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Segurança

Diretor do SAAE é preso com fios de cobre furtados em São Domingos do Norte

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A Polícia Civil prendeu em flagrante, na manhã de quarta-feira (7), o diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de São Domingos do Norte, Wilson Sedda, de 70 anos, após apreender fios de cobre semelhantes aos furtados de uma residência. Ele foi autuado por receptação qualificada.

Um homem de 33 anos e uma mulher de 34 anos também foram presos e autuados por furto qualificado. Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu no Centro de São Domingos do Norte, onde fios de cobre do ramal de energia de uma residência foram cortados e levados, interrompendo o fornecimento de energia no imóvel.

Uma testemunha relatou à polícia ter visto um casal próximo ao poste no momento em que os fios foram retirados. Ainda conforme o relato, os dois também teriam sido vistos monitorando o local horas antes do furto.

Durante o registro da ocorrência, a vítima informou que os suspeitos estariam perto de uma praça no bairro Niterói, em São Domingos do Norte. Policiais foram ao local, onde a vítima reconheceu o homem e a mulher. O homem de 33 anos estava no banco do carona de um veículo conduzido pelo diretor do SAAE.

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Durante a abordagem, o diretor entregou cerca de dez metros de fios de cobre encapados, semelhantes aos que foram furtados. Com o homem de 33 anos, os policiais encontraram uma faca de cozinha e uma chave Allen.

Em interrogatório, o diretor declarou que compra cobre e alumínio em sua residência e que não questionou a procedência dos fios adquiridos. Ele também teria informado que sabia dos furtos de fios registrados no município e já respondeu a um procedimento por receptação desse material. Os três conduzidos negaram participação no furto.

A Polícia Civil informou que não arbitrou fiança na delegacia porque as penas máximas previstas para os crimes ultrapassam quatro anos. Após os procedimentos, os três foram encaminhados ao sistema prisional, permanecem à disposição da Justiça e aguardam audiência de custódia.

A corporação comunicou a concessionária de energia elétrica e instaurou inquérito para esclarecer as circunstâncias do caso e a origem dos fios apreendidos.

A Prefeitura de São Domingos do Norte informou que não havia recebido comunicação oficial sobre a ocorrência e afirmou que o caso não envolve patrimônio público, materiais, equipamentos ou bens do município ou do SAAE.

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A defesa do diretor é feita pelo advogado Idivaldo Lopes de Oliveira, que informou não comentar o caso porque ainda não teve acesso integral aos autos. Segundo ele, a defesa pretende demonstrar a inocência do acusado no momento oportuno.

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Segurança

Lista aponta os carros mais roubados em São Paulo no ano; HB20 segue líder no top

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Morar em São Paulo, na maior região metropolitana do país, com mais de 20 milhões de habitantes, exige atenção redobrada dos motoristas. Furtos e roubos de carros estão entre as preocupações do dia a dia. Um estudo feito pela Ituran Brasil, empresa de tecnologia veicular, aponta quais são os carros mais roubados em São Paulo em 2026.

Durante os primeiros sete meses de 2026, 25.065 casos de roubo de veículos leves e utilitários foram registrados. Ainda que seja elevado, o número representa uma queda em relação ao mesmo período no ano passado. Em 2025, 28.896 carros foram roubados, ou seja, uma variação que representa uma diminuição de 13,3% de um ano para o outro.

Estudo feito pela Ituran Brasil, empresa de telemetria e tecnologia veicular com base nos dados da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), mostra os modelos e locais com maior número de registros de roubos e furtos de veículos de passeio e utilitários, durante janeiro e julho de 2026, na Região Metropolitana de São Paulo.

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Vale lembrar que esse não é o único estudo noticiado por Autoesporte. Recortes dos SUVs mais roubados de São Paulo, além das motos com maior número de incidentes na cidade, também já foram destaque.

Hyundai HB20 segue na frente

 

Assim como em 2025, Hyundai HB20 é o carro com mais registros de roubos e furtos na região metropolitana de São Paulo, em 2026 — Foto: Autoesporte
Assim como em 2025, Hyundai HB20 é o carro com mais registros de roubos e furtos na região metropolitana de São Paulo, em 2026 — Foto: Autoesporte

Quem lidera a lista, assim como em 2025, é o Hyundai HB20. Com 1.213 registros, o modelo segue como o veículo mais visado na região paulista. As mudanças, aliás, também não foram grandes no restante do ranking. Comparando com o ano passado, apenas dois modelos são diferentes entre os 10. Neste ano, Fiat Strada, o carro mais vendido do Brasil em setembro, e Volkswagen Fox dão lugar ao Jeep Renegade e Renault Kwid.

Confira lista dos 10 veículos leves e utilitários mais roubados na região metropolitana de São Paulo:

Veículos mais roubados da região metropolitana de São Paulo

Modelo Veículos roubados
Hyundai HB20 1.213
Ford Ka 1.087
Chevrolt Onix 916
Volkswagen Gol 885
Fiat Uno 819
Chevrolet Corsa 805
Fiat Argo 744
Renault Kwid 715
Fiat Mobi 669
Jeep Renegade 631

Ainda segundo o estudo, 87,5% dos casos são furtos e 12,5%, roubos à mão armada, com maior parte dos registros acontecendo no período noturno e, em seguida, pela tarde. Vale destacar que veículos com mais de 5 anos são os principais alvos. Do número total de casos,18.622 aconteceram com carros que estavam neste recorte.

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Segurança

Megaoperação mira facção que usa explosivos para impor regras a moradores em Vitória

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (7), a Operação Hidra nos morros do Romão e Forte São João, em Vitória. A ação mira integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), investigados por ameaçar moradores, usar explosivos para impor regras à comunidade e olheiros para monitorar policiais. Até o momento, 11 pessoas foram detidas.

Coordenada pelo Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), a operação busca cumprir 20 mandados de busca e apreensão e 15 de prisão. Cerca de 130 agentes das forças de segurança participam da megaoperação.

As investigações começaram com trabalhos de inteligência e ações de campo, com apoio do 1º Batalhão da Polícia Militar (1º BPM), por meio da 1ª Companhia. Segundo a PCES, o grupo criminoso mantinha equipes de olheiros em pontos estratégicos e mirantes das comunidades.

De acordo com as apurações, os suspeitos utilizavam rádios comunicadores e grupos de WhatsApp para acompanhar a movimentação policial. A investigação também aponta ostentação de armas de fogo, ameaças de morte e uso de explosivos contra moradores para impor regras e exercer domínio territorial.

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A Polícia Civil informou ainda que o grupo investigado estaria envolvido no comércio de drogas e na promoção de eventos para arrecadar recursos destinados à organização criminosa.

O nome Hidra faz referência à criatura da mitologia grega de várias cabeças e, segundo a polícia, simboliza a estrutura ramificada do grupo investigado.

 

Operação é resposta aos criminosos, diz delegado-geral

O delegado-geral da Polícia Civil, Jordano Bruno, destacou a operação é fruto de um trabalho de inteligência integrada entre a Polícia Penal, Civil e Militar.

 

Através do mapeamento da localidade, foram identificados um grupo de indivíduos comercializando drogas, fazendo a utilização ostensiva de armas de fogo. Havia a necessidade de uma resposta rigorosa por parte das forças de segurança. Onze pessoas foram presas até o momento e os líderes foram identificados. A ação permitiu prender desde os olheiros, vapores, os gerentes, como também as lideranças. Dessa forma, trazemos mais sossego e segurança para a população.

Jordano Bruno, delegado-geral da Polícia Civil

 

As diligências contam com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), do Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc), do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer), da Polícia Penal do Espírito Santo e da Polícia Militar.

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A operação é coordenada pelo chefe do DEHPP, delegado Luiz Gustavo Ximenes. Ele explica que a investigação começou há cerca de cinco meses e entre os investigados estão suspeitos de assassinatos motivados pelo tráfico de drogas.

“Conseguimos apurar que as festas eram usadas para arrecadar dinheiro e movimentar o tráfico de drogas no Romão”, disse o delegado.

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