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Fla coloca pressão no líder na briga pelo título

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Em partida atrasada da quarta rodada, time rubro-negro domina o Mirassol no Maracanã, resolve jogo no primeiro tempo e fica a um ponto da liderança

 

A terceira oportunidade de colar na liderança do Campeonato Brasileiro, enfim, o Flamengo não desperdiçou. Na noite da última quarta-feira, com gols de Carrascal e Paquetá, o time rubro-negro dominou o Mirassol no Maracanã, resolveu a partida no primeiro tempo ao fazer 2 a 0 e tirou o asterisco da briga pelo título, que representava o jogo a menos na tabela.

Depois de perder o duelo direto do primeiro turno com o Palmeiras no Maracanã e de levar a virada do Cruzeiro no Mineirão, quando podia dormir líder, o Flamengo desta vez aproveitou o jogo atrasado da quarta rodada para chegar aos 51 pontos. E colocou pressão sobre o seu maior concorrente, que tem 52, restando 13 rodadas para o fim do Brasileirão.

Leonardo Jardim voltou a rodar algumas peças, aproveitou para descansar Arrascaeta e escalou Paquetá de 10. E, como tem sido rotina ultimamente, o Flamengo novamente fez um ótimo primeiro tempo: teve 54% de posse de bola, 13 finalizações contra apenas uma do Mirassol e criou cinco grandes chances mesmo contra uma linha de cinco defensores do time paulista que suportou menos de 15 minutos.

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As intensas movimentações de Samuel Lino, Pedro, Carrascal e Paquetá desmontaram a linha de cinco. Com direito a um lançamento primoroso de Pulgar, o Flamengo abriu o placar com Carrascal aos 13 minutos. Léo Ortiz teve chance de ampliar aos 31, aparecendo na bola aérea, e Varela perdeu cara a cara oito minutos depois. O segundo gol saiu aos 42, com Paquetá de cabeça, e o próprio meia viu um zagueiro tirar, nos acréscimos, um chute de dentro da área que tinha endereço.

Veio o segundo tempo, e mais uma vez o ritmo do time caiu, o que também tem virado rotina no Flamengo. Mesmo com Jardim mexendo ainda no intervalo desta vez e colocando Arrascaeta em campo. O volume de jogo baixou muito, e o time deu só uma finalização durante os 51 minutos da etapa final. E teve duas chances: com o camisa 10 em finalização à queima-roupa com o goleiro aos seis, e um minuto depois Pedro quase aproveitou um cruzamento desviado.

Pedro não fez gol, mas foi decisivo com assistência no Flamengo x Mirassol — Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

Mas também não houve um crescimento do Mirassol a ponto de ameaçar o resultado, apesar de ter equilibrado a posse de bola. O time paulista só assustou em uma cabeçada de Igor Formiga para fora aos 12 minutos, e em um chute de Fernandinho que passou perto aos 34. Do estádio, parecia que alguns jogadores rubro-negros se pouparam fisicamente de olho na sequência envolvendo a Libertadores. O Flamengo nitidamente administrou o 2 a 0 até o fim.

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Os jogadores ganharam folga nesta quinta-feira e se reapresentam sexta no Ninho do Urubu. No sábado, o Flamengo viaja para Belém, onde enfrenta o Remo domingo no Mangueirão, às 16h (de Brasília), e no dia seguinte já seguirá direto para Quito. Na capital do Equador, o compromisso é na próxima quinta contra o Independiente del Valle, às 21h30 (de Brasília), no estádio Olímpico Atahualpa, pelo jogo de ida das quartas de final da Libertadores.

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Vício em crack faz Régis Pitbull, ex-Corinthians, viver nas ruas

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Prestes a completar 50 anos, ex-jogador já foi preso por agredir síndico e agora se abriga debaixo de lona em uma praça de São Paulo: “Não quero que ninguém saiba que eu existo”

“Se achar que estou morto, é melhor”

Os passos não levam mais Régis Fernandes da Silva aos gramados em que brilhou no passado. Hoje, ele anda sem rumo. Caminha ao lado de um adversário cruel: o vício em crack. Aos 49 anos, o ex-jogador de Ponte Preta, Corinthians e Vasco luta contra a dependência química.

Há dois meses, Régis Pitbull, como era conhecido nos tempos de jogador, vive entre os becos e ruas de Pirituba, bairro da Zona Norte de São Paulo. O vício o fez perder o local onde morava, o apoio de quase todos os amigos e a dignidade.

O rosto de um atleta conhecido deu espaço a um semblante quase irreconhecível pela ação do tempo, da dependência química e a violência urbana de quem vive em situação de rua em uma das maiores cidades do mundo.

ge soube da situação vivida por Régis pelo relato ex-colegas de um time de várzea do qual ele fazia parte no bairro onde cresceu.

A dura realidade de Régis

Ex-jogador Régis Pitbull em situação de rua — Foto: Emilio Botta

A chuva e o vento gelado de uma fria manhã em São Paulo fizeram Régis se esconder no abrigo improvisado com lonas, cobertores e papelões em uma pequena praça. Entre o entulho de obras inacabadas e o lixo acumulado, ele tenta se reencontrar.

A rua foi a única opção depois de morar de favor com familiares e amigos. As dívidas pela falta de pagamento da taxa de condomínio e do IPTU devem fazer o ex-jogador perder o apartamento próprio, alvo de ação judicial. Ainda assim, Régis tem esperança de voltar a morar no único bem que ainda lhe resta. O ex-jogador precisou deixar o local depois de ser preso por agredir o síndico em 2025.

Praça onde o ex-jogador Régis Pitbull vive em Pirituba — Foto: Emilio Botta

A fome acordou Régis pouco depois das oito da manhã. Ao atravessar a rua movimentada pelo vai e vem de carros e pessoas indo trabalhar, ele repete um dos poucos hábitos diários: ir até um restaurante pedir café com incontáveis colheres de açúcar.

Neste dia, ainda comeu algumas esfihas e tomou outros dois copos de café. Corintiano, um dos funcionários do estabelecimento brinca a cada interação com aquela pessoa que sequer lembra o atleta que entrou em campo sete vezes pelo Corinthians em 2004.

– O pessoal da torcida veio aí no domingo conversar comigo, querem me ajudar. Eu sou Corinthians demais, eles lembram sempre de mim. Me dá mais um café aí, mas coloca mais açúcar porque tá amargo – disse Régis, que usa o restaurante para ir ao banheiro e carregar o celular, único meio de contato com ele. Ele costuma usar o aparelho para fazer os pagamentos das drogas que consome.

Outra funcionária do restaurante relatou que o ex-jogador aparece diariamente no local para fazer algumas refeições doadas por eles. São raros os dias de sobriedade, segundo ela.

Sem tomar banho com frequência, Régis tem poucas trocas de roupas e unhas sem cortar. A barba e o cabelo estavam feitos graças a um amigo. Do outro lado da rua, na praça em que vive, ele tem a companhia de um homem que aparenta ter mais de 60 anos e que não tem a sua simpatia.

– Velho chato, reclama de tudo. Eu gosto de ficar no meu canto, sem ninguém me encher. Ele quer conversar toda hora. Se quisesse conversar, eu ia na feira aqui perto – disse Régis, que tinha outra missão naquela manhã chuvosa: consertar o pneu furado da sua bicicleta.

Nascido e criado em Pirituba, Régis é conhecido de boa parte dos moradores e frequentadores da região e sabe andar por aquelas ruas. Ao lado do restaurante, o posto de gasolina é a garagem da bicicleta azul usada por ele para visitar amigos e comprar drogas.

Régis não esconde o vício. Desde os primeiros passos no futebol, convive com a dependência química. Por duas vezes caiu no doping por uso de maconha. Ficou suspenso, voltou a jogar e seguiu a vida antes de ser consumido por substâncias mais fortes que tiraram dele o controle da própria vida.

Um dos poucos momentos de liberdade é quando pedala pelo bairro. Ao pegar a bicicleta com o pneu furado, Régis encontrou o policial que o prendeu em 2025, quando agrediu o síndico do prédio onde ainda tem o apartamento prestes a ser dissolvido por causa das dívidas.

– O senhor que me prendeu, mas me ajudou muito. Máximo respeito.

– Eu não te prendi, você que se prendeu. Você sabe, Régis. E a tornozeleira? – rebateu o policial.

Ex-jogador Régis Pitbull — Foto: Emilio Botta

– Já era, tá pago – disse Régis, que ficou com o aparelho durante alguns meses por ordem judicial, cumprindo medida protetiva depois da agressão.

– Eu andava de BMW, tive uma Dakota (caminhonete). Um dia fui na churrascaria comer uma costela daquelas top e nem paguei, tiraram fotos e não deixaram pagar a conta. Imagina isso hoje? Você está louco – disse, quando chegou até o esperado local.

O borracheiro viu o então menino crescer no bairro antes de se tornar um jogador profissional e posteriormente chegar ao fundo do poço.

Régis Pitbull na passagem pelo Corinthians em 2004  — Foto: Reprodução

 

Ajuda em vão

A reportagem do ge conversou com diversos amigos e familiares de Régis sobre a situação do ex-jogador. Todos são unânimes ao dizer que a falta de vontade dele em aceitar ajuda é o grande empecilho para que se inicie uma recuperação. Ninguém quis dar entrevista sobre o tema.

Antes de viver em situação de rua, Régis mantinha uma rotina de altos e baixos com a sua saúde física e mental. Entre recaídas e momentos de consciência, jogava em times de várzea e conseguia uma fonte de renda.

Régis teve dois filhos, possui irmãos e o pai vivos. A mãe, há alguns anos, morreu sem conseguir ver o filho superar a dependência química.

No fim da década de 1990, Régis despontou no Comercial, de Ribeirão Preto, e chamou atenção do Marítimo, de Portugal. Foram dois anos atuando na Europa até retornar ao Brasil para jogar no Ceará.

A droga, nesta altura da vida, já fazia parte do jogador que ficou mais de quatro meses sem entrar em campo ao cair por duas vezes no doping por uso de maconha.

Atacante de beirada de campo e com a velocidade e o drible como principais características, Régis passou por Coritiba e Ponte Preta antes de atuar no Japão.

Ele ainda esteve na Coreia do Sul, Turquia e Kuwait, além de ter atuado por Corinthians, Vasco, Bahia, Portuguesa e clubes de menor expressão antes de deixar o futebol em 2012, aos 34 anos. Foi a partir da aposentadoria que a dependência química se acentuou.

O ex-jogador foi internado para reabilitação em 2022, mas menos de um mês depois de ter saído sofreu uma recaída até chegar ao fundo do poço neste ano, quando perdeu o apartamento onde morava.

Régis vai completar 50 anos em 22 de setembro e espera por uma festa para reunir os amigos.

Hoje, porém, não há nada para comemorar:

– Não quero que ninguém saiba que eu existo. Se acharem que estou morto, é melhor. Não sou um coitadinho.

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Campeonato Municipal de Veteranos 37+ de Jaguaré define os quatro semifinalistas

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O Campeonato Municipal de Veteranos de Jaguaré 2026 chegou à sua fase decisiva e já tem definidos os quatro times que seguem na disputa pelo título. Red Bull Seac, Real Madrid de Vargem Grande, Cruzeiro do Jirau e Santa Luzia de Japira entram em campo neste sábado, dia 5 de setembro, pelas semifinais da competição.

Os confrontos serão realizados no Estádio Conilon, em jogo único. Às 16h, o Red Bull Seac enfrenta o Real Madrid de Vargem Grande. Na sequência, às 18h, será a vez de Cruzeiro do Jirau e Santa Luzia de Japira medirem forças por uma vaga na grande final.

As semifinais serão disputadas sem vantagem para nenhuma das equipes. Em caso de empate no tempo regulamentar, a classificação para a final será definida nas cobranças de penalidades.

 

Reencontro de gigantes

A edição de 2026 também mantém uma tradição recente da competição. Dos quatro semifinalistas deste ano, três estiveram na mesma fase em 2025: Cruzeiro do Jirau, Santa Luzia de Japira e Real Madrid de Vargem Grande.

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Um dos grandes destaques será justamente o duelo entre Cruzeiro e Santa Luzia, que irá reeditar a grande final do Campeonato Municipal de Veteranos de 2025. Naquela decisão, o Cruzeiro do Jirau levou a melhor e conquistou o título.

Agora, as duas equipes voltam a se encontrar, desta vez valendo uma vaga na decisão de 2026. De um lado, o Cruzeiro busca novamente chegar à final e manter vivo o sonho do bicampeonato. Do outro, o Santa Luzia tenta dar o troco e avançar para a disputa pelo título.

Com quatro equipes, dois jogos e apenas duas vagas na grande decisão, a expectativa é de uma tarde de muito futebol no Estádio Conilon. A bola rola neste sábado (5), a partir das 16h, para definir os dois finalistas do Campeonato Municipal de Veteranos de Jaguaré 2026.

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