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Política Nacional

Bolsonaro assina MP que eleva salário mínimo para R$ 1.100

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Novo valor do salário mínimo, que hoje é de R$ 1.045, passa a valer a partir de 1º de janeiro, segundo anúncio feito pelo presidente em rede social

O salário mínimo vai passar para R$ 1.100 a partir desta sexta-feira, 1º de janeiro. O presidente Jair Bolsonaro assinou Medida Provisória que eleva o valor do salário mínimo, que atualmente é de R$ 1.045. O aumento é de R$ 55,00, o que equivale a um reajuste 5,26%. Com esse valor, haveria um ganho real de 0,83%, se as projeções econômicas do governo forem confirmadas. O ganho real não ocorria desde o ano passado.

O valor anunciado anteriormente pelo governo federal era de R$ 1.088 para 2021. O piso consta na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), aprovada pela Câmara e pelo Senado no dia 16 de dezembro, que aguarda sanção presidencial.

A previsão de alta de 5,26% do mínimo foi baseada na revisão do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), inflação das famílias com renda de até cinco salários mínimos, que deverá encerrar 2020 em 5,22%, segundo projeção do Boletim Focus, do Banco Central.

“Assinarei ainda hoje MP que eleva o salário mínimo para R$ 1.100,00 (mil e cem reais), com vigência a partir de 1º de janeiro de 2021. É um aumento de 5,26% em relação ao valor atual (R$ 1.045)”, afirmou o presidente em rede social.

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O presidente explica que o valor de R$ 1.100,00 se refere ao salário mínimo nacional. “O valor é aplicável a todos os trabalhadores, do setor público e privado, e também para as aposentadorias e pensões.”

Poder de compra

Desde o ano passado, o mínimo passou a ser corrigido apenas pelo INPC, a fim de preservação do poder de compra do mínimo. A decisão, no entanto, não traz ganho real à remuneração dos profissionais. Estimativas do governo apontam que cada R$ 1 a mais no salário mínimo eleva as despesas públicas em R$ 304,9 milhões.

Em agosto, a previsão apresentada pelo Planalto para o salário mínimo era de R$ 1.067. Anteriormente, a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2021, enviada em abril ao Congresso, colocava o salário mínimo em R$ 1.075 para o próximo ano. As revisões podem acontecer até a divulgação oficial do valor, que tradicionalmente ocorre no dia 1º de janeiro.

Entre 2015 e 2019, o salário mínimo foi calculado, por lei, com base na expectativa para o INPC do ano e a taxa de crescimento real do PIB (Produto Interno Bruto) — a soma de todos os bens e serviços produzidos no país — de dois anos antes. A determinação buscava garantir uma reposição real da renda dos profissionais remunerados com o mínimo.

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A equipe econômica avalia que a mudança no cálculo do reajuste leva em conta o aumento das despesas da Previdência e dos benefícios sociais, entre eles a renda mensal vitalícia, paga a idosos carentes, e o Bolsa Família.

Nos últimos 10 anos, o salário mínimo do trabalhador brasileiro registrou ganho real de 16,48%, com reajustes menores do que a inflação somente em 2017 e 2018. No período, o salário mínimo acumulou variação de 104%, passando de R$ 510, em 2010, para R$ 1.045, em 2020.

De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o salário mínimo dos trabalhadores brasileiros deveria figurar na casa dos R$ 5.005,91 em outubro. O valor é 4,79 vezes (380%) superior ao mínimo vigente de R$ 1.045 e 360% maior do que a estimativa para o próximo ano.

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Política Nacional

TSE manda suspender propaganda de Lula sobre ‘currículo de Flávio’ que cita Master e rachadinha

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O TSE determinou em caráter liminar que o PT suspenda a propaganda eleitoral da campanha de Lula sobre o “currículo de Flávio Bolsonaro”.

A peça apresenta o senador como “funcionário fantasma”, o cita como denunciado no caso da rachadinha em seu gabinete na Alerj e o associa ao caso Master. Também menciona que ele homenageou o miliciano Adriano da Nóbrega na época em que Flávio era deputado estadual.

A propaganda, considerada irregular, ainda usa a imagem de um suposto currículo profissional, dando aparência documental às acusações.

Relatora do caso, a ministra Estela Aranha entendeu, em análise preliminar, que a propaganda ultrapassou os limites da crítica política legítima e fez uma associação entre Flávio e organizações criminosas “sem lastro fático suficiente”.

A decisão ressalta que não é proibido exibir em propaganda eleitoral fatos antigos da trajetória de um candidato, desde que não sejam apresentados de maneira a criar uma percepção falsa ou enganosa sobre sua situação atual.

A ministra ainda pontuou que desinformação eleitoral não significa apenas inventar uma informação e que mesmo algo verdadeiro pode se tornar desinformativo quando exposto de maneira distorcida.

Estela acolheu ao pedido da campanha de Flávio para suspender a veiculação da peça e proibir nova divulgação. A ministra determinou a comunicação imediata às emissoras para retirar a peça do ar e deu um prazo de 24 horas para o senador apresenta o texto de resposta que pretende veicular.

A decisão será submetida ao plenário do TSE.

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Política Nacional

Aécio Neves muda de planos e decide concorrer ao Senado

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Após anunciar no início de agosto que não disputaria as eleições de 2026, o deputado federal e presidente nacional do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Aécio Neves, recuou e informou que é candidato ao Senado por Minas Gerais. De acordo com ele, a mudança de planos ocorreu após muitos pedidos para que concorresse.

A candidatura foi oficializada nesta sexta-feira (28) durante coletiva de imprensa na sede do partido em Belo Horizonte. Na ocasião, Aécio disse ver que o estado chegou a uma situação “quase que inadministrável” e precisará ter no Senado da República “uma representatividade muito maior do que em qualquer tempo”.

– Alguns dias atrás eu anunciei a Minas e ao Brasil que eu não disputaria essas eleições. Fui chamado à responsabilidade por lideranças políticas do interior, por empresários, por movimentos sociais. Infelizmente, a crise do estado hoje não permite que os investimentos que nós fizemos no nosso tempo voltem a acontecer. Mudei de rota. Sou agora candidato ao Senado da República – assinalou.

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O tucano disse ainda que é no Senado Federal que ele pretende “rearticular as forças de centro para apresentar ao Brasil um projeto transformador”.

Aécio concorrerá pela coligação “Cuidar de Minas”, formada pelo PDT e a Federação PSDB-Cidadania. Os candidatos Marcelo Heringer (PDT) e Gustavo Galassi (PSDB) abriram mão de suas candidaturas e pavimentaram caminho para que Aécio disputasse pela coligação.

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