conecte-se conosco


Política Nacional

Ruas é declarado governador eleito no Rio após TRE retotalizar votos

Publicado

Vitória foi confirmada após retotalização neste sábado (10/10). Candidato do PL atingiu 50,88% dos votos válidos e evitou 2º turno com Paes

 

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), foi declarado, neste sábado (10/10), governador eleito pelo estado no primeiro turno após a Justiça Eleitoral anular os votos de Anthony Garotinho (Republicanos). O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) refez a totalização da disputa nesta tarde.

Com a nova conta, Ruas ultrapassou os 50% dos votos válidos necessários para vencer e enterrou a possibilidade de um segundo turno contra Eduardo Paes (PSD), que estava marcado para 25 de outubro.

No resultado divulgado logo após a eleição de domingo (4/10), Ruas havia terminado na liderança, com 49,27%, contra 42,76% de Paes. Garotinho ficou em terceiro, com 3,17%, ou 274.411 votos. Agora, Ruas alcançou 50,88% (4.271.199 votos) contra 44,16% (3.706.984 votos) do ex-prefeito do Rio de Janeiro.

A vitória de Ruas confirmou uma virada que surpreendeu nas urnas. Paes apareceu à frente durante boa parte da campanha e entrou na disputa como favorito, enquanto o candidato do PL tentava reduzir a distância nas pesquisas.

 

Ruas cresceu nas últimas semanas, utilizando a imagem da família Bolsonaro e chegou à reta final mais próximo do ex-prefeito. No domingo, porém, foi além e terminou a votação em primeiro lugar, abrindo vantagem sobre Paes.

 

A definição da corrida ao Palácio Guanabara estava pendente do caso Garotinho. O ex-governador concorreu no domingo, com os votos contabilizados e condicionados a serem validados por decisão final do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na última quinta-feira (8/10), os ministros do TSE decidiram por anular a candidatura de Anthony Garotinho, desconsiderar os votos recebidos por ele no domingo e mandaram a Justiça Eleitoral do Rio refazer a apuração.

Leia mais:  Oposição reage à ação da AGU no STF contra decisão do Congresso sobre o IOF: ‘Atentado à democracia’

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) retirou, em cerimônia na tarde deste sábado, os votos de Garotinho da conta e refez o resultado. Ruas alcançou a maioria absoluta e foi proclamado eleito sem a necessidade de segundo turno.

Aos 37 anos, Douglas Ruas será o governador mais jovem do Rio de Janeiro desde a redemocratização. O posto pertencia justamente a Anthony Garotinho, que assumiu o Palácio Guanabara em 1999, aos 38 anos. A vice-governadora eleita é a vereadora de Niterói Fernanda Louback (PL), de 46 anos. Eles serão empossados em 6 de janeiro de 2027.

 

De azarão a governador eleito

A eleição encerra uma campanha na qual Douglas Ruas começou atrás de Eduardo Paes e ganhou espaço ao longo do primeiro turno.

Paes, ex-prefeito do Rio, disputava o governo estadual pela terceira vez e recebeu o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante boa parte da corrida, apareceu à frente das pesquisas.

Desconhecido, Ruas entrou na disputa após uma articulação liderada por Flávio Bolsonaro (PL) e buscou associar sua candidatura ao bolsonarismo. Ao mesmo tempo, tentou se afastar do desgaste do antigo governo de Cláudio Castro (PL), do qual participou como secretário das Cidades.

 

 

A campanha também foi marcada por ataques entre os dois principais candidatos.

Paes explorou a passagem de Ruas pelo governo Castro e sua proximidade política com Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, preso pela Polícia Federal em uma investigação sobre a relação de políticos com o Comando Vermelho.

Ruas tentou desgastar Paes com episódios da trajetória do ex-prefeito, a relação dele com aliados políticos e a decisão de deixar a Prefeitura do Rio antes do fim do mandato para disputar o governo.

Leia mais:  Bolsonaro se filia ao Partido Liberal nesta terça-feira pela manhã

O deputado estadual também dedicou parte da campanha a agendas com Flávio Bolsonaro e, repetidamente, fez associações entre sua candidatura e a família Bolsonaro. Flávio se empenhou diretamente na campanha do aliado. Os esforços surtiram efeito, e Douglas Ruas começou a crescer nos levantamentos.

Ruas chegou à eleição após uma ascensão rápida na política fluminense. Nascido em São Gonçalo, é filho do prefeito da cidade, Capitão Nelson (PL), formado em direito e concursado da Polícia Civil.

Foi eleito deputado estadual em 2022, deixou temporariamente o mandato para comandar a Secretaria das Cidades e assumiu neste ano a presidência da Alerj após a saída de Rodrigo Bacellar.

 

Sem governador titular

Ruas assumirá o comando de um estado que passou boa parte do ano sem governador titular. Desde março, o Rio é comandado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Ricardo Couto de Castro.

A chegada de um integrante do Judiciário ao Palácio Guanabara ocorreu após uma sequência de mudanças na linha sucessória, com a saída do vice-governador Thiago Pampolha, a renúncia de Cláudio Castro e a vacância temporária da presidência da Alerj.

Para retomar o comando do estado e impulsionar a candidatura de Ruas, o PL tentou levar o deputado ao governo interino ao elegê-lo presidente da Alerj, mas a estratégia esbarrou em decisões judiciais. Mesmo depois de assumir o comando da Casa, o deputado não conseguiu substituir Ricardo Couto no Executivo.

O Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a iniciar o julgamento sobre a sucessão e discutiu se o Rio deveria realizar uma eleição direta ou indireta para escolher quem completaria o mandato. A análise foi interrompida por um pedido de vista do ministro Flávio Dino, e Couto permaneceu no cargo.

publicidade

Política Nacional

Carlos relata visita feita a Jair Bolsonaro: “Está mais magro”

Publicado

O senador eleito por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), visitou o pai, Jair Bolsonaro, neste sábado (10), na casa onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. Após o encontro, ele publicou um vídeo nas redes sociais para relatar o estado de saúde do pai e comentar a conversa entre os dois.

Segundo Carlos, Jair estava consciente e demonstrou estar bem. O vereador também contou que os dois conversaram sobre a situação política do Brasil e brincaram sobre futebol.

– O velho tá consciente, tá bem, tá mantendo por nós aquele pacto que a gente fez junto, que ‘você ficando bem aí, eu fico bem aqui’, tá mantido – relatou.

Carlos também revelou uma brincadeira feita pelo pai assim que se encontraram. De acordo com ele, Jair Bolsonaro comentou sua eleição para o Senado, chamando-o de senador.

Durante o vídeo, o senador eleito afirmou que a permanência em casa, com restrições de movimentação, tem afetado a condição física do ex-presidente. Ele disse esperar que as mudanças no corpo do pai não indiquem um problema mais grave.

Leia mais:  “Sentiram o golpe”: os diálogos que ligam Ciro Nogueira a Vorcaro

– Infelizmente, é aquilo lá, no cárcere, ele fica com a debilitação de, de movimentação, por mais que tenha um cantinho ali para ele se exercitar, definha um pouco, ele fica, fica magro, fica os músculos mais frágeis, a barriga maior um pouco. Espero que isso não seja nada de, de mais grave, mas ele pediu para deixar um abraço para o Brasil inteiro, está com saudade de todo mundo – declarou.

Carlos afirmou ainda que o pai deseja voltar a conviver com apoiadores caso deixe a prisão domiciliar. Segundo ele, Jair Bolsonaro gostaria de passar alguns dias em Mambucaba, no Rio de Janeiro, para encontrar pessoas e conversar.

– Ele sonha, se um dia for solto, e a gente tem certeza que isso vai acontecer, ele fala: “Eu quero passar uma semana em Mambucaba ali para”, ele quer ficar no meio do povo, ele quer conversar… é aquela pessoa que vocês sabem que ele é – afirmou.

Assista:

Leia mais:  STF inicia julgamento de Bolsonaro e aliados por trama golpista

 

Continue lendo

Política Nacional

Após negar autoria, Ana Elisa pede desculpas por mensagens

Publicado

A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) negou nesta sexta-feira (9) ter publicado uma mensagem em que supostamente defendia o fechamento de igrejas e pediu desculpas por outros conteúdos antigos atribuídos a ela. Em nota, sua equipe afirmou que a petista reconhece as publicações de sua autoria e se retrata com quem se sentiu ofendido.

A declaração foi divulgada após personalidades da direita, incluindo o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG, compartilharem inúmeras postagens atribuída à petista. Entre os conteúdos resgatados estão frases como “odeio branco” e “tô nem aí para empreendedor”. Outras publicações criticam evangélicos, defendem o fechamento de igrejas pelo governo e o aborto, além de questionarem a presença de padres nas redes sociais.

– Ana assume o que escreveu, retrata-se e pede desculpas a quem se sentiu ofendido, mas é importante que se diga: aos 21, já não pensa como antes. É católica praticante e defende a liberdade religiosa, o Estado laico e a democracia – diz a nota.

O comunicado não especifica quais publicações motivaram o pedido de desculpas. A equipe, porém, afirma que a maioria dos conteúdos foi publicada quando Ana Elisa tinha 17 anos e acusa adversários de retirar as mensagens de contexto.

Leia mais:  Flávio lê carta de Bolsonaro aos brasileiros; confira a íntegra

– A maioria é de quando Ana tinha 17 anos. A Constituição (art. 227) e o ECA (arts. 17 e 18) protegem a dignidade, a imagem e as ideias de adolescentes e jovens. Usar o que alguém disse aos 17 anos como arma eleitoral afronta essa proteção – afirma o texto.

A respeito da mensagem sobre o fechamento de igrejas, a equipe sustenta que o conteúdo não aparece no histórico da conta da deputada eleita e que ela nunca defendeu essa medida. A nota também anuncia um pedido de perícia para verificar a autenticidade da publicação.

– Ana nunca o escreveu, ele não existe no histórico de sua conta, e ela jamais defendeu o fechamento de igreja alguma. Pediremos a perícia que comprovará a montagem – declara o comunicado.

A equipe também questionou a divulgação da mensagem, supostamente publicada em outubro de 2022, quando Ana Elisa tinha 17 anos. Em meio à polêmica, Ana Elisa desativou sua conta no X e justificou a medida dizendo que sofreu ameaças.

Continue lendo

São Mateus

Política e Governo

Segurança

Camisa 10

Mais Lidas da Semana