Drake afirmou ter perdido US$ 1,5 milhão (o equivalente a R$ 7,66 milhões, na cotação atual) ao apostar no título da Argentina na Copa do Mundo de 2026. Os sul-americanos foram derrotados pela Espanha por 1 a 0.
Em postagem feita no Instagram, o rapper compartilhou o que seria uma captura de tela do site de apostas. Para conseguir o valor, não bastava apenas que a Argentina ganhasse o jogo, mas que a vitória fosse pelo placar exato de 2 a 1 dentro do tempo regulamentar (ou seja, excluindo a prorrogação).
Caso todos estes fatores ocorressem, ele ganharia o equivalente a US$ 3,45 para cada dólar apostado. No instante em que o árbitro encerrou o segundo tempo da partida em 0 a 0, Drake já perdeu todo o dinheiro que apostou, mesmo que a Espanha ainda não tivesse vencido.
“Como é aquele ditado? ‘Mais sorte na próxima vez…’”, escreveu na legenda da publicação.
Drake já perdeu dinheiro em outras apostas com a Argentina
Não é a primeira vez que Drake perde dinheiro com apostas envolvendo a seleção argentina. Em 2022, o rapper acreditou que a alviceleste venceria a França no tempo regulamentar da final. A partida encerrou em 3 a 3, e como a Argentina foi campeã apenas nos pênaltis, ele também perdeu U$S 1 milhão.
Mais recentemente, em 2024, o cantor apostou US$ 300 mil que o Canadá venceria os sul-americanos na semifinal da Copa América, disputada nos Estados Unidos. Assim como na fase de grupos do torneio, a Argentina venceu os canadenses por 2 a 0.
Drake também expôs problemas com apostas esportivas em outras ocasiões além do futebol. Em junho de 2025, ele revelou ter perdido o equivalente a US$ 8 milhões (o equivalente a R$ 44 milhões na cotação da época) após uma série de apostas erradas no período de um mês.
Longa mostra sucessão de equivocos que levou à morte do presidente eleito, em 1985
Não espere encontrar muita política em “O paciente — O caso Tancredo Neves”, que estreia na próxima quinta-feira nos cinemas. O novo longa de Sérgio Rezende, diretor de “Mauá — O imperador e o rei” (1999) e “Zuzu Angel” (2006), é um drama médico cheio de suspense inspirado no livro de mesmo nome do pesquisador médico e historiador Luís Mir. Lançada em 2010, a obra traz um detalhado estudo sobre a sucessão de erros que levou, em 1985, à morte daquele que seria o primeiro presidente civil do Brasil, após um período de 21 anos de regime militar.
— Trata-se, antes de tudo, de um drama humano — diz Rezende, um obcecado por personagens históricos. — Mesmo que fosse de um anônimo, seria uma história interessante de contar: a do cara que entra no hospital com um problema menor e sai mais de um mês depois num caixão. Aqui, o cara era a esperança de tirar o país de uma ditadura.
Com Othon Bastos no papel de Tancredo Neves, o filme se passa no período entre 14 de março, véspera da posse, e 21 de abril, quando foi anunciada a morte do quase presidente, por falência múltipla de órgãos. Por conta do recorte escolhido, os médicos Renault (Otávio Müller), Pinheiro Rocha (Leonardo Medeiros) e Pinotti (Paulo Betti), que compuseram a junta escalada para cuidar de Tancredo, ganham tanto destaque quanto o protagonista e a primeira-dama Risoleta Neves (Esther Góes).
O filme mostra a evolução de uma tragédia médica que começa no Hospital de Base, em Brasília, e termina no Incor, em São Paulo. E também revela os bastidores do tráfego de informações entre médicos, família e repórteres sobre o estado de saúde de Tancredo. O então porta-voz e futuro político Antônio Britto (Emilio Dantas) assume essa função dramática.
ECOS COM BOLSONARO?
Um dos momentos mais emblemáticos ocorre quando Tancredo é fotografado num sofá do hospital, ao lado de Risoleta e dos médicos.
Foto de Tancredo e Risoleta com médicos, em 1985 Foto: Gervásio Baptista.
Foto reproduzida no filme em cartaz na Netflix.
— Enquanto a foto do Gervásio Baptista estava sendo distribuída, o cara estava tendo uma hemorragia brutal. Esse tipo de estratégia só era possível naquele tempo. Hoje ninguém consegue mais concentrar o monopólio da informação assim — analisa o diretor.
Apesar de não haver redes sociais na época, proliferaram teorias da conspiração. Foram inúmeras em 1985, assim como na semana passada, quando o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) levou uma facada em Juiz de Fora (MG).
— Superficialmente, todo mundo faz uma relação entre as duas situações. Mas ela é muito tênue. O Tancredo adoeceu, o Bolsonaro sofreu um atentado. O Tancredo estava eleito, o outro é um candidato. Seria diferente se o candidato tivesse morrido. Mas, pelo que estamos acompanhando, ele vai se recuperar — diz Rezende. — Tem essa coisa do hospital também. Parece que está circulando uma foto da barriga do Bolsonaro com pontos. Pra ser sincero, nem quis ver isso. Mas naquela época esse tipo de coisa seria impossível.
“Nem prótese no nariz eu usei, só raspei a cabeça. Não existem duas pessoas iguais, achamos que seria melhor assim. O que fiz foi pensar no gesto com a palavra e na palavra com o gesto. Algo que convencesse a mim e às pessoas.”
Othon Bastos
Ator
Othon Bastos conta que estava saindo das gravações da série “Os carcereiros” quando recebeu o convite para viver Tancredo. Com pouco tempo para emagrecer e pensar em uma caracterização mais fiel, o ator defendeu uma interpretação pessoal, descartando inclusive o sotaque mineiro do político.
— Nem prótese no nariz usei, só raspei a cabeça — conta Bastos, que tinha 84 anos (hoje está com 85) na época das filmagens, enquanto Tancredo morreu com 75 anos. — Não existem duas pessoas iguais, achamos que seria melhor assim. O que fiz foi pensar no gesto com a palavra e na palavra com o gesto. Algo que convencesse a mim e às pessoas.
Os filhos de Tancredo e Risoleta também estão no filme, assim como o neto Aécio Neves (Lucas Drummond), que era secretário particular do avô.
— Chegaram a me questionar por ter colocado o Aécio no filme. Respondi: “Tá querendo que eu censure a História do Brasil?” — rebate o diretor.
As férias escolares chegaram e, para quem deseja inovar nos passeios e escapar da agitação de praias e shoppings, há prédios e igrejas históricas esperando para ser descobertas no Espírito Santo.
As igrejas guardam histórias do Estado, que vão do período colonial até os dias hoje, basta saber procurar. É o caso da Igreja de Nossa Senhora de Belém, que fica às margens da BR-101, em Viana. Tombada pelo Conselho Estadual de Cultura desde 1993, o local guarda lendas e histórias em suas ruínas.
Segundo a subsecretária de Cultura de Viana, Josi Galina, o local era procurado por fiéis desde quando foi inaugurado, na década de 1780.
“Essa era uma igreja de fazenda, então era uma região de muito desenvolvimento, muita produção agrícola”, afirmou.
Igreja de Nossa Senhora de Belém em Viana. Foto: Thiago Soares/Folha Vitória
As lendas urbanas sempre fizeram parte do cartão-postal. Já houve quem acreditasse que ficaria rico se encontrasse um suposto tesouro no local.
Desde criança, a gente escuta histórias nesse sentido, de que há um sino de ouro enterrado entre Araçatiba e Jucu, que ninguém sabe onde é. Lendas urbanas.
Josi Galina, subsecretária de Cultura de Viana
As ruínas já se tornaram cenário, inclusive, para clipes musicais, como o da DJ Jéssica Nunes de Oliveira. Segundo ela, a igreja era o local perfeito para captar a essência da música eletrônica feita por ela.
“Eu estava procurando um local para fazer a gravação do meu set no Youtube e achei que esse lugar combinava com o estilo do som que faço”, contou.
Ponta da Fruta
Já em Vila Velha, outra igreja histórica é o xodó dos turistas: a Igreja Nossa Senhora dos Navegantes, em Ponta da Fruta.
Fundada em 1945, o local se tornou um ponto turístico cobiçado por pessoas de todo o Espírito Santo e de fora do Estado.
Segundo o padre Vitor Valentim, a igreja se tornou um local de encontro, assim como de adoração.
“Um ambiente propício para esse conectar-se com o sagrado no meio turístico e acolher pessoas que desejam fazer piquenique ou famílias para celebrar”, contou.
Além da importância histórica e religiosa, a igreja se destaca pela localização privilegiada, no alto de um mirante com vista panorâmica para a Praia da Baleia, Praia Rasa e, em dias de boa visibilidade, até Guarapari.
O entorno passou por uma revitalização recente, com deque de madeira, iluminação em LED, acessibilidade, estacionamento e áreas de convivência, tornando o espaço um dos cartões-postais de Ponta da Fruta.