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Brasil

Nevoeiro no Rio atrasa e cancela voos no Aeroporto de Vitória

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Nove voos registraram atraso, três foram cancelados e quatro aeronaves precisaram pousar na capital capixaba após mudança de rota

Um nevoeiro no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, provocou reflexos na operação do Aeroporto de Vitória na manhã deste sábado (27). As condições meteorológicas no terminal carioca resultaram em atrasos, cancelamentos e até mudanças de rota de aeronaves com impacto para passageiros capixabas.

Segundo a Zurich Airport Brasil, concessionária responsável pela administração do Aeroporto de Vitória, até o momento foram registrados nove voos atrasados, operados pelas companhias Azul, Gol e Latam. Além disso, três voos foram cancelados em decorrência das restrições causadas pelo tempo no Galeão.

A concessionária também informou que o terminal capixaba recebeu quatro voos alternados. Nesses casos, as aeronaves precisaram pousar em Vitória após mudanças na rota provocadas pelas condições climáticas adversas em outros aeroportos.

Diante da situação, a Zurich Airport orienta os passageiros a consultarem suas respectivas companhias aéreas para acompanhar o status dos voos e verificar possíveis alterações nos horários de embarque e desembarque.

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A operação aérea segue sendo monitorada e novos ajustes podem ocorrer ao longo do dia, dependendo da evolução das condições meteorológicas no Rio de Janeiro.

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Brasil

Ministério do Trabalho e Emprego apresenta raio-X detalhado sobre os milhões de jovens brasileiros no 1º trimestre de 2026

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Apesar de queda no desemprego e avanço na formalização, a permanência no primeiro emprego é o principal desafio da juventude no Brasil

O Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE recebeu, nesta quinta-feira (25), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho (SEET), em uma coletiva de imprensa para a apresentação do diagnóstico em números “Os jovens no Brasil: Permanências e necessidades de mudança”. Baseado nos dados da PNAD Contínua do 1º trimestre de 2026, o estudo revela um mercado de trabalho mais formal e com desemprego em queda, mas acende o alerta para a alta rotatividade profissional e a exclusão social de milhões de jovens.
 

Paula Montagner, subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho, realizou a apresentação dos dados, que expuseram onde estão inseridos os 32,9 milhões de jovens entre 14 a 24 anos (15,4% da população do país). A divisão desse contingente revela que a aposta na educação continua sendo a regra:

  • Só estudam: 12,8 milhões (39%).
  • Só trabalham: 9,6 milhões (29,1%).
  • Estudam e trabalham: 4,3 milhões (13,2%).
  • Não estudam nem trabalham (“Nem-Nem”): 6,2 milhões (18,7%).

Os números chamam atenção para um alerta social mais grave sobre o grupo dos “nem-nem”, que registrou alta sazonal subindo de 5,5 milhões no final de 2025 para 6,2 milhões no 1º trimestre de 2026. O Ministério destaca que este cenário atinge de forma mais severa as mulheres negras e jovens, que majoritariamente precisam abandonar seus estudos e trabalho formal para se dedicar aos cuidados familiares e domésticos.
 

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Outro ponto que o levantamento trouxe foi a barreira do subemprego e salários baixos. O diagnóstico aponta que 84% dos jovens atuam em funções generalistas, sem exigência de qualificação específica (como balconistas e escriturários), e a ampla maioria (7,8 milhões) recebe até 1,5 salário mínimo. Apenas 1 em cada 7 jovens inseridos ocupa postos de nível técnico ou superior. Sobre a jornada média do trabalhador adolescente, os números apontaram que é de 27,3 horas semanais – superando em mais de 7 horas o contraturno escolar e disputando diretamente o tempo dedicado aos estudos.
 

Sobre esses números, Paula comenta: “Essa é uma realidade da nossa sociedade, mas precisamos lutar para que o jovem almeje postos de trabalho maiores e isso exige um esforço individual de uma maior escolaridade, mas também de uma sociedade que precisa entender que o jovem tem que chegar lá e facilitar a vida dele para isso e não criar empecilhos”.
 

O total de jovens ocupados chegou a 13,9 milhões, superando o nível pré-pandemia (2019) em 569 mil pessoas. A taxa de desemprego jovem também caiu pela metade desde o pico de 2021 e atualmente está em 13,8% para a faixa de 18 a 24 anos e 25,1% para adolescentes de 14 a 17 anos – ainda assim, o índice dos jovens é 2,4 vezes maior que a média nacional (5,8%). Somado a isso, 57,8% dos jovens ocupados possuem vínculo formal de trabalho (carteira assinada), somando 8 milhões de pessoas. A informalidade recuou para 39,4% entre jovens de 18 a 24 anos, embora ainda atinja 72,8% dos adolescentes de 14 a 17 anos.
 

Apesar dos avanços na contratação, o diagnóstico joga luz sobre as dificuldades de ascensão e permanência do jovem no mercado: 52% dos adolescentes (14-17 anos) e 38,2% dos jovens (18-24 anos) permanecem menos de um ano no mesmo trabalho.
 

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Por fim, o relatório do MTE detalha os desafios e caminhos para uma melhor integração entre o ambiente escolar e o corporativo: elevar a escolaridade e combater a evasão com programas como o Pé-de-Meia e EJA profissionalizante, focar no público “Nem-Nem”, desenhando capacitações específicas em EAD voltadas para meninos e jovens mães, interiorizar as vagas de Aprendizagem para o Norte e Nordeste, onde a população é proporcionalmente mais jovem e vulnerável e promover o letramento digital e de IA, preparando a juventude para ocupações de maior densidade tecnológica e melhores salários.
 

Para Rodrigo Dib, superintendente Institucional do CIEE, a exposição dos dados no palco do CIEE reforça o papel da instituição como ponte integradora entre trabalho e estudo: “A divulgação desse panorama inédito reforça a relevância da nossa atuação institucional. Mais do que gerar oportunidades, nosso papel é subsidiar o mercado com inteligência e conhecimento para impulsionar a empregabilidade jovem”.

CIEE 62 anos: Imparável
Desde sua fundação, o Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE, maior ONG de inclusão social e trabalho jovem da América Latina, se dedica à inserção de jovens no mundo do trabalho. Além disso, a instituição, responsável pela inserção de 7 milhões de brasileiros no mundo do trabalho, mantém cursos online gratuitos para qualificar a juventude e uma série de ações socioassistenciais voltada à promoção do conhecimento e fortalecimento de vínculos de populações prioritárias.

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Brasil

Influenciadores mirins: entenda novas regras para expor menores nas redes

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Nova resolução do CNJ estabelece critérios para autorização, publicidade e monetização de conteúdos feitos por crianças e adolescentes

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) aprovou na terça-feira (23) uma proposta que regulamenta a concessão de alvarás para “influenciadores mirins” atuarem em plataformas digitais. A nova resolução estabelece critérios para autorizar a atuação de influenciadores mirins, determinando que pedidos de liberação judicial apresentem informações detalhadas sobre a atividade, mesmo quando não houver pagamento direto pelo conteúdo publicado.

A medida busca regulamentar a presença de menores em vídeos, transmissões ao vivo e outros formatos digitais, seguindo as diretrizes do novo Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital). O objetivo é garantir que a exposição nas plataformas não prejudique o desenvolvimento físico, emocional, social e educacional de crianças e adolescentes.

Entenda as novas regras para expor menores de idade nas redes

Pelas novas regras, solicitações de alvará deverão informar dados como contratos de publicidade, acordos comerciais, formas de monetização, parcerias com marcas, impulsionamento de publicações e qualquer outra fonte de renda relacionada à participação do menor nas redes.

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A avaliação será feita individualmente por cada caso. Entre os pontos que deverão ser analisados pelos magistrados estão a frequência das postagens, o nível de exposição da criança, o tipo de conteúdo produzido e a possibilidade de pressão ou exploração por parte de pais ou responsáveis.

O CNJ também determina que sejam observados aspectos como horários de gravação, duração das atividades, períodos de descanso, alimentação, preservação da saúde física e emocional, além da manutenção da rotina escolar.

Segundo o órgão, a falta de acompanhamento poderia fazer com que a produção de conteúdo infantil fosse guiada apenas por números de audiência, engajamento e retorno financeiro, deixando de lado medidas de proteção aos menores.

Ressalvas e proibições de publicidade

A autorização judicial poderá incluir restrições para proteger a privacidade, a imagem e os dados pessoais da criança ou adolescente. Os juízes poderão limitar a quantidade de publicações, determinar cuidados específicos e até impedir determinados tipos de conteúdo.

A resolução também estabelece que menores não poderão participar de campanhas publicitárias consideradas abusivas ou que envolvam produtos proibidos para esse público. Também ficam vetados conteúdos relacionados a apostas, jogos de azar, discursos de ódio, discriminação, violência contra grupos vulneráveis ou situações que possam ser enquadradas como formas graves de trabalho infantil.

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Ainda, valores recebidos por atividades digitais deverão ter destino definido pela Justiça, que poderá determinar onde esses recursos serão depositados.

Os alvarás concedidos terão prazo limitado: até 12 meses para crianças e até 18 meses para adolescentes a partir dos 12 anos completos. O Ministério Público também deverá participar do processo de autorização.

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