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Política Nacional

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

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O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

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Política Nacional

Flávio conversa com presidente do MDB e acerta apoio de diretórios da sigla

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) conversou, na tarde desta quinta-feira (8), com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, para acertar o anúncio do apoio de diretórios regionais da sigla no segundo turno da eleição.

A conversa se deu por meio de conferência telefônica. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), também participaram da ligação.

Na reunião virtual, ficou acertado que o anúncio do apoio dos diretórios do MDB deve acontecer na terça-feira (13), no comitê da campanha à reeleição de Tarcísio, em São Paulo. O governador se reelegeu no primeiro turno.

Baleia disse para Flávio, na ligação, que conseguirá reunir ampla maioria dos 27 diretórios regionais do MDB. O objetivo do dirigente partidário, segundo interlocutores, é conseguir apoio de 17 estados ao presidenciável do PL.

Hoje, segundo fontes da cúpula do MDB, Baleia já teria confirmado o apoio de 14 dos 27 diretórios, incluindo os três estados do Sul, os quatro estados do Sudeste, os quatro estados do Centro-Oeste, além de Acre, Tocantins e Amapá.

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A grande resistência a Flávio no MDB está concentrada nos diretórios de estados do Norte e Nordeste do Brasil. Os emedebistas dessas regiões sempre tiveram relação política mais próxima com o presidente Lula (PT).

Até agora, Flávio já obteve o apoio de cinco partidos que estavam neutros no primeiro turno: Novo, Republicanos, Progressistas, União Brasil e Podemos. Ronaldo Caiado (PSD) também anunciou apoio individual ao senador.

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Política Nacional

Augusto Cury confirma apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno

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O terceiro colocado no primeiro turno das eleições presidenciais, Augusto Cury (Avante), confirmou o apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para firmar a aliança, Cury estabeleceu condições que foram aceitas pelo senador.

Segundo o escritor, a decisão foi tomada após uma longa conversa entre os dois e a assinatura, por Flávio, de um compromisso público com propostas defendidas por Cury durante sua campanha, voltadas à transformação social, à modernização do país e à pacificação nacional.

Cury destacou a iniciativa de Flávio de procurá-lo e a disposição para ouvir e incorporar essas propostas, atitude que definiu como uma demonstração de humildade e inteligência política.

— Tive com Flávio uma longa conversa, olho no olho, sem filtros e sem rodeios. Disse-lhe claramente que não participaria de seu governo e que minha independência de pensamento seria inegociável — afirmou.

O escritor ressaltou que o apoio não envolve negociação de cargos, privilégios ou vantagens pessoais e será acompanhado de cobrança pelo cumprimento dos compromissos assumidos.

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— Meu apoio não é um cheque em branco. (…) Apoio não é submissão! Se concordar, direi que concordo. Se discordar, direi que discordo — disse.

Ao explicar sua decisão, Cury reafirmou sua oposição à reeleição presidencial e a defesa de uma liderança que combine desenvolvimento econômico e inclusão social, sintetizada na expressão “mente capitalista e coração social”.

O escritor também ressaltou que o apoio não dispensa Flávio de prestar os esclarecimentos necessários à sociedade e às instituições. Defendeu o respeito aos direitos humanos, às minorias, à liberdade de pensamento e ao papel da oposição.

Para Cury, preparar o Brasil para os impactos da inteligência artificial, da robótica e das mudanças econômicas e climáticas exige investimentos em educação, ciência, saúde e produção sustentável, acompanhados do cuidado com as pessoas.

— O Brasil precisa aprender a conviver consigo mesmo, respeitar suas diferenças e proteger suas instituições — afirmou.

Em sua mensagem, o escritor reforçou o chamado à superação da hostilidade política.

— Governos passam, líderes passam, partidos passam, mas o Brasil permanece! — finalizou.

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O segundo turno das eleições que definirão o novo presidente da República ocorre no próximo dia 25 de outubro. Cury, que recebeu 2,89% dos votos (3.448.569) se junta a outros dois candidatos que disputaram o Palácio do Planalto no primeiro turno, Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), que também declararam apoio ao representante do PL.

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