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Política Nacional

Planalto recua após reação de Mendonça sobre delegado da PF

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública decidiu manter, ao menos temporariamente, os delegados da Polícia Federal cedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada após reclamações do ministro André Mendonça ao Palácio do Planalto sobre a possibilidade de perder um assessor de seu gabinete.

Segundo informações divulgadas pelo SBT News, a medida evita que o STF seja incluído entre os órgãos que precisariam devolver policiais federais à corporação. Integrantes do governo afirmam que a exceção tem como objetivo não prejudicar investigações em andamento.

A discussão ganhou força após o Ministério da Justiça iniciar, em abril, um movimento para trazer de volta servidores da Polícia Federal que atuam em outros órgãos. Nos bastidores, a iniciativa foi vista por integrantes da PF e do STF como uma possível tentativa de retirar o delegado Thiago Marcantonio Ferreira do gabinete de Mendonça.

Thiago atua como assessor do ministro desde 2025 e participa da análise de processos relacionados ao caso do INSS e às investigações sobre o Banco Master.

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Além dele, outros quatro delegados da Polícia Federal estão cedidos ao Supremo e trabalham nos gabinetes dos ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes e Luiz Fux.

O Ministério da Justiça enviou ofícios pedindo o retorno de policiais federais cedidos ao Judiciário. A medida gerou reação nos bastidores, onde foi interpretada como uma possível tentativa de retirar o delegado Thiago Marcantonio Ferreira do gabinete do ministro André Mendonça, relator de investigações sensíveis.

O governo alegou que a iniciativa seguia uma orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reforçar o efetivo da Polícia Federal. Já a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) contestou a justificativa e afirmou que o número de delegados cedidos é pequeno em relação ao total da corporação.

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Política Nacional

“Corrupção é um crime que não pode prescrever”, defende Marcos do Val

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O senador Marcos Do Val (Avante/ES) é autor do Projeto de Lei (PL) 5.236/2020, que torna imprescritíveis os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A proposta já foi aprovada na Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado Federal e agora aguarda análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

Na justificativa do projeto, o senador cita dados da organização Transparência Internacional, segundo os quais o Brasil caiu uma posição no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) em 2024, passando a ocupar a 107ª colocação entre 180 países — a pior marca da série histórica e o quinto ano consecutivo de queda. O resultado não surpreende: notícias sobre esquemas de propina envolvendo servidores públicos e agentes políticos são frequentes no noticiário.

Para Marcos Do Val, os efeitos da corrupção sobre a sociedade são graves. “Recursos que poderiam ser aplicados em políticas públicas de saúde, educação e segurança pública são constantemente desviados, o que contribui para a precarização de hospitais, escolas e órgãos de segurança”, afirma.

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O parlamentar destaca ainda que é comum que casos de corrupção cheguem ao Supremo Tribunal Federal (STF) somente após sucessivos recursos, o que costuma levar à prescrição do prazo de julgamento e permite que o acusado fique impune. Para ele, essa prática precisa ser interrompida.

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Política Nacional

Vereadora do PT faz trabalho na frente do Congresso Nacional

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A vereadora Benny Briolly (PT-RJ) publicou um vídeo em que aparece fazendo um trabalho religioso em frente ao Congresso Nacional. Por meio das redes sociais, ela destacou que levou sua “fé para um dos espaços mais simbólicos do poder no Brasil”.

Briolly disse que firmou um trabalho para Maria Mulambo. O pedido dela é para que a entidade siga “abrindo caminhos”.

– Levei minha fé para um dos espaços mais simbólicos do poder no Brasil. Em frente ao Congresso Nacional, firmei um trabalho para Maria Mulambo, levando comigo a força da ancestralidade, dos povos de terreiro e de todas as pessoas que resistem diariamente ao racismo religioso. Por muito tempo tentaram silenciar nossas crenças, criminalizar nossos terreiros e apagar nossa história. Mas seguimos de pé, ocupando espaços e reafirmando que nossa espiritualidade faz parte da cultura, da identidade e do futuro deste país. Que Maria Mulambo siga abrindo caminhos, protegendo nossos passos e fortalecendo a luta por respeito, liberdade religiosa e dignidade para os povos de axé – escreveu.

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