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Política e Governo

Banestes registra melhor resultado semestral de sua série histórica

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Com 89 anos, este é o maior resultado semestral da história do banco capixaba. O lucro recorde obtido nos seis primeiros meses de 2026 superou o resultado do ano de 2019 da instituição

O Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) registrou lucro líquido de R$ 226 milhões no primeiro semestre de 2026, resultado recorde que corresponde a um crescimento de 16,7% em relação ao mesmo período de 2025. Este é o melhor resultado semestral da história da companhia. O lucro líquido do segundo trimestre do ano atingiu R$ 135 milhões, o que representa uma expansão de 49,2% quando comparado ao primeiro trimestre. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (12).

O desempenho semestral foi impulsionado principalmente pela evolução das receitas de intermediação financeira (+12,3% em 12 meses), com destaque para a sustentação dos resultados de títulos e valores mobiliários (+14,2% em 12 meses) e de operações de crédito (+9,9% em 12 meses). Além disso, a Instituição manteve-se eficiente no controle das despesas administrativas.

O presidente do Banestes, Carlos Artur Hauschild, destacou os atributos estratégicos de gestão que garantiram os excelentes resultados da companhia no período. “O Banestes impulsionou seu desempenho operacional e rentabilidade por meio de ações e medidas estratégicas de alta performance. A alocação otimizada de ativos na tesouraria e a expansão seletiva da carteira de crédito comercial foram pilares centrais. Além disso, o rigoroso controle das despesas administrativas, aliado à gestão prudencial do risco com a manutenção de provisões preventivas (PCLD) em níveis adequados, demonstra o compromisso contínuo com a estabilidade e governança institucional”.

Em sua análise, Hauschild ressaltou ainda o compromisso com o crescimento local. “A solidez e o crescimento do Banestes são fatores de grande importância para o fortalecimento da economia do Espírito Santo. Temos o compromisso de contribuir com o desenvolvimento sustentável do estado e de gerar valor aos acionistas”.

No segundo trimestre, o faturamento alcançou R$ 1,7 bilhão (+9,6% em doze meses e +3,7% em 3 meses), somando R$ 3,3 bilhões no acumulado do primeiro semestre (+11,3% frente ao mesmo período do exercício anterior). A margem financeira líquida atingiu R$ 682 milhões no semestre (+3,3% frente ao mesmo período de 2025), enquanto o resultado operacional totalizou R$ 306 milhões no semestre (+5,4% em 12 meses).

O Retorno sobre o Patrimônio Líquido médio anualizado (ROE) situou-se em 18,4%, refletindo a capacidade de geração de valor para o acionista, enquanto o Retorno sobre o Ativo Total médio anualizado (ROA) manteve-se em 1,1%, demonstrando a estabilidade econômico-financeira da instituição.

Como reflexo desse desempenho, o Banestes manteve métricas sólidas de produtividade: o índice de eficiência operacional fixou-se em 48,9% no 2º trimestre e em 50,0% no acumulado do 1º semestre do ano. O índice de eficiência operacional ajustado ao risco atingiu 54,0% no segundo trimestre e 58,5% no acumulado do primeiro semestre do ano, demonstrando o equilíbrio e o êxito contínuo do banco em aliar otimização na alocação de ativos ao rigoroso controle de riscos das operações bancárias e financeiras.

Aos acionistas, foram destinados R$ 55 milhões a título de Juros sobre Capital Próprio (JCP) no segundo trimestre do ano, acumulando R$ 111 milhões no semestre. Desse valor, R$ 51 milhões foram destinados ao Governo do Estado do Espírito Santo, o acionista controlador, o que representa o valor total de R$ 103 milhões no semestre.

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O Patrimônio Líquido alcançou R$ 2,5 bilhões, aumento de 6,5% comparado ao mesmo período do ano anterior e de 3,9% quando comparado ao ano de 2025. Os Recursos de Terceiros Captados e Administrados totalizaram R$ 47,2 bilhões, consolidando uma expansão de 8,9% em doze meses e +6,9% contra o fechamento do exercício de 2025. Esse crescimento ratifica a solidez institucional e a eficiência das estratégias de captação, com destaque para o avanço expressivo em depósitos judiciais (+14,8% em 12 meses, atingindo R$ 4,9 bilhões), depósitos a prazo (+10,3% em 12 meses, alcançando R$ 15,0 bilhões) e fundos de investimento (+5,9% em 12 meses, totalizando R$ 9,0 bilhões).

Os Recursos Aplicados (Ativo Total) encerraram o período em R$ 42,5 bilhões, uma expansão de 9,1% em doze meses e de mais 6,9% contra o fechamento do exercício de 2025. Esse crescimento é reflexo direto da performance positiva das operações de crédito (R$ 11,8 bilhões), que avançaram 4,3% em doze meses, somada à estratégia de liquidez, que elevou os recursos totais em tesouraria para R$ 26,2 bilhões (+10,4% em 12 meses e +10,2% em seis meses).

A Carteira de Crédito Ampliada encerrou junho de 2026 em R$ 14,7 bilhões, reduzindo-se estrategicamente 2,6% em doze meses e 3,2% em seis meses; exclusivamente influenciado pela liquidação dos ativos financeiros privados  dado o momento negocial do mercado de títulos. Contudo, a Carteira de Crédito Comercial manteve-se crescente no período (+3,8% em 12 meses e +1,8% em seis meses).

As receitas com operações de crédito alcançaram crescimento de 9,9% em relação ao primeiro semestre de 2025, com destaque para o Consignado, o Capital de Giro e o Imobiliário. Dentre as linhas de crédito, o saldo da carteira de Crédito Rural cresceu 23,8%. Com isso, passou a representar 10,2% do total da carteira comercial do banco. O Crédito Consignado, responsável por 30,0% do portfólio, subiu 7,9% e se aproximou dos R$ 3,9 bilhões de saldo.

As receitas com Prestação de Serviços e Tarifas alcançaram R$ 101 milhões no segundo trimestre, um avanço de 7,6% em doze meses. No acumulado do primeiro semestre, o montante atingiu R$ 201 milhões, aumento de 9,1% frente ao 1º semestre de 2025. Em relação aos cartões de crédito e débito da instituição, a eficiência das estratégias de fidelização e de expansão da base refletiram-se diretamente no faturamento consolidado do Banescard Visa, que atingiu R$ 2,7 bilhões de movimentação financeira no primeiro semestre de 2026.

A solidez financeira do Banestes é atestada pelas principais agências globais de classificação de risco. A Fitch Ratings reafirmou o rating nacional de longo prazo do Banco em ‘AA+(bra)’, com perspectiva estável, destacando o perfil de negócios resiliente e a sólida capitalização. Simultaneamente, a Moody’s Local Brasil atribuiu ao Banestes o rating de emissor e de depósito de longo prazo em ‘AA.br’ com perspectiva positiva, fundamentada na qualidade dos ativos, na robusta estrutura de liquidez e na importância estratégica da Instituição no cenário regional.

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Em cinco anos, a base de acionistas do Banestes cresceu 78%, superando o marco de 42 mil investidores ao final do semestre. O banco encerrou o trimestre com uma base de relacionamento de aproximadamente 1,5 milhão de clientes. A estratégia de fidelização e captação resultou em um crescimento de 5,2% no segmento de Pessoa Jurídica e de 2,6% em Pessoa Física, em doze meses.

O banco reafirmou ainda o seu compromisso com a capilaridade e a excelência no atendimento, mantendo uma presença estratégica como único banco presente em todos os municípios do Espírito Santo. Atualmente, a rede física é composta por 725 pontos de atendimento, estruturados em 148 agências e postos de atendimento; 268 unidades de atendimento eletrônico; e 309 correspondentes Banesfácil.

 

Empresas controladas

No segundo trimestre de 2026, o Sistema Financeiro Banestes (SFB) seguiu demonstrando solidez por meio de suas empresas controladas e coligadas, cujos resultados refletem a eficiência operacional e o foco contínuo na modernização tecnológica, na governança e na geração de valor sustentável.

A Banestes Seguros (Banseg) alcançou o maior resultado semestral de sua série histórica no período, com lucro líquido de R$ 26,5 milhões (+51,1% quando comparada ao primeiro semestre de 2025), ROE de 21,5% (+31,1%) e contribuição de 11,7% no resultado consolidado do SFB.

A Banestes Corretora (Banescor) reforçou a sua estratégia de focar em produtos de maior rentabilidade e recorrência, com destaque para a forte expansão nos seguros prestamistas — que registraram avanços de 872,0% na pessoa física e de 124,7% na pessoa jurídica frente ao segundo trimestre de 2025. O trimestre também foi marcado pelo crescimento de 9,0% na carteira de seguros de vida e pelo marco de R$ 1,0 bilhão em reservas de previdência, crescimento de 10,1% quando comparado ao mesmo período do ano de 2025.

A Banestes Asset demonstrou resiliência operacional ao encerrar o segundo trimestre de 2026 com aproximadamente R$ 9,5 bilhões em ativos sob gestão, preservando sua posição de destaque no segmento de RPPS nacional. Mesmo frente à volatilidade da indústria de fundos, a gestora registrou lucro líquido de R$ 4,6 milhões, sustentado pela disciplina de investimentos e eficiência operacional. O período incluiu o fortalecimento de processos e a otimização de sua plataforma para um portfólio diversificado em renda fixa, multimercados, ações e pelo FII Banestes Recebíveis Imobiliários (BCRI11) — que soma cerca de 40 mil cotistas —, consolidando bases sólidas para a geração contínua de valor ao SFB.

As informações completas sobre o Resultado do Segundo Trimestre e Primeiro Semestre de 2026 do Banestes foram transmitidas via YouTube, no canal oficial do Banestes. Os dados completos também podem ser consultados no site de Relações com Investidores, além das páginas da Comissão de Valores Mobiliários e da B3.

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Começa coleta para descobrir o “DNA do Pó Preto” na Grande Vitória

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As coletas vão durar até março de 2027. Pesquisa vai comparar poeira das ruas, obras e indústrias, e comissão promete fiscalização a cada três meses

Afinal, de onde vem o pó preto que chega à população da Grande Vitória? Para tentar responder a essa pergunta, o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) já começou a coletar novas amostras para o Estudo de Caracterização de Fontes de Material Particulado, conhecido popularmente como “DNA do Pó Preto”.

O anúncio foi feito durante reunião da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado estadual Fabrício Gandini (Pode). O colegiado acompanha o andamento das ações relacionadas à qualidade do ar e pretende fiscalizar o estudo de forma periódica.

Segundo o analista de meio ambiente do Iema, Takahiko Hashimoto Júnior, a etapa de coleta está em andamento e deverá prosseguir até março de 2027. Depois disso, as análises serão realizadas por diferentes laboratórios e o resultado final poderá levar até dois anos.

O estudo é uma condicionante ambiental da Vale e envolve instituições como Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A proposta é comparar a composição das partículas encontradas nas estações de monitoramento com amostras coletadas diretamente de possíveis fontes de emissão.

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“Nas nossas estações temos coletores, assim como nas fontes. Para saber de onde veio o material, precisamos caracterizar essas fontes e comparar as amostras”, explicou Takahiko.

 CHAMINÉS

O trabalho já concluiu as coletas relacionadas à construção civil e às vias. Também foram realizadas amostragens em pilhas de materiais. Agora, o estudo entra em uma nova etapa, com foco nas chaminés das indústrias. Também serão analisadas amostras de solo e de materiais provenientes da varrição das ruas, entre outras possíveis fontes.

A pesquisa vai analisar tanto a poeira sedimentável, conhecida como pó preto, quanto o PM2,5, uma partícula muito menor e considerada mais preocupante para a saúde por conseguir penetrar profundamente no sistema respiratório.

O estudo atual retoma uma investigação realizada entre 2009 e 2011, que buscou identificar diferentes fontes responsáveis pela presença de partículas na atmosfera da Grande Vitória.

Para Gandini, a investigação precisa ser acompanhada de perto para que a população saiba não apenas o resultado, mas também como ele foi produzido.

“Essa é uma demanda histórica. Queremos entender cada etapa, os desafios e a metodologia utilizada. A Comissão vai acompanhar esse trabalho de três em três meses até que tudo esteja devidamente concluído”, afirmou o deputado.

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O parlamentar também defendeu que os pesquisadores e instituições envolvidos apresentem o trabalho à Comissão para explicar o andamento das coletas e das análises.

Além do “DNA do Pó Preto”, o Iema prepara um novo Inventário de Emissões Atmosféricas, ferramenta que permite estimar quanto cada fonte contribui para a poluição da Grande Vitória.

O levantamento considera fontes como veículos, vias de tráfego, construção civil, pilhas de materiais, portos, ferrovias, aeroporto, aterros sanitários e até emissões residenciais.

O último inventário da Grande Vitória foi realizado em 2015. O Iema está finalizando os termos para contratar empresas especializadas que farão o novo levantamento e sua auditoria. A intenção é que o inventário seja atualizado periodicamente e sirva de base para definir onde e como agir para melhorar a qualidade do ar.

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Cariacica ultrapassa Vitória no repasse de ICMS e Linhares supera Vila Velha

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governo do Espírito Santo definiu os índices provisórios que determinarão a divisão de 25% da arrecadação estadual de ICMS entre os 78 municípios em 2027. A nova distribuição altera posições importantes entre as maiores economias capixabas. Cariacica ultrapassou Vitória, enquanto Linhares avançou à frente de Vila Velha. A Serra manteve a liderança estadual.

A Serra terá direito a 14,04% dos recursos destinados às prefeituras. Na sequência, Cariacica alcançou 10,10% e superou Vitória, que ficou com 9,89%. A diferença entre as duas cidades chegou a 0,20 ponto percentual. O resultado colocou Cariacica na segunda posição do ranking estadual.

Além disso, Linhares assumiu o quarto lugar, com participação de 5,57%. Vila Velha ficou na quinta posição, com 4,28%. Ou seja, o município do Norte capixaba abriu uma vantagem de 1,29 ponto percentual sobre uma das maiores cidades do Espírito Santo em número de habitantes.

Atividade econômica define índice

O Valor Adicionado Fiscal responde por 75% do Índice de Participação dos Municípios. Esse indicador mede a riqueza que as atividades econômicas geram em cada cidade. Do mesmo modo, considera os resultados de 2024 e 2025. Nesse componente, a Serra atingiu 13,84%, Cariacica registrou 9,87%, Vitória alcançou 9,72%. Já Linhares ficou com 4,89% e Vila Velha chegou a 4,08%.

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Por outro lado, os demais 25% seguem critérios previstos na legislação estadual. A fórmula considera a qualidade da educação, a extensão territorial, o número de propriedades rurais e a oferta de serviços de saúde. Esses fatores ajudam a explicar por que o índice final de cada município não corresponde apenas ao tamanho de sua economia.

Bom Jesus do Norte amplia atividade econômica

Entre os municípios menores, Bom Jesus do Norte apresentou avanço expressivo no Valor Adicionado Fiscal. O volume subiu de R$ 168 milhões em 2024 para R$ 212,3 milhões em 2025, crescimento nominal de 26,3%. Como resultado, o município alcançou um IPM provisório de 0,3173% para 2027.

Os repasses representam uma fonte relevante de receita para as prefeituras e ajudam a financiar saúde, educação, infraestrutura e outros serviços públicos. Contudo, o índice define apenas a participação de cada cidade no bolo. Só é possível saber quanto Cariacica e as outras cidades receberão em 2027. Isso porque o valor efetivo dependerá do total de ICMS que o Estado arrecadar ao longo do ano.

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Agora, as prefeituras terão 30 dias para contestar os cálculos caso identifiquem inconsistências. Os municípios deverão encaminhar os recursos à Supervisão do Índice de Participação dos Municípios, da Secretaria da Fazenda, por meio do sistema E-Docs. Após a análise das contestações, o Estado divulgará os índices definitivos que entrarão em vigor em 1º de janeiro de 2027.

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