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Esculturas de ferro de artista capixaba ganham exposição gratuita em Vitória

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Seis obras de José Carlos Vilar estão no EAV Garden até 30 de outubro; visitação ocorre às sextas-feiras, com inscrição prévia

 

Seis esculturas do artista capixaba José Carlos Vilar estão em exposição na Escola Americana de Vitória (EAV), no EAV Garden, no Campus Aeroporto, em Vitória. A mostra segue até 30 de outubro e pode ser visitada gratuitamente pelo público externo às sextas-feiras, das 16h às 18h, mediante inscrição prévia pela plataforma Sympla.

A exposição também envolve os estudantes do Clube de Artes da escola, que participaram de uma visita ao atelier do escultor e atuarão como monitores durante a mostra. A proposta é aproximar os alunos do processo de criação e ampliar o contato com diferentes formas de produção artística.

Conhecido pelo trabalho com ferro e aço, José Carlos Vilar tem uma trajetória ligada à escultura no Espírito Santo. Nascido em Vila Velha, ele iniciou sua formação no Centro de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), onde lecionou escultura por 35 anos e também ocupou os cargos de diretor e vice-diretor.

Para o artista, levar as obras ao ambiente educacional permite aproximar os jovens do processo de criação artística.

 

Minha intenção é deixar um legado para a comunidade, especialmente para a juventude e para os jovens artistas. Espero que esse contato desperte o interesse em conhecer melhor o processo artístico e entender como se constrói uma escultura.

José Carlos Vilar

 

No início da carreira, Vilar produzia principalmente bustos e peças figurativas, utilizando materiais como gesso, ferro e madeira. Com o passar dos anos, sua produção passou a explorar a abstração e a geometrização, além das possibilidades do ferro em diferentes formatos e dimensões.

O material também estabelece uma relação com a passagem do tempo em suas obras. A ação das intempéries sobre o ferro e o aço é incorporada à própria aparência das esculturas. Entre as referências utilizadas pelo artista estão elementos da natureza, memórias e experiências pessoais.

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Uma das esculturas do artista já faz parte do ambiente da EAV. Produzida em aço corten, a obra foi criada para marcar a pedra fundamental do Museu da Identidade Capixaba (MIC). Agora, outras seis peças passam a integrar temporariamente o espaço da escola.

Para Mariana Buaiz, vice-presidente da EAV, a presença das obras contribui para que os estudantes desenvolvam novas formas de observar e interpretar a produção artística.

 

Vilar impressiona pela forma como constrói suas esculturas, pela resistência e pela robustez do trabalho e pelo olhar único que traz para a arte. Ter esse contato com o artista e com seu olhar é muito importante para o aluno apreciar, contemplar e elaborar um pensamento, essencial para o aprendizado.

Mariana Buaiz, vice-presidente da EAV

Alunos participam da montagem da exposição

Além de visitar a mostra, os estudantes do Clube de Artes participam de diferentes etapas do projeto. No dia 21 de agosto, o grupo esteve no Atelier Vilar para conhecer a trajetória do escultor e acompanhar seu processo de criação.

A experiência será levada para dentro da escola durante o período da exposição. Os alunos atuarão como monitores e compartilharão com outros estudantes e visitantes informações que aprenderam durante o contato com o artista e a preparação da mostra.

“Abraçamos esse projeto com muita alegria, especialmente por podermos colocar os alunos na linha de frente dessa experiência, junto com o artista. Eles terão a oportunidade de devolver à comunidade essa apreciação estética e humana da arte, conduzindo o público e compartilhando o que aprenderam sobre as obras”, destaca Cristiano Carvalho, diretor-geral da EAV.

Peças ficam no jardim da escola (Fotos: EAV/Divulgação)

Encontro com Bee Boy também aproxima alunos da arte

A iniciativa de aproximar os estudantes dos artistas também foi realizada em um encontro com o artista visual Ramon Álvaro, conhecido como Bee Boy. Ele participou de uma programação com alunos do 10º ano e integrantes do Clube de Artes da EAV.

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Autodidata, Ramon começou a pintar em 2020, durante o isolamento social provocado pela pandemia de Covid-19. Desde então, desenvolveu uma produção marcada por cores vibrantes, figuras humanas, elementos da natureza, simbolismos e referências à ancestralidade.

Durante o encontro, o artista falou sobre sua trajetória, as experiências vividas na periferia e as referências presentes em seu trabalho. A abelha, que dá origem ao nome artístico Bee Boy, aparece como símbolo de um agente polinizador e da disseminação de mensagens positivas.

Formado em Letras, Ramon também relaciona a literatura à produção visual. Suas pinturas retratam pessoas negras e elementos da natureza e buscam ampliar a representação de uma população historicamente pouco presente na pintura.

Segundo Flávia Dalla, as escolhas visuais do artista também interferem na maneira como o público observa as obras.

“Ouvir o artista falando sobre sua trajetória, suas referências e seu processo criativo muda a maneira como olhamos para uma obra. No caso do Bee Boy, foi especialmente interessante perceber essa relação entre pintura, literatura e escrita e acompanhar os alunos fazendo perguntas, apresentando suas interpretações e mostrando seus próprios trabalhos”, destaca.

Para a curadora, o contato direto com artistas e suas produções também contribui para a formação dos estudantes.

A arte cria repertório, amplia a visão de mundo, nos estimula a formular perguntas e expande nossa capacidade de imaginar. Tudo isso contribui para formar jovens mais atentos, sensíveis e capazes de transformar os espaços que habitam.

Flávia Dalla

Serviço: Exposição José Carlos Vilar na EAV
  • Período de visitação: até 30 de outubro
  • Visitação do público externo: sextas-feiras, das 16h às 18h
  • Entrada: gratuita
  • Inscrição: prévia pela plataforma Sympla
  • Local: EAV Garden, Campus Aeroporto, Escola Americana de Vitória – Avenida Roza Helena Schorling Albuquerque, 1600, em frente ao Aeroporto, Vitória

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Orquestra Brasileira de Cantores Cegos apresenta espetáculo inédito no Theatro Carlos Gomes

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Grupo realiza apresentação cênico-musical do 4° repertório do projeto entre os dias 09 e 11 de setembro, com entrada gratuita

A Orquestra Brasileira de Cantores Cegos estreia o quarto repertório do projeto no palco do Theatro Carlos Gomes, no Centro de Vitória, em três datas, entre os dias 09 e 11 de setembro (quarta a sexta-feira). A entrada é gratuita e os interessados devem retirar os ingressos na plataforma Sympla (o link está disponível na bio do Instagram).

O espetáculo cênico-musical constrói uma experiência que perpassa diferentes localidades do Brasil. O quarto repertório leva ao público cantos de trabalho de populações rurais e tradicionais, povos indígenas e comunidades quilombolas.

 

A diretora cênica e artística do espetáculo, Rejane Arruda, destaca que a nova montagem traz uma força e uma intensidade diferentes. “Com esse novo repertório, estamos dando mais um passo para consolidar a Orquestra Brasileira de Cantores Cegos como um espetáculo híbrido no qual a camada performativa tem um valor muito grande”, afirma.

Para ela, a nova temporada traz movimentos cênicos de muita força coletiva aliados a um repertório formado exclusivamente por canções de trabalho. “Estamos dando ênfase na questão social, por exemplo, com a canção ‘Adeus Riacho da Onça’, que tem um testemunho sobre uma tragédia social, ou o jongo ‘Eu Plantei Café de Meia’, com os próprios cantores cegos simbolizando cenicamente a resistência das comunidades tradicionais.”

Desde 2023, o grupo de cantores cegos já é reconhecido nacionalmente pela proposta artística inovadora e pelo trabalho de valorização da cultura brasileira por meio da música, da inclusão e da acessibilidade.

 

 

A Orquestra Brasileira de Cantores Cegos é fruto da iniciativa da Associação Sociedade Cultura e Arte (SOCA Brasil) e da Cia Poéticas da Cena Contemporânea.

A nova temporada é realizada com patrocínio do ITAÚ e do Grupo MIP (MIP Construtora e Multilift Logística) por meio da Lei Rouanet, a Lei Federal de Incentivo à Cultura, operacionalizada pelo Ministério da Cultura (MinC). Também conta com apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura (Secult) e do Theatro Carlos Gomes.

Acessibilidade

As pessoas com deficiência podem enviar uma mensagem para o número de Whatsapp da SOCA Brasil [(27) 99609-8181] e reservar ingressos, além de alinhar as condições de acolhimento durante a chegada ao local da apresentação e de acomodação para assistir ao espetáculo.

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Recursos de acessibilidade estarão disponíveis e incluem a audiodescrição para pessoas cegas e a presença de intérpretes para fazer a tradução simultânea em Libras.

O Theatro Carlos Gomes passou por obras de restauração e readequação, que foram inauguradas em novembro de 2025, com a instalação de um elevador que leva o público a todos os andares, uma plataforma elevatória para o palco e o elevador da orquestra. O teatro conta, ainda, com banheiros e camarim acessíveis.

Viagem musical pelo Brasil

O Espírito Santo está representado no novo espetáculo com as canções de congo “Quebra Gabiroba” e “Adeus Meu Pessoal”, tradicionalmente transmitidas pela Banda de Congo Panela de Barro de Goiabeiras.

A diversidade cultural brasileira também está presente no repertório com canções de coco de roda, da chula da bata do milho, da mineração, das lavadeiras, das catadoras de mangaba, das destaladeiras de fumo, além das cantigas de canoeiro e dos povos originários Kaingang, do Sul do Brasil, e Mehinako, de Mato Grosso.

O repertório foi construído a partir da pesquisa de campo realizada por Renata Mattar, que percorre o país inteiro registrando cantigas ancestrais.

“Mais do que reunir canções de diferentes lugares, este repertório busca criar uma paisagem sonora e afetiva do Brasil. Ao longo dos anos, conheci comunidades rurais, trabalhadores e trabalhadoras que ainda cantam durante o trabalho ou que guardam na memória cantigas aprendidas de seus pais, avós e companheiros de labuta. São cantos que falam também de encontros, de resistência, de memória, de natureza, de comunidade e de beleza”, contextualiza Renata.

Todos os quatro repertórios do projeto levam o público a um passeio por diferentes culturas do Brasil. O primeiro repertório estreou em 2023 e novos espetáculos ganharam os palcos em 2024 e em 2025.

Espetáculo cênico

A direção artística da Orquestra Brasileira de Cantores Cegos trabalha a combinação de linguagens entre as artes cênicas e o canto coral. No quarto espetáculo do projeto, a produção montará um olho d’água, um pequeno lago artificial no palco, que vai se juntar às diversas bonecas que farão parte da cenografia e do figurino.

Os cantores que fazem parte desta temporada são Maria Trancoso, Marta Trancoso, Elizabeth Mutz, Eusilane Lopes, Lucinéia Santos, Kelly Almeida, Geovana Santos, Joseni Vitorino, Sayonara Reis, Maria das Graças, Manoel Peçanha, Adair Jervaz, Gilberto Christo, Rogério Sousa, Maycon Machado, Elias Barcellos e Antônio Fadini.

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“Fazer parte desse grupo de cantores cegos tem sido algo surpreendente”, afirma a cantora cega Joseni Vitorino. “A impressão que fica em cada um de nós é que, a cada repertório, vivenciamos novas histórias cantadas por aqueles que vieram antes de nós.”

 

O cantor cego Gilberto Christo já tinha conhecimento de música porque toca instrumentos de corda. Mas participar desse espetáculo é uma experiência diferente. “É um desafio a questão de aprender um novo repertório. Mas contamos com um excelente maestro e, com ele, tudo fica fácil. Quando subimos no palco e entramos em cena, é algo sensacional de viver”, declara.

As apresentações também contam com as performances dos artistas da Cia Poéticas da Cena Contemporânea que, dividindo o palco com os cantores cegos, auxiliam nos deslocamentos e transmitem performatividade e dramaticidade nas cenas.

A cantora e preparadora vocal Tarita de Souza compôs os arranjos musicais para voz, piano e percussão corporal, dialogando com o popular e o erudito. O maestro Thomas Davison encara o desafio de reger pessoas que não enxergam com as suas mãos, estalando os dedos, batendo palmas e fazendo batidas dos pés no chão. O grupo de cantores também é acompanhado pelo som do piano de Ewelyn Drummond.

ORQUESTRA BRASILEIRA DE CANTORES CEGOS – 4º REPERTÓRIO

 09 a 11 de setembro

 Quarta-feira (09/09) 一 Sessão única de estreia: às 20h (Link para ingresso)

 Quinta-feira (10/09) 一 1ª sessão: 15h (Link para ingresso) | 2ª sessão: 20h (Link para ingresso)

 Sexta-feira (11/09) 一 1ª sessão: 15h (Link para ingresso) | 2ª sessão: 20h (Link para ingresso)

 Theatro Carlos Gomes Rua Barão de Itapemirim, 232 一 Praça Costa Pereira, Centro, Vitória.

Ingressos gratuitos disponíveis na Plataforma Sympla. Escolha as sessões no https://lnk.bio/obrcc

Whatsapp SOCA BRASIL: (27) 99609-8181 (agendamento de turmas, grupos, PCD e idosos)

 

Redes Sociais:

Orquestra Brasileira de Cantores Cegos (Instagram):

https://www.instagram.com/orquestra.br.decantorescegos/

SOCA Brasil (Instagram): https://www.instagram.com/socabrasil/

Canal Youtube: https://www.youtube.com/@OrquestraBrdeCantoresCegos

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Sites:

Orquestra Brasileira de Cantores Cegos:

https://www.orquestrabrdecantorescegos.com/

SOCA Brasil: https://www.socabrasil.org/

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Coro da Quebrada faz show gratuito no Centro de Vitória nesta sexta-feira

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Com entrada franca, show no Palácio da Cultura Sônia Cabral, terá repertório empolgante, com banda ao vivo.

Prepare-se para uma noite em que a música se transforma em manifesto de afeto e resistência: o show “Coro da Quebrada – Em Verdades” chega ao Palácio da Cultura Sônia Cabral nesta sexta-feira (04 de setembro), às 20h, com entrada franca, no Centro de Vitória/ES. Os ingressos podem ser retirados 1h antes do início do espetáculo, a partir das 19h

O Coro da Quebrada é um projeto realizado pelo Instituto Cultura Viva e do Ministério da Cultura, do Governo Federal.

 

A proposta do show “Coro da Quebrada – Em Verdades” é ser uma experiência única, conduzida por uma banda potente e um repertório inspirado em vozes que tecem ancestralidade, cuidado e liberdade. 

 

Entre as inspirações do repertório estão obras e músicas de artistas como Liniker, Luiz Melodia, Mateus Aleluia, Xande de Pilares e muitas outras referências que dialogam com a potência das quebradas. Mais do que um concerto, é um encontro coletivo para celebrar a cultura que pulsa nas margens e ecoa no centro da cidade.

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O Coro da Quebrada reafirma seu compromisso com a ocupação dos espaços públicos e a valorização de narrativas periféricas, trazendo ao palco arranjos que misturam soul, MPB contemporânea e influências da black music brasileira. Cada canção é um convite à escuta atenta e ao reconhecimento de saberes que muitas vezes foram silenciados, mas que agora ganham volume, harmonia e luz.

 

SAIBA MAIS

Coro da Quebrada – Show Em Verdades (com banda)

Quando: Dia 04 de setembro, às 20h

Onde: Palácio da Cultura Sônia Cabral, localizado na Praça João Clímaco, s/n – Centro, Vitória/ES

Quanto: entrada gratuita. Retirada 1h do início do espetáculo, a partir das 19h.

Mais informações: institutoculturaviva.com/corodaquebrada

Realização: Instituto Cultura Viva e Ministério da Cultura.

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