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Brasil

A 16 dias do 2° turno, governo Lula zera impostos federais sobre a gasolina

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O governo federal anunciou, nesta sexta-feira (9/10), um conjunto com quatro medidas para conter a alta dos combustíveis, a 16 dias do segundo turno das eleições. A principal delas é zerar os impostos federais sobre a gasolina. 

Ao todo, o Tesouro abrirá mão de cerca de R$ 5,2 bilhões por mês. Desse total, R$ 2,8 bilhões correspondem à gasolina, R$ 1,6 bilhão ao diesel e R$ 800 milhões ao etanol.

 

Veja as medidas anunciadas:

  • O governo federal zerou as alíquotas de PIS/Cofins sobre a gasolina. Já havia uma redução nos tributos que resultava em R$ 0,63 a menos por litro, com a nova medida, o desconto passa a ser de R$ 0,89;
  • Para o álcool, houve prorrogação da desoneração dos tributos sobre o combustível no valor de R$ 0,19 por litro;
  • Também para o álcool, houve a ampliação da subvenção econômica aos produtores e às cooperativas de produtores de etanol hidratado. Com isto, o valor sobe de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro;
  • Houve anúncio de um adicional de R$ 1,40 por litro aos importadores de óleo diesel de uso rodoviário. Já existe uma subvenção de R$ 2,12, com isto, a subvenção total resulta em R$ 3,52 por litro.

As desonerações serão formalizadas por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto a ampliação das subvenções será regulamentada por portaria do Ministério da Fazenda. Os atos devem ser publicados ainda nesta sexta-feira (9/10).

O custo adicional das medidas é estimado em R$ 2,65 bilhões, distribuídos da seguinte forma:

  • Gasolina: R$ 700 milhões;
  • Etanol: R$ 350 milhões;
  • Diesel: R$ 1,6 bilhão.
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O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a renúncia fiscal com a gasolina será compensada por receitas extraordinárias do petróleo, de modo a preservar a neutralidade fiscal.

 

“Quanto à gasolina, a premissa da neutralidade fiscal se mantém. Vai ser incorporado à nossa meta resultado de primário e, conforme lei aprovada recentemente, a compensação pela renúncia se dá pela receita extraordinária do óleo [diesel]”, disse.

 

Moretti afirmou que a fiscalização será importante para garantir que a redução dos tributos chegue ao consumidor. Segundo o ministro, o governo acompanhará semanalmente os preços dos combustíveis para verificar se haverá repasse dos descontos.

 

“É fundamental que a população fiscalize, que o sistema de fiscalização siga vigilante para que a gente possa ter essa repercussão. Vamos aguardar, a gente vai observando os preços semanalmente para ver se haverá um efeito. A nossa expectativa é que sim, possa haver repasse desses valores para o consumidor final”, disse o ministro.

 

A respeito do abastecimento de óleo diesel, governo federal reforçou que não haverá desabastecimento. Para outubro, uma demanda estimada em 3,950 milhões de m³ de óleo diesel e uma oferta de 4,180 milhões de m³, ou seja, um saldo positivo de 6%.

Combustíveis pesam na inflação

Em setembro deste ano, os preços dos combustíveis aceleraram 1,41%. Esta alta, junto com a elevação das passagens aéreas (9,66%), fez o grupo transportes representar o segundo maior impacto na inflação do mês.

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Transportes representou 0,18 ponto percentual da inflação de setembro, que ficou em 0,82%. O maior impacto veio de habitação, puxada pela alta na energia elétrica.

Veja os aumentos por tipo de combustível:

  • etanol: 3,16%;
  • óleo diesel: 1,69%;
  • gasolina: 1,21%; e
  • gás veicular: 0,10%.

Efeito guerra

A guerra no Oriente Médio, entre Estados Unidos, Irã e Israel começou no dia 28 de fevereiro deste ano. Os preços do petróleo variam diante de restrições à navegação pelo Estreito de Ormuz,  uma importante rota do comércio global para vários produtos.

Um dos exemplos da relevância da passagem para o comércio entre os países é a quantidade de petróleo que passa pelo local — de 20% a 25% de todo combustível fóssil consumido no mundo.

 

O estreito é a principal via de saída do petróleo produzido na região do Golfo Pérsico, que inclui a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait, o Iraque e o próprio Irã.

 

Nos dias anteriores ao conflito, o preço do barril de petróleo tipo brent variava na casa dos US$ 70. Com a escalada bélica, o item chegou a ultrapassar os US$ 120.

Nesta sexta, o barril do petróleo tipo brent estava em queda logo pela manhã. Depois o produto havia subido a cotação e tinha preço estável no comparativo das últimas 48 horas. Às 11h05, o item era negociado a US$ 104,11, representando uma ligeira queda de 0,17%.

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Inflação sobe para 0,82%, maior índice em 6 meses, mostra IBGE

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve elevação de 0,82% em setembro, após uma queda de 0,32% em agosto, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como resultado, o índice acumulou alta de 4,01% no ano e de 4,29% nos últimos 12 meses. O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.

A inflação oficial de setembro, apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o mês de setembro em 0,82%. É o maior patamar desde março de 2026 (0,88%).

O resultado no mês passado foi pressionado pelo fim do Bônus de Itaipu, um desconto que os consumidores receberam na cota de luz de agosto.

Com o índice de setembro, a inflação passar a acumular 4,58% em 12 meses, acima da meta do governo, que tolera até 4,5%. Em agosto, quando o IPCA havia apresentado deflação (-0,32%), o acumulado estava em 4,22%.

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A última vez que a soma de 12 meses havia ultrapassado o teto da meta tinha sido em junho (4,64%). A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%.

Desde o início de 2025, o período de avaliação da meta é referente aos 12 meses imediatamente passados e não apenas o alcançado no fim do ano (dezembro). A meta é considerada descumprida se a inflação estourar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos.

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Em SP, corpo de juiz é encontrado carbonizado dentro de carro

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O juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, foi encontrado morto dentro do próprio carro, que estava em chamas em uma estrada rural de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, na noite desta quarta-feira (7). O magistrado atuava na Comarca de Mococa, vinculada ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

O caso foi registrado como morte suspeita e está sob investigação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Polícia Civil. Até a publicação desta reportagem, ninguém havia sido preso.

Segundo a Polícia Militar, uma testemunha passava pela Estrada de Terra Euclides Dotta por volta das 20h15 quando percebeu o veículo em chamas e acionou a corporação. Antes da chegada das equipes de socorro, a pessoa tentou conter o incêndio usando uma máquina escavadeira para cobrir o carro com terra.

O Corpo de Bombeiros foi chamado e conseguiu apagar as chamas. No interior do veículo, os agentes encontraram o corpo do juiz totalmente carbonizado, no banco do motorista. A área foi isolada para a realização da perícia. Equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica estiveram no local para coletar vestígios e informações que possam contribuir para o esclarecimento do caso.

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O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de São João da Boa Vista, onde passará por exames que poderão ajudar a esclarecer o ocorrido.

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