O prazo para as inscrições do Concurso Moda Inclusiva – Edição 2026, iniciativa que promove inclusão social, inovação e acessibilidade no setor da moda, foi prorrogado até o dia 15 de agosto.
O programa tem como objetivo estimular a criação de soluções de vestuário que unam funcionalidade, conforto, autonomia e design, de modo a atender às necessidades das pessoas com deficiência.
As inscrições foram abertas em maio e seguem agora até 15 de agosto de 2026. O cadastro deve ser realizado por meio de formulário online.
Podem participar pessoas físicas residentes no Brasil, incluindo estudantes e profissionais das áreas de moda, design, modelagem, costura e áreas correlatas. A iniciativa também é aberta a quem possui habilidades práticas, como costura, e deseja apresentar ideias criativas, mesmo sem formação específica na área.
Cada projeto deverá contemplar uma deficiência específica, apresentar viabilidade de produção e incluir descrição técnica e conceitual da proposta. As categorias estão divididas em infantil, esporte, adulto feminino e adulto masculino.
Após a fase inicial, serão selecionados 20 finalistas, sendo cinco por categoria, que avançam para a etapa de conclusão do concurso. A divulgação dos finalistas está prevista para o dia 10 de setembro.
O encerramento da edição 2026 acontece em 11 de novembro, na Pinacoteca do Estado, com um desfile dos projetos selecionados em uma apresentação aberta ao público.
Na ocasião serão anunciados os vencedores, que receberão premiação em dinheiro e prêmios oferecidos pelos parceiros do concurso.
1º lugar: R$ 8.000,00 + prêmios dos apoiadores
2º lugar: R$ 6.000,00 + prêmios dos apoiadores
3º lugar: R$ 3.000,00 + prêmios dos apoiadores
Moda Inclusiva incentiva inovação e acessibilidade
Lançado em 2009, o Concurso Moda Inclusiva propõe uma reflexão comportamental e estimula a originalidade, incentivando o mercado a desenvolver alternativas inovadoras e acessíveis.
Ao longo das edições anteriores, o projeto consolidou-se como um espaço de valorização do design inclusivo, promovendo a criação de peças ajustáveis que facilitam o cotidiano de pessoas com deficiência e contribuem para superar barreiras e preconceitos sociais.
Segundo estimativa do Observatório dos Direitos da Pessoa com Deficiência, mais de 2,7 milhões de pessoas que vivem no estado de São Paulo possuem algum tipo de deficiência. Isso representa 6,33% da população paulista, que pode ser beneficiada pelo desenvolvimento de soluções para adaptabilidade no uso de vestimentas e pelo compromisso do setor da moda com a diversidade e a inclusão.
A Havaianas lançou um chinelo com salto na Copenhagen Fashion Week e dividiu opiniões; entenda a tendência e a história por trás do modelo
Em plena Copenhagen Fashion Week, a Havaianas deu o que falar ao colocar salto alto em seu ícone de borracha. Ao apresentar uma versão kitten heel da clássica sandália de dedo, a etiqueta brasileira provocou reações imediatas e opostas.
Isso porque, enquanto parte do público enxergou a novidade como um passo fluido e inovador do modelo, outros fãs ficaram surpresos com a transformação do calçado mais popular do país em um item de passarela. Ademais, a aposta se justifica pelo momento exato da moda.
Isso porque o modelo kitten heel de dedo — caracterizado pelo salto fino e baixo em tiras em formato de Y — desponta como uma das principais tendências de sandálias para 2026, resgatando diretamente a estética dos anos 2000. Preservando a essência do chinelo tradicional, a novidade ganha contornos mais refinados. Aliando o toque sofisticado do salto sutil sem perder o ar relaxado que o calçado carrega.
A escolha da capital dinamarquesa como cenário também carrega propósito, de acordo com o Hypnotique. Desde 2025, o calçado se consolidou como item de desejo nos bastidores da semana de moda dinamarquesa, compondo as produções de editoras, criadoras de conteúdo e referências de street style.
A rotina de Copenhague, marcada por trajetos a pé ou de bicicleta, favoreceu a adesão ao estilo prático e minimalista da marca. Foi na mesma cidade, inclusive, que a Havaianas apresentou uma collab com a OpéraSport, revelando o primeiro modelo de dedo feito via impressão 3D. A versão de salto surge, assim, como um novo passo dessa conexão entre a identidade praiana do Brasil e a moda escandinava.
Aliás, a primeira aparição em uma apresentação de alta-costura ocorreu em 1999, no desfile de Jean Paul Gaultier. Ao longo dos anos, a etiqueta acumulou colaborações com grifes como Saint Laurent, Missoni e Dolce & Gabbana, além de contar com Gigi Hadid no papel de embaixadora global e diretora criativa de coleções cápsula. Diante desse histórico, o modelo kitten heel apresentado na Dinamarca apenas reforça uma construção de longa data: a capacidade de colocar a borracha brasileira no centro do debate da moda global.
A Princesa de Gales lidera o ranking anual de estilo da publicação, consolidando seu retorno aos compromissos oficiais e reafirmando o poder de sua elegância com mensagens sutis através da moda
A consolidar mais uma vez seu status como ícone de estilo, Kate Middleton, de 44 anos, conquistou o primeiro lugar na tradicional lista anual das mais bem-vestidas da revista Tatler. A publicação descreveu a Princesa de Gales como “a figura mais elegante da Grã-Bretanha”, destacando que seus looks “iluminam as ocasiões reais” e apontando que ela “recuperou a saúde – e voltou a ser uma heroína da moda britânica” após o diagnóstico de câncer em 2024.
Com essa conquista, Kate retoma o topo da lista – título que já havia levado em outras ocasiões, como em 2022 -, sucedendo as vencedoras de 2025, Lady Lola Bute e Jazzy de Lisser, e superando a prima do Príncipe William, a Princesa Beatrice, que liderou o ranking em 2024. O levantamento de estilo deste ano também destacou nomes como a atleta britânica Temi Ojroa, a atriz Hannah Dodd e Valentina Pinault, filha de Salma Hayek.
O reconhecimento coroa uma importante fase de recuperação para a princesa, que passou grande parte de 2024 afastada dos holofotes devido ao tratamento contra o câncer. Após anunciar estar em remissão no início de 2025 e retomar sua agenda real, Kate deu passos importantes em 2026, incluindo sua primeira visita real ao exterior desde o diagnóstico, realizada em Reggio Emilia, na Itália.
Kate Middleton — Foto: GettyImages
Nos últimos meses, o guarda-roupa da princesa transitou entre o glamour de tapetes vermelhos, como no BAFTA , e produções de verão em partidas de polo. Um dos visuais mais majestosos de 2026 ocorreu em março, durante o banquete de estado nigeriano, ocasião em que combinou a clássica tiara Lover’s Knot com um vestido verde assinado por Andrew Gn.
Kate Middleton e Príncipe William no BAFTA 2026 — Foto: Getty Images
Kate Middleton marca presença no banquete de estado nigeriano em 18 de março de 2026 — Foto: GettyImages
Moda com propósito e mensagens sutis
Conhecida por seguir regras práticas de estilo, Kate frequentemente aposta na sustentabilidade e na proximidade com o público ao reutilizar peças favoritas, desde vestidos de gala até jaquetas casuais e suas inseparáveis botas de cano alto da Penelope Chilvers.
Especialistas apontam que essa repetição de figurino carrega um forte simbolismo. A estilista Lisa Talbot destacou ao Daily Mail que reciclar looks em momentos de escrutínio público, como após a prisão do ex-príncipe Andrew em fevereiro, é uma atitude “muito intencional”:
Kate Middleton repete look — Foto: Getty Images
“Repetir uma peça de roupa comunica, de forma sutil, firmeza e humildade. Sinaliza continuidade, responsabilidade e respeito pelo momento”, avaliou Talbot, acrescentando que a escolha elimina distrações para manter o foco no trabalho institucional.
Kate Middleton repete casaco elegante em fúcsia — Foto: Getty Images
Kate Middleton repete vestido de R$ 10 mil em Wimbledon — Foto: Vogue
Seguindo também uma tradição herdada da Rainha Elizabeth II, a princesa costuma apostar em cores vibrantes para garantir visibilidade perante as multidões, assegurando que o público consiga avistá-la com facilidade durante os eventos oficiais.
Príncipe William e Kate Middleton — Foto: Getty Images