. A etíope Kiya Fiseha Shone foi a segunda colodada neste domingo (27), com 59min41, seguida pela sua compatriota Ayinalem Ketema, com 59min44.

No masculino, o queniano Nicolas Kosgei venceu a prova com o tempo de 48min14. O mineiro Giovani dos Santos foi o segundo colocado, com 48min31.

A prova deste ano teve recorde de inscritos, com 20 mil corredores largando na praia de Camburi, em Vitória, e correndo até a chegada na Fábrica de Chocolates Garoto, na Glória, em Vila Velha.

 

Do sertão baiano para o pódio da Dez Milhas

Núbia é nascida em Campo Formoso (BA), mas mora no distrito de Flamengo, em Jaguarari, cidade do sertão baiano que fica a 500km de Salvador (BA).

Em 2025, ela quebrou um jejum de 18 anos sem vitórias brasileiras na elite feminina da Dez Milhas Garoto. Agora, foi além e conquistou o bicampeonato consecutivo, garantindo prêmio de R$ 30 mil pelo primeiro lugar e bônus de R$ 10 mil por ter sido a melhor brasileira.

 

“Tô feliz e foi muito emocionante. Fiz uma prova muito estratégica. Eu já estava preparada e sabia que, em algum momento, as africanas iriam atacar. Eu consegui responder e falei ‘vou resistir até o final’ para dar aquele tiro no final. Foi praticamente igual ao ano passado. Tô feliz demais”, comemorou Núbia.

Núbia de Oliveira, ao centro, celebra o bicampeonato da Dez Milhas Garoto (Foto: Thiago Soares/Folha Vitória)

 

A bicampeã comemorou com um beijo no marido, Alessandro, e também no meio da galera, tirando fotos e cumprimentando as pessoas da arquibancada.

“A torcida me impulsionou demais nesta chegada, foi vibrante pode sentir a emoção, sentir cada grito para que eu conseguisse essa vitória e disputar até o final. É agradecer às pessoas gritando meu nome durante todo o percurso. Pode ter certeza que eu carrego cada pessoa comigo no meu coração”.

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Promessa de buscar o tri em 2027

Melhor corredora do Brasil na atualidade, Núbia vem da quebra do recorde brasileiro na meia maratona e do título no Troféu Brasil na prova dos 10.000 metros. Para 2026, ela ainda tem uma meta: vencer a Corrida de São Silvestre em dezembro, em São Paulo.

“Meu objetivo de vida é poder um dia ganhar a São Silvestre e poder representar o Brasil numa Olimpíada”, contou Núbia.

Já para o ano que vem, a baiana espera estar novamente na disputa entre Vitória e Vila Velha praa buscar o tricampeonato consecutivo, feito só alcançado na história da prova por Marcia Narloch, que venceu cinco edições seguidas entre 2000 e 2005.

“Espero estar novamente aqui no ano que vem. É gratificante demais poder correr uma prova tão tradicional”.

Veja os resultados da Dez Milhas Garoto 2026

Elite feminina

  • 1ª Núbia de Oliveira (BRASIL): 59min39
  • 2ª Kiya Fiseha Shone (Etiópia): 59min41
  • 3ª Ayinalem Ketema (Etiópia): 59min44
  • 4ª Jessica Ladeira Soares (BRASIL): 59min57
  • 5ª Carmen Silva Pereira (BRASIL): 1h01min14

Elite masculina

  • 1º Nicolas Kosgei (Quênia): 48min14
  • 2° Giovani dos Santos (BRASIL): 48min31
  • 3° Vestus Cheboi Chemjor (Quênia): 48min58
  • 4° João Marcos Soares (BRASIL): 49min24
  • 5° José Geraldo Ferreira Júnior (BRASIL): 49min39

Todos os campeões da Dez Milhas Garoto

  • 1989 – Delmir Alves dos Santos (RJ),50min28s/ Nerci Freitas Costa (RJ),1h04min19s
  • 1990 – Severino J. da Silva (SP),46min42s/ Sônia Márcia Rodrigues (MG),56min42s
  • 1991 – Luís Antônio dos Santos (RJ), 45min49s/ Silvana Pereira (SC), 53min06s
  • 1992 – Delmir Alves dos Santos (RJ), 50min35s/ Viviany Anderson (MG), 1h0min48s
  • 1993 – Luís Antônio dos Santos (RJ), 47min45s/ Silvana Pereira (SC), 56min48s
  • 1994 – Tomix Alves da Costa (MG) – 48min25s/ Silvana Pereira (SC), 57min35s
  • 1995 – Adalberto B. Garcia (SP), 47min21s/ Viviany Anderson (MG), 56min24s
  • 1996 – Delmir Alves dos Santos (SP), 48min04s/ Maria de L. da Silva (BA), 56min18s
  • 1997 – Ronaldo da Costa (MG), 47min21s/ Risoneide Wanderley (SP), 56min43s
  • 1998 – John M. Gwako (Quênia), 47min19s/ Márcia Narloch (RJ), 55min41s
  • 1999 – John M. Gwako (Quênia), 47min23s/ Viviany Anderson Oliveira (MG), 55min41s
  • 2000 – Joseph Waweru (Quênia), 47min24s/ Márcia Narloch (RJ), 55min52s
  • 2002 – Marílson Gomes dos Santos (DF), 47min41s/ Márcia Narloch (RJ), 55min10s
  • 2003 – Valdenor Pereira dos Santos (PI), 48min58 s/ Márcia Narloch (RJ), 56min01s
  • 2004 – Marílson Gomes dos Santos (DF), 47min53s/ Márcia Narloch (RJ), 56min25s
  • 2005 – Franck Caldeira (MG), 48min23s/ Márcia Narloch (RJ), 56min20s
  • 2006 – Marílson Gomes dos Santos (DF),47min39s/ Lucélia Peres (MG), 55mim23s
  • 2007 – Clodoaldo G da Silva (DF), 48min44s/ Edinalva Laureano da Silva (PB), 55min49s
  • 2008 – Willian Gomes (MG), 48min39s/ Nancy Jepkosgei Kipron (Quênia), 56min24s
  • 2009 – Franck Caldeira (MG), 47min58s/ Meseret Heilu (Etiópia), 56min05s
  • 2010 – Marílson Gomes dos Santos (RJ), 47min45s/ Eunice Kirwa (Quênia), 55min11s
  • 2011 – Kimutai Kiplimo (Quênia), 48min05s/ Eunice Jepkirui Kirwa(Quênia), 55min43s
  • 2012 – Joseph Aperumoi (Quênia), 47min01s/ Rumokol Chepkanan(Quênia), 54min13s
  • 2013 – Edwin Kipsang Rotich (Quênia), 47min00s/ Nancy Kipron(Quênia), 55min16s
  • 2014 – Leul Gerbresilase Aleme (Etiópia), 47min18s/ Delvine Meringor (Quênia), 57min08s
  • 2015 – Edwin Kipsang Rotich (Quênia), 47min42s/Delvine Meringor (Quênia), 54min50s
  • 2016 – Joseph Aperumoi (Quênia), 47min29s/Consolata Cherotich (Quênia), 59min49s
  • 2017 – Belete Tola (Etiópia), 48min14s/Esther Kakuri (Quênia), 57min40s
  • 2018 – Wellington Bezerra da Silva (Brasil), 48min55s/Esther Kakuri (Quênia), 57min18s
  • 2019 – Geofry Kipchumba (Quênia), 48min18s/Viola Chemos (Uganda), 59min39s
  • 2022 – Giovani dos Santos (Brasil), 48min21/Mestawut Trunet (Etiópia), 56min45
  • 2023 – Altobeli Santos da Silva (Brasil) – 50min24/Scholastica Jepkemboi (Quênia) – 58min24
  • 2024 – Nicolas Kiptoo Kosgei (Quênia) – 46min32/Viola Jelagat Kosgei (Quênia) – 56min08
  • 2025 – Mark Kiptoo (Uganda) – 46min54/Núbia de Oliveira Silva (Brasil) – 57min27
  • 2026 – Nicolas Kosgei (Quênia) – 48min14 / Núbia de Oliveira (Brasil) – 59min39
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Capixaba Matheus Ngome é o melhor nadador da história dos JEBs

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Maior promessa da natação capixaba e um dos grandes nomes da nova geração da natação brasileira, Matheus Ngome brilhou nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs), competição para atletas até 14 anos que termina neste fim de semana em Brasília (DF).

Ele é o primeiro nadador a chegar a uma final ouro (divisão principal) em três edições seguidas da competição no atual formato.

Em 2024, Matheus foi finalista nos 50m borboleta e terminou na quinta colocação. Em 2025, conquistou duas medalhas de ouro (50m livre e 50m borboleta) e uma de prata (100m borboleta. Este ano, foi além e conquistou três medalhas de ouro, com três novos recordes do campeonato: nos 50m livre, 50m borboleta e 100m borboleta.

 

“Eu não esperava que ia ser tão bom! As medalhas eu já esperava, mas os tempos…! Eu nem acreditava que iria quebrar o recorde dos 50m livre. Quebrei o recorde também dos 100m borboleta, tá ótimo! Nos 50m borboleta, fiz o tempo abaixo do antigo recorde brasileiro, que agora também é meu. Foi muito legal, muito divertido, fiz muitas amizades! Foi maravilhoso. Nadei bem e foi ótimo!”

 

Três ouros e três recordes nos JEBs 2026

Matheus Ngome foi o grande nome da natação nos JEBs 2026. Nos 50m livre, baixou o recorde da competição de 24s37 para 24s05. Nos 50m borboleta, de 25s74 para 25s59. E nos 100m borboleta, de 57s93 para 57s68.

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Este ano, o nadador de 14 anos foi o grande destaque do Campeonato Brasileiro Interclubes Infantil de Inverno, em julho, também em Brasília, com cinco medalhas de ouro, uma medalha de prata e quatro recordes batidos.

 

Matheus Ngome. Campeonato Brasileiro Interclubes de Inverno Infantil. Brasília.
(Foto: Satiro Sodré/CBDA)

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