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Política Nacional

Deputados europeus pedem à UE que avalie sanções contra Moraes

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Três parlamentares citam alegações sobre o ministro e pedem análise de possíveis medidas restritivas por violações de direitos humanos

 

Três eurodeputados pediram à União Europeia que avalie a possibilidade de adotar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes (STF). O pedido foi apresentado em carta enviada nesta segunda-feira (21/9) à alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas.

Assinam o documento os deputados Adam Bielan, Carlo Fidanza e Mariusz Kaminski. Na carta, eles pedem que o Serviço Europeu para a Ação Externa (EEAS) avalie alegações relacionadas à atuação de Moraes e a decisões do STF em processos que os parlamentares consideram “politicamente sensíveis”.

Entre os pontos citados estão alegações de possíveis violações à liberdade de expressão, às garantias de devido processo, ao pluralismo político e a outros direitos fundamentais. Os eurodeputados afirmam que manifestações de preocupação não seriam suficientes e pedem “medidas concretas” da União Europeia diante das questões apresentadas.

Os parlamentares solicitam ainda que a UE examine se a conduta atribuída a Moraes poderia justificar medidas restritivas previstas no regime europeu de sanções por violações de direitos humanos. Eles também fazem referência aos fundamentos apresentados pelos Estados Unidos para aplicar sanções contra o ministro com base na legislação Global Magnitsky.

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Esses integrantes do Parlamento europeu condicionam eventual adoção de medidas à existência de “evidências críveis” de responsabilidade por violações ou abusos graves de direitos humanos abrangidos pelo regime local. Nesse cenário, defendem que a União Europeia esteja preparada para adotar medidas direcionadas contra os responsáveis.

 

Eleições no Brasil

Os eurodeputados também pedem acompanhamento próximo e independente do processo eleitoral brasileiro. O documento solicita que a União Europeia utilize instrumentos diplomáticos e de observação eleitoral para acompanhar se a eleição ocorre de forma livre, justa e transparente.

Os parlamentares solicitam que sejam observados os resultados anunciados oficialmente e à correspondência deles com os votos depositados pelos eleitores.

Segundo os autores da carta, o monitoramento deveria abranger, além da votação e da apuração, o ambiente eleitoral, o tratamento dado aos candidatos, o acesso à mídia, as eventuais restrições ao discurso político, a remoção de conteúdo político e as decisões judiciais que afetem candidatos e campanhas.

A carta também alerta para o funcionamento dos sistemas de votação e totalização, a publicação e verificação dos resultados e a existência de mecanismos para contestação de eventuais irregularidades.

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Banco Master

Ao apresentar os motivos para o pedido de avaliação sobre Moraes, os eurodeputados mencionam informações que, segundo eles, foram obtidas no âmbito de uma investigação da Polícia Federal. Eles citam alegações relacionadas a contatos do ministro com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Os parlamentares também mencionam o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O acordo previa pagamentos que chegariam a cerca de R$ 130 milhões ao longo de 36 meses. O escritório afirmou que prestou serviços de consultoria jurídica ao banco e que não atuou em causas da instituição no STF.

Na carta, os eurodeputados relacionam essas informações à atuação de Moraes em processos que resultaram na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na avaliação dos parlamentares, os fatos levantariam questionamentos sobre a imparcialidade judicial e justificariam um exame independente e transparente.

A carta apresenta essas questões como alegações e argumentos para o pedido de avaliação dirigido à União Europeia, sem estabelecer como fato uma conclusão sobre eventual irregularidade na atuação do ministro.

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Política Nacional

Governo Lula demite Eduardo Bolsonaro da PF por abandono de cargo

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF) por abandono de cargo. A decisão foi tomada pelo ministro Wellington César Lima e Silva no dia 18 de setembro e publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União.

Em julho deste ano, a PF já havia concluído um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) em desfavor de Eduardo e recomendado a sua demissão do cargo de escrivão do órgão por abandono de cargo.

O texto havia sido encaminhado pela corregedoria-geral da PF a Wellington César Lima e Silva, que ficou com a responsabilidade de decidir sobre a demissão ou não de Eduardo.

O escrivão da PF é o profissional responsável por dar suporte formal às investigações, cuidando de documentos, registros e procedimentos relacionados aos inquéritos. Entre as funções estão a elaboração de termos e autos, organização de provas e informações e o acompanhamento de diligências.

 

Moradia nos EUA

O processo contra Eduardo Bolsonaro começou quando o então deputado foi morar nos Estados Unidos no começo de 2025. Ele alegou perseguição política no Brasil para justificar a mudança.

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Então, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decretou a sua perda de mandato pelo excesso de faltas em dezembro do ano passado. Após a decisão, ele foi notificado a se reapresentar ao serviço.

Dois meses depois, em fevereiro, a PF instaurou um processo disciplinar para investigar o abandono do cargo de escrivão.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, no dia 16 de junho, Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. Votaram nesse sentido o relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo influenciou o governo dos Estados Unidos a adotar sanções e tarifas contra o Brasil e autoridades do Judiciário para tentar frear o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF. O ex-mandatário foi condenado em 2025 no processo sobre a trama golpista.

“Não é função do deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país. Desde a Constituição do Império até a atual, isso não consta como função do deputado. Mesmo se estivesse no exercício do mandato, não estaria acobertado pela imunidade”, disse Moraes ao votar à época.

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Política Nacional

Esposa de Moraes se manifesta após flagra em avião de Vorcaro

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O escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, negou que Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, tenha viajado com integrantes da banca em aeronaves da Prime Aviation. Em nota, o escritório confirmou, porém, que utilizou serviços de táxi aéreo da empresa em algumas ocasiões.

A manifestação foi divulgada após a publicação de um vídeo pela coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, que mostra Alexandre de Moraes e Viviane Barci desembarcando, em agosto de 2025, de um jatinho associado a Vorcaro no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Segundo a banca, as viagens realizadas pela Prime Aviation não tiveram a presença de Vorcaro nem de pessoas sem relação com o escritório.

De acordo com o Barci de Moraes, a contratação de táxi aéreo é feita com diferentes empresas, seguindo critérios operacionais, sem relação pessoal com os proprietários ou operadores das aeronaves. A nota também afirma que Viviane e o ministro Alexandre de Moraes estiveram em parte dos voos.

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O escritório negou ainda qualquer relação comercial com a Prime Aviation além da contratação dos serviços de táxi aéreo e afirmou não manter contrato de prestação de serviços jurídicos com a empresa nem ter adquirido cotas da companhia.

Confira a íntegra da nota:

O escritório Barci de Moraes informa que contrata serviços de táxi aéreo de diferentes empresas, entre elas a Prime Aviation, cujos serviços foram utilizados em determinadas ocasiões.

Em nenhum dos voos realizados em aeronaves da Prime Aviation com integrantes do escritório esteve presente Daniel Vorcaro ou qualquer outra pessoa alheia ao escritório. Em determinados voos, Viviane Barci de Moraes foi acompanhada por seu marido, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A contratação dos serviços de táxi aéreo segue critérios operacionais e não envolve qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos. A escolha das aeronaves utilizadas cabe às próprias empresas de aviação civil contratadas, neste caso, a Prime Aviation.

O escritório Barci de Moraes reitera que não possui contrato de prestação de serviços advocatícios com a Prime Aviation, tampouco realizou qualquer aquisição de cotas da empresa.

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