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Medicina e Saúde

Ultraprocessados elevam risco de morte precoce, informa pesquisa

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Estudo realizado pela USP em parceria com a Fiocruz revelou que a cada aumento de 10% no consumo de alimentos ultraprocessados, o risco de morte prematura cresce 3% 

Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com a Fundação Oswaldo Cruz, trouxe à tona preocupações significativas sobre o impacto dos alimentos ultraprocessados na saúde humana. A pesquisa revelou que o aumento no consumo desses alimentos está diretamente associado a um risco maior de morte precoce. Especificamente, a cada 10% de aumento no consumo de alimentos ultraprocessados, o risco de morte prematura sobe 3%. Este estudo, que analisou dados de oito países, sugere que, dependendo da dieta de cada nação, esse risco pode chegar a alarmantes 14% em dietas ricas em ultraprocessados.

Os alimentos ultraprocessados, como bolachas recheadas, carne suína e margarina, foram identificados como os principais vilões na redução do tempo de vida saudável. Por exemplo, o consumo de 115 gramas de bolachas recheadas pode reduzir a expectativa de vida saudável em 39 minutos. Em contraste, alimentos naturais, como peixe de água doce, banana e feijão, foram associados a um aumento na qualidade e na expectativa de vida. O peixe de água doce, por exemplo, pode adicionar 17 minutos à vida saudável de uma pessoa, destacando a importância de escolhas alimentares mais nutritivas.

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A pesquisa enfatiza a importância de uma alimentação equilibrada e a necessidade de evitar alimentos prejudiciais à saúde. Embora a conveniência dos alimentos ultraprocessados seja atraente em um cotidiano agitado, os dados reforçam a necessidade de escolhas alimentares mais saudáveis.

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Medicina e Saúde

Nem todo sintoma é “bobeira”: quando o cérebro dá sinais de alerta

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Formigamento, tontura, fraqueza e esquecimentos frequentes podem ser sinais neurológicos importantes e não devem ser ignorados

Você já ignorou um sintoma porque ele parecia pequeno demais para ser importante?

Isso acontece o tempo todo. A pessoa observa, espera, dá um tempo e acredita que vai passar. E, na maioria das vezes, esse comportamento não vem de descuido, mas da sensação de que aquilo não justifica preocupação. Só que, quando o assunto é neurologia, o tamanho do sintoma nem sempre reflete a sua importância.

E é fundamental deixar algo claro desde o início: nem todo sintoma pode esperar. Fraqueza súbita de um lado do corpo, dificuldade para falar, perda de visão, desequilíbrio intenso ou uma dor de cabeça abrupta e muito forte são sinais de alerta e exigem atendimento imediato.

Sintomas que não podem ser ignorados

Mas existe um outro cenário, muito mais comum, que raramente recebe a mesma atenção. Quem nunca pensou que era “só um formigamento”, “só uma tontura”, “só cansaço”? É exatamente nesse território do “só” que muitos sinais importantes acabam sendo negligenciados. Porque o cérebro nem sempre começa de forma dramática. Muitas vezes, ele avisa aos poucos, de maneira discreta, repetitiva, quase silenciosa.

Um formigamento que vai e volta, uma tontura que aparece em determinados momentos do dia, uma sensação de fraqueza difícil de explicar, um esquecimento que começa a se repetir. Isoladamente, esses sintomas podem parecer banais, e muitas vezes realmente não indicam algo grave. O problema não está na existência pontual deles, mas na persistência, na repetição e, principalmente, na mudança de padrão ao longo do tempo.

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O formigamento é um exemplo clássico. Na maior parte das vezes, está relacionado a causas benignas, como compressão de nervos ou tensão muscular. Mas quando se torna contínuo, quando muda de localização, quando progride ou vem acompanhado de perda de força ou alteração de sensibilidade, ele deixa de ser apenas um incômodo passageiro. O mesmo raciocínio vale para a tontura, frequentemente simplificada como “labirintite”, quando, na prática, é um sintoma com múltiplas possíveis origens e que exige avaliação criteriosa para ser corretamente interpretado.

O esquecimento talvez seja um dos sintomas mais facilmente normalizados. E é verdade que esquecer faz parte da vida, especialmente em períodos de estresse, privação de sono ou sobrecarga mental. No entanto, existe um padrão de falha de memória que começa a interferir na rotina, na organização das tarefas e na repetição de informações. Quando isso acontece, não deve ser automaticamente considerado algo esperado.

A fraqueza também costuma gerar confusão. Muitas pessoas associam fraqueza a cansaço, mas, do ponto de vista neurológico, trata-se de uma redução real da força muscular. Dificuldade para subir escadas, levantar objetos ou executar tarefas simples pode indicar algo diferente de fadiga comum e merece atenção.

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Entre sintomas que podem ser acompanhados e aqueles que exigem urgência, existe um ponto central que não deve ser negligenciado: a mudança de padrão. O corpo tem um funcionamento habitual. Quando algo se repete de forma diferente, persiste além do esperado ou evolui, isso precisa ser observado com mais cuidado.

Diagnóstico precoce é essencial

A medicina baseada em evidências mostra, de forma consistente, que o reconhecimento precoce de alterações neurológicas pode modificar o curso de diversas doenças, tanto nas formas mais graves quanto naquelas que impactam progressivamente a qualidade de vida. Ignorar sintomas não os faz desaparecer. Apenas adia a investigação e, em alguns casos, reduz as possibilidades de intervenção mais eficaz.

Observar o próprio corpo não significa viver em alerta constante. Significa não ignorar quando algo foge do seu normal. Na neurologia, muitas vezes, é exatamente nesse detalhe, naquele sintoma que parecia pequeno, que começa uma história que poderia ter sido diferente se tivesse sido valorizada desde o início.

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Medicina e Saúde

Chefe da OMS cita preocupação com surto de ebola na África

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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse, nesta terça-feira (19), que a “magnitude e rapidez” com que o surto de ebola se propaga na República Democrática do Congo é alarmante, com mais de 500 casos suspeitos e 130 mortes que também se acredita estarem vinculadas à transmissão do vírus.

O chefe da organização anunciou que convocou o Comitê de Emergência, um grupo internacional de especialistas que assessora a OMS, que se reunirá ao longo do dia e formulará recomendações para conter este surto.

No último domingo (17), pela primeira vez, um diretor da OMS declarou uma emergência de saúde pública de importância internacional sem ter reunido antes o Comitê de Emergência, o que se tornou possível após as mudanças realizadas no Regulamento Sanitário Internacional depois da pandemia de Covid-19, com o objetivo de agilizar as medidas e a coordenação internacional.

Em um pronunciamento no segundo dia da Assembleia Mundial da Saúde, realizada em Genebra, Tedros alertou que os números atuais “vão mudar” à medida que a vigilância sanitária, o rastreamento de casos e os testes laboratoriais forem expandidos.

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Os casos foram relatados principalmente em centros urbanos, como Bunia, a capital da província norte-oriental de Ituri, na República Democrática do Congo; e na capital de Uganda, Kampala; onde houve dois casos, incluindo uma morte, relacionados com o surto no país vizinho. Além disso, foram registrados óbitos entre o pessoal médico, o que indica que houve transmissão dentro dos centros de saúde.

O diretor da OMS ressaltou que a gravidade deste surto está relacionada com a forte mobilidade na região, por um lado devido ao conflito armado local, que força a população a se deslocar, bem como pela atividade mineradora, com pessoas que entram e saem, aumentando o risco de propagação que isso implica.

– A província de Ituri é altamente insegura, o conflito se intensificou desde o final de 2025 e os combates aumentaram fortemente nos últimos dois meses, o que resultou em muitas mortes civis. Mais de 100 mil pessoas se transformaram em novos deslocados e, no caso de um surto de ebola, sabemos o que isso significa – assinalou.

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A organização global conta com uma equipe em campo que está prestando apoio às autoridades nacionais para responder à situação, além dos insumos e equipamentos que enviou. O atual surto epidêmico na República Democrática do Congo tem a particularidade de ser causado pelo vírus Bundibugyo, uma espécie do vírus do ebola para a qual não existem vacinas nem tratamentos.

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