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Medicina e Saúde

Multivacinação no ES: veja as vacinas mais aplicadas na campanha

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Encerrada na última terça-feira (1°), a Campanha Nacional de Multivacinação resultou na aplicação de 151.083 doses no Espírito Santo, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). O total supera em 3% o resultado da mobilização de 2025, quando foram registradas 146.501 aplicações.

A campanha começou no dia 3 de agosto e buscou ampliar o acesso às vacinas e atualizar as cadernetas de crianças e adolescentes menores de 15 anos com doses em atraso ou esquemas vacinais incompletos. Durante o período, o Estado também realizou o Dia D de mobilização, em 22 de agosto, aplicando 11.911 doses em um único dia.

Segundo a Sesa, o número de aplicações deste ano ficou pouco mais de 21% acima do resultado registrado na campanha de 2024.

 

Vacinas mais aplicadas

A vacina inativada contra a poliomielite registrou o maior número de aplicações durante a campanha, com 18.643 doses. Em seguida aparecem a vacina contra a influenza, com 18.229 doses, e a meningocócica ACWY, com 14.954 aplicações.

 

Confira o quantitativo informado pela Sesa:

Vacinas Doses aplicadas
Vacina BCG 3.595
Vacina Covid-19 5.618
Vacina Dengue (Atenuada) 8.544
Vacina Difteria e Tétano Adulto 2.294
Vacina DTP 8.125
Vacina Febre Amarela 8.752
Vacina Hepatite A Infantil 4.403
Vacina Hepatite B 3.701
Vacina Hexa Acelular (DTPa/HB/VIP/Hib) 73
Vacina HPV Quadrivalente 4.447
Vacina Inativada Poliomielite 18.643
Vacina Influenza Trivalente 18.229
Vacina Meningo ACWY 14.954
Vacina Meningo C 1.166
Vacina Penta (DTP/HB/Hib) 11.934
Vacina Pneumo 10 1.790
Vacina Pneumo 20 11.046
Vacina Rotavírus 8.334
Vacina Tetraviral 3.637
Vacina Tríplice Viral 5.701
Vacina Varicela 6.097

Região Metropolitana concentrou maior número de doses

A Região Metropolitana de Saúde concentrou 84.667 doses aplicadas, o maior total entre as quatro regiões do Estado. A Região Sul registrou 27.382 aplicações, enquanto a Região Central somou 20.145 e a Região Norte, 18.889 doses.

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O encerramento da campanha não interrompe a oferta de imunizantes. Segundo a Sesa, as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação continuam disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em mais de 700 salas de vacinação no Espírito Santo.

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Medicina e Saúde

Apenas uma bebida por dia pode aumentar o risco de morrer de vários tipos de câncer

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Álcool contribui para o desenvolvimento da doença ao alterar níveis hormonais, danificar o DNA e interferir na absorção de nutrientes

 

O álcool pode desempenhar um papel maior na morte por vários tipos de câncer nos Estados Unidos do que se sabia anteriormente, de acordo com um novo estudo.

“Embora seja verdade que a mortalidade geral por câncer diminuiu, descobrimos que a porcentagem de mortes por câncer proporcionalmente atribuíveis ao álcool dobrou em pessoas com 20 anos ou mais nos últimos 33 anos”, disse o primeiro autor do estudo, o Dr. Chinmay Jani.

O aumento do risco de morte se aplica aos cânceres de mama, próstata, cólon, reto, estômago, pâncreas e fígado, bem como aos cânceres de cabeça e pescoço, de acordo com a pesquisa.

“No geral, sabemos que o álcool está intimamente relacionado à mortalidade por câncer de fígado”, disse Jani, pesquisador clínico chefe em hematologia e oncologia no Sylvester Comprehensive Cancer Center da Universidade de Miami.

“Notavelmente, entre adultos de 20 a 54 anos, o câncer colorretal foi a principal causa de mortalidade por câncer atribuível ao álcool em homens e a segunda principal causa em mulheres, superando o câncer de fígado em ambos os grupos”, disse ele.

“Nas mulheres, a principal causa foi o câncer de mama relacionado ao álcool.”

Não foi preciso muito álcool para aumentar o risco de alguém — cerca de uma bebida padrão por dia, todos os dias, disse Jani.

Nos EUA, uma bebida padrão equivale a 355 ml de cerveja comum, 148 ml de vinho ou 44 ml de licor com 40% de teor alcoólico.

Por décadas, as diretrizes federais recomendaram que os americanos limitassem seu consumo a duas bebidas padrão por dia para homens e uma bebida por dia para mulheres.

Em janeiro, o governo Trump removeu esses limites, sugerindo em vez disso que as pessoas deveriam “consumir menos álcool para uma melhor saúde geral”.

Embora tomar um coquetel todas as noites já tenha sido considerado uma parte aceitável da vida diária, estudos atuais mostram que essa é uma crença desatualizada, disse o cardiologista Dr. Andrew Freeman, diretor de prevenção cardiovascular e bem-estar do National Jewish Health em Denver.

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“O que costumávamos pensar sobre o álcool continua sendo desgastado à medida que a ciência moderna nos mostrou que não existe uma quantidade segura de consumo de álcool”, disse Freeman, que não esteve envolvido com a nova pesquisa.

“Este estudo, em conjunto com vários outros, sugere que os riscos associados ao consumo precisam de um reconhecimento muito mais amplo.”

 

Como o álcool contribui para o crescimento do câncer

O álcool contribui para o crescimento do câncer de várias maneiras, de acordo com o NCI (Instituto Nacional de Câncer).

O álcool altera os níveis de hormônios, incluindo o estrogênio, um motivo fundamental para a ligação entre a bebida e o câncer de mama.

O álcool é etanol ou álcool etílico, que é decomposto pelo fígado em acetaldeído, um “provável carcinógeno humano”, afirma o NCI em seu site.

Embora o fígado decomponha ainda mais o acetaldeído em uma molécula inofensiva chamada acetato, o processo não é infalível: o acetaldeído pode danificar o DNA e interferir no reparo do DNA antes que a conversão em acetato seja concluída.

O álcool também contribui para o estresse oxidativo, que danifica o DNA, as proteínas e a função celular, e cria inflamação.

Beber álcool também enfraquece as células da boca e da garganta, tornando-as mais suscetíveis a substâncias cancerígenas. Isso é ainda mais provável de ocorrer com o fumo de cigarros, uma grande fonte de acetaldeído.

Além disso, o álcool interfere na decomposição e absorção de nutrientes importantes que se acredita diminuírem o risco de câncer — vitaminas A, C, D e E, bem como folatos do complexo de vitamina B, de acordo com o NCI.

 

Efeitos podem diferir por idade e sexo

O estudo, que foi publicado na segunda-feira (31) no jornal The Lancet Regional Health – Americas, analisou mais de três décadas de dados dos EUA reunidos para o GBD (Estudo da Carga Global de Doenças).

O estudo GBD é um esforço científico massivo para medir a saúde, a mortalidade e as incapacidades a partir de centenas de fatores de risco, doenças e condições em mais de 200 países e territórios.

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Entre 1990 e 2023, o número total de mortes anuais por câncer associadas ao álcool mais que dobrou, passando de 11.361 para 23.126 nos EUA.

Homens e adultos com 55 anos ou mais sofreram o maior impacto; a taxa de mortalidade por câncer relacionada ao álcool em homens mais velhos subiu quase 24% ao longo do período de 33 anos.

Para os homens, as mortes por câncer de fígado mostraram a ligação mais forte com o álcool, seguidas pelos cânceres de esôfago e colorretal.

Para mulheres com 55 anos ou mais, o câncer de mama foi o principal assassino, seguido pelos cânceres de fígado e colorretal.

Para mulheres de qualquer idade e para homens com menos de 55 anos, é necessário menos álcool para aumentar o risco de câncer em comparação com homens com mais de 55 anos, de acordo com Jani.

“Se a mesma proporção de álcool for ingerida por uma mulher ou por um homem ou mulher mais jovem, é considerado um potencial de risco muito maior para o desenvolvimento de câncer”, disse ele.

Dos 10 tipos de câncer que o estudo examinou, os menores aumentos nas mortes ligadas ao álcool ocorreram nos cânceres de próstata, pâncreas e estômago, mas mesmo esses aumentaram ao longo do tempo, disse Jani.

O álcool desempenhou um papel importante nas mortes por tumores malignos na cabeça e no pescoço, incluindo lábio, cavidade oral, faringe, laringe e câncer de esôfago.

Até um quarto dos cânceres de cabeça e pescoço têm o álcool como fator de risco, “o que obviamente poderia ser evitado”, disse Jani.

“Embora nosso estudo não tenha os dados para mostrar que você deve parar completamente de beber álcool, a mensagem que queremos transmitir é que diminuir o uso de álcool para o nível mais baixo possível será o melhor para sua saúde.”

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Medicina e Saúde

Alimentação pode estar associada à depressão? Estudo da Ufes aponta relação

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Pesquisa associou frutas, verduras e grãos integrais a 25% menos probabilidade de diagnóstico do transtorno

 

Uma pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) com 7.617 brasileiros associou padrões de alimentação ao diagnóstico de depressão. O estudo apontou que participantes com maior consumo de frutas, verduras, oleaginosas e grãos integrais tiveram cerca de 25% menos probabilidade de relatar o transtorno.

O levantamento foi desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Saúde (PPGNS) da Ufes e analisou dados coletados entre 2016 e 2022, com participantes das cinco regiões do país.

Do total, 67,9% eram mulheres e 32,1% homens. Desses, 13,2% informaram ter recebido diagnóstico de depressão. Os pesquisadores identificaram três principais padrões de ingestão de nutrientes.

O primeiro padrão foi caracterizado por uma dieta prudente, pela presença de vitaminas, minerais e compostos bioativos. O segundo, caracterizado pela ingestão de nutrientes de origem animal, apresentou associação com maior chance de diagnóstico de depressão entre os participantes eutróficos, aqueles sem excesso de peso.

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Já o padrão anti-inflamatório reuniu alimentos como abacate, castanhas, aveia, legumes e hortaliças. Os participantes que seguiam esse perfil alimentar tiveram menor probabilidade de relatar depressão, segundo a análise.

Esse padrão também incluiu maior consumo de gorduras consideradas saudáveis, como ômega-3, ômega-6 e gorduras monoinsaturadas, além de minerais como o selênio. Esses nutrientes estão relacionados ao funcionamento do sistema nervoso.

A associação protetora também foi observada entre mulheres, pessoas com excesso de peso e indivíduos sedentários. O estudo, porém, não permite concluir que uma dieta cause ou previna a depressão, pois identificou associação entre os padrões analisados e o diagnóstico relatado pelos participantes.

O mestre João Vitor Moraes-Santos conduziu a pesquisa sob orientação do professor José Luiz Marques-Rocha, do PPGNS/Ufes. O trabalho foi publicado na Revista Internacional de Ciências Alimentares e Nutrição.

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