A Proposta do senador aumenta a punição para corrupção ativa em transações comerciais internacionais, enquanto o governo reduz recursos das fronteiras
Proposta do senador Marcos Do Val aumenta a punição para corrupção ativa em transações comerciais internacionais e reforça o combate a práticas que favorecem o crime organizado e prejudicam a economia brasileira.
Em um cenário marcado pelo avanço do crime organizado transnacional e pela crescente preocupação com a segurança das fronteiras brasileiras, ganha destaque o Projeto de Lei nº 5079/2020, de autoria do senador Marcos Do Val. A proposta busca endurecer a punição para o crime de corrupção ativa em transação comercial internacional, fortalecendo os mecanismos de combate a esquemas ilícitos que afetam o comércio exterior e a credibilidade do país.
O projeto altera o artigo 337-B do Código Penal para elevar a pena atualmente prevista para o crime, passando a estabelecer reclusão de 2 a 12 anos. Com isso, a punição passa a ser equivalente à aplicada aos casos de corrupção passiva, corrigindo uma distorção que, segundo o senador, enfraquece o enfrentamento da corrupção ligada aos negócios internacionais.
Para Marcos Do Val, a corrupção em transações comerciais internacionais não é apenas um crime econômico. Trata-se de uma prática que alimenta redes ilícitas, favorece organizações criminosas, distorce a livre concorrência e compromete a confiança de investidores e parceiros comerciais no Brasil.
A proposta também busca adequar a legislação brasileira aos compromissos internacionais assumidos pelo país no combate à corrupção. Entre eles está o Protocolo ao Acordo de Comércio e Cooperação Econômica firmado com os Estados Unidos, que prevê a adoção de medidas eficazes para prevenir e punir atos de corrupção relacionados ao comércio e aos investimentos internacionais.
O avanço do crime organizado exige respostas firmes do Estado. Em um momento em que o governo federal promove cortes de recursos em áreas estratégicas da segurança e da fiscalização, iniciativas legislativas voltadas ao fortalecimento do combate à corrupção ganham ainda mais relevância. Afinal, organizações criminosas não atuam apenas nas fronteiras físicas do país, mas também por meio de complexas estruturas financeiras e comerciais que movimentam recursos ilícitos em escala internacional.
Segundo Marcos Do Val, combater a corrupção é proteger a economia, fortalecer as instituições e retirar das organizações criminosas instrumentos que permitem sua expansão. Para o senador, o Brasil precisa endurecer suas leis e demonstrar que não haverá tolerância com práticas que comprometem a soberania nacional e prejudicam a sociedade.
Enquanto aguarda tramitação no Senado Federal, o PL 5079/2020 reforça um debate essencial: o enfrentamento ao crime organizado passa necessariamente pelo combate rigoroso à corrupção, especialmente quando ela ultrapassa fronteiras e afeta os interesses estratégicos do país.