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Política Nacional

Em recado ao MST, Lula promete reforma agrária sem ‘barulho e guerra’

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Durante entrevista nesta terça, petista afirmou que fará reforma ‘pacífica’ e pediu ao MST que acabe com as invasões de terra

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (13) que vai fazer uma reforma agrária ao longo do mandato e que esse processo vai acontecer “de forma pacífica”, sem “barulho e guerra”. Além disso, ele pediu ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que acabe com as invasões de terra.

As declarações foram dadas durante entrevista transmitida pelas redes sociais. “Nós vamos fortalecer a pequena e a média propriedade, nós vamos fortalecer o agronegócio, nós vamos continuar fazendo reforma agrária, pois onde precisar assentar gente nós vamos assentar. E é uma coisa importante”, afirmou.

“Eu disse para o Paulo Teixeira [ministro do Desenvolvimento Agrário] esses dias: ‘Ô Paulo, não precisa mais invadir terra’. Ora, se quem faz o levantamento da terra improdutiva é o Incra, o Incra que comunica o governo quais são as propriedades improdutivas que existem em cada estado. E daí nós vamos discutir a ocupação dessa terra”, completou.

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Segundo o presidente, “não precisa ter barulho, não precisa ter guerra”. “Precisa ter é competência e capacidade de ocupação. Quero que o Incra me dê a totalidade de terras ociosas que ele acha que tem no Brasil. Em torno disso é que a gente vai discutir como fazer os assentamentos necessários com muita tranquilidade”, destacou.

Lula acrescentou que “não tem por que haver luta e guerra”. “O que tem que haver é compreensão de que o Brasil precisa ter segurança alimentar. Por isso, o Brasil precisa produzir muito para que a gente tenha estoque regulador. Se tiver crise de alimentos, a gente tem que ter garantia de que não vai faltar arroz e feijão para o nosso povo”.

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Política Nacional

Fundos ligados à bolsa brasileira disparam com liderança de Flávio

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A liderança de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial já repercute nos mercados financeiros antes mesmo da abertura dos negócios no Brasil. Fundos negociados no exterior e ligados ao desempenho da bolsa brasileira registraram fortes altas na noite deste domingo (4).

Nos Estados Unidos, o EWZ, fundo que acompanha ações de empresas brasileiras, avançou 9,98% no after-hours da Bolsa de Nova Iorque. Às 23h50, no horário de Brasília, o ativo era negociado a 42 dólares (R$ 218,98). No pregão regular, havia encerrado o dia cotado a 38,19 dólares (R$ 199,12), com alta de 2,83%.

O movimento também foi observado no mercado asiático. Em Tóquio, um fundo que acompanha o Ibovespa abriu o dia com valorização de 9,40%, sendo negociado a 322 ienes (R$ 10,63).

A reação dos ativos no exterior antecipa as expectativas dos investidores para a abertura dos mercados brasileiros nesta segunda-feira (5). A avaliação é de que o resultado do primeiro turno aumentou as chances de uma mudança no comando do país e, consequentemente, elevou as apostas sobre possíveis alterações na condução da economia.

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Entre os cenários considerados pelos investidores está uma política econômica com maior ênfase no ajuste fiscal, ou seja, no esforço para equilibrar as contas públicas. Nesse contexto, as projeções apontam para valorização das ações, queda do dólar e recuo dos juros futuros.

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Política Nacional

Federação Psol/Rede não supera cláusula de barreira por 185 votos

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Partido precisava ter mais de 1,5% dos votos para a Câmara em nove estados, mas fez 1,49% no Espírito Santo

 

A federação formada pelo Psol e pela Rede não conseguiu superar a cláusula de barreira por 185 votos e não terá direito a tempo de televisão e verba dos fundos partidário e eleitoral a partir do ano que vem. Ao menos por enquanto.

Para superar a cláusula de barreira nas eleições deste ano, o partido ou federação precisava alcançar 2,5% dos votos válidos nacionais para deputado federal, distribuídos em pelo menos nove Estados, com mínimo de 1,5% em cada um deles, ou eleger ao menos 13 deputados federais em nove estados.

A federação PSol/Rede tinha como objetivo atingir a cláusula pelo primeiro critério. Com votação expressiva em São Paulo, onde teve mais de 12% dos votos, a barreira dos 2,5% votos para deputado no país todo foi garantida. Faltava chegar a 1,5% em nove estados. Conseguiu em oito.

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Passou a cláusula no Ceará, Distrito Federal (onde teve mais de 14% dos votos), Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. O novo estado deveria ser Espírito Santo, Bahia ou Santa Catarina.

No Espírito Santo ficou muito perto: de acordo com dados do TSE, a federação teve 31.839 votos, o que corresponde a 1,49% dos votos válidos. Como o estado teve 2.134.985 votos válidos, a federação precisava de 32.024. Ou seja: ficaram faltando 185 votos.

Essa conta pode mudar, porém, se houver anulação de candidaturas, o que costuma acontecer quando há fraude da cota de gênero (candidaturas femininas que não tiveram campanha e só existiram para fraudar o mínimo necessário), por exemplo. Aí, o total de votos válidos diminuiria e aumentaria a proporção de votos dos partidos aptos, com a federação atingindo a cláusula de barreira.

O outro estado no qual o PSol poderia passar a cláusula de 1,5% era Santa Catarina. Lá, a federação com a Rede não chegou a 1% – teve 0,99%. Chama atenção também o fraco desempenho no Acre, antigo reduto de Marina Silva. Lá, a Rede sequer lançou candidato e a mais votada do PSol teve 104 votos. Na Bahia, a federação ficou com 1,08%.

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