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Medicina e Saúde

Lacen/ES é líder nacional em certificação ISO na saúde pública

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O Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen/ES) reafirmou a excelência como referência nacional em diagnósticos laboratoriais, ao ampliar o número de ensaios acreditados pela norma ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017. Neste ano, o Lacen/ES passou a contar com um portfólio de 92 ensaios acreditados e se consolida como o laboratório público com maior número de ensaios acreditados nesta norma no Brasil.

De acordo com o diretor do Lacen/ES, Rodrigo Ribeiro Rodrigues, essa ampliação evidencia o compromisso de todos os profissionais que atuam no laboratório em seguir com rigor os requisitos exigidos pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

“Neste ano, o Lacen/ES teve um crescimento de 37,3% no número de ensaios acreditados e isso vem após uma rigorosa avaliação do Inmetro. Passamos a contar com um portfólio com 92 ensaios acreditados, que têm o reconhecimento dos padrões internacionais de qualidade”, destacou Rodrigues.

Ainda segundo o diretor do Lacen/ES, entre os demais estados brasileiros que contam com a mesma certificação, como Amazonas, Mato Grosso e Minas Gerais, o Espírito Santo se destaca pelo quantitativo de ensaios acreditados, superando a soma de ensaios acreditados dos três estados.

“O número de ensaios acreditados pelo Lacen/ES é maior que a soma dos índices destes três estados que também têm a mesma acreditação. Além disso, hoje, 47,9% dos ensaios realizados no laboratório são acreditados com padrões internacionais de qualidade e isso não só representa a diversificação dos trabalhos realizados, como consolida o pluralismo em saúde humana, vigilância ambiental e segurança alimentar”, disse Rodrigo Ribeiro Rodrigues. 

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Ensaios acreditados em norma internacional têm aumento de mais 350% nos últimos seis anos

O Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen/ES) passou de 26 ensaios acreditados em normas internacionais em 2019 para os 92 ensaios em 2025, representando um aumento na qualidade dos serviços prestados, além do aumento em mais de 350% no número de ensaios acreditados.

Para Rodrigues, o início desse processo aconteceu ainda em 2019, quando o laboratório passou a contar com 26 ensaios na área de saúde humana certificados pela Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro (CGCRE).

Em 2021, como conta Rodrigues, o laboratório ampliou o número de ensaios acreditados, mesmo diante do cenário da pandemia da Covid-19, passando para 42. “Mesmo enfrentando os desafios da pandemia, o Lacen/ES ampliou seu escopo e se destacou pela agilidade ao liberar a maioria dos exames em 24 a 36 horas, um feito que o colocou entre os laboratórios mais eficientes do País”, lembrou o diretor do Lacen/ES.

Já em 2023, a qualidade dos serviços prestados passou a diversificar. De acordo com o diretor do Lacen/ES, o laboratório ampliou para 67 o número de ensaios acreditados, incorporando análises químicas e biológicas nas áreas de meio ambiente, alimentos e bebidas. Já em 2025, essa diversidade foi consolidada, com os 92 ensaios acreditados entre saúde humana, vigilância ambiental e segurança alimentar. 

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O que significa ensaios acreditados

A acreditação ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017 representa o reconhecimento formal da competência técnica de um laboratório de ensaio ou calibração, atestada por um organismo nacional ou internacional, que verifica que o laboratório atende aos requisitos dispostos pela norma. A normativa define os critérios para um sistema de gestão da qualidade e para a capacidade técnica dos laboratórios, assegurando a rastreabilidade, confiabilidade, validade e comparabilidade internacional dos resultados obtidos.

“Trata-se de um verdadeiro pilar de confiança para a sociedade, pois garante a precisão e confiabilidade nos resultados laboratoriais. Essa certificação minimiza erros que poderiam comprometer diagnósticos críticos, otimiza processos, reduz desperdícios e eleva a qualidade das informações em saúde. As acreditações conquistadas pelo Lacen/ES reforçam seu compromisso com a oferta de serviços de excelência, protegendo a saúde da população capixaba e contribuindo para o fortalecimento da vigilância em saúde em nível nacional”, explicou Rodrigo Ribeiro Rodrigues.

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Medicina e Saúde

A nova obsessão pela longevidade: viver mais ou viver melhor?

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Nunca se falou tanto sobre longevidade.

Rotinas matinais calculadas meticulosamente, monitoramento constante de biomarcadores, jejuns prolongados, terapias experimentais, suplementos em excesso e uma tsunami diária de promessas sobre como atrasar o envelhecimento que nos atravessam todos os dias nas redes sociais.

A velha e eterna busca por viver mais, e muitas vezes, parecer bem mais jovem, se transformou em mercado. E, como todo mercado em expansão, também traz consigo exageros, simplificações para problemas complexos e desinformação em cheio.

A medicina, evidentemente, reconhece a importância de estudar mecanismos do envelhecimento e desenvolver estratégias para ampliar a expectativa e a qualidade de vida.

Quando a longevidade vira produto

O problema começa quando a longevidade passa a ser vendida como fórmula pronta, acessível por meio de protocolos genéricos ou soluções milagrosas que não consideram genética, histórico de vida, muito menos hábitos a longo prazo. Tudo se resume a uma procura imediata e resultados rápidos com garantias eternas.

No entanto, a primeira questão que precisamos discutir é simples: longevidade não significa apenas adicionar anos à vida.

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O verdadeiro objetivo deve ser ampliar o tempo de vida com autonomia, funcionalidade física, clareza cognitiva e independência metabólica.

Não faz sentido viver mais décadas se essas décadas forem acompanhadas por limitações severas, doenças crônicas mal controladas e perda progressiva da qualidade de vida. É nesse ponto que a endocrinologia assume papel central.

Envelhecimento saudável

Grande parte do envelhecimento saudável está diretamente relacionada à saúde metabólica. Resistência à insulina, inflamação crônica de baixo grau, perda de massa muscular, alterações hormonais e excesso de gordura visceral são fatores que aceleram o declínio funcional do organismo.

Cuidar desses aspectos produz impacto real e sustentado na forma como envelhecemos.

No entanto, em meio à popularização do tema, muitos biomarcadores passaram a ser supervalorizados fora de contexto. Pico glicêmico virou sinônimo automático de problema.

Cortisol virou vilão universal. Qualquer oscilação fisiológica passou a ser interpretada como ameaça à longevidade.

Esse reducionismo é perigoso. O corpo humano funciona em complexidade, e a saúde não pode ser resumida a números isolados.

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A ciência mostra que os pilares mais consistentes para longevidade continuam sendo, curiosamente, os menos glamourosos:

  • Alimentação equilibrada;
  • Sono adequado;
  • Prática regular de atividade física;
  • Manutenção de massa muscular;
  • Manejo do estresse;
  • Prevenção metabólica;
  • Acompanhamento médico individualizado.

Não existe atalho tecnológico ou suplemento capaz de compensar a negligência com esses fundamentos. A obsessão pela longevidade pode, paradoxalmente, produzir o efeito oposto ao desejado: ansiedade crônica, vigilância excessiva e medicalização desnecessária da vida.

Viver melhor exige equilíbrio

Talvez a pergunta mais importante não seja “como viver até os 100 anos?”, mas sim: “como chegar aos próximos anos com saúde suficiente para aproveitá-los?”

É nessa resposta, menos espetaculosa, porém muito mais científica , que está a verdadeira medicina da longevidade.

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Medicina e Saúde

Anvisa manda recolher lote da água Crystal com bactéria já encontrada em produtos da Ypê; veja os sintomas

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A identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em um lote da água mineral Crystal levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a determinar o recolhimento do produto nesta semana. A medida acendeu dúvidas entre consumidores sobre os riscos à saúde e os sintomas associados ao microrganismo.

Segundo informações divulgadas pela Anvisa, o lote foi recolhido após análises laboratoriais detectarem a presença da bactéria. O mesmo microrganismo já havia sido identificado anteriormente em produtos da Ypê, em um caso que também resultou em medidas sanitárias preventivas.

O QUE É A BACTÉRIA ENCONTRADA NA ÁGUA CRYSTAL?

Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria amplamente distribuída no ambiente. Ela pode ser encontrada naturalmente na água, no solo, em superfícies úmidas e até mesmo na pele humana sem necessariamente causar doenças.

O principal problema ocorre quando a bactéria entra em contato com pessoas que possuem o sistema imunológico comprometido ou quando encontra condições favoráveis para provocar infecções.

Por isso, embora seja considerada comum na natureza, sua presença em produtos destinados ao consumo humano exige atenção das autoridades sanitárias.

QUAIS SINTOMAS A BACTÉRIA PODE CAUSAR?

Os sintomas variam de acordo com a região do corpo afetada e com as condições de saúde da pessoa exposta.

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Em situações mais leves, podem surgir:

  • Irritações na pele;
  • Vermelhidão;
  • Coceira;
  • Pequenas infecções superficiais;
  • Inflamações localizadas.

Já em pessoas mais vulneráveis, a infecção pode provocar sintomas mais importantes, como:

  • Febre;
  • Calafrios;
  • Tosse e dificuldade respiratória;
  • Infecções urinárias;
  • Dor e secreção em feridas;
  • Infecções hospitalares;
  • Quadro infeccioso generalizado.

Em casos graves, especialmente entre pacientes imunossuprimidos, a bactéria pode causar complicações potencialmente fatais.

QUEM CORRE MAIS RISCO?

A maior preocupação dos especialistas está relacionada às pessoas que apresentam imunidade reduzida.

Entre os grupos considerados mais vulneráveis estão:

  • Pacientes em tratamento contra o câncer;
  • Pessoas transplantadas;
  • Portadores de HIV com imunidade comprometida;
  • Pessoas que utilizam medicamentos imunossupressores;
  • Pacientes com doenças autoimunes;
  • Idosos com saúde fragilizada;
  • Pessoas internadas em hospitais.

Nesses grupos, a bactéria encontra maior facilidade para provocar infecções e complicações.

A BACTÉRIA ENCONTRADA NA ÁGUA CRYSTAL É PERIGOSA PARA PESSOAS SAUDÁVEIS?

Imagem: Divulgação

 

De modo geral, o risco para pessoas saudáveis é considerado baixo.

Especialistas explicam que o organismo costuma ser capaz de combater naturalmente a bactéria sem que ocorram sintomas ou consequências mais graves.

Ainda assim, a presença do microrganismo em produtos destinados ao consumo humano não é considerada aceitável pelas normas sanitárias, o que justifica o recolhimento do lote.

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O QUE FAZER SE VOCÊ CONSUMIU A ÁGUA?

A recomendação é manter a calma. Até o momento, não foram divulgados registros de consumidores que apresentaram problemas de saúde relacionados ao lote recolhido.

No entanto, pessoas que desenvolverem sintomas como febre, sinais de infecção ou qualquer alteração incomum após o consumo devem procurar orientação médica, principalmente se fizerem parte dos grupos de maior risco.

Além disso, consumidores que possuam garrafas pertencentes ao lote recolhido devem seguir as orientações divulgadas pela fabricante para solicitar substituição ou reembolso.

MESMA BACTÉRIA FOI ENCONTRADA EM PRODUTOS DA YPÊ

A presença da Pseudomonas aeruginosa na água Crystal chamou atenção porque a mesma bactéria já havia sido identificada anteriormente em lotes de produtos da Ypê, levando ao recolhimento preventivo de itens da marca.

Embora os episódios envolvam produtos diferentes, ambos reforçam a importância do monitoramento sanitário e dos testes laboratoriais realizados para garantir a segurança dos consumidores.

A detecção da bactéria não significa necessariamente que haverá casos de infecção, mas serve como alerta para evitar riscos, especialmente entre pessoas com o sistema imunológico mais vulnerável.

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