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Política e Governo

AVANTE-ES mira o 2° turno: como Marcos do Val pode se tornar fiel da balança no ES

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A convenção estadual do Avante, marcada para este sábado (1º), às 14h, no Vitória Grand Hall, em Santa Luiza, deve confirmar a candidatura do senador Marcos do Val à reeleição ao Senado. Mas não é só isso: o evento carrega um peso político que vai muito além da própria disputa do parlamentar. Como presidente estadual da legenda, Do Val já sinalizou que o partido caminhará sozinho no primeiro turno, sem compor palanques com outros partidos, preservando sua base e evitando desgastes prematuros com os principais grupos que hoje disputam o Palácio Anchieta.

A estratégia, no entanto, aponta para um segundo movimento: no segundo turno, o Avante pretende pesar na balança entre os dois postulantes remanescentes ao governo do Estado. E o capital político de Do Val não é desprezível. Eleito em 2018 com mais de 860 mil votos, o senador construiu, ao longo do mandato, uma base digital robusta, hoje somando mais de 1,5 milhão de seguidores em suas redes sociais, ativo que se converteu em instrumento de mobilização e pressão dentro da direita capixaba.

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É justamente essa combinação, a votação expressiva mais o alcance digital, que deve levar os principais nomes na disputa pelo Executivo estadual a acompanhar de perto a convenção deste sábado. Tanto o governador Ricardo Ferraço (MDB), que busca a reeleição à frente de ampla coalizão, quanto candidatos de oposição, como Lorenzo Pazolini (Republicanos), têm motivos para cortejar o apoio da legenda e do senador na reta final do pleito, marcado para 31 de outubro.

O formato “sozinho agora, decisivo depois” pode transformar o Avante em um dos protagonismos mais estratégicos das eleições capixabas de 2026.

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Política e Governo

Convenção do PT: Helder e Contarato sinalizam aproximação com Casagrande

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Convenção oficializou candidaturas de Helder e Contarato; candidatos deixaram na mão do partido decisão sobre segunda vaga ao Senado

 

A federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, realizou sua convenção nesta quinta-feira (30) em Vitória e oficializou as candidaturas de Helder Salomão (PT) para o Governo do Estado e de Fabiano Contarato (PT) à reeleição ao Senado Federal.

No evento, os dois sinalizaram que pode haver uma aproximação com o também candidato ao Senado Renato Casagrande (PSB), após o ex-governador declarar voto em Lula (PT) para a presidência, mas deixaram a possibilidade nas mãos da federação.

Helder revelou que há diálogo com Casagrande e com o PSOL e que o partido busca ampliar as alianças nessas eleições, mas a federação ainda vai decidir sobre a segunda vaga ao Senado. O deputado federal também disse que, caso o candidato do PSB queira participar das ações da campanha de Lula, será bem vindo.

Nós vamos fazer o que for melhor para a pré-candidatura do Lula aqui no Espírito Santo. O ex-governador ter declarado apoio ao presidente Lula aproxima a pré-candidatura dele ao Senado do nosso movimento. Mas essa decisão não será minha, será da federação.

Helder Salomão (PT)

Já Contarato afirmou que a federação precisa decidir o quanto antes sua posição. O senador disse que o Espírito Santo “tem a oportunidade de mandar dois bons senadores progressistas para o Senado”, mas evitou confirmar o nome de Casagrande.

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A convenção do PT-PCdoB-PV também oficializou a Professora Valdirene (PT) como candidata a vice-governadora na chapa de Helder, além de Evani Reis (PT) e Neio Lúcio Pereira (PCdoB) como suplentes de Contarato.

 

“Serei a surpresa das Eleições”, diz Helder Salomão

Fabiano Contarato e Helder Salomão

Segundo Helder, ele será a “surpresa das Eleições“. O candidato do PT afirmou que Lula vai reverter a corrida eleitoral ao Governo do Espírito Santo e cravou que estará no segundo turno.

Quero apresentar uma proposta na certeza de que eu irei para o segundo turno. A chance do Lula virar o jogo e ganhar as eleições aqui no Estado é muito grande. Nós estamos percebendo um feedback cada vez maior para que nossa candidatura alcance o número de votos necessários para ir para o segundo turno.

Helder Salomão (PT)

O deputado ainda cutucou os adversários ao Palácio Anchieta em seu discurso. De acordo com ele, sem citar nomes, os concorrentes estão disputando para ver quem abraça mais pautas da extrema-direita.

Helder reforçou as críticas a Lorenzo Pazolini, pré-candidato ao governo pelo Republicanos, que fechou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) para a presidência. Para o petista, o ex-prefeito de Vitória tem um projeto “autoritário”, que “não tem a ver com o povo”, e se aliou com “quem articulou o tarifaço no Espírito Santo”, se referindo a Flávio.

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Helder: “Quero ser o governador mais municipalista da história”

O candidato do PT também citou algumas de suas propostas durante a convenção, reconheceu o desenvolvimento do Estado e disse que pretende ampliá-lo para o interior capixaba.

O petista afirmou que pretende fornecer atendimento médico especializado nos municípios do interior, fortalecer os municípios e integrar o desenvolvimento do Estado com as economias de cada região.

Vamos trabalhar para interiorizar o desenvolvimento do Espírito Santo. Quero ser o governador mais municipalista da história capixaba.

Helder Salomão (PT)

De acordo com Helder, ele pretende construir um mandato em diálogo com o povo capixaba, especialmente os grupos de minoria e periféricos. O candidato do PT também falou que irá lançar o PAC contra o feminicídio, para combater a violência contra as mulheres.

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OAB-ES pede apoio da bancada do ES contra projeto de lei que pode dificultar o acesso à Justiça

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A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo (OAB-ES) encaminhou ofício aos deputados federais da bancada capixaba solicitando a rejeição do Projeto de Lei nº 2.239/2022, que altera os critérios para a concessão da gratuidade da Justiça. No documento, a Seccional pede o apoio dos parlamentares para que a proposta não seja aprovada, preservando o acesso da população ao Poder Judiciário.

Pelo texto aprovado no Senado Federal e atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados, a gratuidade da Justiça passaria a ser concedida automaticamente apenas às pessoas com renda líquida mensal de até dois salários mínimos ou inscritas em programas assistenciais do Governo Federal.

 

 

Na avaliação da OAB-ES, a mudança estabelece um critério excessivamente restritivo e desconsidera a realidade econômica de milhares de brasileiros que, embora tenham renda superior ao limite previsto, não possuem condições de arcar com custas processuais, honorários periciais e demais despesas de um processo sem comprometer o próprio sustento e o de suas famílias.

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A Ordem ressalta que a legislação atualmente em vigor permite ao magistrado analisar cada caso de forma individual, levando em consideração a efetiva capacidade financeira do cidadão para conceder o benefício da gratuidade da Justiça. A substituição desse modelo por um limite fixo de renda, segundo a Seccional, ignora as diferentes realidades socioeconômicas da população e pode restringir o acesso ao Judiciário justamente daqueles que mais necessitam da tutela jurisdicional.

 

No ofício, a OAB-ES destaca ainda que a proposta pode afrontar o direito fundamental de acesso à Justiça, assegurado pela Constituição Federal, ao dificultar que pessoas em situação de vulnerabilidade econômica tenham seus direitos apreciados pelo Poder Judiciário.

Diante desse cenário, a Seccional solicita o empenho da bancada federal do Espírito Santo para que o Projeto de Lei nº 2.239/2022 seja rejeitado. A OAB-ES também colocou sua estrutura técnica à disposição dos parlamentares para contribuir com a construção de uma solução legislativa que assegure o pleno acesso à Justiça e preserve um dos direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal.

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A presidente da OAB-ES, Erica Neves, explica a posição da Seccional. “O acesso à Justiça é um direito fundamental assegurado pela Constituição e não pode ser limitado por critérios que desconsiderem a realidade econômica da população brasileira. A OAB-ES manifesta preocupação com o Projeto de Lei nº 2.239/2022 porque entendemos que um teto rígido de renda pode excluir milhares de cidadãos que, embora não se enquadrem nesse limite, não têm condições de arcar com os custos de um processo judicial sem comprometer sua própria subsistência. Defendemos que a análise da concessão da gratuidade da Justiça continue considerando a efetiva capacidade econômica de cada pessoa, preservando a atuação do magistrado e garantindo que nenhum cidadão seja impedido de buscar seus direitos.”

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