O instalador de tubulações a vapor Rich O’Brien, de 41 anos, morreu, nesse domingo (27/9), após ser atropelado por um ciclista no Central Park, em Nova York, nos Estados Unidos.
De acordo com o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD), O’Brien atravessava o parque para chegar ao trabalho, por volta das 6h35 da manhã da última quarta-feira (23/9), quando um ciclista, que seguia para o norte na West Drive, perto da West 84th Street, o atingiu.
Ele sofreu um traumatismo craniano grave e foi levado às pressas para o Weill Cornell Medical Center, onde ficou internado por quatro dias. Já o ciclista, de 32 anos, que não teve a identidade divulgada, foi arremessado da bicicleta e sofreu apenas ferimentos leves.
Uma testemunha da colisão disse ao jornal NYC Streets que o ciclista parecia “muito chocado e confuso e estava claramente devastado emocionalmente e, em um momento, perto de chorar”. Ela também alegou que “O’Brien demorou um tempo incrivelmente longo” para receber assistência médica.
“Richie era um orgulhoso instalador de tubulações a vapor do Local 638, que ia trabalhar todos os dias para sustentar sua família e dar à sua esposa, Ronni, e às suas duas filhas, Kylie e Mia, a vida que elas mereciam. Richie faleceu em paz nas primeiras horas da manhã de domingo, 27 de setembro, com Ronni ao seu lado”, informou o site.
O TikTok aceitou nesta sexta-feira (25/9) limitar o uso de seu aplicativo por adolescentes no Alabama, nos Estados Unidos. O acordo foi feito no âmbito de uma ação judicial movida pelo estado, que acusava a plataforma de causar prejuízos a jovens por ter sido projetada para estimular o uso compulsivo da rede social.
A empresa também pagará US$ 116,2 milhões (R$ 602,3 milhões). Com isso, o processo será encerrado sem julgamento.
“Este é um grande dia para os pais do Alabama. Esta noite, eles podem dormir mais tranquilos sabendo que existem proteções reais para proteger seus filhos dos perigos do vício em redes sociais. O TikTok concordou em dar aos pais controle real sobre o que seus filhos veem e quanto tempo passam no aplicativo”, disse o procurador-geral do Alabama, Steve Marshall.
Pelo acordo, o limite diário de uso do aplicativo por adolescentes de 13 a 17 anos será de até duas horas. O acesso será cortado entre meia-noite e 6h, e as notificações serão suspensas durante o horário de aulas.
As medidas também incluem a proibição de filtros, um feed padrão não personalizado, controles parentais mais robustos e “pausas produtivas”, que interrompem os usuários adolescentes após 15 minutos de uso contínuo.
No Brasil, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) aplicou, em agosto, uma multa de R$ 153,7 milhões à empresa ByteDance, responsável pelo TikTok, devido a irregularidades no tratamento de dados de crianças e adolescentes.
Pela determinação, a empresa deverá aplicar automaticamente as configurações mais restritivas de privacidade às contas de quem tem menos de 16 anos, que só poderão ser alteradas com autorização dos responsáveis, e reforçar sistemas de controle por parte dos pais, chamados de supervisão parental. Os filtros de conteúdo também devem ser mais rigorosos.
“Covardes morais”, disse premiê israelense sobre os que abandonaram o salão
Como gesto de protesto contra o governo israelense e à guerra na Faixa de Gaza, a delegação brasileira abandonou o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) tão logo o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, iniciou seu discurso nesta quinta-feira (24). Em resposta à debandada, o premiê israelense disse que, se houvesse mais “covardes morais” que ainda não haviam deixado o salão, que o fizessem logo.
De acordo com apuração da CNN Brasil, apenas um diplomata brasileiro estava escalado para assistir à sessão desta quinta. Entretanto, outros quatro representantes brasileiros se juntaram a ele durante o discurso anterior ao de Netanyahu a fim de aumentar a quantidade de pessoas que deixariam o salão no momento em que o líder israelense subisse à tribuna.
O gesto foi planejado pelos membros da delegação brasileira junto de outros países. A delegação palestina, por exemplo, que tinha apenas duas pessoas durante a sessão, aumentou para seis durante o discurso que antecedeu o do premiê israelense, feito pelo vice-presidente da Colômbia, José Manuel Restrepo.
Representantes deixando plenário da ONU durante discurso de Benjamin Netanyahu Foto: EFE/ Ángel Colmenares
Como forma de equilibrar a ausência já esperada, a delegação israelense levou mais representantes e observadores para acompanhar e ovacionar o discurso do primeiro-ministro, que foi recebido com vaias e aplausos ao assumir a palavra.
Durante sua fala, Netanyahu defendeu que os conflitos envolvendo Israel não são meramente territoriais, mas sobre a existência do país como um Estado judeu. Netanyahu relembrou o ataque terrorista do Hamas contra Israel no dia 7 de outubro de 2023, descrevendo-o como o pior desde o Holocausto e citou o episódio como estopim para o início da guerra em “sete frentes”: contra o Hamas, Hezbollah, Houthis, Irã, milícias no Iraque e na Síria e Cisjordânia.
Netanyahu ainda prometeu que impedirá a “ditadura assassina do Irã” de desenvolver “bombas atômicas, armas nucleares destinadas a destruir Israel, armas nucleares que poderiam ameaçar o mundo inteiro”. Também descreveu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como o melhor parceiro que Israel já teve.
O ato da delegação brasileira ocorre um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mencionar o conflito entre israelenses e palestinos durante seu discurso na Assembleia Geral. Em seu pronunciamento, o presidente chamou os líderes palestinos Yasser Arafat e Yitzahk Rabin de “estadistas” que “desafiaram o passado para projetar um futuro de paz”, mas foram “derrotados pelo ódio”.
– Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza. Civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas – acrescentou o petista.
Lula é considerado persona non grata em Israel desde fevereiro de 2024, por ter comparado a guerra deflagrada por Israel em Gaza ao extermínio de judeus promovido por Adolf Hitler durante o Holocausto.