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Maciel de Aguiar: 60 anos dedicados ao resgate da história dos quilombolas

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Com enorme conhecimento da história dos negros que enfrentaram o sistema escravocrata no Norte do Espírito Santo, o escritor Maciel de Aguiar é autor de uma monumental obra literária sobre as lutas dos heróis quilombolas que foram esquecidos pela historiografia.

 

 

Autor de mais de 150 livros, sendo a metade sobre as lutas dos negros contra a escravidão — escritos desde 1965, com base na oralidade e mantendo, graficamente, a fala original dos personagens —, ao completar 60 anos de literatura, Maciel de Aguiar anuncia o lançamento de quatro últimos livros para encerrar a série História dos quilombolas.

 

 

Com os lançamentos de “Diáspora Africana”, “Negras Guerreiras Quilombolas”, “Legados da Resistência” e “Último Quilombo”, que contam as histórias das lutas dos negros pela liberdade no Norte do Espírito Santo, ele disse:

 

 

“— Comecei as pesquisas quando os negros eram tratados como se ainda estivéssemos nos séculos da escravidão e poucos se orgulhavam de suas origens quilombolas!”

 

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Maciel de Aguiar entrevistou centenas de ex-escravizados, alguns com mais de 100 anos, para escrever a maior obra da literatura brasileira sobre a resistência ao sistema escravocrata, com base na oralidade e mantendo a fala original dos personagens.

 

 

Inicialmente, os 40 livros da série História dos quilombolas foram publicados com um resumo de 20%, em decorrência dos elevados custos, mas estão sendo reeditados, individualmente, com as histórias integrais e originais.

 

 

Além desses livros, Maciel de Aguiar lançou vários outros com a mesma temática e, agora, anuncia os lançamentos dos últimos quatro volumes para encerrar as histórias dos quilombolas, e afirmou:

 

 

“— Espero que a minha literatura com a versão dos ex-escravizados sobre os séculos de resistência à escravidão possa contribuir para com uma maior valorização dos negros na formação da sociedade nacional e uma melhor compreensão dessa nossa extraordinária aventura chamada civilização brasileira!”

 

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FOTOS: Acervo pessoal.

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Fames vai sediar simpósio e encontro nacional de violoncelos

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Evento será de 08 a 12 de outubro com programação cultural gratuita na faculdade, no auditório do Ciretran e na Casa da Música Sônia Cabral, todos no Centro de Vitória

 

Tem início nesta quinta-feira (08) e segue até a próxima segunda-feira (12), o V Encontro e o IV Simpósio da Associação Brasileira de Violoncelistas (Abracello). O evento reúne instrumentistas, professores e pesquisadores de diversas partes do país, além de convidados internacionais, para uma extensa programação dedicada ao estudo e a prática do violoncelo.

Neste período, a Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames) sediará oficinas, aulas coletivas, workshops, masterclasses, além de apresentações de trabalhos científicos presenciais e por videoconferência. Também haverá atividades no auditório do Ciretran e na Casa da Música Sônia Cabral, todos no Centro de Vitória.

 

Apresentações musicais com entrada franca

A programação de espetáculos começa na quinta-feira (08), às 20 horas, na Casa da Música Sônia Cabral, com a apresentação solo do violoncelista dinamarquês Kim Bak Dinitzen, Grupo de Violoncelos GruVi, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Camerata de Violoncelos da Fames.

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Na sexta-feira (09), no mesmo local e horário, apresenta-se a Orquestra Sinfônica da Fames, com participações de diversos convidados. No sábado (10), é a vez do grupo VioloncElas, formado apenas por mulheres.

A programação completa do evento pode ser acessada no site da Fames, ou diretamente neste link.

 

Serviço:

V Encontro e o IV Simpósio da Associação Brasileira de Violoncelistas (Abracello)

Data: de 08 a 12 de outubro

 

Locais:
Fames – Praça Américo Poli Monjardim, n° 60 – Centro de Vitória.
Auditório do Ciretran – R. Henrique Novaes, 170 – Centro de Vitória.
Casa da Música Sônia Cabral – R. São Gonçalo – Centro de Vitória.

Programação Completa

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Coral ArcelorMittal celebra 40 anos com concerto especial ao lado da Camerata Sesi

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Apresentação comemorativa acontece no dia 13 de outubro, às 20h, no Teatro do Sesi, em Vitória, e reúne o Coral e a Camerata Sesi em um concerto que celebra quatro décadas de música e histórias

Neste ano de 2026, o Coral ArcelorMittal completa 40 anos de uma trajetória marcada pela música, pelo encontro de gerações e pela difusão do canto coral no Espírito Santo. Para celebrar a data, o grupo realiza, no dia 13 de outubro (terça-feira), às 20h, no Teatro do Sesi, em Jardim da Penha, Vitória, um concerto especial ao lado da Camerata Sesi, sob a regência do maestro Isaac Gonçalves. A noite contará ainda com as participações especiais dos artistas capixabas André Prando e Luiza Dutra.

A apresentação será um dos principais momentos da 40ª temporada do Coral e propõe um encontro entre a força das vozes e a sonoridade instrumental da Camerata, reunindo diferentes capítulos de uma história iniciada em 1986 e que permanece viva quatro décadas depois.


Uma história construída em quatro décadas

A história do Coral começou em 5 de março de 1986, ainda no período da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), quando cerca de 30 empregados participaram do primeiro ensaio, realizado no auditório da então Escola de Música do Espírito Santo, atual Fames. Pouco mais de dois meses depois, em 16 de maio, o grupo fez sua primeira apresentação pública, com um repertório que já revelava sua diversidade, reunindo músicas brasileiras e italianas e a canção japonesa Kojyo no Tsuki (O Luar do Castelo em Ruínas). Desde o primeiro ensaio, uma figura se tornou indissociável dessa trajetória: o maestro fundador Adolfo Alves, que acompanhou diferentes gerações, formações e fases do Coral ao longo das décadas.

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Ao longo desse período, o grupo se apresentou em diferentes cidades, Estados e países, participou de encontros e festivais e estabeleceu parcerias com importantes nomes da música capixaba. Entre os destaques estão os concertos realizados com a Orquestra Filarmônica do Espírito Santo (Ofes), além de uma participação em um encontro de corais em Mendoza, na Argentina. Os tradicionais concertos de Natal também levaram o canto coral a igrejas, praças e outros espaços do Espírito Santo e de Minas Gerais. No repertório, a cultura capixaba convive com a música brasileira, internacional e erudita, incluindo obras como “Três Toadas de Congo”, “Abre Alas”, de Chiquinha Gonzaga, “Hallelujah”, de Leonard Cohen, e o “Aleluia”, de Haendel.

A longevidade do Coral está ligada também à capacidade de preservar sua história e abrir espaço para novas gerações. Desde 2023, a maestra Ângela Volpato integra a regência do grupo e, atualmente, está à frente da condução artística durante o afastamento temporário de Adolfo Alves para cuidar da saúde. Cerca de 45 coralistas integram o Coral, reunindo pessoas de diferentes gerações. “Temos pessoas participando numa faixa de 30 até 90 anos. É um grupo muito diverso, muito múltiplo. Eu acredito que a diferença é uma coisa positiva, que enriquece o existir”, afirma Ângela.

Para a maestra, o canto coletivo também possui uma dimensão que ultrapassa a apresentação artística: “O canto em grupo tem uma força diferente. É um trabalho em que todos precisam se apoiar, construir juntos. A gente cria metas, se esforça coletivamente e celebra junto”, reforça.

Desde 2021, o Instituto Parceiros do Bem, em parceria com a MM Projetos Culturais, é responsável pela gestão do Projeto Coral ArcelorMittal. A atuação inclui planejamento das temporadas, produção dos concertos, circulação, comunicação, articulação institucional e acompanhamento das atividades permanentes. Para Simone Marçal, presidente do Instituto Parceiros do Bem, o significado do projeto ultrapassa o palco: “O Coral é um espaço de encontro e transformação. Ele valoriza as pessoas, fortalece vínculos e mostra, na prática, como a diversidade pode ser um motor de criação e pertencimento”, comenta.

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Para Carla Brunoro, gerente de Comunicação e Relações Institucionais da ArcelorMittal Unidade Tubarão, a história do Coral mostra a importância de iniciativas culturais que conseguem se manter relevantes ao longo do tempo. “Quarenta anos dizem muito sobre a força desse projeto, construído por diferentes gerações de nossa empresa e que continua levando tradição e expressão cultural para a sociedade capixaba. Para a ArcelorMittal, apoiar o Coral é reconhecer o valor da música e a contribuição que essa iniciativa traz para a comunidade”, afirma.

Ao chegar aos 40 anos, o Coral ArcelorMittal celebra os coralistas, ex-coralistas, maestros, músicos, equipes, parceiros e públicos que fizeram parte dessa história. A apresentação de 13 de outubro reúne essa memória com os integrantes que hoje dão continuidade ao projeto, os artistas convidados e a Camerata Sesi, em uma noite que celebra quatro décadas de música e abre espaço para os próximos capítulos dessa trajetória.

Serviço
Concerto comemorativo – 40 anos do Coral ArcelorMittal
● Data: 13 de outubro de 2026
● Horário: 20h
● Local: Teatro do Sesi – Jardim da Penha, Vitória (ES)
● Ingressos gratuitos: https://www.coralarcelormittal.com.br/
● Realização: Instituto Parceiros do Bem e MM Projetos Culturais
● Patrocínio: ArcelorMittal

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