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Política Nacional

Gilmar grita, e Mendonça rebate: “Não está falando com qualquer um

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Os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça protagonizaram uma discussão no julgamento de Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, o decano elevou o tom de voz ao acusar o colega de conduzir o inquérito do Banco Master com “inequívoco viés político-eleitoral”, e Mendonça exigiu respeito por parte do magistrado.

– É evidente, e até as pedras sabem, que há um inequívoco viés político-eleitoral na forma como o tema foi conduzido. Com toda sinceridade. Escolha de data, 7 de Setembro, todo esse cenário. Envolvendo essa Corte em campanha eleitoral de forma indevida – disse Gilmar.

– Vossa excelência está sendo leviano – interrompeu Mendonça.

Neste momento, Gilmar se exasperou:

– Vossa excelência não tem a palavra, e vai escutar com tranquilidade. Evidente condução político-eleitoral e escolha do 7 de Setembro! Isso não se faz! Pessoas decentes não fazem isso!

– Não aponte o dedo para mim, ministro Gilmar. Não está falando com qualquer um, respeite esse tribunal – pediu Mendonça.

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– Quem não se dá o respeito, não merece respeito – completou Gilmar.

A sessão desta terça-feira decidirá se Moraes será investigado por sua ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Apurações da Polícia Federal (PF) mostram troca de mensagens temporárias, em que o empresário pediu proteção e orientações ao ministro, enquanto mantinha um contrato de R$ 131 milhões com o escritório de advocacia da esposa do magistrado, Barci de Moraes.

 

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Política Nacional

“Vai ser 51% a 49%”, diz chefe do BTG sobre eleições presidenciais

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Instituição é responsável por uma das principais pesquisas eleitorais

 

O presidente do banco BTG Pactual, André Esteves, afirmou, nesta segunda-feira (14), que acredita que a eleição presidencial será decidida no detalhe. A instituição divulgou mais cedo, em parceria com a Nexus, mais uma pesquisa de intenções de voto.

Durante um evento em São Paulo, Esteves avaliou que a disputa será semelhante à do último pleito.

— Eu acho que a eleição vai ser 51% a 49%, só não sabemos pra quem — pontuou. Em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito com 50,83%, contra 49,17% de Jair Bolsonaro (PL).

O executivo ressaltou ainda que as pesquisas têm apresentado pouca variação e considera praticamente improvável a chance de a disputa ser resolvida no primeiro turno.

— A eleição deve ir para o segundo turno, e me parece estatisticamente muito difícil de se resolver no primeiro turno — declarou.

O levantamento desta segunda-feira apontou que Lula tem 40%, contra 36% de Flávio Bolsonaro (PL). Em um eventual segundo turno, o petista aparece em empate técnico tanto com Flávio quanto com Augusto Cury (Avante).

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O banqueiro acrescentou que o próximo ocupante do Palácio do Planalto herdará um país estruturalmente superior ao dos anos de 1994 e 2002. Para ele, a sociedade brasileira adotou medidas adequadas ao longo das últimas décadas.

— Independente do candidato, aquele que for vai pegar um país muito mais arrumado do que no passado — afirmou.

Na quarta-feira (16), o Comitê de Política Monetária (Copom) realizará uma nova reunião. A taxa Selic está em 14%, com previsão de um corte de 0,25 ponto percentual. Esteves avalia que falta alcançar juros civilizados, apontando a necessidade de reduzir o indicador atual logo pela metade.

— Levar juros de 14% para sete por cento é perfeitamente possível, e é uma mudança de patamar que tem um enorme impacto na sociedade. As medidas são simples, todas vão em direção de equilíbrio fiscal — disse.

O CEO enfatizou que o ajuste fiscal do governo precisa englobar cortes de despesas e adequação das receitas. Como exemplo de distorção no sistema, ele citou o alto volume de títulos isentos de impostos no mercado, considerando essa política prejudicial aos cofres públicos.

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— E eu sou detentor e emito esses títulos. Mas, simplesmente, está errado. Isso tem a ver com receita — concluiu.

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Política Nacional

Senadores aliados de Lula recuam e apoiam saída de Moraes do STF

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Novas mensagens reveladas e proximidade com as eleições motivaram o movimento

 

A base aliada do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado Federal passa a registrar divisões em relação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Políticos que antes defendiam o magistrado agora escolhem o silêncio ou assinam pedidos de impeachment.

O cenário mudou após a quebra do sigilo das mensagens trocadas entre Moraes e Daniel Vorcaro, do Banco Master. Os diálogos expostos e o contrato de R$ 131 milhões firmado com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, foram fundamentais para as reações.

 

 

Os registros revelam também o acesso a regalias e a pedidos feitos pelo banqueiro pouco antes de sua prisão, ocorrida em 2025. Com os novos fatos, a crise deixou de ser debatida sob a ótica da liberdade de expressão e avançou para o campo da corrupção.

As reações dos senadores em Brasília oscilam entre a omissão estratégica e o endosso à saída do ministro. Ao menos quatro políticos que apoiavam Moraes em 2024 optaram por não se manifestar agora. São eles os senadores Beto Faro (PT-PA), Fabiano Contarato (PT-ES), Teresa Leitão (PT-PE) e Marcelo Castro (MDB-PI).

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Em contrapartida, outros membros da base do governo federal decidiram apoiar o afastamento. Nomes como Chico Rodrigues (PSB-RR), Leila Barros (PDT-DF) e Flávio Arns (PSB-PR) alteraram seus posicionamentos.

Rodrigues declarou que a gravidade das acusações noticiadas pela imprensa exige uma postura firme, argumentando que nenhuma autoridade deve permanecer acima da lei no país.

— É preciso coragem cívica para assinar esse pedido — afirmou o parlamentar.

Especialistas em política avaliam que o foco principal da crise no Judiciário mudou. Inicialmente, as críticas ao ministro concentravam-se no tema das redes sociais. Agora, as suspeitas financeiras e éticas ampliaram o desgaste político daqueles que tentam defender o magistrado.

A proximidade das eleições de 2026 atua como um forte catalisador para essa mudança de postura. Os parlamentares calculam os reflexos diretos de suas ações nas urnas. O recuo dos antigos aliados funciona como uma tática para assegurar a permanência no Congresso Nacional.

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