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Política Nacional

“Pessoas que gestam”: Carol de Toni critica caderneta do governo Lula

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A deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) protocolou um requerimento de informação ao Ministério da Saúde pedindo explicações sobre a nova Caderneta Brasileira da Gestante, lançada pelo governo federal em 2026.

O documento apresentado pela parlamentar reúne 54 perguntas sobre os critérios técnicos, jurídicos e científicos usados na elaboração da caderneta. Ela também questiona os custos de produção do material, a participação de entidades externas e possível influência ideológica no conteúdo distribuído pelo SUS.

Entre os pontos citados por Carol De Toni estão o uso da expressão “pessoa gestante”, além de temas ligados à identidade de gênero, orientação sexual, aborto legal, gestação de homens trans e violência obstétrica.

A deputada ainda questiona se houve consulta pública para elaboração da caderneta e cobra informações sobre a participação de entidades médicas, como o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

– O governo Lula está usando a saúde pública para empurrar pauta ideológica da esquerda dentro de um documento que deveria tratar exclusivamente da proteção da mãe e do bebê – afirmou a deputada.

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Outro ponto levantado pela parlamentar envolve as orientações do Ministério da Saúde sobre violência sexual e aborto legal, especialmente a informação de que não seria necessário boletim de ocorrência para atendimento no SUS.

– Precisamos proteger vítimas de violência, mas também garantir segurança jurídica, combate aos abusadores e proteção integral de crianças e adolescentes. É absurdo transformar uma caderneta da gestante, que deveria representar cuidado com a vida, em espaço para relativizar aborto e inserir conceitos ideológicos – declarou.

A deputada também mencionou manifestações do Conselho Federal de Medicina e de entidades da área da saúde que demonstraram preocupação com possível insegurança jurídica e interferência ideológica na autonomia médica.

O QUE DIZ A CADERNETA

A Caderneta Brasileira da Gestante é um guia do Ministério da Saúde voltado ao acompanhamento da gravidez, parto, pós-parto e amamentação. O material passou a usar a expressão “pessoas que gestam” com o objetivo de ampliar a inclusão de minorias de gênero e casais transexuais no atendimento do SUS.

O documento também traz orientações sobre direitos da gestante, plano de parto, combate à violência obstétrica, saúde mental e apoio à amamentação. A versão digital pode ser acessada pelo aplicativo Meu SUS Digital, com login Gov.br, enquanto a edição física está sendo distribuída gradualmente em postos de saúde.

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Política Nacional

Pesquisa Futura: Michelle tem rejeição menor do que Lula e Flávio Bolsonaro

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Michelle Bolsonaro (PL) tem menor rejeição que os dois pré-candidatos à presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), aponta a nova pesquisa eleitoral da Futura Inteligência, divulgada nesta sexta-feira (22), para as Eleições 2026.

De acordo com a pesquisa, a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é rejeitada por 33,1% dos eleitores. Seu enteado, Flávio Bolsonaro, aparece com 44,7% de rejeição, empatado tecnicamente com Lula, que tem 44,3%, como os dois mais rejeitados.

Os eleitores foram perguntados em quem não votariam em hipótese alguma. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais e para menos.

Apesar da menor rejeição em relação à dupla, Michelle é a terceira mais rejeitada. Depois dela, aparecem Cabo Daciolo (Mobiliza), 15,6%; Romeu Zema (Novo), 14,3%; Ronaldo Caiado (PSD), 13,6%; Renan Santos (Missão), 11,5%; Aldo Rebelo (DC), 11,2%; Augusto Cury (Avante), 10,7%.

Os dados ainda mostram que 3,6% rejeitam todos e 1,7% não rejeita ninguém. Outros 3,2% não souberam responder.

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Veja a rejeição dos candidatos

Cenário coloca Michelle indo para 2º turno

Esta é a primeira vez que Michelle aparece na série de pesquisas da Futura para a presidência. Ela foi incluída como a candidata do PL em um dos cenários de primeiro turno, no lugar de Flávio, recebendo 27,4% das intenções de voto.

Neste cenário, Michelle fica somente atrás de Lula, com 40% das intenções, portanto, indo para o segundo turno.

No segundo turno contra o petista, ela perderia por 6,3 pontos percentuais (47,9% x 41,6%), segundo a pesquisa.

Evolução das rejeições

Sobre as rejeições, a pesquisa divulgada nesta sexta-feira (22) consolida a tendência de alta rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro.

Em março, o atual presidente liderava o índice com 47,8%, seguido pelo senador, com 41,6%. Em abril, o petista era rejeitado por 46,4% e o bolsonarista por 44,4%, em empate técnico. No início de maio, Lula tinha 47,4% e Flávio 43,8%, novamente empatados.

A nova pesquisa é a primeira que coloca Flávio Bolsonaro com rejeição levemente maior que Lula, mas ainda dentro da margem de erro, com diferença de apenas 0,4 pontos percentuais.

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A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06529/2026. Ela foi realizada por telefone com 2 mil eleitores com 16 anos ou mais, de 878 cidades, de todas as regiões do Brasil, entre 15 e 20 de maio. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. O índice de confiança é de 95%.

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Política Nacional

TSE torna candidatos inelegíveis por uso de igreja para promoção

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, por unanimidade, a condenação da prefeita de Votorantim, no interior de São Paulo, Fabíola Alves da Silva (PSDB), seu vice, Cesar Silva (PSDB) e do vereador Alison Andrei Pereira de Camargo, conhecido como Pastor Lilo (MDB), pela utilização de um culto religioso para promover candidaturas nas eleições de 2024. O acórdão foi publicado na última segunda-feira (18).

O ministro Antonio Carlos Ferreira manteve o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) de que houve uso da estrutura da Igreja do Evangelho Quadrangular para fins eleitorais. Segundo a Corte, embora “não haja tipificação autônoma de abuso do poder religioso”, a utilização da estrutura e da autoridade religiosa pode configurar abuso político ou econômico quando há “desvio de finalidade e impacto na igualdade do pleito”.

O tribunal destacou que o culto teve “inegável caráter eleitoreiro” e citou falas do líder religioso que, segundo os ministros, demonstraram mobilização explícita em favor das candidaturas. Durante o evento, o pastor afirmou que a igreja possuía “um projeto de eleger dentro dos municípios” e que havia um desafio de “elegermos 120 vereadores esse ano nessa eleição”.

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Segundo o acórdão, o pastor do culto também declarou:

– A igreja quadrangular aqui de Votorantim, nós estamos fechados com o pastor Lilo.

Além disso, o TSE também destacou a convocação feita aos fiéis para a votação:

– A partir do dia 16, nós vamos trabalhar muito.

Na avaliação do relator, as declarações “afastam, de plano, qualquer pretensão de que o evento tivesse caráter exclusivamente espiritual”.

O acórdão ainda menciona que Fabíola Alves e o então candidato a vice-prefeito foram chamados ao altar como “pré-candidatos” para receber orações públicas diante dos fiéis. Segundo a decisão, houve “deliberada utilização da estrutura e da autoridade religiosas como plataforma de promoção eleitoral das candidaturas presentes”.

Além da participação no culto, a Justiça Eleitoral considerou irregular um reajuste de 34,1% no contrato de aluguel pago pela prefeitura à igreja por um imóvel utilizado pela Secretaria Municipal de Cultura.

O tribunal apontou que o aumento ocorreu em ano eleitoral e “sem justificativa idônea”. A decisão também ressaltou que outro contrato semelhante firmado pela prefeitura teve reajuste de apenas 2,45% no mesmo período.

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Para os ministros, os elementos demonstraram abuso de poder político “pelo uso da condição funcional da prefeita” e abuso econômico “pelo uso exacerbado de aporte patrimonial capaz de comprometer a isonomia do pleito”.

O TSE rejeitou os recursos apresentados pelas defesas de Fabíola Alves e Pastor Lilo e manteve as punições impostas pela Justiça Eleitoral paulista, incluindo a cassação dos registros de candidatura e a inelegibilidade por oito anos. O vice-prefeito da chapa, Cesar Silva, teve o registro cassado pelo TRE-SP e não recorreu.

Votorantim é um município de 745,2 habitantes no interior de São Paulo, localizado na Região Metropolitana de Sorocaba, a cerca de 108 km da capital.

*AE

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