Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu o Panamá nesta sexta-feira (9), segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), e provocou pânico na capital conhecida por seus arranha-céus. Até o momento, não houve relatos de vítimas, embora tenham sido registrados alguns danos materiais.
Existe a ameaça de tsunami no leste do Pacífico segundo o órgão de monitoramento dos EUA. O terremoto ocorreu às 12h56 locais (14h56 no horário de Brasília), com epicentro a 10 km de Pitaloza Arriba, na província de Herrera (centro-sul do país), e foi sentido com intensidade na Cidade do Panamá, onde milhares de pessoas saíram dos prédios tomadas pelo medo, constatou a AFP.
O USGS revisou a magnitude do terremoto para 7,7, após uma estimativa inicial de 8 e uma segunda de 7,6.
Terremotos na capital são incomuns e ocorrem principalmente na província de Chiriquí.
Várias réplicas significativas, incluindo uma de magnitude 6, foram registradas após o forte tremor. As autoridades avaliam os danos, sobretudo nas áreas centrais de Herrera, Azuero, Veraguas, Los Santos e outras regiões.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que deveria ser o vencedor do prêmio Nobel da Paz de 2026 porque, segundo ele, resolveu oito conflitos e evitou a destruição total do mundo, embora tenha reconhecido ter dúvidas quanto à decisão final do comitê do Nobel, sediado em Oslo.
– Resolvi oito conflitos e evitei, talvez, a destruição total do mundo, porque o Irã nunca terá uma arma nuclear. E isso é algo positivo, algo muito positivo – declarou Trump em vídeo divulgado nesta quarta-feira (8) pela emissora Al Jazeera.
O chefe de Estado norte-americano afirmou que seria um “grande descrédito” para o comitê do prêmio Nobel da Paz não lhe conceder o prêmio neste ano e garantiu que a entidade “tem fama de não concedê-lo a pessoas” como ele.
Trump, que ainda não chegou a um acordo de paz no Irã e na Ucrânia, está entre os 287 candidatos indicados ao prêmio, que será anunciado nesta sexta-feira (9).
No entanto, em suas declarações, Trump reconheceu “duvidar” da decisão final do comitê.
No início do ano, o presidente dos Estados Unidos recebeu a medalha de ouro do prêmio das mãos da oposicionista venezuelana María Corina Machado, vencedora do Nobel na edição anterior. O Instituto Nobel esclareceu que o prêmio continua pertencendo a Machado.
O eurodeputado polonês Dominik Tarczynski, aliado de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que pretende ajudar na deportação de duas brasileiras do território da Polônia que aparecem em fotografias usando símbolos e sinais associados ao Partido dos Trabalhadores (PL) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi publicada nesta segunda-feira (5), no Instagram.
Na imagem publicada por Tarczynski, consta a frase “Gugu, de volta para a minha terra”, em uma referência ao extinto quadro do programa Domingo Legal, do SBT, no qual o apresentador Gugu Liberato ajudava pessoas a voltarem de São Paulo para suas cidades de origem. Na legenda, o europarlamentar disse que ajudará as brasileiras a “fazerem as malas” e ressaltou a vedação de promover o comunismo na Polônia.
– Eu, pessoalmente, as ajudarei a fazerem suas malas antes da deportação. Promover o comunismo na Polônia é constitucionalmente proibido! Livremo-nos dos comunistas no Brasil, assim como fizemos na Polônia. Vote em Flavio Bolsonaro! – escreveu o parlamentar na legenda da publicação.
Eurodeputado falou em deportar apoiadoras de Lula Foto: Reprodução/Instagram
As duas brasileiras mostradas pelo eurodeputado apareceram em fotografias feitas diante da Embaixada do Brasil na Polônia. Uma delas usava um boné vermelho, enquanto a outra aparecia com um broche do PT. Nas imagens, as duas fazem com as mãos o símbolo “L”, associado ao presidente Lula.
Antes da publicação no Instagram, Tarczynski já havia recorrido à rede social X para tentar obter informações sobre as mulheres.
– Se alguém tiver informações sobre essas senhoras, por favor, entre em contato por DM – escreveu.
O político polonês acrescentou ainda o termo “urgente” na mensagem.
Eurodeputado pediu informações sobre apoiadoras de Lula Foto: Reprodução/X
O parlamentar também manifestou apoio a Flávio Bolsonaro após o primeiro turno da eleição presidencial brasileira. Horas antes da publicação sobre as duas brasileiras, Tarczynski parabenizou o candidato do Partido Liberal pelo resultado nas urnas.
– Um resultado fenomenal, Flávio Bolsonaro! Parabéns pela vitória na primeira rodada! O Brasil em breve estará livre dos comunistas – escreveu o deputado no X.
O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO POLONESA
A Constituição da Polônia estabelece, no artigo 13, que partidos políticos e outras organizações cujos programas sejam baseados em métodos totalitários ou em formas de atuação do nazismo, fascismo e comunismo são proibidos. A regra também alcança organizações cujos programas ou atividades promovam ódio racial ou nacional.
Já o artigo 256 do Código Penal polonês estabelece punições relacionadas à promoção de ideologias totalitárias. Pela redação atual, quem promover publicamente um sistema estatal nazista, comunista, fascista ou outro sistema totalitário, ou incitar o ódio com base em diferenças nacionais, étnicas, raciais ou religiosas ou na ausência de filiação religiosa, pode ser condenado a até três anos de prisão.
A mesma pena é prevista para quem promover publicamente uma ideologia nazista, comunista ou fascista, ou uma ideologia que incentive o uso da violência para influenciar a vida política ou social.
O dispositivo também prevê punição para quem, com objetivo de disseminação, produzir, gravar, importar, adquirir, oferecer, armazenar, possuir, exibir, transportar ou transmitir materiais que contenham esse tipo de conteúdo ou ostentem símbolos nazistas, comunistas, fascistas ou outros símbolos totalitários quando utilizados para promover as condutas descritas na lei.
Há, contudo, uma exceção para atividades artísticas, educacionais, de colecionismo ou científicas. Em caso de condenação pela posse ou divulgação dos materiais previstos no artigo, o tribunal também pode determinar o perdimento dos objetos, mesmo que eles não pertençam ao autor da infração.