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Política Nacional

Fundos ligados à bolsa brasileira disparam com liderança de Flávio

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A liderança de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial já repercute nos mercados financeiros antes mesmo da abertura dos negócios no Brasil. Fundos negociados no exterior e ligados ao desempenho da bolsa brasileira registraram fortes altas na noite deste domingo (4).

Nos Estados Unidos, o EWZ, fundo que acompanha ações de empresas brasileiras, avançou 9,98% no after-hours da Bolsa de Nova Iorque. Às 23h50, no horário de Brasília, o ativo era negociado a 42 dólares (R$ 218,98). No pregão regular, havia encerrado o dia cotado a 38,19 dólares (R$ 199,12), com alta de 2,83%.

O movimento também foi observado no mercado asiático. Em Tóquio, um fundo que acompanha o Ibovespa abriu o dia com valorização de 9,40%, sendo negociado a 322 ienes (R$ 10,63).

A reação dos ativos no exterior antecipa as expectativas dos investidores para a abertura dos mercados brasileiros nesta segunda-feira (5). A avaliação é de que o resultado do primeiro turno aumentou as chances de uma mudança no comando do país e, consequentemente, elevou as apostas sobre possíveis alterações na condução da economia.

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Entre os cenários considerados pelos investidores está uma política econômica com maior ênfase no ajuste fiscal, ou seja, no esforço para equilibrar as contas públicas. Nesse contexto, as projeções apontam para valorização das ações, queda do dólar e recuo dos juros futuros.

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Política Nacional

Federação Psol/Rede não supera cláusula de barreira por 185 votos

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Partido precisava ter mais de 1,5% dos votos para a Câmara em nove estados, mas fez 1,49% no Espírito Santo

 

A federação formada pelo Psol e pela Rede não conseguiu superar a cláusula de barreira por 185 votos e não terá direito a tempo de televisão e verba dos fundos partidário e eleitoral a partir do ano que vem. Ao menos por enquanto.

Para superar a cláusula de barreira nas eleições deste ano, o partido ou federação precisava alcançar 2,5% dos votos válidos nacionais para deputado federal, distribuídos em pelo menos nove Estados, com mínimo de 1,5% em cada um deles, ou eleger ao menos 13 deputados federais em nove estados.

A federação PSol/Rede tinha como objetivo atingir a cláusula pelo primeiro critério. Com votação expressiva em São Paulo, onde teve mais de 12% dos votos, a barreira dos 2,5% votos para deputado no país todo foi garantida. Faltava chegar a 1,5% em nove estados. Conseguiu em oito.

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Passou a cláusula no Ceará, Distrito Federal (onde teve mais de 14% dos votos), Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. O novo estado deveria ser Espírito Santo, Bahia ou Santa Catarina.

No Espírito Santo ficou muito perto: de acordo com dados do TSE, a federação teve 31.839 votos, o que corresponde a 1,49% dos votos válidos. Como o estado teve 2.134.985 votos válidos, a federação precisava de 32.024. Ou seja: ficaram faltando 185 votos.

Essa conta pode mudar, porém, se houver anulação de candidaturas, o que costuma acontecer quando há fraude da cota de gênero (candidaturas femininas que não tiveram campanha e só existiram para fraudar o mínimo necessário), por exemplo. Aí, o total de votos válidos diminuiria e aumentaria a proporção de votos dos partidos aptos, com a federação atingindo a cláusula de barreira.

O outro estado no qual o PSol poderia passar a cláusula de 1,5% era Santa Catarina. Lá, a federação com a Rede não chegou a 1% – teve 0,99%. Chama atenção também o fraco desempenho no Acre, antigo reduto de Marina Silva. Lá, a Rede sequer lançou candidato e a mais votada do PSol teve 104 votos. Na Bahia, a federação ficou com 1,08%.

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Política Nacional

Senado terá 50 representantes de direita; 28 do Partido Liberal

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O Partido Liberal (PL) elegeu 19 senadores neste domingo (4). Esse montante representa 35% das 54 cadeiras que estavam em disputa para a Casa Alta nas eleições deste ano. A sigla obteve o maior número de vagas em relação aos demais concorrentes no pleito.

Com o resultado nas urnas, a representação da legenda no Senado praticamente dobrou, saindo de 15 para 28 parlamentares a partir de 2027. A bancada continuará sendo a principal da Casa. A título de exemplo, as bancadas de Rondônia e Santa Catarina serão formadas somente por parlamentares do PL.

O cálculo da composição considera os candidatos vencedores e as mudanças geradas pelas saídas de Sergio Moro e Cleitinho, eleitos governadores do Paraná e de Minas Gerais no primeiro turno. Outros senadores disputam o segundo turno ou estão afastados temporariamente por licenças.

Por outro lado, o Partido dos Trabalhadores (PT) conseguiu eleger seis novos senadores no pleito deste ano. Contudo, a bancada governista na Casa Alta não terá alteração, permanecendo com um grupo formado por nove parlamentares durante a próxima legislatura.

O avanço de parlamentares alinhados com a direita busca fortalecer votações de projetos conservadores no Congresso Nacional, além de reforçar o combate a arbitrariedades do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes.

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Em ato realizado na Avenida Paulista em junho do ano passado, o ex-presidente Jair Bolsonaro ressaltou a relevância de obter a maioria no Congresso Nacional.

— Me deem 50% da Câmara e do Senado que eu mudo o destino do Brasil, nem preciso ser presidente. Se me derem isso, não interessa onde esteja, aqui ou no além, quem assumir a liderança vai mandar mais que o presidente. Com essa maioria, elegemos nosso presidente do Congresso Nacional. Maioria das comissões de peso no Senado e Câmara. Nas sabatinas, decidimos quem prosseguirá — afirmou.

Atualmente, os pedidos de impeachment encaminhados à Mesa Diretora não vinham sendo movimentados pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Contudo, o crescimento de senadores de oposição pode alterar o cenário político e impactar a disputa pela reeleição do comando da instituição em 2027.

Os candidatos eleitos neste domingo terão mandato válido de 2027 a 2035.

Confira a lista completa de Senadores eleitos neste domingo:
– Michelle Bolsonaro (PL-DF)

– Bia Kicis (PL-DF)
– Gustavo Gayer (PL-GO)
– Gracinha Caiado (União-GO)
– Mauro Mendes (União-MT)
– Zé Medeiros (PL-MT)
– Reinaldo Azambuja (PL-MS)
– Capitão Contar (PL-MS)
– Filipe Barros (PL-PR)
– Deltan Dallagnol (Novo-PR)
– Carol de Toni (PL-SC)
– Carlos Bolsonaro (PL-SC)
– Sanderson (PL-RS)
– Marcel van Hattem (Novo-RS)
– Guilherme Derrite (PP-SP)
– André do Prado (PL-SP)
– Domingos Sávio (PL-MG)
– Marília Campos (PT-MG)
– Carlos Portinho (PL-RJ)
– Carlos Jordy (PL-RJ)
– Renato Casagrande (PSB-ES)
– Evair de Melo (Republicanos-ES)
– Rui Costa (PT-BA)
– Jaques Wagner (PT-BA)
– Cid Gomes (PSB-CE)
– Luiziane (Rede-CE)
– Marcelo Castro (MDB-PI)
– Júlio César o Julim do Lula (PSD-PI)
– João Azevêdo (PSB-PB)
– Veneziano (MDB-PB)
– Humberto Costa (PT-PE)
– Marília Arraes (PDT-PE)
– Styvenson Valentim (Pode-RN)
– Samanda de Lula (PT-RN)
– Arthur Lira (PP-AL)
– Marina JHC (PSDB-AL)
– Rogério Carvalho (PT-SE)
– Delegado Alessandro (MDB-SE)
– Fufuca (PP-MA)
– Lahesio Bonfim (Novo-MA)
– Eduardo Braga (MDB-AM)
– Plínio Valério (PSDB-AM)
– Eduardo Gomes (PL-TO)
– Alexandre Guimarães (MDB-TO)
– Helder (MDB-PA)
– Chicão (União-PA)
– Nicoletti (PL-RR)
– Teresa Surita (MDB-RR)
– Dr. Fernando Máximo (PL-RO)
– Bruno Sheid (PL-RO)
– Rayssa Furlan (Pode-AP)
– Lucas Barreto (PSD-AP)
– Mara Rocha (Republicanos-AC)
– Marcio Bittar (PL-AC)

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