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“Sirena” leva a dança flamenca sobre seres mitológicos para o Theatro Carlos Gomes, nesta quarta (8)

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Espetáculo circula por cinco cidades capixabas e chega ao Theatro Carlos Gomes nesta quarta-feira (8), às 19h30, com entrada gratuita

Idealizado e encenado por Ivna Messina, dançarina flamenca há 26 anos, o espetáculo “Sirena” se apresenta no Theatro Carlos Gomes, no Centro de Vitória (ES), nesta quarta-feira (8), às 19h30, com retirada gratuita de ingressos pelo link: COMPRE AQUI

Com os movimentos e a musicalidade da dança flamenca, “Sirena” levará ao palco do Theatro Carlos Gomes o encantamento e os mistérios da mitologia greco-romana. Resgatando figuras como a Sereia, o Fauno, a Harpia e a Medusa, a partir do caráter grotesco e animalesco dos seres híbridos, o espetáculo provoca reflexões sobre a imperfeição e a impureza humana, questionando padrões de beleza e purismos clássicos.

Nesta terça (7), haverá ainda apresentação de “Sirena” para o público cego e surdo da rede pública de ensino do estado. A acessibilidade também se estende com recursos de audiodescrição e tradução em libras em todas as apresentações, além da destinação de 50% da bilheteria do Theatro Carlos Gomes para pessoas com deficiência intelectual, atendidas pelo projeto Vitória Down.

A temporada traz ainda a Oficina de Criação em Dança “Dança Híbrida”, que acontece no dia 11 de julho, em Vitória, e no dia 12 de julho, em Anchieta. As inscrições para as oficinas estão abertas por meio do link abaixo: 

AQUI!

Nesta quarta temporada de circulação, “Sirena” já passou por Domingos Martins, Guaçuí e Cachoeiro de Itapemirim, e chegará ao município de Anchieta no dia 12 de julho. Nas edições anteriores, o espetáculo rodou por diversas cidades dentro e fora do estado, tendo alcançado

diversos públicos e destaque na imprensa local, nacional e em críticas artísticas. O espetáculo estreou em 2022, em quatro cidades do estado e no Projeto Cena Local, no Centro Cultural Sesc Glória. Em 2023 e em maio deste ano, integrou o Aldeia Sesc Ilha do Mel, no Sesc Glória. E em 2024, realizou temporada de apresentações no Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro, em 2024

“A circulação do trabalho vivo, sendo reapresentado e completando 4 anos de existência, é muito importante para o amadurecimento artístico do espetáculo e para alcançar cada vez mais públicos. É sempre muito bom levar o espetáculo para novos públicos e municípios, inclusive para estudantes, que são sempre curiosos, interessados e proporcionam novas perspectivas.”, explica Ivna.

Ivna Messina é artista da dança, que transita entre outras linguagens como as artes visuais e o audiovisual. Atua como bailarina, coreógrafa, diretora, professora e produtora cultural. Pesquisa a dança flamenca desde 2000, e desde 2012, desenvolve o projeto Isso não é Flamenco, que propõe diálogos entre diferentes artistas de diferentes linguagens a partir do flamenco. É intérprete criadora dos solos Bom Sujeito (2016), Pedra (2018) e Sirena (2022). Coordena e orienta o Lab.IC. Coordena também o portal Dança no ES, que registra e mapeia a produção em dança no estado do Espírito Santo. É integrante do Grupo Z desde 2007. Graduada em Artes Plásticas pela UFES e em Fotografia pela UVV, é especialista em Estudos Contemporâneos em Dança pela UFBA e em Preparação Corporal para as Artes Cênicas pela Faculdade Angel Vianna.

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O projeto “Isso não é flamenco” nasceu em 2012, quando a artista Ivna Messina convidou os artistas e coletivos Ignez Capovilla (fotografia), Coletivo Peixaria (desenho e ilustração), André Arçari (multimídia) e Grupo Z de Teatro (artes cênicas) para construir propostas. Desse primeiro momento, surgiram espetáculos como “Joanas”, releitura de Gota D’água em parceria com o Grupo Z, que circulou pela cidade de Vitória e integrou eventos ao longo de 2014 e 2015, como o “Overdoze”, do Centro Cultural Sesc Glória, e o “Sarau Verbo Intransitivo”, na casa da Má Companhia. Em 2014, o projeto participou com uma performance embrião do espetáculo “Bom Sujeito”, no evento Acumulações. Em 2015, em parceria com o pianista Deyvid Martins, realizou a performance Jogo da Memória, apresentada na Galeria Homero Massena.

“Sirena” é uma realização do projeto “Isso não é Flamenco”, de Ivna Messina, e da Secretaria da Cultura do Espírito Santo, por meio do Edital Setorial de Artes Cênicas 010/2024, com recursos do Fundo Estadual de Cultura (Funcultura) e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), e conta com apoio do projeto Sala Baila.

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Serviço e próximas apresentações

Vitória

– 07 de julho – Apresentação – para público cego e surdo

– 08 de julho, às 19h30 – Apresentação – para público em geral

Local: Theatro Carlos Gomes (Rua Barão de Itapemirim, 232, Centro – Vitória, ES) – 11 de julho, às 9h – Oficina de Criação em Dança – para público geral Local: Escola Técnica de Teatro, Dança e Música – FAFI (Av. Jerônimo Monteiro, 656, Centro – Vitória, ES) Anchieta

– 12 de julho, às 14h – Oficina de criação em dança – para público em geral

Local: Centro Cultural de Anchieta Thiago Bezerra Leite (Av. Carlos Lindemberg, s/n°, Centro – Anchieta, ES)

– 12 de julho, às 19h30 – Apresentação – para público em geral

Local: Espaço Cultural Sede do Grupo de Teatro Rerigtiba (Rua Ricardo Rosa de Oliveira, Justiça II – Anchieta, ES)

 

Entrada: Gratuita Retirada de ingressos: – 08 de julho – Theatro Carlos Gomes: retirada a partir de 6 de julho, por meio do link: sympla.com.br/evento/sirena-circulacao-2026-etapa-vitoria/3463238 – Demais apresentações: retirada de ingressos nos locais, a partir de 30 minutos antes das apresentações.

Inscrições para Oficinas: inscrições por meio do link: AQUI!

Mais informações: Instagram.com/issonaoeflamenco/

 

Ficha técnica:

Intérprete-criadora: Ivna Messina

Direção cênica: Alexsandra Bertoli

Direção de arte e programação visual: Farley José

Direção musical: Letícia Malvares

Dramaturgismo: Thiara Pagani

Coreografia: Ivna Messina

Iluminação: Carla van den Bergen

Operação de luz: Daniel Boone

Composição musical: Letícia Malvares (todas as músicas) e Luciano Câmara (Caña da

Medusa)

Mixagem: Luciano Camara

Guitarra Flamenca: Luciano Camara

Percussão: Georgia Camara

Voz e viola de arco: Luisa Sales

Flauta: Letícia Malvares

Fotos de divulgação: Farley José

Confecção de figurinos: Farley José e Clésio Júnior

Produtor executivo: Luiz Carlos Cardoso / Companhia do Outro

Direção de produção: Ivna Messina

Redes sociais: Patricia Galleto

Assessoria de Imprensa: Lais Rocio – Fôlego Comunicação Cultural

Realização: Isso não é Flamenco

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Benedito Ruy Barbosa, autor de grandes sucessos da TV brasileira, morre aos 95 anos

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Aos 95 anos, o autor de novelas ficou conhecido por seu trabalho em novelas como ‘Pantanal’ (1990), ‘O Rei do Gado’ (1996), ‘Terra Nostra’ (1999), ‘Velho Chico’ (2016) e ‘Sinhá Moça’ (1986/2004)

O Brasil perdeu, nesta terça-feira (7), um dos maiores nomes da dramaturgia nacional. Benedito Ruy Barbosa morreu aos 95 anos, em São Paulo. O autor estava internado no Hospital HCor devido a complicações provocadas por uma insuficiência renal crônica, doença com a qual convivia havia cerca de três anos.

A informação foi confirmada à Quem pela assessoria de imprensa do hospital. Segundo o boletim médico, Benedito morreu na manhã desta terça em decorrência de complicações da insuficiência renal crônica (IRC).

Boletim de Benedito — Foto: Divulgação

O velório de Benedito Ruy Barbosa será realizado nesta terça-feira (7), no Funeral Home, na região da Avenida Paulista, em São Paulo. A cerimônia será aberta ao público das 15h às 16h.

Benedito Ruy Barbosa

Benedito foi casado por 56 anos com a atriz Marilene Leonor Barbosa, que morreu aos 75 anos, em decorrência de um câncer, em 2014. Os dois tiveram quatro filhos: EdmaraEdileneRuy Marcelo. Edmara e o filho, Bruno Luperi, já trabalharam em várias tramas da Globo, como Velho ChicoPantanal Renascer.

Raízes

O mais velho de cinco irmãos, Benedito Ruy Barbosa nasceu no dia 17 de abril de 1931, no município de Gália, no interior de São Paulo. Passou a infância na cidade vizinha, Vera Cruz, uma área de cafezais com grande concentração de imigrantes japoneses e italianos. Seu pai, Otávio Barbosa, fundou e dirigiu o jornal A Voz de Vera Cruz até morrer, aos 29 anos, em 1942.

Benedito era criança quando o pai morreu e precisou arrumar um emprego para ajudar sua mãe, Aurora Medeiros Barbosa, que não tinha condições de sustentar a família. Seu primeiro trabalho foi como auxiliar de guarda-livros em uma firma comercial. Sem perspectivas de crescimento no interior do estado, foi morar sozinho em São Paulo, onde passou a estudar à noite e trabalhar durante o dia no escritório que a mesma firma mantinha na capital.

Mais tarde, quando estava mais estável financeiramente, buscou a família no interior e passarem a morar em um cortiço no bairro do Bom Retiro. Benedito complementava sua renda trabalhando como vendedor de verduras na feira e faxineiro em um banco. Depois, graças aos conhecimentos contábeis, conseguiu um emprego no Banco de Boston. Mais tarde, deixou o banco e voltou a trabalhar na firma comercial por alguns anos, em um escritório em Maringá, Paraná.

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Benedito Ruy Barbosa — Foto: Cícero Rodrigues/Globo

Benedito Ruy Barbosa — Foto: Cícero Rodrigues/Globo

Inspiração rural

Durante a temporada na zona rural do Paraná, escreveu seu primeiro romance: Fogo Frio, que, em 1959, a convite de Oduvaldo Viana Filho, se tornaria peça de teatro dirigida por Augusto Boal no Teatro de Arena – vencedora do prêmio principal da Associação Paulista dos Críticos de Arte.

Em 1954, passou em um concurso promovido pelo jornal Estado de S. Paulo e foi contratado como revisor. Sua estreia como repórter aconteceu na editoria de Esportes do jornal Última Hora. Trabalhou ainda na Gazeta Esportiva e foi redator de publicidade da Radial Propaganda.

Nessa época, Fogo Frio virou sucesso de bilheteria e o rendeu um convite para trabalhar como roteirista na agência J. W. Thompson, passando a cuidar de todas as novelas patrocinadas pela Colgate-Palmolive.

Em seguida, contratado como autor pela multinacional, escreveu a novela Somos Todos Irmãos (1966), uma adaptação do romance A Vingança do Judeu, de J. W. Rochester, exibida pela TV Tupi. Trabalhou ainda na Excelsior e na Record, até ser contratado como assessor especial pela TV Cultura, em 1971.

Benedito Ruy Barbosa em 2008 — Foto: Cícero Rodrigues/Memória Globo

Benedito Ruy Barbosa em 2008 — Foto: Cícero Rodrigues/Memória Globo

Sucessos

Naquela ocasião, escreveu a novela Meu Pedacinho de Chão, que foi produzida em parceria com a Globo e exibida simultaneamente nas duas emissoras. Assinou contrato com a Globo em 1976 para escrever O Feijão e o Sonho, novela que deu início à sua bem-sucedida trajetória no horário das 18h.

Logo depois, vieram À Sombra dos Laranjais (1977), adaptação de peça homônima de Viriato Correia, e Cabocla (1979), inspirada em romance de Ribeiro Couto. Depois de uma curta passagem pela TV Bandeirantes, onde escreveu a novela Os Imigrantes (1981), voltou à Globo para fazer Paraíso (1982), Voltei pra Você (1983), De Quina pra Lua (1985), Sinhá Moça (1986) e Vida Nova (1988). Também dirigiu e reformulou os episódios do Sítio do Picapau Amarelo.

Em 1990, Benedito Ruy Barbosa foi para a TV Manchete, onde escreveu a novela Pantanal. O sucesso foi tão estrondoso que, logo depois, voltou à Globo para escrever uma novela das 20h sobre o interior baiano: Renascer (1993). Em 2000, trouxe à tona as raízes da cultura ítalo-brasileira ao mostrar a vida de dois imigrantes italianos que se apaixonam no navio rumo ao Brasil, mas são separados ao desembarcar no país, no final do século XIX, em Terra Nostra.

Benedito assinou ainda dois remakes de suas obras Sinhá Moça e Meu Pedacinho de Chão, em 2006 e 2014. Em 2016, assinou outra saga em parceria com Luiz Fernando Carvalho na direção: Velho Chico, trama que se passa na cidade fictícia de Grotas do São Francisco, no sertão nordestino.

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Documentário ‘Engenho de Farinha do Seu Dato – Tradição e Resistência’ é lançado em Itapema

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Até algumas décadas atrás, a região de Itapema contava com uma quantidade significativa de engenhos dedicados à produção de farinha de mandioca. Atualmente, não mais que meia dúzia desses engenhos seguem em funcionamento e ajudam a manter uma tradição importante na formação da identidade sociocultural da região. Em Itapema, o Engenho de Farinha do Seu Dato mantém viva a tradição no bairro Sertão do Trombudo.  É sobre a atividade deste espaço que trata o documentário ‘Engenho de Farinha do Seu Dato – Tradição e Resistência’, produzido a partir de iniciativa privada com a direção do Jornalista Ricardo Zanon em parceria com a produção da turismóloga Neli Lenzi e locução de JulianaVieira. 

 O Engenho de Farinha do Seu Dato foi fundado pelo pai de Deodato Aprizio Rocha, conhecido na região como Seu Dato. O engenho centenário é um dos últimos remanescentes dos 51 engenhos que existiam na região até o final do século XVIII. A safra da farinha ocorre geralmente entre maio e agosto/setembro, produzindo toneladas de farinha comercializadas no local. Atualmente, o local é mantido por seu genro, Pedro Melzi, e sua filha, Salete Rocha Melzi, preservando instrumentos seculares e a cultura açoriana na região. 

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O Documentário Engenho Seu Dato é um importante registro audiovisual do último engenho de farinha ainda atuante na cidade de Itapema e visa contribuir para a salvaguarda da memória afetiva, emocional, histórica e cultural deste espaço, das famílias tradicionais e deste patrimônio imaterial. O documentário exalta um importante movimento cultural do litoral catarinense e perpetuado por grupos familiares que resistiram em seguir exercendo estes saberes através das gerações. 

Patrimônio Imaterial

No dia 11 de março de 2026, o Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) reconheceu a farinha artesanal de mandioca do litoral de Santa Catarina como patrimônio cultural imaterial do Brasil. 

Assista o documentário aqui: https://youtu.be/FBlHPBJPibA?feature=shared

Localização do Engenho de Farinha: Estrada Geral do Bairro Sertão do Trombudo, nº 6166, Itapema – SC.

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