A informação foi compartilhada pelo governador Renato Casagrande no início da tarde deste sábado
O Espírito Santo registrou, neste sábado (12), uma taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para tratamento da covid-19 abaixo de 50%. A informação foi divulgada pelo governador Renato Casagrande no início da tarde, por meio de publicação em rede social.
Na mensagem publicada, Casagrande destaca que o número é “um avanço sobre a doença que já tirou a vida de muitos”, mas reforça o apelo para que a população não pare de se cuidar. “Seguimos com as recomendações de distanciamento, uso de máscaras e não aglomeração para continuarmos reduzindo a ocupação dos leitos e óbitos”, escreveu o governador.
Na tarde deste sábado, o Painel de Ocupação dos Leitos Hospitalares mostra que dos 715 leitos de UTI exclusivos para o tratamento da covid-19, estão ocupados um total de 48,53%. Dos mais de 800 leitos de enfermaria, a taxa de ocupação é de 29,5%. Vale ressaltar que parte dos leitos disponíveis foram disponibilizados para outras doenças nos hospitais capixabas.
Hoje alcançamos uma ocupação de leitos potenciais de UTI Covid abaixo de 50%. Um avanço sobre uma doença que já tirou a vida de muitos. Seguimos com as recomendações de distanciamento, uso de máscaras e não aglomeração para continuarmos reduzindo a ocupação dos leitos e óbitos. pic.twitter.com/b1cOZBUsJK
Por meio de oficinas a capacitação e orientação profissional de jovens e adultos, o Mobiliza Cariacica ajuda na transformação da vida de diversos munícipes. Durante as aulas, os participantes aprendem especialidades relacionadas a áreas como empreendedorismo, autoestima e autoconfiança, habilidades socioemocionais, desenvolvimento de competências, planejamento de carreira e projeto de vida, preparação para entrevistas, elaboração de currículo e carreira profissional.
As oficinas são direcionadas pelas equipes especializadas do Mobiliza Cariacica, que acontecem nas unidades de Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município. O programa é uma porta de entrada para o primeiro emprego e estágio, a partir de uma articulação parceira da Prefeitura de Cariacica com instituições públicas e privadas.
A gerente do Mobiliza Cariacica, Thaís Perriraz, conta que “o Mobiliza fomenta novas oportunidades e atende um público na faixa etária entre 14 e 59 anos de idade, pessoas inscritas no CadÚnico, beneficiários de programas sociais, jovens e mulheres, vítimas de violência e grupos de vulnerabilidade social”, disse.
Para a participar, os interessados devem apresentar documento de identificação com foto e CPF, junto a comprovante de residência.
O Programa Mobiliza Cariacica visa viabilizar o acesso a oportunidades no mercado de trabalho para cidadãos em vulnerabilidade social e que buscam a autonomia financeira. As oficinas oportunizam, também, o fortalecimento da cidadania e de inclusão social.
O Mobiliza Cariacica foi criado por meio da iniciativa da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), com o objetivo de integrar usuários ao mundo do trabalho por meio de oficinas de formação, qualificação profissional, orientação, palestras e inclusão produtiva.
A cientista social Karini Bergi Albanez, de 27 anos, foi votar vestida de vermelho e com uma estrela gigante do PT no ombro, na EEEFM Maria José Zouain de Miranda, em Valparaíso, na Serra, no final da manhã deste domingo (4). A cena chamou a atenção. A mulher foi acompanhada por policiais militares.
Segundo Karini, um dos militares disse que ela não poderia votar com o objeto. Ela afirmou que se tratava de uma manifestação individual e silenciosa, sem tumultuar, conforme determina a legislação.
Em entrevista a cientista social contou que estava na fila quando foi abordada pelo policial, que teria informado que ela não poderia votar com o símbolo partidário.
“Eu falei: ‘Olha, senhor, eu conheço a legislação. Essa é uma manifestação individual e silenciosa. Não estou tumultuando, estou parada aqui na fila’”, relatou.
De acordo com Karini, um segundo policial também foi acionado para verificar a situação. Enquanto o primeiro agente teria se afastado para buscar informações, o outro entrou na cabine de votação. Ao sair, segundo a entrevistada, ele a atingiu com os ombros.
“Ele me empurrou com os ombros, mas me empurrou de uma forma… Eu só não caí porque estava tudo tão lotado que eu não tinha para onde cair. Só esbarrei nos meninos que estavam atrás de mim”, contou.
A cientista social afirmou que ficou surpresa com a atitude, principalmente porque havia outras pessoas próximas, incluindo uma mãe com uma criança no colo. Após questionar o motivo da abordagem, ela disse que pegou o celular para gravar a situação.
Xingamentos e ameaças
Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
Ainda segundo Karini, após o episódio, pessoas que estavam na fila começaram a xingá-la. Ela relatou que uma mulher chegou a fazer ameaças enquanto a confusão se intensificava.
“A senhora que estava também na fila começou a falar assim: ‘Isso, quebra ela mesmo! Se você não quebrar, a gente vai quebrar’”, afirmou.
Karini disse que a presidente da seção eleitoral pediu que ela deixasse o local e solicitou silêncio às pessoas que estavam fazendo manifestações. Conforme o relato, a responsável pela seção teria reconhecido que a mulher permanecia quieta, apenas segurando a estrela vermelha.
Mesmo assim, diante dos xingamentos e da sensação de insegurança, Karini deixou a seção chorando e bastante nervosa. Ela procurou outro policial que estava no local, mas afirma que recebeu a orientação de registrar um boletim de ocorrência.
“Eu falei: ‘Mas como assim? O policial está aqui. O cara me agrediu. As pessoas viram ele me agredir’”, relatou.
Votação após escolta policial
Karini afirmou que pretende registrar um boletim de ocorrência e também apresentar uma denúncia à Corregedoria da Polícia Militar. Segundo ela, houve dificuldades para conseguir a identificação completa do policial envolvido.
A cientista social contou que só conseguiu votar após a intervenção de um comandante, que teria pedido desculpas e orientado sobre os procedimentos que poderiam ser adotados.
De acordo com Karini, ela precisou ser escoltada por dois policiais para conseguir acessar a seção e votar com segurança. A situação, segundo ela, durou mais de uma hora.
“Eu não conseguia nem sair de lá com segurança, nem entrar para votar com segurança. Dois policiais tiveram que me escoltar para eu votar e, ainda assim, fui xingada”, afirmou.
A mulher reforçou que pretende tomar providências sobre o caso, tanto na esfera criminal quanto administrativamente, junto à Corregedoria.