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Política Nacional

Advogado do Master encaminhou a Vorcaro foto de Gonet fumando charuto em Londres

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O advogado Ciro Soares encaminhou ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, uma foto em que eles aparecem junto com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em degustação de charutos em Londres. O registro foi enviado no dia 19 de junho de 2025.

“PG mandou agora”, disse Soares, que intermediava as conversas entre Gonet e o banqueiro, em mensagem logo em seguida. A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pelo Estadão.

A assessoria de Gonet confirmou o encontro, mas lembrou que o ministro André Medonça, do Supremo Tribunal Federal, atestou durante sessão da Corte que não encontrou ilícito envolvendo o procurador-geral. Na sessão da terça-feira (15) Mendonça fez menção a encontros sociais apenas vinculados ao nome de Gonet.

O relatório da Polícia Federal produzido a pedido do ministro Mendonça, relator da operação Compliance Zero, detalhou os contatos entre eles. O envio da foto ocorreu logo após o dono do Master consentir com a presença do filho do procurador-geral, a quem eles se referem como “Pedrinho”.

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“O Pedrinho, filho do PG, pode ir com a gente, né?”, pergunta o advogado, ao que o banqueiro responde: “Óbvio”.

Nos diálogos, Gonet diz que sente saudades e chama Vorcaro de “máquina” após aceitar convite para degustação de uísque em Londres e de pedir que o filho fosse convidado ao evento.

No dia 15 de março do ano passado, Soares enviou à Vorcaro uma foto ao lado de Gonet e, em seguida, disse: “Liga aqui. Ele quer falar com você.” Logo em seguida, foram efetuadas quatro chamadas de voz.

Treze dias depois, o advogado encaminha a Vorcaro novos recados de Gonet escritos para Vorcaro. “Já estou com saudade de você! Estou embarcando para Roma”, diz. “Manda essa mensagem para ele.” As mensagens contêm a notificação “encaminhada”, que aparece no aplicativo WhatsApp para indicar que um usuário repassou a mensagem de outro.

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Política Nacional

Lula foi ao TSE contra Bolsonaro por aumento do Bolsa Família

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Nas eleições de 2022, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL) por medidas adotadas pelo governo durante a eleição daquele ano. A equipe petista apontou suposto uso eleitoral do então Auxílio Brasil, atual Bolsa Família.

A ação citava três medidas tomadas em outubro de 2022: a antecipação dos pagamentos do benefício, a inclusão de cerca de 500 mil famílias no programa e a criação do crédito consignado do Auxílio Brasil. Para a campanha de Lula, as iniciativas poderiam influenciar o voto de eleitores de baixa renda.

 

 

– Não há dúvidas a respeito do caráter eleitoreiro da medida, uma vez que as pesquisas e até mesmo o resultado do primeiro turno demonstraram que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva possuía ampla vantagem sobre Jair Bolsonaro dentre o eleitorado de baixa renda – afirmaram os advogados de Lula ao TSE. Entre eles estava Cristiano Zanin, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

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A equipe jurídica do petista afirmou que a crítica não era direcionada ao programa social, mas à forma como Bolsonaro e seus apoiadores teriam utilizado os pagamentos durante a disputa eleitoral. Segundo os advogados, havia um claro intuito de conquistar votos.

– A antecipação da concessão de transferência de renda para os eleitores que se encontram em situação de vulnerabilidade possui o condão de influenciar na escolha do voto do eleitor e em sua liberdade de direito de votar, de modo a ferir a lisura do pleito – acrescentaram os representantes de Lula.

REAJUSTE OCORRE A 17 DIAS DO PRIMEIRO TURNO

Nesta quinta-feira (17), o governo Lula anunciou um reajuste de 15% no Bolsa Família, a 17 dias do primeiro turno das eleições de 2026. O decreto publicado pelo Planalto prevê a correção dos benefícios pela inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026.

Com a mudança, o valor mínimo pago pelo programa passará de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio deverá subir para R$ 777. O governo informou que a medida terá impacto de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas em 2026 e de cerca de R$ 22 bilhões em 2027.

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O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, justificou a atualização pela reposição da inflação acumulada no período. A medida, portanto, ocorre no mesmo contexto eleitoral em que Lula, quatro anos antes, havia questionado no TSE ações de Bolsonaro envolvendo o aumento e a ampliação do programa social.

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Política Nacional

Debate entre candidatos a deputado estadual termina em agressão física em SP

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Leonardo Grandini (PT-SP) e Thomaz Henrique (PL-SP) trocaram insultos e agressões; depois do debate, eles afirmaram que não se arrependem

 

Leonardo Grandini (PT-SP) e Thomaz Henrique (PL-SP) protagonizaram troca de ofensas que terminou em violência física durante gravação de debate no podcast Future Cast, ocorrida na noite de quarta-feira (16).

O programa já chegava a mais de uma hora de duração quando a tensão escalonou entre candidatos à Assembleia Legislativa de São Paulo, que chegaram às vias de fato, com troca de tapas.

 

 

A tensão entre os dois não se concentrou apenas no momento final do debate, todo o podcast foi marcado por agressões verbais, ironias e acusações.

Parte dos insultos também eram direcionados a pessoas de seus respectivos grupos políticos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assim como Flávio Bolsonaro (PL) e Nikolas Ferreira (PL), foram alvos de falas em tom acusatório.

Candidatos falam sobre agressão em debate

Os dois candidatos se manifestaram nas redes sociais após o episódio. Thomaz Henrique diz não se arrepender do ocorrido.

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Falei verdades para ele; não me arrependo de nenhuma delas. O cara covarde, como todo esquerdista, tentou me agredir com um tapa, nem homem para fechar a mão. Graças a Deus, estava ali o Panzani que me segurou e a equipe dele […] porque senão eu tinha quebrado a cara desse infeliz e hoje seria eu o vilão”

Thomaz Henrique (PL-SP)

Ao Estadão, alegou que espera não passar por situação semelhante e que consiga “conduzir essa campanha de maneira propositiva”

Por sua vez, Leonardo Grandini também não demonstrou arrependimento.

Chega de diálogo com Bolsogado! Falou da minha avó que foi presa na ditadura e levou!”

Leonardo Grandini (PT-SP), via rede social

O Estadão também procurou Grandini, mas não obteve retorno ainda.

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