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Medicina e Saúde

Estoque de sangue entra em nível crítico e HGL faz apelo urgente por doações em Linhares

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O Hospital Geral de Linhares (HGL) está fazendo um apelo urgente à população para reforçar o estoque de sangue do Hemocentro Regional de Linhares (Hemoes), que se encontra em nível crítico. A baixa quantidade de bolsas disponíveis pode comprometer o atendimento de pacientes que necessitam de transfusões, além da realização de cirurgias e tratamentos.

A Secretaria Municipal de Saúde destaca que a solidariedade da população é fundamental neste momento. Uma única doação de sangue pode salvar até quatro vidas, beneficiando pacientes em diferentes situações de emergência e tratamentos contínuos.

O secretário municipal de Saúde, Alexandre Marim, reforçou o pedido para que os moradores que estejam aptos a doar procurem o Hemoes.

“Estamos vivendo um momento delicado em relação ao estoque de sangue. Por isso, fazemos um apelo para que a população se mobilize. Doar sangue é um gesto simples, rápido e que pode fazer toda a diferença na vida de quem está lutando pela recuperação. Contamos com a solidariedade dos linharenses para reforçar os estoques e garantir o atendimento aos pacientes do Hospital Geral de Linhares e de toda a região”, destacou.

A diretora-geral do Hospital Geral de Linhares, Clézia Marteli, também ressaltou a importância da mobilização da comunidade.

“Cada doação representa esperança para quem precisa. Muitos pacientes dependem diariamente das transfusões para continuar seus tratamentos ou passar por procedimentos cirúrgicos. Pedimos que quem puder doar procure o Hemoes e ajude a salvar vidas”, afirmou.

As doações podem ser feitas no Hemoes Linhares, localizado na Avenida João Felipe Calmon, nº 1.305, no Centro. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 15h20.

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Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (27) 3264-6000 e (27) 3264-6001.

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Medicina e Saúde

Os maiores mitos sobre emagrecimento que a internet insiste em espalhar

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Vivemos uma época em que nunca houve tanto acesso à informação sobre saúde. Ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil separar o que realmente é ciência do que é apenas uma promessa bem embalada para gerar curtidas e compartilhamentos.

Todos os dias surgem novos vídeos, desafios e “truques” que prometem acelerar o metabolismo, secar gordura localizada ou fazer alguém perder vários quilos em poucas semanas.

Como endocrinologista, acompanho esse movimento de perto e percebo o impacto que ele provoca na vida dos pacientes. Muitos chegam ao consultório frustrados porque tentaram de tudo. Na verdade, tentaram tudo o que a internet mandou fazer.

Os mitos mais comuns sobre perda de peso

Uma das maiores armadilhas é acreditar que existe um alimento capaz de emagrecer. De tempos em tempos, um novo protagonista ganha espaço nas redes sociais: já foi a água com limão, o vinagre de maçã, o café, o gengibre, determinados chás e tantos outros.

Embora alguns desses alimentos possam fazer parte de uma alimentação saudável, nenhum deles tem o poder de provocar emagrecimento sozinho. Se isso fosse verdade, dificilmente a obesidade teria alcançado proporções tão preocupantes no mundo inteiro.

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Outro equívoco que ainda persiste é enxergar a obesidade como consequência exclusiva da falta de força de vontade. Essa talvez seja uma das ideias mais prejudiciais que ainda circulam. Hoje sabemos que a obesidade é uma doença crônica e multifatorial, influenciada por fatores genéticos, hormonais, metabólicos, ambientais e emocionais.

Evidentemente, os hábitos de vida exercem um papel importante, mas reduzir um problema tão complexo à ideia de “basta fechar a boca” não encontra respaldo na ciência e ainda contribui para o preconceito enfrentado por quem convive com a doença.

Também observo uma preocupação excessiva em encontrar o culpado pelo ganho de peso. Em diferentes momentos, os carboidratos, as frutas, o glúten, o leite e até determinados horários das refeições passaram a ser tratados como grandes vilões. A alimentação, porém, é muito mais complexa do que isso. Nenhum nutriente, isoladamente, explica o sucesso ou o fracasso de um processo de emagrecimento. O que realmente faz diferença é a qualidade da alimentação como um todo, associada a um estilo de vida compatível com a realidade de cada pessoa.

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Dietas radicais não são a resposta

Outro comportamento bastante comum é acreditar que quanto mais restritiva for a dieta, melhores serão os resultados. A experiência clínica mostra exatamente o contrário. Dietas extremamente rígidas costumam funcionar por pouco tempo. Elas podem provocar perda rápida de peso inicialmente, mas também aumentam as chances de abandono do tratamento e da recuperação do peso perdido. Em medicina, um tratamento só pode ser considerado eficaz quando consegue ser mantido ao longo do tempo.

Nos últimos anos, outro assunto passou a dominar as conversas: os medicamentos para tratamento da obesidade. Eles representam, sem dúvida, um dos maiores avanços da endocrinologia recente e têm transformado a vida de muitos pacientes quando bem indicados.

No entanto, também deram origem a uma nova onda de desinformação. Ainda existe quem acredite que essas medicações fazem milagres ou substituem mudanças de hábitos. Não fazem. Elas são ferramentas importantes, mas continuam dependendo de acompanhamento médico, alimentação adequada, atividade física e um plano terapêutico individualizado.

 

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Inovação e tecnologia no combate ao câncer de mama no ES

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O avanço da medicina diagnóstica de alta complexidade no Espírito Santo ganha um novo e importante marco regulatório e de mercado. A incorporação de tecnologias de ponta em bioimagem tem se consolidado como um divisor de águas para as instituições que buscam alinhar eficiência operacional, precisão clínica e acolhimento. Nesse cenário, a modernização do serviço de mamografia do Hospital Santa Rita, com a aquisição de dois novos equipamentos de última geração, sinaliza um salto qualitativo para a saúde suplementar e pública capixaba.

 

 

Um dos grandes destaques dessa renovação é o Senographe Pristina, uma plataforma tecnológica projetada para transformar o fluxo de atendimento ao integrar, dentro do mesmo ambiente físico, a mamografia de alta resolução e a realização de biópsias guiadas. Essa arquitetura de processos elimina a necessidade de deslocamento da paciente entre diferentes salas do hospital, o que se traduz diretamente em maior produtividade clínica, agilidade assistencial e mitigação do estresse gerado pelo tempo de espera.

Com a capacidade de captar imagens em 3D por tomossíntese, com ou sem contraste, reduz o tempo de aquisição das mesmas detalhadas via tomossíntese (com ou sem contraste) em tempo reduzido, o novo sistema otimiza tanto o conforto da paciente quanto a segurança do corpo médico. Segundo Lorran Ferreira, gerente do Serviço de Diagnóstico por Imagem do Hospital, essa integração eleva a precisão na detecção de lesões pequenas ou de difícil visualização, sobretudo em mamas densas, e melhora significativamente a confiança diagnóstica dos profissionais.

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Integração de processos e precisão clínica

 

A otimização dos diagnósticos em estágios iniciais é um dos principais fatores para o sucesso terapêutico em oncologia, interferindo diretamente na sustentabilidade financeira e clínica do sistema de saúde. A nitidez e a abrangência das novas ferramentas oferecem uma importante vantagem preditiva no acompanhamento das pacientes.“A maior cobertura e resolução de imagem também potencializam a identificação de tipos específicos de tumor com mais clareza, o que pode ser determinante em estágios iniciais da doença”, afirma Ferreira.

Além de proteger o paciente por meio da expressiva redução da dose de radiação emitida, o design ergonômico atua diretamente na experiência de cuidado.“O design moderno e ergonômico do mamógrafo, com um detector maior que abrange toda a mama, também representa um passo à frente em termos de conforto para as pacientes, ainda que a experiência de compressão continue sendo subjetiva para cada mulher”, explica o gerente.

IA no radar e alta definição

A flexibilidade tecnológica é outro pilar essencial do novo parque de imagens da instituição. O recurso “patient assisted compression”, por exemplo, permite o controle remoto da compressão, facilitando o manejo de exames em pacientes com próteses mamárias ou limitações físicas e motoras. O horizonte estratégico aponta ainda para saltos maiores de inovação. “Há também expectativas de que a tecnologia seja integrada a futuros sistemas de inteligência artificial para análise de imagens, o que poderá ampliar ainda mais a precisão e a velocidade dos diagnósticos”, revela.

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Para complementar essa entrega de alta performance, o hospital integrou também o mamógrafo Fuji Amulet Innovality, reconhecido globalmente pela excelência no padrão de tomossíntese. “O equipamento tem um recurso de alta definição (High Resolution – HR) que é excelente no padrão de mama densa”, enfatiza Lorran Ferreira.

Sustentabilidade e impacto na saúde pública

Essa expansão do parque tecnológico ocorre em um cenário epidemiológico desafiador. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar cerca de 78.610 novos casos anuais de câncer de mama no triênio de 2026 a 2028, o que equivale a um risco projetado de 71,57 casos a cada 100 mil mulheres. Diante desse panorama, o ganho de velocidade operacional dos novos aparelhos reflete-se em uma tese de alto impacto social: aumentar a vazão de exames, mitigar filas e ampliar o acesso ao rastreamento preventivo de alta precisão — tanto para convênios e particulares quanto para o SUS, que responde por mais de 90% da demanda histórica da instituição.

A estratégia de modernização ganha ainda mais sustentabilidade com a decisão do Hospital Santa Rita de aderir ao rigoroso Programa de Qualidade em Mamografia (PQM) do Inca. “A meta é não apenas oferecer tecnologia de ponta, mas também fortalecer a linha de cuidado para a saúde da mulher e a detecção precoce do câncer de mama, trazendo benefícios concretos para a comunidade atendida”, conclui Lorran Ferreira.

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