conecte-se conosco


Medicina e Saúde

Ministério da Saúde pode flexibilizar restrições pela pandemia até o fim do mês

Publicado

Mudança do status e fim da Emergência em Saúde Pública de Interesse Nacional poderiam implicar no uso de vacinas da Janssen e Coronavac

O Ministério da Saúde avalia decretar, até final do mês de março, o fim da situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (EPIN) pela Covid-19, declarado no dia 3 de fevereiro de 2020.

A medida flexibilizaria diversas restrições impostas pela pandemia e, tecnicamente, é o que rebaixaria para endemia o status da doença no Brasil, como anunciado, nesta quinta-feira (3), pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em suas redes sociais.

A pasta tem reuniões previstas com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Casa Civil. A ideia, segundo fontes do Ministério da Saúde, é ampliar o debate nos próximos dias com todos os poderes, organismos internacionais, agências reguladoras, órgãos de controle, além de estados e municípios.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também comentou sobre o assunto nesta quinta-feira. “Embora seja uma decisão do ministro, é uma decisão que passa por outras pastas. Estamos trabalhando para passar uma posição bem tranquila para a população brasileira. Nós temos o cenário epidemiológico bem mais tranquilo, bem mais controlado. Como prevíamos, os casos estão caindo, a média móvel de casos está caindo”.

Leia mais:  Suco de abacaxi é verdadeiro remédio para tosse

Ainda de acordo com as fontes da Saúde, a possibilidade de flexibilização é unanimidade. A proposta é retomar a exportação de insumos utilizados na pandemia, como oxigênio, seringas, máscaras, luvas e medicamentos do kit intubação. A venda para outros países está impossibilitada enquanto vigora a ESPIN.

Uma preocupação do ministério é a autorização do uso emergencial de vacinas como a Coronavac e a Janssen, além de anticorpos monoclonais para a doença.

Com o fim da ESPIN, acabaria a autorização de uso emergencial, de acordo com resolução do colegiado da Anvisa publicada no dia 10 de março de 2021, o que poderia prejudicar a aplicação das vacinas. Para evitar isso, a pasta já discute com a agência ajustes nas normas. Para garantir a continuidade da vacinação, seria necessária uma nova resolução de colegiado.

A vacina da Janssen já está em fase final da análise pela Anvisa do pedido de uso definitivo. Com a autorização, o imunizante não enfrentaria problemas com o fim da ESPIN. Porém, o Ministério quer garantir que a flexibilização só acontecerá se o uso de nenhuma vacina for prejudicado.

Leia mais:  Seis alimentos ricos em ácido fólico. Entenda a sua importância

O término do estado de emergência em saúde pública também flexibilizaria as medidas de controle de fronteiras e a retomada presencial ao trabalho.

Fontes ainda afirmaram que a possibilidade de flexibilização também depende dos números da Covid-19 nos próximos dias. A pasta observa com apreensão os resultados do Carnaval. Se não houver aumento extremo de casos, a possibilidade de flexibilização aumenta.

Também há expectativa, pelo órgão, de um posicionamento em breve da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a situação da pandemia. Porém, a pasta tem autonomia para classificar a situação epidemiológica no Brasil.

publicidade

Medicina e Saúde

Depressão: um problema do corpo inteiro… e do coração também

Publicado

A depressão é uma das doenças mais comuns do mundo. Afeta milhões de pessoas, atravessa idades, profissões e estilos de vida. Ainda assim, persiste uma ideia equivocada: a de que se trata apenas de um problema emocional, restrito à mente.

A ciência tem mostrado que essa visão é limitada.

Cada vez mais, entendemos a depressão como uma condição que envolve o organismo como um todo. Não é apenas o cérebro que está em jogo — mas também o corpo, os hábitos e uma complexa rede de interações biológicas. Três pilares têm se destacado nesse novo olhar: o movimento, a alimentação e o sono.

Exercício físico

O primeiro deles é o exercício físico. Durante muito tempo visto como um complemento, hoje ele ocupa um papel muito mais central. Estudos mostram que atividades como caminhada, corrida, musculação e até práticas como o yoga podem reduzir de forma significativa os sintomas depressivos.

Em alguns casos, especialmente nos quadros leves a moderados, o efeito se aproxima do observado com psicoterapia — e até com medicamentos antidepressivos.Mas não se trata apenas de “se sentir melhor”.

O exercício promove mudanças reais no organismo: reduz inflamação, melhora a função cerebral e estimula a liberação de substâncias ligadas ao bem-estar. É biologia, não apenas comportamento.

Leia mais:  Nem todo caroço é só um caroço: quando vale chamar o cirurgião

Alimentação

O segundo pilar vem de um campo relativamente recente, mas em rápida expansão: o eixo intestino-cérebro. O intestino abriga trilhões de microrganismos que formam a chamada microbiota intestinal.

Quando esse sistema entra em desequilíbrio — algo comum em dietas ricas em alimentos ultraprocessados — ocorre um aumento de processos inflamatórios que podem afetar diretamente o cérebro.Essa comunicação acontece por meio de sinais químicos, substâncias inflamatórias e até por conexões neurais, como o nervo vago.

Em termos simples: o que comemos influencia não apenas o corpo, mas também o humor.

Sono

O terceiro pilar, muitas vezes negligenciado, é o sono. Alterações no padrão de sono são frequentes em pessoas com depressão — dificuldade para adormecer, sono fragmentado, sensação de não descanso. Mas o que chama atenção é que essa relação é bidirecional: dormir mal não é apenas consequência, pode ser também causa.

O sono regula hormônios, neurotransmissores e o ritmo biológico do organismo. Quando ele se desorganiza, todo esse sistema sofre impacto. Por isso, estratégias que melhoram o sono — como ajustes no ritmo circadiano, terapia cognitivo-comportamental e hábitos adequados — têm papel importante no tratamento.

Leia mais:  Seis alimentos ricos em ácido fólico. Entenda a sua importância

A importância do cuidado integrado

Esse conjunto de evidências aponta para uma mudança importante de perspectiva. A depressão deixa de ser vista como um problema isolado da mente e passa a ser compreendida como uma condição sistêmica, que envolve inflamação, metabolismo, comportamento e estilo de vida.

Isso não diminui a importância dos medicamentos ou da psicoterapia — que continuam sendo fundamentais em muitos casos. Mas amplia o horizonte. Mostra que o cuidado precisa ser mais integrado.

A depressão e as doenças cardiovasculares

E é justamente nesse ponto que surge uma conexão muitas vezes pouco discutida — mas profundamente relevante: a relação entre depressão e doença cardiovascular. Ambas compartilham mecanismos em comum, como inflamação crônica, alterações hormonais e disfunções metabólicas.

Não por acaso, pessoas com depressão apresentam maior risco de infarto, acidente vascular cerebral e outros eventos cardiovasculares. Da mesma forma, quem já tem doença cardíaca tem mais chance de desenvolver depressão.

O elo entre mente e coração não é apenas simbólico — é biológico.

Continue lendo

Medicina e Saúde

Piso de R$ 13,6 mil para médicos avança e CRM-ES vê ganho para pacientes

Publicado

O Projeto de Lei nº 1365/2022, que estabelece um piso salarial nacional para médicos e cirurgiões-dentistas, voltou ao centro do debate após avançar no Senado Federal. A proposta foi aprovada na Comissão de Assuntos sociais (CAS) nesta quarta-feira (20) e prevê piso de R$ 13.662 para jornada de 20 horas semanais, além de reajuste anual pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), adicional noturno de 50% e remuneração maior para horas extras.

Para o Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES), a medida pode ajudar a reduzir jornadas excessivas de trabalho, melhorar a fixação de profissionais em determinadas regiões e fortalecer a qualidade da assistência prestada à população. A presidente do CRM-ES, Karoline Calfa Pitanga, afirmou que a proposta é defendida pelo Conselho Federal de Medicina e pelos conselhos regionais.

“O profissional que vai para o interior ou para locais que não têm muita estrutura, se ele não tem condições de permanecer ali, ele vai procurar emprego em locais mais próximos da capital. Então a valorização do trabalho fortalece a assistência, dá condições mais dignas e qualifica os serviços. Porque quanto mais tempo o médico se fixa numa região, mais ele conhece a população, entende o que aquela população precisa e melhora a assistência”, afirmou.

Leia mais:  Como o isolamento na pandemia pode estar afetando nossa memória

O texto em tramitação substitui regras previstas na Lei nº 3.999, de 1961, considerada defasada por entidades médicas. O substitutivo aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) elevou o valor inicialmente previsto no projeto original, que era de R$ 10.991,19, para R$ 13.662, equivalentes a nove salários mínimos atuais.

O projeto tramita desde 2022. A proposta também prevê que o piso seja aplicado a profissionais do setor público e privado, incluindo vínculos celetistas e estatutários.

Impacto bilionário

O parecer aprovado na CAE aponta impacto financeiro bilionário para implementação da proposta. Segundo estimativas citadas no relatório da comissão, o impacto do piso seria de R$ 8,14 bilhões em 2026 e de R$ 7,69 bilhões em 2027. Outro ponto previsto é que o aumento de despesas para estados e municípios seja compensado por transferências do Fundo Nacional de Saúde (FNS).

Segundo a presidente do CRM-ES, há médicos que trabalham mais de 60 horas por semana e emendam plantões consecutivos para complementar a renda. Ela avalia que isso pode impactar diretamente a qualidade do atendimento prestado aos pacientes.

Leia mais:  OMS diz que adoçantes não ajudam a emagrecer e podem aumentar mortalidade

“Tem vários médicos que eu conheço que trabalham mais de 60 horas por semana, que emendam um plantão no outro, dá 24 horas direto. E aí o médico cansado, que não dorme bem, ele não vai conseguir raciocinar direito”, declarou.

O projeto também prevê aumento do adicional noturno e da remuneração por hora extra para 50% sobre o valor da hora normal. Atualmente, a legislação da categoria prevê adicional noturno de 20%, percentual semelhante ao da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A presidente também afirmou que a valorização salarial tende a atrair profissionais mais qualificados para os serviços de saúde.

“Se você tem dois serviços de saúde e um está contratando pagando R$ 13 mil e o outro pagando R$ 5 mil, qual você acha que vai escolher os profissionais mais qualificados? A população vai se beneficiar sendo atendida por um profissional melhor preparado”, disse.

Além dos médicos, o projeto também contempla cirurgiões-dentistas. Se não houver pedido para votação no Plenário do Senado, o projeto segue para análise da Câmara dos Deputados.

 

Continue lendo

São Mateus

Política e Governo

Segurança

Camisa 10

Mais Lidas da Semana