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Moda e Beleza

O estilo de franja moderno que voltou à moda e não precisa de muita manutenção

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Entre as tendências capilares que voltaram com força nos últimos anos, a franja cortininha, conhecida mundialmente como Curtain Bangs, ganhou espaço nos salões e nas redes sociais. O estilo chama atenção por emoldurar o rosto de forma suave, combinar com diferentes tipos de cabelo e permitir uma rotina prática, já que não exige longos minutos de finalização diária para entregar um visual atual e bem acabado.

O que são Curtain Bangs e por que esse estilo está tão em alta?

As Curtain Bangs surgiram como referência principalmente nas décadas de 60 e 70 e voltaram ao centro das atenções a partir de 2020, impulsionadas por tutoriais em vídeo, filtros de teste de franja e conteúdos de transformação capilar. Elas se caracterizam por serem mais curtas no centro e alongadas nas laterais, abrindo-se como uma cortina e criando uma transição suave em vez de uma linha reta marcada.

Esse formato ajuda a valorizar diferentes formatos de rosto, já que o caimento lateral pode alongar ou suavizar traços, disfarçar levemente a testa e destacar o olhar. Além disso, o estilo conversa bem com cortes em camadas, shaggy, wolf cut e comprimentos médios, o que explica por que continua em alta em 2026.

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curtain bangs

Como adaptar a franja para cada tipo de cabelo e formato de rosto?

A palavra-chave para acertar nas Curtain Bangs é personalização, levando em conta textura, volume e encolhimento dos fios. Em cabelos lisos, o caimento tende a ser mais evidente, especialmente quando o corte inclui camadas leves ao redor do rosto, enquanto em fios ondulados ou cacheados a franja ganha volume natural e textura marcante, exigindo que o profissional considere o encolhimento ao secar para evitar que fique curta demais.

Os diferentes formatos de rosto também influenciam no comprimento ideal da franja cortininha, por isso muitos cabeleireiros avaliam altura das maçãs, maxilar e queixo antes de definir onde as pontas vão terminar:

  • Rostos arredondados costumam se beneficiar de franjas mais alongadas nas laterais.
  • Rostos ovais tendem a combinar com diferentes comprimentos de cortininha.
  • Rostos quadrados podem ganhar suavidade com pontas levemente desfiadas.
  • Rostos em formato de coração muitas vezes ficam equilibrados com franja na altura do queixo.

curtain bangs

Uma das principais razões para a procura por Curtain Bangs é a manutenção relativamente simples em comparação à franja reta tradicional, que costuma exigir retoques frequentes para não cobrir os olhos.

Como cuidar das Curtain Bangs no dia a dia sem gastar muito tempo?

Uma das principais razões para a procura por Curtain Bangs é a manutenção relativamente simples em comparação à franja reta tradicional, que costuma exigir retoques frequentes para não cobrir os olhos. A franja cortininha tolera melhor o crescimento, já que com o tempo passa a se misturar ao restante do cabelo, funcionando quase como camadas frontais e permitindo espaçar as idas ao salão.

No dia a dia, alguns hábitos ajudam a preservar o formato, controlar a oleosidade e facilitar a finalização, especialmente para quem tem pouco tempo de manhã e precisa de um passo a passo prático:

  1. Secagem direcionada: ao secar, jogar o jato levemente para cima ou para frente e, em seguida, abrir a franja para os lados.
  2. Uso moderado de finalizadores: mousse leve, spray de textura ou leave-in em pequena quantidade realçam o movimento.
  3. Retoques pontuais: pequenos ajustes a cada 6 a 10 semanas costumam manter o enquadramento do rosto.
  4. Controle da oleosidade: lavar apenas a franja ou usar shampoo a seco quando necessário ajuda no caimento.

Se você quer saber mais, separamos o vídeo do canal “Estela Newbold” falando sobre essa tendência:

Quando as Curtain Bangs são uma boa escolha para mudar o visual?

A franja cortininha costuma ser uma boa opção para quem quer mudar o visual sem alterar drasticamente o comprimento do cabelo, funcionando muitas vezes como um primeiro passo antes de uma transformação maior. Ela também é indicada para suavizar linhas de expressão na região da testa, dar mais destaque ao olhar e atualizar cortes longos ou médios que estejam sem forma.

Para quem está em dúvida, vale conversar com o cabeleireiro sobre expectativas, rotina, tipo de fio e nível de disposição para estilizar a franja nos dias úteis. Ao ajustar comprimento, grau de desfiado e volume de acordo com o dia a dia de cada pessoa, as Curtain Bangs se tornam um recurso versátil, moderno e com manutenção relativamente simples, que acompanha diferentes fases e estilos pessoais.

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Moda e Beleza

O que esperar das semanas de moda de verão 2027

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Passando por Nova York, Londres, Milão e Paris, confira as estreias, os retornos e os destaques das semanas de moda de verão 2027

 

Realizadas entre o dia 10 de setembro e 06 de outubro, as semanas de moda de verão 2027 marcam o retorno de nomes importantes ao calendário oficial e as segundas coleções de diretores criativos em suas respectivas casas.

Em Nova York, a movimentação começa extraoficialmente em 09 de setembro, com desfiles de Ralph Lauren, Cult Gaia, Libertine, Coach e Rachel Comey. O pontapé oficial da agenda estadunidense será dado por Diane Von Furstenberg, após uma década afastada das passarelas, e revelando a visão de Henry Zankov, anunciado em maio para o cargo criativo.

 

semanas de moda de verão 2027

Proenza Schouler, inverno 2026.Foto: Divulgação

Outras estreias na NYFW são a da polonesa Magda Butrym e a do estadunidense radicado em Londres Conner Ives. Tommy Hilfiger, Monse, ThreeAsFour e Zaldy integram novamente a grade após períodos variados de ausência. Com Calvin Klein, Carolina Herrera, Michael Kors, Proenza Schouler e Diotima, o cronograma soma 70 apresentações. 

Entre 17 e 21 de setembro, acontece a semana de moda de Londres. A McQueen regressa à capital inglesa após 25 anos desfilando em Paris, enquanto o escocês Christopher Kane revela a sua coleção inaugural na Mulberry, etiqueta onde assumiu a direção criativa em março. A incubadora de novos talentos NewGen introduz três integrantes ao circuito britânico: Francesca Lake, Gui Rosa e Petra Fagerström. 

 

semanas de moda de verão 2027

Simone Rocha, inverno 2026.Foto: Getty Images

 

A lista de designers em ascensão é completada por Georgie Campbell, Joyce Bao, Lovebirds e Onalaja. Eles compõem o line-up ao lado de veteranos, como Simone Rocha, Harris Reed, Ahluwalia, Richard Quinn, Erdem e Di Petsa. Merecem atenção ainda Chopova Lowena, que faz apenas um show anual, e Burberry, encarregada do encerramento da LFW.

semanas de moda de verão 2027

Prada, inverno 2026.Foto: Divulgação

Dessa vez, Milão, que rola entre os dias 22 e 27 do mesmo mês, não terá estreias no topo criativo das casas. O belga Pieter Mulier, recém-anunciado diretor criativo da Versace, e a dupla fundadora da Sunnei (Loris Messina e Simone Rizzo), agora na Moschino, só farão seus debuts em março. Os destaques serão as segundas coleções de prêt-à-porter assinadas por Maria Grazia Chiuri na Fendi, Demna na Gucci e Meryll Rogge na Marni. Além disso, o itinerário italiano ganha duas grifes portuguesas: Marques’Almeida e Miguel Vieira. E vale sempre conferir as propostas de Prada, Dolce & Gabbana, Bottega Veneta, Jil Sander, Diesel e Ferragamo.

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semanas de moda de verão 2027

Dior, inverno 2026.Foto: Getty Images

A etapa final da maratona internacional ocorre em Paris, de 28 de setembro a 06 de outubro, totalizando 68 apresentações. Um número relevante de marcas volta ao calendário francês após uma ou mais estações ausentes: Valentino, Maison Margiela, Sacai, Ester Manas, Christopher Esber e Casablanca. Haverá dois novos estilistas na direção criativa de grandes maisons: o sul-africano Drew Henry na Courrèges e o alemão Kai Nesselrath na Carven. Maxhosa Africa, Alexandra Golovanoff e Fidan Novruzova entram na programação pela primeira vez. 

Enquanto isso, Rabanne (que acabou de anunciar Olivier Rousteing para o cargo de direção criativa), Nina Ricci e Off-White pulam a temporada. E, claro, os olhos não podem perder de vista as novas criações de Chanel, Dior, Loewe, Chloé, Miu Miu, Louis Vuitton, Celine, Tom Ford e Dries Van Noten.

Para acompanhar a cobertura completa do verão 2027, siga a ELLE Brasil no Instagram e TikTok, além do nosso site. 

Confira o calendário das semanas de moda de verão 2027 (no horário de Brasília):

Semana de moda de Nova York

10 de setembro 

10h30 – Diane von Furstenberg 

13h – Proenza Schouler 

15h – Tommy Hilfiger 

20h – Tory Burch  

11 de setembro 

12h – Michael Kors Collection 

16h – Calvin Klein Collection 

18h – Monse 

21h – Eckhaus Latta 

12 de setembro 

11h – Altuzarra 

13h30 – Conner Ives 

15h – Anna Sui 

18h – Prabal Gurung 

20h – Khaite 

22h – Elena Velez 

13 de setembro 

12h – Area 

15h – Sandy Liang 

14 de setembro 

13h – Fforme 

16h – Zaldy 

17h – Diotima 

19h – Carolina Herrera 

20h30 – Luar 

22h – LaQuan Smith 

15 de setembro 

13h – Collina Strada 

18h – Thom Browne 

Semana de moda de Londres

17 de setembro

12h – Mark Fast

14h – Harris Reed

16h – H&M

18 de setembro

13h – Fashion East

17h – Paolo Carzana

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19 de setembro

11h – Ahluwalia

13h – KNWLS

14h – Richard Quinn

16h – Chopova Lowena

20 de setembro

6h – Simone Rocha

8h – Erdem

11h – Mulberry por Christopher Kane

13h – Roksanda

16h – McQueen

21 de setembro

8h – Di Petsa

15h – Burberry

Semana de moda de Milão

22 de setembro

9h – Prada

11h – Diesel

23 de setembro

5h30 – Jil Sander

7h30 – Antonio Marras

9h – Fendi

12h – MM6 Maison Margiela

24 de setembro

9h – Marni

11h – Alberta Ferretti

13h – Roberto Cavalli

15h – Emporio Armani

25 de setembro

4h30 – Tod’s 

9h – Gucci

12h – Moschino

14h – The Attico

26 de setembro

6h30 – Ferragamo

9h30 – Dolce & Gabbana

15h – Bottega Veneta

27 de setembro

6h – Giorgio Armani

8h – Marques Almeida

Semana de moda de Paris

28 de setembro

13h – Hodakova

14h – Matières Fécales

29 de setembro

9h30 – Dior

12h30 – Maison Margiela

13h – Anrealage

15h – Saint Laurent

30 de setembro

5h30 – Courrèges

7h – The Row

8h30 – Balmain

10h – Dries Van Noten

11h – Stella McCartney

12h30 – Vaquera

13h30 – Acne Studios

16h – Tom Ford

01 de outubro

5h – Chloé

7h30 – Carven

9h – Balenciaga

12h30 – Rick Owens

14h – Schiaparelli

16h – Isabel Marant

02 de outubro

6h30 – Loewe

8h – Issey Miyake

10h30 – Lanvin

12h30 – Givenchy

14h – Yohji Yamamoto

16h – Victoria Beckham

03 de outubro

5h30 – Junya Watanabe

7h – Celine

9h – Vivienne Westwood

10h – Hermès

12h30 – Comme des Garçons

13h30 – Ann Demeulemeester

04 de outubro

5h30 – Lacoste

8h – Miu Miu

10h30 – Valentino

11h30 – Zomer

13h30 – Mugler

16h – Jean Paul Gaultier

05 de outubro

8h – Gabriela Hearst

9h30 – Zimmermann

16h – Chanel

06 de outubro

12h – Pierre Cardin

13h30 – Louis Vuitton

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Moda e Beleza

A Copa do Mundo acabou: como fica o blokecore e o brazilcore agora?

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Com o fim da Copa do Mundo 2026 masculina e a chegada da Copa do Mundo feminina, que será no Brasil, o próximo ciclo da moda esportiva passa pelas mulheres

A Copa do Mundo costuma funcionar como um grande catalisador de tendências, especialmente quando o assunto é camisa de futebol fora do estádio. Nos últimos anos, o blokecore e o brazilcore ganharam força ao transformar uniformes esportivos em peça central do guarda roupa urbano. Com o fim do torneio, a pergunta inevitável surge, o que acontece com esse movimento quando o apito final já soou.

A resposta é transformação. O blokecore, que nasceu de uma estética britânica ligada ao torcedor comum, com camisas largas, jeans retos e tênis clássicos, já vinha se descolando do contexto estritamente esportivo para ganhar leitura de moda. O brazilcore, por sua vez, elevou a camisa da seleção brasileira a símbolo global, impulsionado por uma combinação de nostalgia dos anos 1990, cultura pop e a própria visibilidade internacional do país.

Historicamente, vale lembrar, usar camisa de time fora do jogo nem sempre foi visto com bons olhos. Durante muito tempo, no Brasil, essa prática carregou um estigma social claro, associada à ideia de algo popular demais, ou como se dizia de forma preconceituosa, “coisa de pobre”.

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A virada acontece quando a moda passa a absorver códigos periféricos e esportivos como linguagem legítima, reposicionando essas peças dentro de um novo contexto de valor simbólico. Me incomda muito que o movimento sempre seja assim, de algo só virar tendência quando vira produto de playboy. Com os tênis foi a mesma coisa, as vendas só explodiram quando brancos da vanguarda da moda começaram a se interessar mais pelo streetwear no início dos anos 2000, e os tênis de basquete passaram a ser notados com entusiasmo fora da comunidade negra.

É hora do futebol feminino

Com a Copa masculina encerrada, o ciclo não se encerra, ele muda de eixo. A próxima Copa do Mundo feminina, que ocorre no Brasil no ano que vem, já se desenha como um novo ponto de inflexão. Existe um interesse crescente pelo futebol feminino, não apenas pelo desempenho esportivo, mas também pelo potencial narrativo e cultural. E aqui entra um fator decisivo para o futuro do blokecore e do brazilcore, a participação das mulheres.

Se antes essas estéticas eram majoritariamente associadas a um imaginário masculino, agora há uma ampliação evidente. Mulheres têm reinterpretado camisas de futebol com novas proporções, combinações e códigos de estilo, misturando peças esportivas com alfaiataria, saias, acessórios e até elementos de moda mais sofisticada.

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Esse movimento tende a ganhar força com a visibilidade da Copa feminina. A presença de atletas como referências estéticas, a criação de produtos pensados para o público feminino e a expansão do interesse midiático criam um ambiente propício para que essas tendências avancem. A discussão sai do lugar de usar ou não usar e passa a ser como usar, com quais camadas de significado e em quais contextos.

Do ponto de vista técnico, as próprias marcas já começam a responder, com modelagens mais variadas, tecidos adaptados e coleções que não tratam o público feminino como extensão, mas como protagonista. Isso impacta diretamente a forma como essas peças entram no streetwear, ampliando possibilidades e quebrando padrões antigos.

Com isso, o blokecore e o brazilcore deixam de ser apenas reflexo de um evento esportivo específico e passam a integrar um ciclo contínuo de moda, identidade e cultura. Espero que nesse novo momento, as mulheres não apenas participem, mas ajudem a redefinir os códigos que sustentam esse movimento. E que vão aos jogos, abracem o futebol feminino, porque os homens que fazem isso, os poucos que fazem, ainda o fazem mais por clubismo do que apelo esportivo.

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