Mineiro de 52 anos recebeu parte do valor da corrida antes da viagem, mas ficou com prejuízo de mais de R$ 600 após passageiras fugirem em Cariacica
Um motorista por aplicativo de 52 anos, morador de Belo Horizonte (MG), percorreu mais de 500 quilômetros até a Grande Vitória após aceitar uma corrida negociada diretamente com uma passageira. Ao chegar em Cariacica, ele descobriu que havia caído em um golpe.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher entrou em contato afirmando que estava em um motel na capital mineira com duas irmãs e propôs o pagamento da viagem em duas etapas. O valor combinado foi de R$ 1.175, e o motorista recebeu R$ 500 antes de deixar Belo Horizonte.
Já em solo capixaba, as três passageiras pediram para descer em uma rua do bairro Jardim de Alah, em Cariacica, alegando que uma delas precisava urinar. Quando o veículo parou, elas desembarcaram e correram em direção a uma área de mata localizada atrás de um condomínio.
O motorista relatou à Polícia Militar que percebeu a presença de três homens na região no momento em que as mulheres fugiram, o que reforçou a suspeita de que tudo fazia parte de uma armação.
Como tinha o contato das passageiras, ele tentou falar com elas por mensagens e ligações, mas não obteve resposta. A reportagem também tentou contato com as mulheres citadas, porém as ligações foram encaminhadas diretamente para a caixa postal.
A vítima registrou a ocorrência na Delegacia Regional de Cariacica. O prejuízo foi de mais de R$ 600, valor que deixou de receber após a fuga das passageiras.
Suspeita disse que precisava “ungir” os cômodos da casa, confessou o crime e levou policiais até parte do dinheiro escondido
Uma ex-funcionária de uma família foi presa após furtar R$ 60 mil em dinheiro de um apartamento em Jardim Camburi, em Vitória. O crime aconteceu na quarta-feira (5), e parte do dinheiro foi recuperada pela Polícia Civil no dia seguinte, durante diligências no bairro Bubú, em Cariacica.
Segundo a 5ª Delegacia de Polícia de Jardim Camburi, a mulher aproveitou o momento em que outros moradores entravam no condomínio para acessar o prédio sem autorização. A investigação aponta que, em seguida, ela foi até o apartamento da vítima e furtou o dinheiro em espécie.
Em seguida, ela convenceu a funcionária que estava no apartamento a permitir sua entrada, afirmando que precisava “ungir” os cômodos da residência.
Já dentro do imóvel, a mulher pediu para circular sozinha pelos quartos. De acordo com as investigações, foi nesse momento que ela teve acesso ao local onde os R$ 60 mil estavam guardados e furtou o dinheiro.
A Polícia Civil analisou imagens do sistema de videomonitoramento do condomínio e reuniu outros elementos que permitiram identificar a suspeita. Ela foi localizada e conduzida para a delegacia.
Polícia Civil recuperou R$ 50 mil
Durante o atendimento na delegacia, a mulher entregou espontaneamente R$ 20 mil. No interrogatório, ela confessou o furto e indicou aos policiais onde havia escondido outros R$ 30 mil. Ao todo, R$ 50 mil foram recuperados.
Sobre os R$ 10 mil restantes, a investigada afirmou que já havia utilizado o dinheiro. Ela assumiu o compromisso de ressarcir a vítima de forma parcelada.
Mulher era investigada por outros furtos
Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que a suspeita já havia sido identificada como autora de outros furtos quando trabalhava como empregada doméstica na casa de familiares da vítima, na Serra.
Ainda segundo a polícia, há registro de outro furto atribuído a ela, ocorrido em março deste ano, quando R$ 10 mil em espécie foram levados.
A mulher foi indiciada por furto qualificado. O inquérito policial será encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis. O Folha Vitória tenta localizar a defesa da acusada e o espaço permanece aberto para manifestações.
Bebê de 35 dias morreu durante consulta; MPES propôs suspensão do processo, mas família cobra responsabilização do médico
A família do bebê Miguel Nunes Costa Reis, que morreu aos 35 dias de vida, é contrária à proposta de suspensão condicional do processo apresentada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) no caso que envolve a morte da criança durante uma consulta médica em Vila Velha, há pouco mais de um ano.
O MPES propôs suspensão condicional do processo contra o médico Adoris Loureiro Lopes, mediante o cumprimento de algumas condições, incluindo indenização à família. A defesa dos pais afirma que eles não aceitam nenhum tipo de acordo e querem que o médico seja responsabilizado por homicídio doloso, com dolo eventual.
O advogado Fábio Marçal, que atua como assistente de acusação contratado pela família, afirmou ao Folha Vitória que o pedido para que ele e sua equipe atuem formalmente no processo ainda não foi analisado pela Justiça.
Segundo ele, a família também defende que a conduta atribuída ao médico não deve ser tratada como homicídio culposo.
“A família não quer nenhum tipo de acordo, quer que ele pague pelo que ele fez, e a gente entende que o que ele fez não foi homicídio culposo. Foi homicídio doloso com dolo eventual”, afirmou Marçal.
Segundo o advogado, a defesa da família já havia apresentado uma petição antes da manifestação do Ministério Público, mas ainda não houve manifestação do MPES sobre o pedido.
O MPES foi procurado pelo Folha Vitória para esclarecer os termos da proposta e o andamento do caso, mas informou que o procedimento tramita em segredo de Justiça e, por isso, não pode fornecer informações neste momento.
De acordo com Marçal, a família pretende adotar as medidas cabíveis conforme a decisão da Justiça.
“A criança morreu e ele continua atendendo como se não tivesse acontecido nada. Dependendo de qual for a decisão do Judiciário, nós vamos ver as medidas que são cabíveis nesse caso e vamos providenciar todas elas, o uso de todas as situações cabíveis para que esse crime não fique impune. ”, afirmou.
O que diz a defesa do médico
A defesa do médico também foi procurada. Em nota, os advogados Rodrigo Faucz, Mario de Oliveira Filho e David Metzker informaram que ainda não tiveram acesso às condições da proposta apresentada pelo Ministério Público.
Segundo eles, assim que forem intimados, vão se reunir com o cliente para tratar do assunto.
Morte de Miguel completou um ano
O desdobramento do caso na Justiça acontece na mesma época em que a morte do bebê completa um ano. Miguel morreu em 21 de julho de 2025, durante uma consulta em uma clínica particular de Vila Velha. A criança tinha 35 dias de vida e havia sido levada pelos pais para uma avaliação relacionada a um quadro de refluxo.
Ronaldo dos Santos Costa, pai de Miguel. Foto: Reprodução/TV Vitória
Na ocasião, o pai do bebê, Ronaldo dos Santos Costa, relatou que o médico teria colocado a criança de cabeça para baixo para fazer a limpeza depois que ela evacuou durante o atendimento. Segundo ele, após o procedimento, Miguel começou a ficar roxo e apresentou queda dos batimentos cardíacos e da respiração.
O pai afirmou ainda que o médico teria informado que o coração da criança estava parando e que o Samu foi acionado. Quando a equipe chegou à clínica, o bebê já estava morto. Na época, a defesa do médico contestou a versão apresentada pela família e afirmou que não houve procedimento inadequado durante o atendimento.
Laudo apontou causa da morte
Um mês após a morte, a família informou que o laudo médico apontou como causa do óbito um edema agudo de pulmão provocado por broncoaspiração de conteúdo gástrico. A família passou a defender que o caso fosse tratado como homicídio com dolo eventual.
Para Fábio Marçal, a conduta atribuída ao médico ultrapassaria uma situação de negligência, imprudência ou imperícia. O caso, inicialmente investigado pela Polícia Civil, avançou posteriormente para a esfera judicial.
O médico foi denunciado pelo MPES por homicídio culposo alguns meses após a morte da criança. Agora, a família contesta a possibilidade de suspensão do processo e aguarda a análise dos pedidos apresentados pela defesa.
Como o processo tramita em segredo de Justiça, não foram divulgados pelo MPES os termos da proposta de suspensão condicional nem outras informações sobre o andamento da ação.