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Medicina e Saúde

Estudo mostra que parasita da malária adquiriu resistência a remédios

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A resistência da malária aos medicamentos está se tornando mais complexa. Um estudo publicado na revista Nature Microbiology em 5 de agosto analisou o material genético do Plasmodium falciparum — parasita responsável pela forma mais grave da doença – e encontrou um conjunto de mutações que podem dificultar o controle da infecção.

A malária segue entre as doenças infecciosas que mais matam no mundo, com maior risco para crianças pequenas, especialmente na África. Embora exista tratamento, o parasita pode desenvolver resistência a diferentes remédios ao longo das últimas décadas.

Os pesquisadores analisaram amostras coletadas entre 2019 e 2023 em diferentes regiões da Etiópia. O objetivo foi identificar alterações genéticas associadas à resistência a medicamentos usados no passado e no presente.

Os dados mostram que mutações antigas continuam presentes. Marcadores ligados à resistência à cloroquina apareceram em mais da metade das amostras analisadas, mesmo depois de o uso do remédio ter sido interrompido contra esse tipo de malária.

Também foram encontrados sinais de resistência à sulfadoxina-pirimetamina, outro tratamento abandonado. Isso indica que o parasita pode manter adaptações antigas enquanto adquire novas.

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Tratamentos atuais também entram no cenário

Além das mutações antigas, o estudo também encontrou mudanças ligadas aos remédios usados hoje. Um dos sinais de resistência à artemisinina apareceu em parte das amostras e foi mais comum em algumas regiões.

Os pesquisadores também identificaram alterações que indicam menor resposta à lumefantrina, presente na maioria dos casos analisados. Esse medicamento faz parte do tratamento padrão, combinado com derivados da artemisinina.

A análise não avaliou diretamente se os remédios estão falhando, mas sim sinais genéticos de resistência. Mesmo assim, os dados mostram que o parasita reúne diferentes formas de escapar da ação dos medicamentos.

Diferenças entre regiões

Outro ponto importante é que a resistência não aparece do mesmo jeito em todos os lugares. As combinações de mutações mudam de uma região para outra, o que cria cenários diferentes de resposta aos tratamentos.

Em alguns casos, esses sinais surgem juntos. Parasitas com resistência à cloroquina, por exemplo, tinham mais chance de também apresentar resistência à artemisinina, o que pode dificultar ainda mais o controle da doença.

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Para os pesquisadores, esse padrão indica que o combate à malária precisa levar em conta diferenças locais, já que uma mesma estratégia pode não funcionar da mesma forma em todas as regiões.

O que os dados indicam

Para os autores, os resultados são vistos como um alerta. A presença de várias mutações ao mesmo tempo indica que o parasita continua se adaptando à pressão dos medicamentos usados ao longo dos anos.

Eles defendem um monitoramento contínuo, que acompanhe tanto as diferentes espécies de parasitas quanto o que acontece em cada região. Isso pode ajudar a ajustar as estratégias de controle e tratamento de acordo com o cenário local.

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Vai tirar o siso? Descubra por que o inverno pode ser a melhor época para a cirurgia

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Todos os anos, com a chegada do inverno, os consultórios de cirurgia bucomaxilofacial registram um aumento na procura pela extração dos terceiros molares, popularmente conhecidos como dentes do siso. A coincidência não acontece por acaso. Embora a remoção desses dentes possa ser realizada em qualquer época do ano, os meses mais frios costumam oferecer condições que tornam o período pós-operatório mais confortável para muitos pacientes.

Mas será que existe realmente uma vantagem científica em operar durante o inverno?

A resposta é sim, embora seja importante esclarecer que o sucesso da cirurgia depende muito mais do planejamento adequado, da experiência do cirurgião e dos cuidados do paciente do que da estação do ano. Ainda assim, fatores ambientais típicos do inverno podem favorecer uma recuperação mais tranquila e reduzir alguns desconfortos comuns do pós-operatório.

Quando o dente do siso precisa ser retirado?

Os dentes do siso são os últimos dentes permanentes a nascer, geralmente entre os 17 e os 25 anos de idade. Em muitas pessoas, eles não encontram espaço suficiente para erupcionar adequadamente, permanecendo parcialmente cobertos pela gengiva ou totalmente inclusos dentro do osso.

Nessas situações, podem provocar:

  • Inflamação;
  • Infecções;
  • Dor;
  • Dificuldade de higiene;
  • Reabsorção do dente vizinho;
  • Formação de cistos.

Tornando necessária sua remoção cirúrgica.

Entretanto, nem todo dente do siso precisa ser extraído. Quando esses dentes erupcionam completamente, apresentam posição adequada, participam normalmente da mastigação e permitem boa higiene, podem permanecer na boca sob acompanhamento periódico do cirurgião-dentista.

A decisão pela extração deve sempre ser individualizada, com base no exame clínico e na avaliação radiográfica.

O frio ajuda a controlar o inchaço?

Independentemente da época do ano, toda cirurgia desencadeia uma resposta inflamatória natural do organismo. Nos primeiros dias, é esperado que ocorram edema, sensibilidade, limitação da abertura da boca e algum desconforto.

Durante o inverno, as temperaturas mais amenas podem proporcionar uma sensação de maior conforto no período pós-operatório. O calor favorece a dilatação dos vasos sanguíneos, aumentando o fluxo de sangue para os tecidos e podendo intensificar a sensação de inchaço.

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Já o clima mais frio torna mais confortável o uso das compressas frias, uma das principais medidas para ajudar a controlar edema e dor nas primeiras 48 horas após a cirurgia.

Alimentação também pode ser mais confortável

Após a extração dos sisos, recomenda-se uma dieta com alimentos frios, mornos e de consistência macia, como iogurtes, vitaminas, purês, sorvetes sem pedaços, cremes, sopas mornas e frutas amassadas.

Durante o inverno, esse tipo de alimentação costuma ser melhor aceito e preparado de forma mais adequada, sem a necessidade de consumir refeições muito quentes. Nas primeiras horas após o procedimento, temperaturas elevadas podem aumentar o fluxo sanguíneo local e favorecer pequenos sangramentos.

O inverno favorece o repouso?

O clima mais ameno também pode estimular o repouso. Nos dias frios, muitas pessoas tendem a permanecer mais tempo em casa, reduzindo atividades físicas intensas e a exposição ao sol.

Esse comportamento coincide com algumas das principais recomendações para os primeiros dias após a cirurgia. Nesse período, esforços físicos devem ser evitados para reduzir o risco de sangramentos, aumento do edema e desconforto.

As férias escolares e universitárias, frequentemente concentradas em julho, também ajudam a explicar o aumento da procura. Muitos adolescentes e adultos jovens aproveitam o intervalo para realizar procedimentos eletivos sem comprometer as atividades acadêmicas.

Como os primeiros dias de recuperação costumam exigir repouso relativo, o período de férias pode facilitar esse processo e reduzir o impacto sobre a rotina.

O frio diminui o risco de infecção?

Não. Esse é um dos principais mitos relacionados à extração dos dentes do siso no inverno.

Não existe evidência científica de que a estação do ano, isoladamente, reduza a ocorrência de infecções após a cirurgia. Quando essas complicações acontecem, geralmente estão relacionadas a fatores como dificuldade de higiene, presença prévia de infecção, tabagismo, doenças sistêmicas, procedimentos mais complexos ou descumprimento das orientações pós-operatórias.

Da mesma forma, o verão não é contraindicado para a extração dos sisos. Milhares de procedimentos são realizados com sucesso durante todo o ano.

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O que pode mudar nos meses mais quentes é a necessidade de alguns cuidados adicionais, como evitar exposição prolongada ao calor, manter uma boa hidratação e controlar o edema com compressas frias e repouso.

Quais cuidados são importantes após a cirurgia?

Independentemente da estação, algumas orientações são fundamentais para uma boa recuperação.

Nas primeiras 24 a 48 horas, recomenda-se aplicar compressas frias na face, evitar esforço físico, não fumar, não consumir bebidas alcoólicas e seguir rigorosamente a medicação prescrita pelo cirurgião.

A higiene bucal também deve ser mantida, respeitando as orientações específicas para cada caso. A limpeza adequada é importante para reduzir o risco de complicações.

É melhor esperar o inverno para retirar o siso?

Não necessariamente.

Muitas pessoas aguardam o aparecimento de dor intensa para procurar atendimento. Entretanto, quando existe indicação para a extração, adiar o procedimento pode favorecer o surgimento de processos infecciosos recorrentes ou danos aos tecidos vizinhos.

A remoção programada, quando indicada, tende a permitir um procedimento mais previsível e uma recuperação mais favorável.

Por isso, mais importante do que esperar uma determinada estação é avaliar o momento adequado para cada paciente.

Existe uma época ideal para retirar o siso?

Se existe uma época ideal para retirar os sisos, ela depende principalmente da saúde do paciente e do planejamento adequado do tratamento.

O inverno reúne algumas características que podem tornar o período mais confortável: temperaturas mais amenas, menor exposição ao calor e, para muitos pacientes, maior disponibilidade de tempo durante as férias.

Mas o procedimento pode ser realizado com segurança em qualquer época do ano, desde que exista indicação correta, planejamento criterioso e acompanhamento por um cirurgião bucomaxilofacial habilitado.

Mais do que esperar a estação perfeita, o importante é cuidar do problema no momento adequado. Assim, a recuperação tende a ser mais tranquila e a saúde bucal pode ser preservada em qualquer época do ano.

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Guarapari emite alerta de aumento de casos de catapora; veja sintomas e prevenção

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Um alerta de aumento de casos de catapora (varicela) foi emitido, nesta quinta-feira (6), pela Prefeitura de Guarapari, por meio da Secretaria Municipal de Saúde. A doença pode afetar pessoas de todas as idades, sendo mais grave em gestantes, adultos e pessoas com baixa imunidade.

Os sintomas de catapora incluem: febre alta, dor no corpo, mal-estar, lesões avermelhadas, doloridas ou com pus e perda de apetite. A transmissão pode ocorrer pelo ar ou por meio de fala, tosse ou espirro, contato direto com líquido das feridas e objetos compartilhados.

A doença é considerada altamente contagiosa e começa a ser transmitida um a dois dias antes das lesões até todas as bolhas virarem crostas.

A prefeitura ressaltou que a vacina é a principal forma de prevenir a doença e é oferecida gratuitamente pelo SUS. É importante evitar contato com pessoas doentes, lavar sempre as mãos e não compartilhar objetos pessoais.

Após contrair varicela, apenas os sintomas podem ser aliviados, as medidas de tratamento envolvem: isolamento até a cicatrização das feridas, repouso, hidratação, remédios de dor e febre e cuidados com a pele.

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Segundo a administração municipal, em caso de dois ou mais sintomas, os pacientes devem procurar uma unidade de saúde.

A reportagem procurou a administração municipal para obter os dados sobre vacinação de catapora e sobre quantidade de infectados. Assim que tivemos retorno, essa matéria será atualizada.

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