Por meio de oficinas a capacitação e orientação profissional de jovens e adultos, o Mobiliza Cariacica ajuda na transformação da vida de diversos munícipes. Durante as aulas, os participantes aprendem especialidades relacionadas a áreas como empreendedorismo, autoestima e autoconfiança, habilidades socioemocionais, desenvolvimento de competências, planejamento de carreira e projeto de vida, preparação para entrevistas, elaboração de currículo e carreira profissional.
As oficinas são direcionadas pelas equipes especializadas do Mobiliza Cariacica, que acontecem nas unidades de Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município. O programa é uma porta de entrada para o primeiro emprego e estágio, a partir de uma articulação parceira da Prefeitura de Cariacica com instituições públicas e privadas.
A gerente do Mobiliza Cariacica, Thaís Perriraz, conta que “o Mobiliza fomenta novas oportunidades e atende um público na faixa etária entre 14 e 59 anos de idade, pessoas inscritas no CadÚnico, beneficiários de programas sociais, jovens e mulheres, vítimas de violência e grupos de vulnerabilidade social”, disse.
Para a participar, os interessados devem apresentar documento de identificação com foto e CPF, junto a comprovante de residência.
O Programa Mobiliza Cariacica visa viabilizar o acesso a oportunidades no mercado de trabalho para cidadãos em vulnerabilidade social e que buscam a autonomia financeira. As oficinas oportunizam, também, o fortalecimento da cidadania e de inclusão social.
O Mobiliza Cariacica foi criado por meio da iniciativa da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), com o objetivo de integrar usuários ao mundo do trabalho por meio de oficinas de formação, qualificação profissional, orientação, palestras e inclusão produtiva.
A cientista social Karini Bergi Albanez, de 27 anos, foi votar vestida de vermelho e com uma estrela gigante do PT no ombro, na EEEFM Maria José Zouain de Miranda, em Valparaíso, na Serra, no final da manhã deste domingo (4). A cena chamou a atenção. A mulher foi acompanhada por policiais militares.
Segundo Karini, um dos militares disse que ela não poderia votar com o objeto. Ela afirmou que se tratava de uma manifestação individual e silenciosa, sem tumultuar, conforme determina a legislação.
Em entrevista a cientista social contou que estava na fila quando foi abordada pelo policial, que teria informado que ela não poderia votar com o símbolo partidário.
“Eu falei: ‘Olha, senhor, eu conheço a legislação. Essa é uma manifestação individual e silenciosa. Não estou tumultuando, estou parada aqui na fila’”, relatou.
De acordo com Karini, um segundo policial também foi acionado para verificar a situação. Enquanto o primeiro agente teria se afastado para buscar informações, o outro entrou na cabine de votação. Ao sair, segundo a entrevistada, ele a atingiu com os ombros.
“Ele me empurrou com os ombros, mas me empurrou de uma forma… Eu só não caí porque estava tudo tão lotado que eu não tinha para onde cair. Só esbarrei nos meninos que estavam atrás de mim”, contou.
A cientista social afirmou que ficou surpresa com a atitude, principalmente porque havia outras pessoas próximas, incluindo uma mãe com uma criança no colo. Após questionar o motivo da abordagem, ela disse que pegou o celular para gravar a situação.
Xingamentos e ameaças
Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
Ainda segundo Karini, após o episódio, pessoas que estavam na fila começaram a xingá-la. Ela relatou que uma mulher chegou a fazer ameaças enquanto a confusão se intensificava.
“A senhora que estava também na fila começou a falar assim: ‘Isso, quebra ela mesmo! Se você não quebrar, a gente vai quebrar’”, afirmou.
Karini disse que a presidente da seção eleitoral pediu que ela deixasse o local e solicitou silêncio às pessoas que estavam fazendo manifestações. Conforme o relato, a responsável pela seção teria reconhecido que a mulher permanecia quieta, apenas segurando a estrela vermelha.
Mesmo assim, diante dos xingamentos e da sensação de insegurança, Karini deixou a seção chorando e bastante nervosa. Ela procurou outro policial que estava no local, mas afirma que recebeu a orientação de registrar um boletim de ocorrência.
“Eu falei: ‘Mas como assim? O policial está aqui. O cara me agrediu. As pessoas viram ele me agredir’”, relatou.
Votação após escolta policial
Karini afirmou que pretende registrar um boletim de ocorrência e também apresentar uma denúncia à Corregedoria da Polícia Militar. Segundo ela, houve dificuldades para conseguir a identificação completa do policial envolvido.
A cientista social contou que só conseguiu votar após a intervenção de um comandante, que teria pedido desculpas e orientado sobre os procedimentos que poderiam ser adotados.
De acordo com Karini, ela precisou ser escoltada por dois policiais para conseguir acessar a seção e votar com segurança. A situação, segundo ela, durou mais de uma hora.
“Eu não conseguia nem sair de lá com segurança, nem entrar para votar com segurança. Dois policiais tiveram que me escoltar para eu votar e, ainda assim, fui xingada”, afirmou.
A mulher reforçou que pretende tomar providências sobre o caso, tanto na esfera criminal quanto administrativamente, junto à Corregedoria.
Edital prevê oportunidades em áreas administrativas, tecnologia da informação, fiscalização e especialidades técnicas; inscrições vão até 10 de novembro e provas serão realizadas em janeiro de 2027
O Creci Espírito Santo abriu inscrições para seu primeiro concurso público em 52 anos de existência. O processo seletivo contempla vagas para cargos de níveis médio e superior, com oportunidades imediata e formação de cadastro de reserva. Os salários iniciais variam de R$ 2.341,23 a R$ R$ 8.250,00.
“Este concurso representa um marco para o Creci-ES; é a primeira seleção pública em 52 anos de existência. A iniciativa é fundamental para ampliar a capacidade de atendimento e fiscalização e preparar o Conselho para os desafios de um mercado imobiliário cada vez mais relevante para a economia e o desenvolvimento do Espírito Santo. Estamos investindo na estrutura da instituição para oferecer um serviço cada vez mais eficiente à sociedade e aos profissionais do setor”, afirma Manoel Dias, presidente do Creci-ES.
Entre os cargos ofertados no concurso estão funções administrativas, de Tecnologia da Informação, fiscalização, contabilidade, recursos humanos e serviços jurídicos. Para o nível médio, o edital prevê oportunidades para Assistente Administrativo, Assistente Especializado e Assistente de T.I. No nível superior, estão previstos cargos como Agente Fiscal, Analista de T.I. e Especialista nas áreas Administrativa, Contas a Pagar, Recursos Humanos, Serviços Contábeis e Serviços Jurídicos.
As provas objetivas serão aplicadas no dia 17 de janeiro de 2027, nas cidades de Vitória, Guarapari e Colatina.
As inscrições devem ser realizadas até as 23 horas do dia 10 de novembro de 2026, exclusivamente pela internet, no site do Instituto Quadrix, empresa responsável pela organização do concurso, www.quadrix.org.br. A taxa é de R$ 66 para os cargos de nível médio e R$ 68 para os de nível superior.
O edital completo, com os requisitos para participação, atribuições dos cargos e demais informações sobre o processo seletivo, também está disponível no site www.quadrix.org.br. Todos os comunicados e documentos referentes ao concurso serão publicados no mesmo endereço eletrônico.