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Unhas de salão em minutos: descubra como funcionam as postiças reutilizáveis

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Elas já chegam no formato escolhido, podem trazer francesinha, brilho, desenhos ou acabamento minimalista e não exigem horas no salão. As unhas postiças reutilizáveis ganharam versões mais elaboradas e passaram a aparecer com frequência em vídeos de aplicação nas redes sociais.

Também conhecidas como press-on nails, elas são fixadas sobre as unhas naturais com adesivos próprios ou cola específica. A principal diferença para as postiças descartáveis está na possibilidade de retirar, guardar e usar o mesmo conjunto novamente, desde que as peças permaneçam intactas.

A proposta chama atenção de quem gosta de mudar o visual com frequência, quer uma solução para ocasiões especiais ou procura uma alternativa temporária à esmaltação e aos alongamentos. O resultado, porém, depende da escolha do tamanho correto, da preparação das unhas e, principalmente, da retirada.

 

O que são unhas postiças reutilizáveis

As unhas reutilizáveis são peças prontas que cobrem toda a superfície da unha natural. Elas são vendidas em diferentes comprimentos, formatos e estilos, desde modelos curtos e discretos até versões amendoadas, quadradas ou com decorações detalhadas.

O conjunto normalmente inclui vários tamanhos para que cada peça possa ser adaptada à largura da unha. Alguns kits também trazem adesivos de dupla face, lixa, espátula e cola própria para unhas postiças.

A palavra “reutilizável”, no entanto, não significa que qualquer modelo possa ser reaplicado indefinidamente. A quantidade de usos depende do material, da forma de fixação, dos cuidados durante a retirada e das instruções fornecidas pelo fabricante.

Peças rachadas, deformadas ou com resíduos que não possam ser removidos com segurança não devem ser reaplicadas.

 

Cola ou adesivo: o que muda na aplicação

Os adesivos de dupla face costumam ser escolhidos por quem pretende usar as unhas por um período mais curto. Eles facilitam a retirada e tendem a deixar menos resíduos na parte interna da peça, o que favorece a reutilização.

A cola própria para unhas postiças geralmente oferece uma fixação mais resistente. Em contrapartida, sua remoção pode exigir mais tempo e um produto específico, além de aumentar o risco de danificar a peça ou a unha natural quando o processo é feito com força.

A duração não é igual para todos os produtos. Ela varia conforme o tipo de adesivo, a preparação, o contato com água e as orientações de cada fabricante. Por isso, promessas de um número exato de dias devem ser avaliadas com cautela.

Um cuidado é indispensável: nunca substituir a cola própria por adesivos instantâneos de uso doméstico.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária já alertou sobre relatos de reações alérgicas e irritação ocular relacionados ao uso inadequado dessas colas na fixação de cílios e unhas postiças. Produtos destinados a reparos domésticos não são desenvolvidos nem testados para contato com unhas, pele ou olhos.

A recomendação é utilizar somente produtos próprios para a finalidade, respeitar o modo de uso e verificar sua situação nos sistemas de consulta de cosméticos da Anvisa.

 

Como aplicar sem deixar aparência artificial

 

O segredo para aproximar o resultado daquele obtido no salão não está apenas na decoração. O tamanho e o encaixe fazem diferença.

A peça precisa cobrir a unha de uma lateral à outra, sem pressionar a pele e sem ficar sobre a cutícula. Quando o modelo é maior do que a unha natural, o acabamento pode parecer artificial e provocar incômodo. Se for muito pequeno, as laterais ficam expostas.

 

Antes da aplicação:

  1. Separe as peças e teste os tamanhos em cada dedo.
  2. Retire resíduos de esmalte e lave as mãos.
  3. Seque completamente as unhas antes de usar o adesivo.
  4. Afaste a cutícula delicadamente, sem causar ferimentos.
  5. Evite lixar excessivamente a superfície da unha natural.
  6. Aplique a cola ou o adesivo na quantidade indicada pelo fabricante.
  7. Posicione a peça próxima à base da unha, sem encostar na pele, e pressione pelo tempo recomendado.

 

Fazer a seleção dos tamanhos antes de abrir a cola reduz erros e evita que o produto seque enquanto as peças são escolhidas.

Quem prefere um visual mais discreto pode optar por modelos curtos, transparentes, leitosos ou com francesinha fina. Outra possibilidade são decorações inspiradas nas unhas olho de gato, que criam um brilho diferente conforme a luz.

 

Como retirar sem arrancar ou enfraquecer as unhas

Puxar a unha postiça de uma só vez pode remover camadas superficiais da unha natural, provocar descamação e deixar áreas sensíveis. Mesmo quando uma das laterais começa a se soltar, a peça não deve ser forçada.

A forma correta de retirada depende do adesivo utilizado. Alguns adesivos de dupla face podem ser amolecidos seguindo as orientações do fabricante. Já determinadas colas exigem removedor específico ou acetona. Não existe um único método seguro para todos os kits.

Por isso, a embalagem deve ser consultada antes da aplicação e novamente na hora da retirada. Se a peça oferecer resistência, o processo precisa ser interrompido até que o adesivo seja dissolvido ou amolecido conforme a instrução do produto.

Depois da remoção, os resíduos não devem ser raspados agressivamente. O excesso de força pode desgastar tanto a parte interna da unha postiça quanto a superfície da unha natural.

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As peças reutilizáveis devem ser limpas de acordo com a orientação do fabricante, completamente secas e guardadas em um estojo. Separá-las por dedo facilita a próxima aplicação e evita um novo teste de tamanhos.

 

Quando as unhas não devem ser aplicadas

Unhas quebradas, feridas, inflamadas ou com alteração de cor não devem ser cobertas antes de uma avaliação. A aplicação também precisa ser evitada diante de suspeita de micose ou infecção.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia publicou orientações específicas sobre unhas em acrigel, mas os alertas ajudam a reforçar os cuidados necessários antes de cobrir uma unha natural. A entidade contraindica o procedimento em pessoas com infecção, micose, psoríase nas unhas, sensibilidade ou alergia aos componentes utilizados.

Coceira, ardência, dor, inchaço ou mudança de cor depois da aplicação são sinais para retirar o produto com segurança e buscar orientação de um dermatologista.

Também não é indicado compartilhar unhas reutilizáveis e utensílios sem higienização adequada. Mesmo que o conjunto pareça limpo, o contato com pele e unhas pode favorecer a transferência de microrganismos.

Entre um uso e outro, manter as unhas naturais limpas e observar possíveis alterações é mais importante do que esconder imperfeições. Para quem prefere uma pausa nos modelos artificiais, o Folha Vitória também mostrou a tendência das unhas sem esmalte, com brilho discreto e aparência natural.

O efeito de salão depende do encaixe

As unhas postiças reutilizáveis podem ser uma saída rápida para mudar o visual, especialmente quando o modelo já vem decorado. Elas também permitem experimentar formatos e cores sem manter o mesmo resultado por semanas.

Ainda assim, nem todo conjunto terá aparência profissional. Peças muito largas, curvatura incompatível com a unha ou acabamento de baixa qualidade podem comprometer o resultado. A pressa na aplicação também favorece desalinhamento, bolhas e descolamento precoce.

O melhor desempenho acontece quando o tamanho combina com cada dedo e o sistema de fixação atende ao tempo de uso pretendido. Para uma noite ou um evento, os adesivos podem ser suficientes. Para uma fixação mais resistente, a cola própria pode funcionar melhor, desde que aplicada e retirada conforme as instruções.

Mais do que uma unha que “cola e descola”, a versão reutilizável exige cuidado para cumprir a promessa. Quando a peça é bem escolhida, aplicada sem tocar a pele e retirada sem força, ela pode voltar para o estojo em vez de terminar no lixo depois do primeiro uso.

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Como o streetwear virou moda e passou a influenciar o mercado de luxo

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De tênis de corrida a tecidos tecnológicos, referências esportivas ganham as passarelas, as ruas e o varejo, em movimento já importante para o Brasil

 

Combinar uma calça de alfaiataria com um tênis de corrida, até alguns anos atrás, poderia parecer uma escolha pouco convencional. Entretanto, hoje é uma composição perfeitamente comum no dia a dia. O mesmo vale para uma jaqueta corta-vento sobre um vestido, uma camiseta de futebol com uma peça de alfaiataria ou até mesmo uma roupa de nylon usada fora da academia. A peça esportiva já não é apropriada somente para a prática de atividade física.

As semanas de moda internacionais dos últimos anos refletem isso. Na coleção primavera-verão 2025 apresentada em Nova York, Tory Burch levou à passarela vestidos de tênis, peças de nylon, referências ao futebol americano e roupas inspiradas no caratê. Em Milão, a Prada colocou o “sportswear” no centro de sua coleção, misturando peças esportivas a saias, alfaiataria e referências à ficção científica. Já em Paris, a Dior apresentou uma coleção inspirada na figura da amazona, com maiôs, macacões, bombers e outras peças associadas ao movimento do corpo.

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Não parou por aí. Na temporada seguinte, as colaborações entre marcas esportivas e grifes de luxo se multiplicaram: Miu Miu e New Balance, Loewe e On, Maison Margiela e Salomon são alguns exemplos disso. Em 2026, o vocabulário esportivo já aparece integrado às coleções, e não necessariamente como uma referência que precisa ser explicada.

 

De tênis de corrida a tecidos tecnológicos, referências esportivas ganham as passarelas, as ruas e o varejo

 

Um dos responsáveis por acelerar essa aproximação entre esporte e moda foi Virgil Abloh (1980–2021), no início dos anos 2010. Sobretudo quando à frente de sua etiqueta, a Off-White, o designer uniu códigos do streetwear, do hip-hop e da cultura dos sneakers do repertório do luxo. A colaboração com a Nike em “The Ten”, de 2017, foi um marco. Abloh desconstruiu dez modelos históricos da marca, entre eles Air Jordan 1, Air Max 90, Air Presto e Air Force 1, tratando tênis esportivos como objetos de design. No ano seguinte, levou esse idioma à moda masculina da Louis Vuitton ao se tornar diretor artístico da casa de luxo.

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Abloh não foi o único. Raf Simons já havia interseccionado moda, música e subculturas jovens desde os anos 1990, enquanto Kim Jones levou referências do streetwear para a Louis Vuitton e, na Dior, criou em 2020 o Air Jordan 1 Dior, parceria entre a maison e a marca de basquete. Demna, na Balenciaga, ajudou a colocar moletons, camisetas, jeans e tênis de proporções exageradas no centro do luxo, tratando peças cotidianas como objetos dignos da mesma atenção de um look de passarela.

A evolução dos esportes ajuda a transformar o vestuário desde o início do século 20, diz Patricia Sant’Anna, diretora da consultoria Tendere Pesquisa e Soluções Criativas. Tênis, ciclismo, natação e outras práticas exigiram roupas mais adequadas ao movimento e contribuíram para o desenvolvimento de novos materiais e modelagens.

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Moda digital muda a forma como mulheres experimentam, compram e usam roupas

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Provadores virtuais, inteligência artificial e peças para avatares ampliam as possibilidades de personalização e criam novas formas de consumir moda

 

Provadores virtuais, ferramentas de inteligência artificial, avatares e roupas desenvolvidas exclusivamente para ambientes digitais estão mudando a maneira como consumidores descobrem tendências, experimentam peças e constroem sua identidade visual.

Para as mulheres, esse movimento abre espaço para testar combinações sem necessariamente comprar uma peça física, experimentar diferentes estilos nas redes sociais e até visualizar como determinada roupa pode ficar antes de finalizar uma compra.

A transformação, porém, não significa o fim do guarda-roupa tradicional. A tendência é que os universos físico e digital se aproximem cada vez mais.

 

 

O que é moda digital?

Moda digital é o conjunto de roupas, acessórios e experiências de estilo criados para ambientes virtuais. Uma peça pode existir exclusivamente em uma imagem, vídeo, avatar, jogo ou plataforma digital, sem ser produzida fisicamente.

Também fazem parte desse universo os provadores virtuais, que utilizam tecnologias como realidade aumentada e inteligência artificial para mostrar uma roupa no corpo do consumidor.

A diferença é importante. Uma pessoa pode comprar uma roupa digital para utilizar em um avatar ou fotografia, por exemplo, sem adquirir uma peça física. Em outra situação, pode usar um provador virtual para decidir se vale a pena comprar uma roupa que será entregue em casa.

 

Provador virtual ganha espaço nas compras

Entre as aplicações mais concretas da moda digital está a possibilidade de experimentar virtualmente uma peça antes da compra.

Uma revisão sistemática publicada em 2024 na revista Applied Sciences analisou 69 estudos sobre tecnologias de provador virtual e identificou fatores como utilidade, experiência emocional, gratificação tecnológica e características do usuário entre os elementos que influenciam a adoção dessas ferramentas e o comportamento de compra.

A tecnologia também pode ajudar a diminuir uma das dificuldades das compras pela internet: a incerteza sobre caimento e aparência.

Em janeiro de 2026, uma pesquisa publicada no International Journal of Retail & Distribution Management avaliou o uso de provadores com realidade aumentada em diferentes cenários de compra. O estudo encontrou relação entre a experiência de visualização da peça, a confiança sobre o caimento e a intenção de compra, mostrando como essas ferramentas podem funcionar como apoio à decisão do consumidor.

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Sustentabilidade é uma possibilidade, não uma garantia

Uma das promessas da moda digital está justamente na redução de determinadas etapas da produção física. Uma roupa criada apenas para uma fotografia ou avatar, por exemplo, não precisa utilizar tecido, embalagem ou transporte da mesma maneira que uma peça convencional.

Isso pode abrir possibilidades para reduzir desperdícios em determinados usos. Mas não significa que qualquer experiência digital seja automaticamente sustentável.

Um estudo publicado em 2025 no Journal of Retailing and Consumer Services analisou a relação entre moda digital, metaverso e sustentabilidade e apontou justamente essa complexidade. A pesquisa mostra que roupas virtuais podem apresentar vantagens ambientais, mas também considera os impactos associados às tecnologias utilizadas e aos próprios NFTs.

Por isso, a moda digital deve ser vista como uma ferramenta com potencial de transformação, e não como uma solução ambiental pronta.

 

NFTs perderam espaço, mas não desapareceram

Os NFTs, sigla para non-fungible tokens, ganharam enorme atenção no mercado de moda durante o boom dos ativos digitais. A tecnologia permite registrar a propriedade ou autenticidade de um ativo digital em uma blockchain.

Na moda, isso chegou a ser utilizado para coleções virtuais, itens para avatares e experiências exclusivas. Grandes marcas experimentaram o formato, especialmente em projetos ligados ao metaverso.

Hoje, entretanto, seria exagero apresentar os NFTs como o principal motor da moda digital. O setor avançou para aplicações mais práticas, como inteligência artificial, personalização, realidade aumentada e experiências de compra híbridas.

 

O guarda-roupa também pode ser virtual

Outra mudança está na maneira como as pessoas constroem sua identidade visual no ambiente online.

Roupas digitais podem ser utilizadas em fotografias, vídeos, redes sociais, jogos e avatares. Em vez de comprar uma peça para usar fisicamente várias vezes, o consumidor pode adquirir ou criar uma versão virtual para uma situação específica.

Plataformas especializadas já trabalham com esse conceito. A DRESSX, por exemplo, passou a combinar moda digital com inteligência artificial e ferramentas de experimentação virtual, aproximando o universo das roupas digitais da experiência de compra convencional.

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No universo dos games, a moda também ganhou espaço como forma de expressão. Um estudo publicado em 2025 analisou a estratégia da Gucci no Roblox e mostrou como marcas de luxo estão utilizando ambientes virtuais para se aproximar de consumidores mais jovens e criar experiências de marca além das lojas físicas.

 

O que é moda phygital?

A expressão phygital, formada pela combinação de physical e digital, resume uma das principais tendências desse mercado.

Na prática, significa unir uma experiência digital a um produto ou experiência física. Uma consumidora pode, por exemplo, experimentar uma roupa virtualmente, comprar a peça física e depois utilizar recursos digitais relacionados àquele produto.

Também pode acontecer o contrário: uma peça criada para um avatar ou rede social servir como porta de entrada para conhecer uma coleção física.

Essa integração transforma a jornada de compra. A loja deixa de ser apenas o lugar onde a pessoa escolhe e paga por uma roupa e passa a fazer parte de uma experiência que pode começar no celular, continuar em uma plataforma digital e terminar diante de uma peça física.

 

Como experimentar a moda digital

Quem quer conhecer esse universo não precisa começar comprando NFTs.

Uma alternativa é experimentar ferramentas de provador virtual oferecidas por lojas e plataformas de moda. Também é possível conhecer aplicativos de styling com inteligência artificial, criar avatares ou testar roupas digitais para fotografias e conteúdos nas redes sociais.

A principal mudança está justamente na possibilidade de experimentar antes de decidir.

A moda digital amplia o espaço para criatividade, personalização e expressão individual. Ao mesmo tempo, coloca novos desafios para marcas e consumidores, principalmente em relação à privacidade, ao uso de dados, à autenticidade das imagens e ao impacto ambiental das tecnologias.

O guarda-roupa feminino, portanto, não está deixando de existir no mundo físico. Ele está ganhando uma extensão digital — e essa nova camada pode mudar tanto a maneira de experimentar tendências quanto a própria relação das consumidoras com a moda.

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