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Segurança

Concurso da Polícia Militar: veja o que estudar para as provas objetiva e redação

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Concurso oferece mil vagas para soldado e um salário inicial de R$ 5,7 mil; provas serão aplicadas em agosto

A Polícia Militar do Espírito Santo abriu no último dia 8 de junho as inscrições para seu concurso, com 1.000 

vagas disponíveis em todo o Estado. Os aspirantes ao cargo já devem ficar atentos aos conteúdos que serão cobrados na prova objetiva e iniciar a preparação para as próximas etapas do certame.
Segundo o edital, as provas objetiva e discursiva serão aplicadas no dia 16 de agosto e terão caráter eliminatório e classificatório.
Os candidatos aprovados passarão pelo Teste de Aptidão Física (TAF), previsto para os dias 19 e 20 de dezembro.

Provas objetiva e discursiva

Os candidatos deverão passar por uma prova objetiva com 80 questões e uma redação de caráter eliminatório e classificatório.

A prova objetiva será composta por 20 questões de Língua Portuguesa, 20 de Raciocínio Lógico e Matemático, 20 de Geografia e 20 de História. Cada questão valerá um ponto, totalizando 80 pontos.

Além da avaliação objetiva, os candidatos também farão uma redação dissertativo-argumentativa, com valor máximo de 40 pontos.

Para seguir no concurso, será necessário obter pelo menos 50% da pontuação total da prova objetiva, que é 40 pontos, e atingir, no mínimo, 30% da pontuação em cada disciplina, o equivalente a seis acertos.

Na redação, os candidatos precisarão alcançar pelo menos 20 pontos, o equivalente a 50% da nota máxima.

1. Língua Portuguesa

Entre os temas previstos no edital para Língua Portuguesa, estão interpretação e compreensão de textos, tipologias e gêneros textuais, variação linguística e as funções da linguagem.

Na área de semântica, os participantes deverão estudar relações entre palavras e expressões, como sinonímia, antonímia, metáfora, metonímia, hiperonímia, hiponímia, comparação e redundância.

O edital também prevê questões sobre ortografia oficial, classes gramaticais e seus empregos, incluindo substantivos, adjetivos, artigos, pronomes, advérbios, preposições, conjunções, interjeições e numerais.

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Também serão cobrados conteúdos relacionados aos verbos, concordância verbal e nominal, regência verbal e nominal, além do uso correto da crase.

A parte de sintaxe contempla o estudo das relações entre orações e períodos, incluindo período simples e período composto por coordenação e subordinação.

2. Raciocínio Lógico e Matemática

A prova de Raciocínio Lógico e Matemática cobrará conteúdos relacionados à lógica, interpretação e resolução de problemas.

Em Raciocínio Lógico, os candidatos deverão estudar proposições, tabelas verdade, argumentação lógica, sequências numéricas e de figuras, diagramas de Venn e raciocínio dedutivo e indutivo.

Já em Matemática, o edital prevê questões de aritmética, álgebra, geometria, trigonometria, probabilidade e estatística. Também serão cobrados conteúdos de matemática financeira, como juros simples e compostos, porcentagens, descontos e financiamentos.

A banca ainda exigirá a aplicação de conceitos matemáticos na resolução de problemas, com foco na interpretação de enunciados e no raciocínio lógico.

3. Geografia Geral, Brasil e do Espírito Santo

Entre os temas previstos na prova de Geografia estão movimentos da Terra, paisagens mundiais, relevo, continentes e oceanos, minerais, rochas, solos e questões ambientais.

Na parte voltada ao Brasil, os candidatos deverão estudar as regiões brasileiras, divisão político-administrativa, clima, biomas, relevo, hidrografia, aspectos econômicos e sociais, além de temas ligados à geopolítica e à preservação ambiental.

Já os conhecimentos sobre o Espírito Santo incluem localização e divisão territorial, relevo, clima, vegetação, recursos hídricos, economia, infraestrutura de transportes, turismo, patrimônio cultural e sustentabilidade. O edital também prevê questões sobre os principais desafios ambientais enfrentados pelo estado.

4. História do Brasil e do Espírito Santo

A prova de História cobrará conteúdos sobre a trajetória do Brasil e do Espírito Santo, desde o período colonial até os dias atuais.

No conteúdo de História do Brasil, os candidatos deverão estudar o período colonial, o Império e a República, incluindo temas como independência, Era Vargas, Ditadura Militar, redemocratização e governos contemporâneos.

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O edital também prevê assuntos ligados às relações internacionais, movimentos sociais, história econômica e transformações da sociedade brasileira.

Já na parte de História do Espírito Santo, haverá a cobrança de temas como a colonização e o povoamento do estado, os ciclos do ouro e do café, a participação capixaba no período imperial e na República Velha, além dos impactos da Era Vargas e da Ditadura Militar.

Os candidatos também deverão conhecer o desenvolvimento econômico e social do estado, movimentos sociais e culturais, organização política, patrimônio histórico e a preservação da memória capixaba.

Redação

A redação deverá ter entre 20 e 30 linhas e acontecerá com base em critérios como domínio da norma culta da língua portuguesa, estrutura textual, coerência, coesão, capacidade argumentativa e conhecimento sobre o tema proposto.

A correção da redação terá divisão em três módulos: Formal, Textual e Técnico.

Módulo Formal (15 pontos)
Critério de Correção Desconto Pontuação Máxima
Domínio da norma culta da língua 0,25 por erro 2,5
Pontuação, acentuação e ortografia 0,25 por erro 2,5
Concordância verbal e nominal 0,25 por erro 2,5
Regência verbal e nominal 0,25 por erro 2,5
Colocação pronominal 0,25 por erro 2,5
Estrutura sintática de orações e períodos, elementos coesivos 0,25 por erro 2,5
Total do módulo 15,0
Textual (12,5 pontos)
Critério de Correção Pontuação Máxima
Respeito à estrutura da tipologia textual solicitada 2,5
Sequência lógica e organização do pensamento (introdução, desenvolvimento e conclusão) 2,5
Uso adequado de conectivos e elementos anafóricos 2,5
Observância da estrutura sintático-semântica dos períodos 2,5
Coerência e coesão 2,5
Total do módulo 12,5
Módulo Técnico (12,5 pontos)
Critério de Correção Pontuação Máxima
Compreensão da proposta 2,5
Habilidade argumentativa (atualização, originalidade e relevância das informações) 2,5
Progressão temática 2,5
Conhecimento do tema (domínio e inter-relação dos conceitos centrais) 2,5
Capacidade de análise e senso crítico em relação ao tema proposto 2,5
Total do módulo 12,5
Sobre o concurso

O concurso da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) oferece 1.000 vagas para os cargos de Soldado Combatente. Após a formação, o salário pode ultrapassar R$ 5,7 mil, além de auxílio-alimentação.

  • Requisitos: Para participar, os candidatos devem ter ensino médio completo, idade mínima de 18 anos e máxima de 28 anos no primeiro dia de inscrição.
  • Inscrições: devem acontecer entre os dias 8 de junho e 8 de julho de 2026, pelo site do Idecam.
  • Data da prova: além das provas objetiva e discursiva estão previstas, o concurso também contará com teste de aptidão física, avaliação psicológica, investigação social e exames de saúde.
  • Curso de formação: a formação acontecerá na Academia de Polícia Militar, em Cariacica, com previsão de início em 2027.

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Segurança

Irmãos policiais fazem troca de comando inédita na PM do ES

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Esta foi a primeira vez em 191 anos da PMES em que um irmão transmitiu o comando para outro

Um momento inédito marcou a história da Polícia Militar do Espírito Santo, na segunda-feira (22), em Vitória. Nesta data, pela primeira vez em 191 anos de PM no Estado, um irmão transmitiu o comando de uma unidade para o outro.

O momento solene aconteceu com a transmissão da 12ª Companhia Independente, que patrulha a região continental de Vitória ao major Baltazar Rubim Garcia. Ele recebeu a responsabilidade das mãos do irmão mais novo, Isaac Rubim Garcia.

Isaac assumirá o 1º Batalhão da Polícia Militar, também na Capital. Segundo ele, poder passar o comando da Companhia Independente ao irmão, foi um momento único e histórico, cheio de emoção.

Foi emocionante! Inicialmente, porque transmiti o comando a uma pessoa extraordinária e que cuidará muito bem da Unidade. Em segundo lugar porque sabemos que foi um momento histórico nos 191 anos de existência da PMES.

Major Isaac Rubim Garcia

Família de policiais

Isaac e Baltazar vêm de uma família com seis irmãos em que quatro são policiais. De acordo com Isaac, o desejo de se tornar um policial militar surgiu quando ainda era criança, em 1990.

Isso porque naquele ano, a irmã mais velha, Rosane, ingressou na 

corporação

. Quatro anos depois foi a vez do outro irmão, Ubiratan. Dali para a frente, o desejo de ser policial nunca mais passou.

“Rosane, a mais velha, entrou na PM em 1990 e se aposentou na graduação de subtenente. Ubiratan ingressou em 1994 e se aposentou no posto de capitão. A família sempre ‘respirou’ a Polícia Militar e ficou muito emocionada com o momento. Quando Rosane entrou na PM, eu era uma criança de apenas 7 anos e, desde já, quis seguir os passos dela. Ela foi minha inspiração”, contou.

Para Isaac, assumir o 1º Batalhão é motivo de orgulho e sentimento de honra. Aos 44 anos, o major esta há 25 anos na corporação.

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Segundo ele, poder compartilhar o momento com o irmão torna a celebração ainda mais significativa.

“Isso, de certo modo, é um prêmio para nossa carreira, um reconhecimento também da história que a gente trilhou na Polícia Militar, estou muito feliz e foi no primeiro batalhão que eu iniciei minha carreira operacional, após o Curso de Formação de Oficiais. Comecei aqui em dezembro de 2003, ingressei na Polícia Militar em março de 2001, em dezembro de 2003 iniciei minha carreira no primeiro batalhão e fui até 2010 aqui”, disse.

“Honra e responsabilidade”, diz major

Para o major Baltazar, que assume o posto que era do irmão, o momento se tornou simbólico por conta da responsabilidade que se assume ao se tornar comandante de uma unidade.

Tudo se tornou mais especial por ter vivido o momento, justamente em família, ao lado do irmão e com a presença da mãe e das esposas de cada um.

Foi um momento de grande emoção e significado. Na condição de policial militar, assumir o comando de uma Unidade já representa, por si só, uma enorme honra e responsabilidade. Mas receber essa missão das mãos do meu irmão tornou a ocasião ainda mais especial. Todos os irmãos, nossa mãe, esposas, filhos e demais familiares e amigos vieram prestigiar

Major Baltazar Rubim Garcia

Ainda segundo ele, o momento foi marcado por reflexão sobre a confiança que a corporação tem nos irmãos.

“Recebi a missão com gratidão e o compromisso de dar continuidade ao excelente trabalho desenvolvido na 12ª Companhia Independente, sempre buscando servir da melhor forma à população de Vitória”, disse.

Continuidade ao trabalho do irmão

Segundo Baltazar, assumir a nova missão à frente da 12ª Companhia exige dedicação, equilíbrio e total alinhamento com os valores institucionais da Polícia Militar.

De acordo com ele, as pessoas podem esperar a continuidade do trabalho iniciado pelo irmão, que ele classifica como “pautado na preservação da ordem pública, no fortalecimento do policiamento ostensivo e na aproximação cada vez maior com a comunidade”.

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“Também pretendo dar sequência às ações integradas com outros órgãos e reforçar o emprego estratégico do policiamento, valorizando o profissionalismo da tropa e o compromisso com a missão constitucional da Polícia Militar”, afirmou.

Quem são os irmãos policiais

Isaac Rubim Garcia nasceu em 1982, em Alegre, e ingressou na PMES em 2001, aos 18 anos, por meio do Curso de Formação de Oficiais. Formado em 2003, iniciou a trajetória no 1º Batalhão, em Vitória, onde atuou como comandante de Policiamento da Unidade.

Ao longo da carreira, desempenhou funções como comandante de pelotão de patrulhamento tático motorizado e subcomandante da Companhia de Operações com Cães do Batalhão de Missões Especiais (BME).

Como capitão, passou por unidades como o Batalhão de Polícia de Trânsito, o 14º BPM, a Casa Militar do Governo e o 6º BPM. Já como major, atuou no Ciodes e na Diretoria de Recursos Humanos do Quartel do Comando-Geral, além de comandar por quatro anos a 12ª Companhia Independente. Agora, assume o comando do 1º Batalhão, unidade onde iniciou a carreira operacional.

Já Baltazar Rubim Garcia nasceu em 1979, em Jerônimo Monteiro, e ingressou na PMES em 2007, aos 27 anos, também pelo Curso de Formação de Oficiais, concluído em 2009. Sua primeira atuação foi no 9º Batalhão, em Cachoeiro de Itapemirim, onde exerceu funções como comandante de policiamento da unidade e chefe de seções de planejamento, recursos humanos e inteligência.

Também serviu no 1º Batalhão, acumulando funções de comando e inteligência, além de ter atuado como chefe de curso na Academia de Polícia Militar. Como capitão, passou pelo Batalhão de Missões Especiais, pelo 6º BPM, pelo 2º BPM e pela Diretoria de Tecnologia da Informação.

Já no posto de major, foi chefe da Divisão Operacional do 6º BPM entre 2024 e 2026. Agora, assume o comando da 12ª Companhia Independente da PMES.

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Segurança

Mulher é condenada a 66 anos por matar crianças com ovo de Páscoa

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A Justiça condenou, na madrugada desta terça-feira (23), Jordélia Pereira Barbosa a 66 anos de prisão, em regime fechado, pelo envenenamento e morte de duas crianças em Imperatriz (MA). Elas morreram após comer um ovo de Páscoa enviado à casa delas pela acusada.

As vítimas foram Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, e Evillyn Fernanda Rocha Silva, de 13, que não resistiram após consumir os doces. A mãe deles, Mírian Lira, chegou a ficar dias internada em UTI, mas sobreviveu. O crime aconteceu em abril de 2025.

O ovo que eles comeram continha chumbinho – um pesticida usado clandestinamente no Brasil para matar ratos. De acordo com a denúncia, Jordélia enviou o doce à casa de Mirian por meio de um mototaxista.

Segundo o Ministério Público do Maranhão (MPMA), o crime foi motivado por ciúmes e vingança. Jordélia era ex-namorada do então companheiro de Mirian. O crime aconteceu em abril de 2025, em Imperatriz.

O juiz determinou o cumprimento imediato da pena, manteve a prisão preventiva de Jordélia e negou o direito de recorrer em liberdade. Também foi determinada uma indenização mínima por danos morais de 100 salários mínimos para Mirian Lira Rocha e de 400 salários mínimos para os pais das duas crianças.

A denúncia foi formulada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) e aceita pela 3ª Vara Criminal de Imperatriz. A acusação é formulada pela 8ª Promotoria de Justiça de Imperatriz, cujo titular é o promotor de Justiça Tiago Quintanilha Nogueira. As investigações apontaram que Jordélia enviou chocolates contaminados com chumbinho para a família de Mírian Lira Rocha.

Durante as investigações, a polícia concluiu que o crime foi premeditado. Jordélia teria viajado de Santa Inês a Imperatriz, hospedou-se em hotel com nome falso e contratou um motoboy para fazer a entrega. Os ovos de Páscoa foram acompanhados de um bilhete: “Com amor para Mirian Lira. Feliz Páscoa!!!”.

Ao ser presa em Santa Inês, a polícia encontrou com Jordélia Pereira com perucas, restos de chocolate em bolsas térmicas e um bilhete de ônibus.

Em relação às duas crianças, o júri reconheceu o crime de duplo homicídio qualificado. Foram consideradas as qualificadoras de motivo torpe, uso de veneno, dissimulação e o fato de as vítimas serem menores de 14 anos.

Durante a investigação, a Justiça considerou que não há sinais de que Jordélia Pereira não possa responder pelos próprios atos. Ela foi acusada de duplo homicídio e de tentativa de homicídio.

Em depoimento, Jordélia admitiu que comprou o ovo de chocolate e enviou à Miriam Lira, uma das vítimas, mas negou que teria envenenado o doce e atribuiu a culpa a terceiros. A versão foi considerada infundada pela Justiça.

Material apreendido com Jordélia Pereira Barbosa, 35 anos, suspeita de envenenar família com ovo de Páscoa no Maranhão. — Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão

Material apreendido com Jordélia Pereira Barbosa, 35 anos, suspeita de envenenar família com ovo de Páscoa no Maranhão. — Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão

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